Uma Viagem Perfeita
19 Capítulo 16 - Passeio à Moda Antiga
Notas iniciais
Sorry.
Ah, Escutem "The Story Of Us - Taylor Swift" ^^
AWNNNT *----------------* Amo esse capítulo, tãaaaoooo perfeito =)
I don't know what to say
Since the twist of fate *Cantando*
O sol filtrava pelas janelas venezianas do quarto quando Apolo acordou, animado e sorridente. E ele sabia muito bem o motivo desta exaltação sem cabimentos. Artemis. O deus suspirou e procurou a deusa que deveria estar em seus braços. Só havia o vazio e o cheiro suave e quase dissolvido entre seu cheiro. Pouco sobrara do perfume de floresta e flores selvagens único daquela que havia pedido consolo com seu abraço e seu carinho. Poderia até mesmo rir por nada e fazer doações em grandes escalas só com esta lembrança.
- Temos muito o que fazer hoje — disse a si mesmo com um repuxar de lábios, fitando o teto. Do jeito que estava, sem duvida que quem visse pensaria estar vendo um adolescente de tão em júbilo. E o deus realmente se sentia assim.
Girou pela cama até seus pés encontrarem o chão gelado e ergueu-se, a vista da cidade ainda adormecida a linha de seu olhar. Era linda, perfeita... Como Artemis. Outra vez os pensamentos se voltavam para aquela mulher tão... Fascinante que nem se quer era igual a si, mas sim completamente diferente. Teve vontade de rir de si mesmo com essas idéias, sempre voltadas a ela. Nem mesmo um homem louco por alguém deveria ficar deste modo.
Mas, nenhum tinha Artemis, por outro lado.
E nem teriam um dia com ela.
Recordando de seu pedido, correu para o banho. Não queria nem mesmo um segundo se quer com ela.
Artemis já chamava o elevador no instante em que ele cerrou a porta do quarto e a trancou. Estava deslumbrante como todas as demais vezes que a vira. Mas, dentre todos os modelos escolhidos por ela, sem duvida de que este era o que lhe encaixa melhor em sua personalidade. As calças skinnys pretas de couro grudavam-se e adaptavam-se com perfeição a todas as curvas sinuosas de suas pernas grossas e definidas sem exagero abaixo de uma blusa de tricô em um tom suave de rosa. A perfeita mistura de guerreira e delicada, e sempre no poder, com aqueles sapatos de salto alto pretos. Concentrada com a demora do elevador, a deusa nem notara a chegada do deus atrás de si. De fato, ele a viu assustar-se por alguns segundos antes de associar quem era. Quase riu pela sua confusão momentânea.
- Bom dia — falou em uma voz animada que explicitava tudo aquilo que havia em seu peito.
Ela sorriu ao escutar o timbre e corou. Ele soube do que ela recordava, mas aquela coloração avermelhada tirou-lhe qualquer fala. Com os cabelos pretos presos em um rabo de cavalo chamando atenção ao seu rosto, seus olhos sobressaíram, ainda mais depois do rubro de suas maças. Nunca havia visto seus olhos tão bonitos. Brilhavam. Tinham luz própria. Talvez, estivesse tão feliz como si mesmo.
Sem saber bem porque (ou tendo total consciência do que era), inclinou-se contra seu pequeno corpo e, com uma mão segurando com suavidade o rosto dela, colou um beijo doce em sua boca. Ainda estava fresca pela pasta de dente que havia usado, mas o gosto único dela destacava-se com força em sua língua. Mostrando seu jeito de dizer um ótimo "bom dia". Para sua surpresa, pois de fato esperava que ela o afastasse com medo de alguém vê-los de maneira tão comprometedora, ela tocou seu peito, acima de seu coração, subindo na ponta dos pés para deixar aquela caricia durar um pouco mais. Ele jamais esperou da parte dela ter retribuição tão... Total. Nem mesmo havia reclamado. E, com isso, sorriu contra seus lábios. Estava entregue a ele.
E então a lembrança de George fez afastar-se vagarosamente dela, mas com um sorriso inquebrável. Também presente no rosto dele.
- Quebrando as regras — fora a primeira coisa que ela dissera, depois de recobrar uma respiração normal.
Atrás de si, o elevador jazia aberto, a espera deles, convidando-os para curtirem a cidade naquele ultimo dia tão especial. E Apolo jamais queria perder minutos preciosos ali, onde poderiam muito bem serem pegos juntos. Com uma risada, a guiou até o móvel de ferro, já apertar o botão assim que esteve dentro, um braço ao seu redor, protetoramente. Nada a tirá-la-ia de perto dele.
- Começar a manha bem é o melhor modo para se ter um desenrolar do dia perfeito — explicou a sorrir malicioso, encostando o corpo dela contra si, o rosto a aventurar-se pelos seus cabelos ônix que caiam do penteado. Aquele cheiro era simplesmente maravilhoso para ele. — Alem do mais, só quebro as regras quando estou muito feliz.
Ela sorriu.
- Feliz é?
Ele riu baixo.
- Muito mais do que imagina. Teremos um longo e divertido dia.
- Não me decepcione. — tom divertido — Se não, volto para o hotel.
- Não irá, prometo-te.
Seguiram juntos pelo enorme saguão, as mãos afastadas, mas loucas para se trançarem. Lado a lado, conversando e sorrindo. Fora como se pela primeira vez, realmente se vissem e se divertissem com isso. Aquilo não parecia fazer lógica a nenhum dos dois. Muito menos o porquê de estarem tão conectados neste dia. Alem do beijo. Ah, sim, eles se recordavam a todo o momento deste momento.
Artemis apoiou a sua mão no ombro dele e o puxou com suavidade para baixo, sem esforço algum de modo a poder sussurrar em seu ouvido.
- Vamos pra longe — aquele pedido era tudo o que ele queria escutar. Esteve um pouco incomodado com a idéia de ter de tomar um café da manha acompanhado de George. De longe a ultima coisa que queria fazer era fitar como Artemis teria de estar ao lado do humano. Se é que agüentaria isto. Já nem se quer se conhecia mais. Quer dizer, só não reconhecia aquelas partes suas que não se tratavam da deusa. Ele sorriu e assinalou com a cabeça para a saída.
Em poucos segundos depois, a chave do Porsche amarelo lhe era entregue pelo manobrista que muito rapidamente havia ido pegar o automóvel. Com um sorriso, Apolo abriu a porta para que Artemis adentrasse o carro, convidando-a a um caminho sem volta de ficar o dia inteiro a sua companhia. Ele pode ler naqueles lhos prateados ao deslizar para o banco de couro como estava se deliciando com essa quebra de rotina e sem qualquer pingo de arrependimento. Era incrível como só com um olhar ele já conseguia compreender a sua linha de raciocino.
Uma batida de coração e ligava o carro, prontos para se divertirem, deixando para trás George, Caroline e todos os outros problemas.
Depois de andarem quase infringindo as leis de transito enquanto riam, Apolo havia parado em um canto afastado da movimentação da cidade, preferindo um local mais calmo, logo apos terem comprado café e alguns donuts nada saudáveis como café da manha apressado. Encostado contra a parte da frente do carro, com Artemis entre seus braços, escorada em seu peito, Apolo suspirou. Agora sim poderia ficar ali para sempre. Sem qualquer defeito. Nem mesmo a falta de sol lhe faria desistir disto.
- Acorda — cutucou ela seu bíceps com um sorriso — Parece ter se desligado.
- Estava pensando na vida.
- Ou na imortalidade?
Ele riu, se inclinando rapidamente para grudar com muita suavidade seus lábios aos dela, sentindo seu coração arrancar em disparada sob o toque gelado dela.
- Pensando em tudo e como vim parar aqui. Nesta cidade... — ergueu o olhar para a cidade que se desdobrava pelo horizonte, o queixo acima da cabeça da deusa — Curtindo uma viagem. Com você, aqui, em meus braços — fez uma careta — Isso soou muito gay.
Ela riu, girando de um modo que pudesse passar os braços pelo seu pescoço. Dando-lhe a vista privilegiada daqueles brincalhões olhos prateados.
-Foi fofo, não gay — garantiu aos sorrisos — Alem do mais, acho legal que goste de ficar comigo.
Apolo ergueu uma sobrancelha.
- Só legal?
Ela revirou os olhos.
- E seria algo a mais, Apolo?
- Hum... Que tal — murmurou perto de seus lábios — Perfeito?
Com uma risadinha dela, colou suas bocas, tragando algo que ela pretendia dizer. Sem esperar mais, ele se viu apertando-a contra si, as mãos espalmadas pelas costas macias e femininas de Artemis. A deusa tão pouco se importou, percebeu em jubilo, a enterrar os dedos nos seus cabelos loiros da nuca, pedindo sem palavras que aprofundasse ainda mais o beijo. Seus corações juntos, imprensados um contra o outro com a proximidade, pulavam em velocidade extraordinária, com força. Para ele, era a primeira vez que ficava assim diante de alguém: louco, desejando cada vez mais e tão carinhoso. Não era de seu feitio ser tão amável. Costumava ser só uma chama, uma luxuria momentânea sem graça. Mas, ali, acarinhando o finalzinho da coluna de sua irmã, descobriu ser algo ainda mais profundo. Algo desconhecido e toxico de alegria que o deixava bobo e lerdo como jamais se encontrara antes. Tudo causado só pela presença daquela mulher contra seu corpo que agora deslizava uma das mãos pelo seu rosto de um modo tão... Nobre que tocara-lhe ao fundo de seu coração.
Tão pouco teve alguém tão doce, divertida, segura de si e linda como ela.
Era única.
E para sua surpresa, descobriu-se capaz de deixar tudo só para ter aqueles lábios contra os seus e poder desfrutar daqueles sentimentos.
Então, muito vagarosamente, ela foi parando o beijo, permitindo tempo para que ele recobrasse um pouco de sua respiração rarefeita. E para a perplexidade para o deus, a deusa escorregou seus lábios para detrás de sua orelha. Um arrepio passou pelo seu corpo. Um arrepio de puro prazer. Ela era tão docemente... Inexplicável. Fazia tantas coisas que o deixavam sem reação ou pasmo de uma forma muito boa. E mais uma vez, ela fazia isso.
- É isso que sinto quanto faz isto — sussurrou roucamente contra seu ouvido, um sorriso visível em sua voz. — Devia tomar mais cuidados com suas ações.
Ele teve vontade de rir, mas a mão dela subindo pelo seu pescoço fora o suficiente para esquecer qualquer linha de raciocínio. E acabou encontrando-se, outra vez mais, a trazendo para mais perto de si, até alcançar sua boca com rapidez, com um desejo estranho a ele. Mas que o fez sorrir de vê-la ter as pernas fracas. Fora como um choque ao seu coração, um prazer sem medidas ao tomar nota de que a deixava assim. E, novamente, teve de parar, caso não quisesse que suas mãos descobrissem mais daquele corpo feminino a sua frente.
- Vou tomar mais cuidado com as reações também — disse ele, sem ar, com sua testa contra a dela. Aquilo sim era o... Certo. Sim, estar com ela era o certo. Todas as qualidades de uma mulher estava ali, ao alcance de seus dedos. Era ela. — E vou ter que controlar você por outro lado.
Ela riu.
- Eu deixo o Deus Todo Poderoso Apolo sem jeito?
Um sorriso se apoderou dos lábios um pouco adormecidos e formigando do homem desconhecido por sua mente.
- Perdido, sim. Sem jeito, jamais. — enrolou um dos fios ônix em seu dedo, adorando a maciez deles. — Alem do mais, petit, não sou eu que fico maliciando pessoas com guarda baixa como fez agora.
- Porque eu sou má.
- Muito, muito má.
Antes que ele pudesse ter outra chance de beijá-la, que era somente o que pensava, Artemis desviou de seus braços e saiu correndo. Foi claro a ele o que ela desejava que ele fizesse. E por alguns segundos, deu-lhe a dianteira. Permitindo que se afastasse a poucos metros de si, uma vez que seria injustiça correr atrás dela agora, já a deusa usava salto alto e até tomava uma boa vantagem. Com casualidade, bateu as mãos na calça jeans para retirar a sujeira inexistente e sorriu. Isso seria divertido.
- Um... — gritou — Dois...
No três, correu atrás dela que já ria sem nem mesmo te-la agarrado ainda. O deus aumentou a velocidade, assistindo os cabelos dela se movendo pelo ar ou o modo como olhava para trás com um sorriso desconcertante, quando a pegou entre seus braços e a ergueu sem esforço. Sua risada alta e deliciosa como de uma criança alastrando-se pelo cais praticamente vazio.
- Isso foi injusto — mimou entre os risos — Você corre mais do que eu.
- Ainda deixei você ir primeiro.
Ela rodou para estar de frente para si e ergueu uma sobrancelha.
- Cansado, Apolo?
Era notável que a deusa havia percebido como seu peito subia e descia sobre suas mãos.
Sorriu.
- Você até corre rápido para quem está usando saltos.
- Anos perseguindo monstros fazem isso com você. — franziu o nariz — Mas, garanto que nunca fora com algo nem remotamente perto desse sapato tão alto.
Muito calmamente, os olhos azuis do deus escorregaram pelas curvas modeladas da garota, analisando-a. Até, devagar, retornar a fitá-la, um desejo refreado visível em seus orbes cor do céu — ainda que este não soubesse. Segurava-se ao máximo para não agir de modo exagerado a ela, pois o maior estrago que faria seria deixá-la ver seu lado tão safado que achava ser impossível ter igual. E ela corou.
- Você devia usar mais saltos — sorriu — Você fica linda com eles.
Estava bem a vista que o comentário a pegou desprevenida e o máximo de reação que pode ter com tamanha perplexidade do elogio fora tornar as maças já rosada em rubras de tão sem graça que ficara.
Ela deu uma tossida fraca, desconfortável.
- Obrigada. — a voz baixa e então olhou para algo atrás de si — Vamos, temos muitos lugares para irmos ainda.
Sem deixar que dissesse mais, Artemis pegou a sua mão, trançando os dedos, e o puxou. Sim, teriam uma Veneza inteira juntos.
Desceram em vários pontos turísticos, de mãos dadas, conhecendo os locais enquanto curtiam o fato de estarem juntos. E de uma forma que nem de perto poderia ser considerada de irmãos. Ele ria dela quando a mesma se sujou de capuchinho durante o tempo que estiveram na Praça Campo Santa Margherita, desfrutando de uma parada para tomarem algo. No Arsenale, Artemis jogou pipoca em seus cabelos loiros e saiu correndo, se divertindo da vingança. Passaram de gôndolas a frente do Palazzo Grassi e fitaram o alto para poder ver os desenhos presentes na Ponte Dos Suspiros enquanto deslizavam abaixo da mesma. Compraram lembrancinhas nas lojas da Ponte di Rialto. Artemis riu da pequena embarcação de pelúcia que ganhara dele. E em troca, deu-lhe um chaveiro do monumento jazido no Aeroporto Marco-Polo para colocar junto da chave do seu Maserati. O deus gargalhou por aquilo e passou um braço a sua volta, a guiando dentre o local.
- Poderíamos levar um desses para Atena — apontou Artemis se referindo a um pequeno chafariz que lembrava muito vagamente um que Poseidon tinha feito na cidade de Atena, durante a pequena competição à milênios atrás. — Garanto que ela amaria.
Eles riram, e mesmo tendo perigo de morrerem por estarem brincando com um dos Três Grandes, levaram.
Ao final, quando Apolo ajudava Artemis a entrar de volta a gôndola, muitos sacos com presentes para alguns deuses pousavam na parte do meio do pequeno barco. Só faltavam mais alguns lugares a irem. Logo, logo, o por do sol chegaria e aquele dia maravilhoso teria seu fim. E como melhor escolha para um final fechado com chave de ouro, pediram ao barqueiro para levarem-nos para algum lugar perfeito. E assim fora feito.
Continua...
Notas finais
Beijinhos e estou super apressada. (Outra vez)
Sorry
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