Notas iniciais
Trabalho e mais trabalho, acaba em ótimos resultados. "Finalmente a lógica estava nos querendo mostrar algo"

Não havíamos pensando em um plano de reação quando isso acontecesse, nem eu, nem Bobby, muito menos os rapazes estávamos esperando que ele levantasse assim, de um jeito tão repentino, só nos restava esperar o próximo passo, e escutar o que ele tinha para nos dizer. Castiel deu mais um mordida no lanche e disse algumas palavras intercaladas com pausa para ele mastigar:

- Minha nossa... esse lanche... esta muito bom. –Ele continuou procurando por alguma coisa dentro das sacolas que ficaram em cima da mesa.

Nos entreolhamos, não sabíamos o que fazer, Castiel estava reagindo como se nada fosse, olhei para Dean e sussurrei

- Mas o que.. ? — Dean levantou os ombros como quem diz “não sei”

- Cass, esta tudo bem ? – Dean quebrou o silêncio.

- Por que não estaria Dean ?

Ai que a coisa ficou mais estranha ainda, Dean ? Castiel lembra do nome dele, pelo que o Bobby nos disse a Graça é também como as lembranças de um anjo, se ele à perde, é como se ele tivesse levado uma pancada forte na cabeça e não lembrasse mais de nada.

- Mas ele não ia perder a memória ? — Sussurrei para Bobby.

- Precisamos de um plano.

Nós quatro sentamos no sofá e decidimos que iriamos agir normalmente, até descobrirmos alguma coisa que faça sentido nessa maluquice toda. Sam, Dean e Bobby voltaram para a sala e continuaram com os livros, eu deitei no sofá e acabei adormecendo.

Eu estava sozinha, caminhando sobre um trilho enferrujado, o frio corava minhas bochechas e congelava a ponta do meu nariz, pude ouvir o barulho do vento, cruzei os braços e comecei a andar, não conseguia ver quase nada, tudo estava coberto por uma camada espeça de neve, andei por volta de uns trinta minutos, e a neve começou a cair novamente, parei em frente de placa a beira da estrada ferroviária, puxei a manga da minha blusa protegendo minha mão e limpei o gelo que me impedia de ver minha localização.

“Bem Vindo a Saint Cloud – Minnesota”

Continuei a andar na esperança que logo avistasse alguma civilização, depois de mais ou menos quarenta minutos pude ver através da neblina varias casas cobertas por neve, ninguém nas ruas, tudo deserto, pelo que consegui ver, as vidraças das lojas estavam todas quebradas e também não tinha se quer um carro em perfeito estado, como se um furacão tivesse passado por lá. Olhei para o céu e vi uma coisa inacreditável, era uma bola de fogo, um fenômeno luminoso que vinha em direção a cidade, ele estava em uma velocidade inalcançável.

Quando o suposto meteoro se chocou contra o chão de Saint Cloud, eu me abaixei para me proteger, nada havia me acertado, me levantei vagarosamente e vi que a cidade tinha sido coberta por uma camada de poeira que foi se alastrando e se cessando até que sumisse completamente. Quando não havia mais obstáculos pela frente, pude ver que a cidade, estava completamente diferente, sem neve, sem frio, o Sol queimava à cima da minha cabeça, havia muitas pessoas nas ruas, e as lojas pareciam novas, como se estivesse acabado de ser inauguradas, continuei andando, as crianças me pareciam saudáveis, idosos com disposição de jovens, e os jovens carregavam um sorriso no rosto.

Olhei mais a diante e havia uma cratera enorme no chão, me admirava as pessoas não notarem tamanho estrago, fui caminhando para mais próximo, cheguei à beirada do buraco e olhei para dentro, lá no fundo, pude ver uma pequena árvore, e ela brilhava como a luz de uma estrela. Olhei ao redor e ninguém movimentava um músculo para ir ver o que estava acontecendo, eu levantei os braços e comecei a gritar, ninguém podia me ouvir, voltei a olhar para o fundo quando dois garotos passaram correndo por mim, acabei me desequilibrando e caindo, caindo, caindo, caindo... acordei.

Levantei do sofá em um pulo, estava ofegante, engoli em seco, e meu corpo estava frio, Sam e Dean me olharam assustados, levantei meio tonta, “o que foi aquilo?” pensei comigo, fui até a cozinha pegar um copo de água e disse:

- Tive um sonho muito bizarro. – Eles me ignoraram.

- Aqui. – Sam disse com um ar de vitória. – "A Graça de um anjo pode ser sentida por um outro ser compatível em poder, quando ela toca a terra, sua volta se transforma em um poço de milagres e bons feitos. Ela pode ser vista como uma estrela cadente."

- Quer dizer... meteoro.? – Eu disse meio assustada. Sam concordou com a cabeça. Continuei a tomar a água sem tirar o copo da boca sequer por um minuto.

- Maravilha, agora temos mais um bocado de cidades para pesquisar “milagres repentinos”. – Dean estava cansado. – Mas antes vou ter meu sono da beleza.

Dean se jogou no sofá, e fechou os olhos, Sam por outro lado, continuou pesquisando.

- Cadê o Castiel ?

- Ele deve estar... – Castiel desceu as escadas fazendo barulho, bocejou e levantou os braços se despreguiçando.

- Bom dia flor do dia. – Ele disse me fitando, engoli em seco.

- Precisamos urgente saber o que esta acontecendo com ele. – Sussurrei para Sam.

- Pode começar. – Sam me entregou uma caixa cheia de livros.

Ficamos por horas procurando por alguma explicação, a mesma coisa repetitiva de sempre, só que em outras palavras, “bola de fogo” “fenômeno luminoso” “meteoro” “estrela cadente”. Bobby entrou pela porta segurando um livro pequeno.

- Aqui esta. “Os Arcanjos puniam os anjos retirando sua Graça, era como tortura, eles a escondia em um lugar onde ninguém pudesse alcançar, podendo ser no céu, no inferno, na terra, ou no purgatório, por anos o método de retirada das Graças foi escondida a sete chaves, porém um demônio, muito poderoso se infiltrou aos céus. Se deu inicio ao caos.” – Nos ficamos olhando para Bobby, esperando que ele nos explicasse. – Isso quer dizer que... a Graça de Castiel pode estar em qualquer lugar do mundo.

- Bobby, por sorte eu achei isto aqui. – Sam jogou um outro livro sobre a mesa. – Ele diz que onde a Graça toca, tudo se torna bom, como um milagre. Creio eu, que se começarmos a pesquisar cidades onde milagres aconteceram...

- Creio eu... – Disse Dean um pouco furioso por Sam querer tomar toda o mérito pelo pensamento dele.

Dean pegou o computador de Sam e começou a pesquisar, peguei o livro da mão de Bobby e comecei a ler alguns capítulos.

- Escutem essa “Deus queria protege-los, acreditava ele, que um humano, sem memória, talvez pudesse fazer coisas terríveis, ele temia por seus anjos, mesmo sem Graça, poderiam fazer um estrago, então... muito dos anjos recebiam em sua mente, um muro, com uma vida paralela.” Onde Dean, Sam e Bobby, com certeza fariam parte da sua família. – Acrescentei como uma explicação. Finalmente a lógica estava nos querendo mostrar algo.

- Maravilha Grace, agora tudo faz sentido. – Dean comentou.

- Com o tempo, talvez ele se lembre. Aqui também fala, que muito desses planos que Deus planejou para eles, deram errado, e os anjos se lembraram do acontecido, e se rebelaram contra os Arcanjos.

Os dedos ágeis de Dean digitavam nomes de cidades em busca de um noticiário que lhe chamasse atenção pelo surto de milagres.

- Nada. Vamos tentar esta... Nada, e esta.. Nada, Nada, NADA.. Mas que droga.

- Tenta.. – Fechei os olhos e pequenos flashbacks clarearam a minha mente “Bem Vindo a Saint Could – Minnesota” um barulho de trem me causou dor de cabeça. – Saint Could. Minnesota.

Dean digitou e não teve mais reação, levantou os olhos até mim, Sam estava atrás dele e franziu a testa, ele virou o computador para que eu pudesse ver e por incrível que parece, a página dos noticiários só falava sobre uma coisa. “A árvore dos milagres”.

Notas finais
Espero que gostem deste novo capítulo, estou dando o meu máximo para não deixar vocês sem notícias da Graça de Cass.. Estamos quase lá. Obrigada por acompanharem e me deixarem feliz com os comentários ♥