Uma Viagem Perfeita
11 Capítulo 11 - Temperamento frio.
Notas iniciais
E LUUHHHHHHHHH, MEUS DEUSES, SUA LINDAAAAA *------------* MUIIIIITO MUIIIITO OBRIGADA MESMO... Viram como uma recomendação deixa qualquer um feliz?... AH, VEM CÁAA, DEIXA EU TE DAR UM MEGA ABRAÇO TAMBEM *abraça Luh* MUITO MUITO MUITO OBRIGADAA MEEEEEEEEEEEEEEESMOOOO... SUA RECOMENDAÇÃO FOI LINDA, MARAVILHOSA, PERFEITA... E AWN, ESTOU FELIZ PRA CARALHO *desculpem-me o xingamento (Aprendi com o Dinho do Capital Inicial)* AGORAAA *-----------*
ESSE CAPITULO É DEDICADO TOTAL E COMPLETAMENTE A LUH E SUA RECOMENDAÇÃO QUE DEIXOU UMA DOENTE FELIZ =)
Ela voltou poucos minutos depois, os lábios em um tom rosado que deixava bem claro ter usado batom. Seu sorriso havia desaparecido, e seus olhos estavam como rochas, imparciais e frios. Aquilo fora o suficiente para Apolo ficar temeroso. A culpa caindo como um peso contra seus ombros. Ao final, havia a afastado uma vez mais de si por agir de modos impulsivos e descontrolados que em nada combinavam com seu jeito cortejador usado em outras mulheres. E a resposta estava bem ai! Artemis não era qualquer mulher, era "a" mulher. Suave, divertido, rude e sem medo de dizer o que pensava (e odiava admitir que poucos a escutavam).
Apolo seguiu seus movimentos graciosos como de uma bailaria ao sentar-se ao seu lado por cima das suas fartas pernas bem definidas, as mãos sobre o colo. Isso para segundos depois comer algumas de suas batatas fritas frias, enrugando o nariz com o gosto e rejeitar-la, como se nada houvesse ocorrido. Ele teve vontade de gritar, saber o que havia lhe ocorrido e porque se mantinha em silencio depois... Daquele beijo. Mas, algo em sua expressão implorou que ficasse calado e deixasse como estavam. Sim, tinha de ter acontecido algo, e estava disposto a descobri o que fora.
Será que eu beijo mal?
Fora a primeira indagação que apareceu em sua mente conturbada e muito mais confusa que o normal. Logo, retrocedeu ao pensamento. Lógico que não beijava mal! Os seus filhos eram provas concretas disso e de seu poder de sedução.
E algo estalou com essas associações.
Estava ele, Apolo, tentando seduzir sua irmã? Aquilo era realmente só desejo? Fogo latente e em seu matiz?
Quando a encarou outra vez, sua vontade de beijá-la mais e mais. Aquele modo que mordia os lábios... Ah, sim, ele desejava-a. Mas, porque, por todos os deuses, teria de ser logo sua irmã? Tudo bem que não a queria emocionalmente, mas seu corpo esquentava-se só de imaginá-la entre a ele. Era luxuria que o impulsionava.
E por um milésimo, sentiu a culpa corroer. Estaria mesmo ele usando-a só para satisfazer seus desejos carnais?
Suspirou e abriu a boca, pronto para pronunciar as palavras "Sobre o beijo..." no instante que ela esticou a mão e selou os lábios dele com um dedo, os olhos nos seus, as respostas codificadas entre o intricado prateado.
- Não diga nada, apenas... — separou-se, deixando o local tocado formigando — Esqueça.
Apesar de corada e nervosa, visto que mordiscava seu lábio inferior, sua voz soou firme e decidida. Ela estava pedindo que ele fizesse o que?
- É o que? — foi a coisa mais inteligente que pronunciou ante tamanha surpresa.
A deusa, de ombros levemente curvados, olhou para o outro lado.
- Esqueça... Tudo que aconteceu — e então o fitou — Tudo.
Sem acreditar no que lhe era dito, passou uma mão pelos cabelos lisos, a alegria de antes perdida dentre tantos sentimentos que o faziam ficar louco, e, muito sutilmente, quase imperceptível, anuiu ao seu pedido. Sim, aquilo era o melhor aos dois. Sem toques logo sem desejos insanos e pecaminosos com sua irmã. Isto!
Ficaram calados por vários minutos, inertes. A comida fria jogada a beirada, só a assistir o modo como o sol iluminava ao longe um chafariz. Apolo com os cotovelos apoiados em seu joelho e Artemis, ao seu lado, fitando as mãos, afogada em devaneios sobre algo desconhecido para o deus. Apolo teve vontade, muito feroz ao acaso, de perguntar o que tinha acontecido para que voltasse fria da sua rápida ida ao carro, mas puxar tal assunto só pioraria ainda mais o clima já tenso.
Depois de dar uma olhada em seu relógio de pulso, Apolo suspirou e ergueu-se em sua total altura, a estender uma mão em direção a deusa.
- Vamos, o sol está me matando — era claramente uma mentira, mas a chance de sair dali, e poderem pensar sob a proteção de um local que ficassem longe um do outro era a melhor perspectiva que o deus tinha. Suas intenções eram boas.
Ela nem mesmo rebateu o fato dele não poder sentir nem o calor em sua pele bronzeada uma vez que era o deus do sol, e aceitou de boa vontade o que lhe oferecido. Não precisou nem mesmo que ele colocasse muita força para deixá-la de pé. Mesmo que tivesse notado os bíceps dele apertando-se com suavidade contra a blusa de gola pólo que usava. E que ficava realmente muiiito bonito. Lindo na verdade, do modo que apareciam modelos em revistas de moda mundanas. Só que com muito mais bonito. O que era obvio, já que era considerado o deu da beleza. Ao choque do toque, ela recolheu a mão, disfarçadamente arrumando o lenço a volta de seu alvo pescoço.
- Hum... — ela trocou o peso da perna e o fitou, por trás dos cílios negros tão inocentes. Ou assim achava. — Você pode... er... Quero dizer, voltar ao hotel... Se quiser, claro... — ela respirou fundo, visivelmente nervosa. — Ok, o que eu quis dizer era que liguei para George e pedi que viesse aqui, então, se quiser ficar conosco ou ir para hotel... Você quem sabe.
Ele estava profundamente surpreso e com raiva, de novo, sem saber o motivo. Alem do beijo e do pedido da deusa de apagá-lo de sua mente. E anos de pratica anularam suas emoções distorcidas e cruas em estado primitivo que o assustava. Logicamente, iria para o hotel. Não era sua vontade ficar vendo sua irmã ser cortejada. No final das contas, seu lado de irmão ciumento, como de qualquer outro, dizia que bateria em George se possível.
Então, sua cabeça estourou em dor, por um momento o fazendo ter de piscar os olhos através do véu negro estendido sobre sua visão, e em outro, estar massageando a ponte do nariz para melhorar ao menos um pouco. Isto, de fato, estava ficando muito freqüente.
- Apolo — escutara a mulher a sua frente chamá-lo, preocupada. E não queria isso agora. Estava em seu limite. Cansado por algo incompreensível e com raiva homicida.
Ele esquivou-se de seu toque ao vê-la chagar perto e deixou a mão cair pelo corpo, tentando de uma maneira adulta agüentar tudo aquilo, vestindo a mascara de causalidade.
- Estou bem — sussurrou frio e grosso, que o fez se rechaçar por agir de modo tão bruto com ela. Depois de um suspiro, encarou os olhos preocupados da deusa mesclados com algo que não pode descobrir e amaciou a voz. A ultima coisa que desejava neste momento era sua pena. Talvez se repetisse que tudo estava bem, acabasse por acreditar em suas palavras, quem sabe? — Isso foi rude, desculpe. Mas, de verdade, estou bem. Fora algo... Rápido que... — trincou os dentes com a pontada de agulha na parte leste da sua cabeça — Me fez sentir uma dor fraca. Coisas bobas, como falei.
- Bobas é? — rebateu, com um tom de desafio e descrença que preenchia a sua voz. — Quer dizer que...
Antes que ela tivesse a chance de terminar, braços um pouco fortes a abraçaram por trás e o sorriso de George a fez calar-se. Os irmãos se fitaram por segundos, a cabeça dele ainda doendo como inferno, para depois Apolo retribuir o sorriso, como se estivesse tendo o melhor dia da sua vida. Mesmo que a vontade fosse de saltar em cima do mauricinho que estalava um beijo em sua bochecha.
- Atrapalhando algo? — questionou o garoto, por fora da conversa, mas sentindo o clima tenso que chegava a ser palpável ainda que estivesse a bons três metros.
O deus desviou o olhar dele para a deusa e, rapidamente, para George outra vez, aquele sorriso impertinente e prestes a mudar que fazia Artemis querer expulsar o humano e brigar muito com o irmão. Mas, ai, seria total desconsideração e falta de educação com um homem que era tão absurdamente bom com ela. Em um movimento casual que quase a fez acreditar que tudo estava ok do qual Apolo deu uma palmadinha fraca no ombro de George e piscou, e teria caído na mentira caso não fosse pelos olhos azuis que se enchiam de dor a cada segundo.
- Nada, estávamos falando agora mesmo de você, George. — a voz calma do deus — Artemis me contava como fora bom o dia com ela pela parte da manha.
O humano ergueu as sobrancelhas, surpreso, no entanto, feliz. Se o deus passasse mais tempo ali, mataria alguém.
- Foi mesmo? — fora uma pergunta sem necessária a resposta quando olhou a deusa com os orbes verdes divertidas, seu rosto perto do dela. — Vejo que são do tipo... Melhores amigos.
Neste instante, Apolo teve vontade de rir. Limitou-se a um sorriso malicioso por baixo de um comum repuxar dos lábios.
- Sem duvida — concordou, fitando a deusa. Sabia bem que ela havia compreendido. Suspirou, a dor em seu maior nível, da qual teve de segurar-se muito para não fraquejar. Estava mais forte que anteriormente. — Bem, vou deixá-los a sós. Algumas atividades me esperam. E nem posso adiá-las. Gostaria muito de ficar, mas vou ter que ir.
- Tudo bem — George sorriu, amigável, indiferente aos olhares de Artemis ao deus. Estes eram suplicas de que ficasse. Vãs todos os seus pedidos. — Uma próxima vez, creio que teremos tempo de conversar melhor. Pretendo conhecê-lo muito bem a irmão dessa garota linda aqui.
Os homens riram, um forçadamente quase esmagando seus dedos dentro de seus punhos, e o outro feliz.
- Com certeza, teremos que sair para beber um dia qualquer desses — então segurou entre sues dedos a chave da Ferrari. — Vou lá ver minha criança.
Sem dizer mais nada, apenas com uma risada de aprovação do humano e de um sorriso deslumbrante da deusa, Apolo foi embora.
Deixou para trás o casal, passando com pressa seu corpo músculos dentre os outros a fim de achar seu carro. Estava ao estacionado ao lado de um porsche, e com um som que indicava o ato de destravar as portas, Apolo adentrou o carro esportivo, nem se quer notando os cobiçosos olhares femininos em sua direção, algo que sempre visualizava. Descansou sua cabeça contra o volante, relaxando os músculos tensos e respirando de modo a melhorar a circulação de seu sangue, já que sua cabeça ainda doía muito.
Nunca odiava tanto seu trabalho como fazia nestas horas. Eram muitas e muitas visões para virem tão rapidamente. Algumas, de pessoas que nem se quer conhecia, outras sobre pessoas próximas. E era seu dever manter-se calado, independente de quem se tratavam os presságios. O destino devia correr sozinho, sem interferência, e fora ele que pedira o dom do segredo ao deus. Poderia muito bem, agora, negar tudo. Mas, seria o calor do momento, e se arrependeria depois.
Com um suspiro pesado, ligou o rádio e deixou que a música Secrets, do One Republic, adentrasse e ganhasse espaço através da dor. Aos poucos, quando começou a cantar, baixinho, conseguiu ter um pequeno controle sobre as pontas contra seu crânio. Seria o suficiente para dirigir. Rodando a chave, escutando o ronronar delicioso de o motor juntar-se a melodia calma do som, o deus apanhou o caminho mais curto para o hotel.
O transito estava estável, sem muita agitação, e deixou descansar ainda mais. A leve menção ao seu Maserati, mesmo que o carro não foste este, o manteve calmo e sobre o controle de tudo.
E em poucos minutos, estava de volta ao saguão do hall, depois de deixar com o manobrista sumir na Ferrari. Atravessou sem parar, sem muita educação, para o elevador que levava diretamente para a cobertura. Por poucos segundos, caçou em seus bolsos a chave até achá-la e enfiá-la no local que pedia para ser inserida. Rapidamente, as portas de ferro se abriram, e adentrou estas, incrivelmente melhor só de estar entre aquelas paredes cor de bronze e vidro. Não contou quanto tempo levou para chegar ao topo, mas levou anos em sua percepção, ainda mais quando a dor lhe fez curvar-se ligeiramente para frente, as mãos em seus cabelos. Queria que fosse mais rápido.
Então, havia chegado, o leve bip que soava ao estacionar, parando o chamou a atenção. A dor era tanta que teve de agarrar-se na mesa lateral para ir aonde desejava. O quarto gelado pelo ar condicionado fê-lo sentir-se um pouco melhor, mas ainda assim as pinceladas fortes de uma faca contra seu crânio matavam-no. Sem querer, esbarrou em um dos jarros, que sem proteção caiu, espatifando-se e ecoando seu som pelos ouvidos do deus. Ele não sabia o que lhe ocorria e o medo desencadeava mais dor. Por fim, depois de muita briga retirou os sapatos e caiu na cama de dossel, encolhendo-se, a suar frio. Trincou os dentes para não gritar. Entretanto, havia a vontade louca de berrar a pleno pulmões. Pelo Hades, o que seria isso? Era incontrolável, sem cabimentos e o fez crer que nunca tivera nenhuma dor nem ao menos certo de poder competir com essa.
Com um ultimo ato de tentar melhorar que afundou o rosto em um dos travesseiros e ao fazê-lo um suave cheiro de shampoo de rosas misturado com floresta e flores selvagens invadiu seus pulmões. Aquele era o melhor aroma existente.
Muito vagarosamente, os tremores foram parando, as dores passando e tudo deu lugar ao cansaço.
E com a cabeça no travesseiro de sua irmã, inalando seu cheiro, que adormeceu. Finalmente, caindo em um sono onde as dores não o alcançavam.
Notas finais
Para quem curtiu Rock In Rio: EU FUIIIIIII *-----* kkkk (Preciso casar urgentemente com o Taylor de Slipknot u.u) AHUSAUHAUSHAU
AH, e quem quiser se juntar ao "FAÇA UMA PESSOA SORRIR" é só deixar uma recomendação para mim... Pode ter certeza de que vou ficar MUIIIIIIITO feliz MEEESMO.
E outra vez, OBRIGAADAAAAA LUUUH *-------------*
Ps; E valeu mindigoquevoa por ser tão paciente comigo ^^
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