Uma Viagem Perfeita

18 Capítulo 15 - ამბორი


Notas iniciais
ამბორი = Beijo
Vamos ao Beijo
LÁLÁLÁ =)
O momento que muitos esperaram.
Espero que gostem e me desculpem pela demora (estou em semana de provas =s).
E estou sem tempo, mil desculpas =s volto com mais tempo. =)
Se quiserem, leiam escutando Innocent - Taylor Swift ou Enchanted tambem da Taylor Swift (minha divaaa ^^)

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Apolo chegou ao hotel pouco tempo depois, exausto de tudo. Nem mesmo a TV ligou, passando pelo quarto direto ao banheiro. Tirou as roupas, ligou o som e afundou-se na água quente da hidromassagem, relaxando todos os músculos tensos e desligando a mente de tudo ao seu redor. Fora um momento só para sentir seu coração batendo com saúde contra suas costelas, escutar o som da sua respiração a cada inspiração e expiração, sentir a temperatura contra sua pele sensível. Isso sim era descansar. Para uma viagem, até que isto estava tornando-se uma dor de cabeça, literalmente. As pontas fracas tocavam seu crânio neste momento, e o descansar era a melhor maneira de evitar piorar a dor.

Apos vários minutos, quase deitado na hidromassagem, resolveu sair. Tomou uma ducha a fim de retirar a espuma aromática e secou-se com lentidão. Vestiu-se apenas com uma calça de moletom. O clima não estava frio, e sentiria calor se dormisse com mais.

Então, em frangalhos, muito cansado, Apolo deitou em sua cama e dormiu.

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Eram praticamente duas da manha quando Artemis acordou com um pulo, as lagrimas a escorrer pelo seu rosto e sem recordar o pesadelo que a fez ficar assim. Era algo ruim, sentia isto em seu coração e o cansaço de ter dormido chorando não melhorou em nada a conter tal dor. Com um soluço baixo, ela abraçou o travesseiro e caiu em choro, a espera de sucumbir ao reino de Morfeu. Ela só se deu conta de que não daria certo no instante em que se mostraram ser duas e meia, e nada do choro passar. Ela precisava de um abraço, apertado e seguro, como quando Zeus a envolvia em seus braços e a apertava contra seu peito. Precisava que aquele medo passasse. George não entenderia e a ultima opção que sobrava era seu irmão.

Sem pensar muito, coberta de medo, saiu pela porta do seu quarto, os olhos ligados aos mínimos movimentos, e adentrou pela porta, o de frente ao seu. O cheiro inconfundível de dia ensolarado lhe disse quem era o dono. Teve medo de encontrar a loira dormindo ali, com ele, e mesmo assim arriscou. Seu pânico beirava a sua fortaleza fria contra seu irmão. Com suavidade, apesar das mãos trementes, ela fechou a porta do quarto com um estalo muito baixo e andou a passos rápidos, mas cuidadosos para o segundo cômodo da suíte. Exatamente como imaginara, Apolo encontrava-se. De lado, a cabeça loira em um travesseiro e calmo, relaxado.

Então, muito lentamente, andou na ponta dos pés até a cama, segurando o choro e o medo, ainda que as lágrimas caíssem, e enfiou-se debaixo da coberta já quente pela temperatura dele. E todos seus passos de evitar acordá-lo foram em vão. Só com o leve afundar da cama para adaptar-se ao seu peso, ele piscou de leve, os olhos enevoados de sono.

- Artemis? — questionou sonolento, encarando-a, surpreso.

E então a sua preocupação desencadeou o que ela tentava segurar. As lágrimas caíram sem medo pela sua face e um soluço alto subiu pelo seu peito, através da dor que a afetava. Apolo, assustado com o ataque súbito, acordou de uma vez e a puxou para seu peito, um braço ao seu redor enquanto beijava de leve sua testa. — Ei, ei, o que aconteceu?

Ela teve de respirar três vezes, das quais ele a apertou mais contra si e o máximo que saiu de sua boca foi um "Pesadelo". E ela soube que ele não precisava de mais para entendê-la. Artemis afundou o rosto em seu pescoço, as lagrimas caindo pelo seu ombro, geladas como a pele dela, de puro medo e terror. Fosse o que fosse, havia assustando-a mais do que qualquer outra coisa.

- Vem cá — sussurrou ele, dando a volta com os braços pelo seu corpo e cruzando a pernas entre suas, as mãos masculinas a acarinhar o cabelos onix. Carinhosamente, colou seus lábios em sua tempora. — Nada de ruim vai te acontecer, ok? Eu to aqui, pode confiar em mim.

Ela não disse, mas assentiu quando devolveu o abraço, a bochecha contra o pescoço com cheiro de dia ensolarado enchendo o seu nariz com este aroma. Muito deliberadamente, devagar, o corpo dela parou de tremer dentro do circulo protetor dos braços dele e ele pode apreciar a forma como estava preso a ela, mesmo que tivesse sido causado por causa de um pesadelo. Suas mãos, vagarosamente alisavam suas costas, seus lábios murmurando coisas sem nexo para ela acalmar-se até que seu rosto se ergueu. Levava os olhos vermelhos, o rosto molhado e o pavor evidente, mesclado ao prateado.

- Obrigada — balbuciou ela, aconchegando-se em seu calor. — Não queria te acordar.

Ele sorriu, aliviado, um dedo a afagar a bochecha gelada de sua face.

- POderia me acordar qualquer hora do dia, Artemis. Voce estva sem controle, agora — então, ele afundou o rosto em seu cabelo, inalando o perfume unico dela de floresta e flores selvagens — Quer conversar sobre o pesadelo? Eu posso tentar te ajudar se quiser.

Ela estremeceu.

- Eu... eu não lembro. Foi como se... se não quise-quisessem que eu visse.

- Uhum — sim, ele sabia muito bem como era a sensação. E pelo modo dela, o pesadelo devia ter sido um dos feios que talvez fosse até melhor não saber. — Acho melhor descansar, Artemis.

- Só uma coisinha antes — tom embragado de sono.

- Diga, petite.

- Amanha fica comigo? Eu não quero ficar com o George, é chato.

Ele poderia até rir agora, mas seu coração pulando não permitiu. Inclinou-se muito lentamente, avisando que aproximava-se, para beijá-la na bochecha, divertindo-se do medo quando...

.... ela girou o rosto e seus lábios tocaram os dela. Foi um choque ao seu coração que pulou pelo contato inesperado. E então ela abriu a boca para beijá-lo e a mente de Apolo voltou a funcionar. Sem medo dessa vez, ele segurou-lhe as medelas negras da nuca entre seus dedos e a empurrou de leve contra a cama, sua lingua ganhando espaço em sua boca. Era o gosto de frutas silvestres em uma escla ainda maior que a da ultima vez. Mais potente. Mais... a deusa entre seu braço. Artemis correspondeu sua investida, com sua maneira doce e amavel, que ele sempre desejou. A lingua dela lenta sobre seus lábios, os dentes mordendo devagar e as mãos presas em seu cabelo, pedindo por mais. E aprofundou ainda mais, seu coração sobre a mão dela, pulava, louco. Sua respiração defeituosa, tanto quanto a dela e os lábios cada vez mais ávidos, as mãos bobas mais perigosas. Mas não desejava passar dos limites, não quando ela lhe dera a confiança de ser beijada.

E com muita suavidade, Apolo foi esfriando o beijo, apesar do corpo em chamas, as mordidas delicadas, sem aquela brutalidade da luxuria, e outra vez a tinha contra seu peito. O ar, de repente rarefeito, não parecia fazer o necesário para tudo diminuir a pulsação rapida do sangue nos deuses. Mas, Apolo, não queria deixá-la. Devagar, colou alguns beijos lentos pelo seu pescoço, uma caricia suave contra as marcas que deixara antes, até seu rosto, onde colou as bocas por varios segundos.

Sem acreditar, ele abriu seus olhos, com medo de tudo desvanecer e a viu, ronronando com prazer em seu pescoço, de olhos fechados, o apertando mais contra si.

- Artemis, sempre ficarei ao seu lado — suspirou, feliz, a puxando para mais perto, aquecendo sua pele gelada com a sua, quente. E o som de um bocejo ecoou ao fazer isso. — Boa noite, petit — murmurou contra seu ouvido, para depois colar um beijo sua tempora — Bons sonhos e qualquer coisa estou aqui.

Ela suspirou.

- Obrigada, Sol — a sua respiração deliciosamente gelada contra sua pele — Por tudo.

E com medo de mais pesadelos, que ele afagou o seu cabelo até dormir, calma, encaixada em corpo e assim, adormeceu, com o cheiro e sabor dela em sua memória.

Notas finais
Desculpem, outra vez ^^
Mas, voces gostaram? *-----*
Admitam que foi fofo... AIaiAI, Apolo *suspiro*