Notas iniciais
Fiquei um tempo sem postar, ~não sei se alguém percebeu mas...~ estava sem motivação :( e este capitulo é dedicado a todas as minhas leitoras, em especial a Isabela ♥

A tempestade se aproximava cada vez mais rápido, o céu foi tomado por nuvens escuras, e o vento fazia voar quase todas as folhas das arvores, tínhamos que sair dali. Entramos no carro e Dean deu a partida, deixando Saint Could para trás. Cobri meu rosto com as mãos e soltei a respiração que estava comprimindo meus pulmões, Castiel estava do meu lado, fiquei sem jeito pelo modo de como ele me encarava. Pisquei três vezes, e olhei pela janela do Impala, “será o fim ? fracassamos desta vez ? o que faremos agora ?” eu já não sabia mais o que pensar, as coisas se embaralhavam freneticamente.

- Me conta direito está historia Sam – Dean apenas observou sua sombra desfigurada e logo pregou os olhos na estrada.

- Achamos até que rápido a arvore, ela é bem conhecida, aparentemente tudo se encaixava na ficha de “Graça”.

- Acho que você não estava tão certa assim Grace. – Ele me provocou

- Eu tinha certeza. – Baixei os olhos tentando não ver a expressão sarcástica de Dean.

- Havia um homem... – Castiel falou com uma voz calma.

- Sim, era um homem estranho – Sam o interrompeu gesticulando com a mão – Ele me avisou sobre a árvore, mas pensei que ele estaria mentindo, mais cedo antes da tempestade, ele havia me dito que uns homens procuraram por ela, depois disso... – Sam com certeza notou que todos nós entenderíamos. De súbito, Dean parou o carro. Tirou a mão do volante, ele estava furioso.

- Sam, não percebe que esse homem é uma das peças que faltam pro nosso quebra cabeça ? Precisamos dele. – Dean abriu a porta do Impala e não a fechou, segui seu corpo que parou debruçando o braço direito no teto do carro, ele apenas observou a direção contraria, onde podíamos ver a situação da cidade.

Sam me olhou franzindo a testa, dei de ombros. Ele então abriu a porta e saiu, fez o mesmo que o irmão, eles conversaram, mas não consegui ouvir, olhei pelo vidro de trás e pude ver a cidade coberta por uma camada espeça de nuvens negras, nunca havia visto coisa parecida, era incomum, era irreal. Como se Saint Could estivesse sucumbindo. Eles entraram no carro depois dessa minha conclusão sobre a pequena cidade, que antes era sede de milagres, agora esta “acolhendo” tamanha desgraça.

- Precisamos voltar lá. – Dean decidiu e deu partida no Impala voltando para Saint Could.

- Não Dean, não podemos. – Eu queria encontrar a Graça tanto quanto eles, mas aquilo já era suicídio. Ele me ignorou. – Veja aquele cidade Dean, acredita mesmo que se chegarmos lá agora, iriamos ter alguma chance ?

- Precisamos tentar. – Ele segurou firme o volante e continuou.

- Ouça, Grace sabe o que fala. Acredite nela Dean. – Castiel disse com a maior tranquilidade. Dean fuzilou Cass pelo retrovisor.

- Castiel é a sua... – Pude notar o modo grosseiro de como Dean tentou reverter à situação, e fazer Cass concordar com a sua volta. Ele o interrompeu.

- Eu sei Dean, mas precisamos continuar. – Castiel mantinha o tom calmo, porém de um modo mais autoritário.

- Eles tem razão Dean, olha para aquilo.

- Mas Sam.. – Dean era um homem que queria vence, sempre, não importa a situação, sendo ela boa ou ruim. Por isso era difícil conviver com ele, eu era exatamente igual.

- Podemos voltar amanhã. – Tentei ajudar, dando o palpite mais obvio. Sam concordou.

- Nos hospedamos no hotel da cidade mais próxima, e logo de manhã, voltamos para Saint Could e vimos o estrago... e claro, procuramos pelo o homem. – Depois de um longo debate, Dean deu meia volta e seguimos caminho.

Já era noite quando chegamos ao hotel, Dean estacionou o Impala e todos nós descemos, pegamos dois quartos, um para mim e para Cass, e o outro para os meninos, o hotel era um tanto quanto sujo e estranho, não me atrevi a entrar na recepção, fiquei do lado de fora observando o movimento, cruzei os braços e meus olhos correram por todas as portas, era um lugar meio afastado da cidade, havia uma cerca branca que dividia a estrada de um corredor comprido e escuro onde se encontrava as portas dos quartos, Dean entregou a chave do meu alojamento, havia um chaveiro vermelho indicando o numero 17, eu e Castiel percorremos aquele corredor ruidoso até chegar na ultima porta, Dean e Sam estavam nos seguindo, o quarto deles era exatamente do nosso lado, numero 16.

A porta, não sendo tão diferente do hotel, também era suja, sua maçaneta era sebosa, olhei para esquerda antes de entrar no quarto, Dean piscou sarcasticamente e entrou, Sam apenas acenou, olhei para Castiel e ele continuava a me olhar daquele jeito constrangedor, ainda com a mão na maçaneta, encarei mais uma vez o numero 17 em dourado que pendia sobre a porta e entrei. O quarto era exatamente como eu havia imaginado, porém, um tanto quanto mais arrumado, haviam duas camas, com lençóis verde escuro e com umas flores em vermelho desenhado, haviam também dois criados mudos na cabeceira de cada cama, com um abajur em cada, havia também uma mesa de centro, uma tv e um banheiro, o lugar cheirava mal, mas era preferível passar uma noite em uma cama, do que no banco de trás de um carro.

Deixei Castiel passar e fechei a porta, joguei minha bolsa na cama da esquerda e comecei revira-la a procura de uma blusa nova, encontrei uma azul de botões.

- Vou ir tomar um banho, se comporte. – Estava indo para o banheiro e vi o controle da tv em cima da mesa, peguei-o e o joguei em cima da cama da direita. – Assista o que quiser.

O banheiro era terrível, desejei não precisar de um bom banho, mas apenas desejei. Entrei em baixo d’água, e aquilo me relaxou, apenas deixei a água cair sobre meus ombros e fechei os olhos, fiquei assim por minutos, esfreguei uma mão na outra a passei pelo meu rosto, encontrei um shampoo velho no armário “não vai fazer mal” pensei comigo despejando um pouco na minha mão esquerda e esfregando por todo meu cabelo, ele não fez espuma alguma, ou meu cabelo estava realmente sujo, ou o shampoo que era ruim demais.

Sai do banho muito melhor do que antes, vesti minha blusa azul e minha calça jeans, estava descalça, as vezes gosto de sentir como o chão é frio, isso me lembra como é viver. Castiel estava sentado na beirada de sua cama com o controle na mão, seus olhos estavam vidrados na tela na tv, mas quando me aproximei ele rapidamente desligou o televisor. Levantei uma sobrancelha meio desconfiada, mas deixei para lá.

Castiel se levantou, jogou o controle na cama e me abraçou, aquilo foi meio inesperado, quando ele me soltou, pude ver em seus olhos que havia alguma coisa o perturbando. Levei minha mão até seu ombro para que eu pudesse me familiarizar com o anjo. Mas antes disso, ouvi um bater de asas, e ele simplesmente sumiu.

Notas finais
Obrigada por acompanharem e todo escritora gosta de reviews NÉ ♥ enfim, espero que tenham gostado, este capítulo não é muito surpreendente, sem ação ~eu achei~.