Uma Segunda Chance para Viver
25 Vivendo em um Sonho e acordando em um pesadelo
Notas iniciais
Hermione acordou na quinta-feira com um sorriso bobo nos lábios, parecia que tudo aquilo era um sonho, era tudo tão perfeito. Ela e Tom dividiriam o mesmo teto, trabalhariam e quem sabe depois de alguns anos teriam pelo menos uns dois filhos. Ele não se tornaria um bruxo das trevas, seu melhor amigo moraria próximo a ela, e com certeza teria seus pais ao lado dele. Enfim tudo estava perfeito.
Hermione estava faminta desceu pela casa a procura da cozinha, não tinha visto na noite anterior, conforme passava pode ver o quanto sua casa era linda, Realmente Tom sempre quer o melhor de tudo! Pensou alegre. Para sua surpresa a cozinha era totalmente trouxa, é realmente você está mudando seus pensamentos sr. Tom Rddle pensouenquanto procurava algo para cozinhar. Passado aproximadamente uma hora, ela voltou para o quarto com uma bandeja com ovos, bacon, suco e biscoitos, foi o melhor que conseguiu.
- Bom dia meu amor. – disse dando leves beijos no rosto de Tom.
- Bom dia minha Senhora. – respondeu sorrindo para ela.
- Tentei preparar um café, mas acho que você se esqueceu de comprar mantimentos; – falou colocando suco no copo e lhe servindo.
- Não foi isso. Como não sabia quando iríamos vim para cá, achei melhor comprar só o que consumiremos e creio que você que terá melhores idéias. — falou tomando suco.
- Certo então, vamos tomar café e iremos até a rua principal ver se tem algum lugar para comprar mantimentos.
- Claro que tem Hermione, você acha que compraria minha casa no meio do nada? — falou sorrindo.
- Ta, come logo. – falou séria.
- Por que a pressa? Pensei em ficar um pouco mais e aproveitar mais nossa cama. – disse maliciosamente.
- Esquece! Teremos muito tempo para isto, Tom.
Mesmo Tom ainda querendo persuadir a Hermione para ficar na casa, ele perdeu e logo que acabou o café, foram ao centro da vila para compra mantimentos, como Hermione imaginou, era um lugar calmo e perfeito para morar em família. Parecia que todos ali eram felizes e podia-se ver varias crianças correndo e brincando no parque e na praça.
- Aqui é um ótimo lugar para se forma uma família. – disse Hermione observando as crianças.
- Sim por isso escolhi. — Tom parou e olhou para onde Hermione olhava – Quanto você quer ter?
- Ter o que?
- Filhos. Quantos filhos você quer ter? – perguntou ainda fitando o parque.
- Não sei. – parou um pouco – Nunca pensei nisso, mas eu sou filha única e tenho um grande amigo que têm uma família com sete irmãos, e sempre os admirei, sabe? — Hermione ficou com um olhar sonhador – Eles são as pessoas mais importantes na minha vida, fora meus pais. Eu vejo neles o amor, a cumplicidade e em tudo que você precisar eles te ajuda sem ao menos saber quem você é, se doam de verdade. Eu os admiro muitos e os amo. Faria qualquer coisa para velos feliz.
- Nossa você realmente gosta deles, fala como se fosse a sua própria família.
- É como se fossem. – sorriu triste. Tom percebeu que ela ficou assim, pois não os veriam mais e resolveu mudar de assunto.
- Bem eu sempre fui só, nunca tive ninguém e também nunca quis ter filhos. – Tom parou e Hermione o olhou em questionamento – Mas agora que te conheci, estou pensando em ter uns dez – disse sorrindo.
- O QUE? — Hermione gritou – Você está louco? – perguntou indignada enquanto Tom ria do desespero da noiva.
- Estou, ah Hermione imagina se todos puxarem nossas inteligência e sua beleza teremos os filhos perfeitos. – disse ainda rindo.
- Para de ser bobo, eles terão que puxar a sua beleza, assim eles seriam perfeitos. – disse entrando na brincadeira.
- Então quer dizer que aceitaria ter dez filhos meu?
- Não! Disse que aceitaria ter um filho seu, mas não agora, – completou – somo muitos jovens e temos que fazer nossa vida.
- Certo, concordo. como sempre você tem razão. – disse a abraçando e indo em direção ao mercado.
Era um pequeno mercado, com muitas mercadorias todas trouxas, Hermione estranhou pois sabia que ali também morava muitos bruxos.
- Tom só tem alimentos trouxas? – perguntou ao noivo.
- Não amor, só temos que perguntar para o balconista, andei me informando. – e juntos foram em direção ao balconista – Bom dia queremos ir à seção de especiarias. – Tom falou educadamente.
- Claro por aqui. – o homem deu passagem ao casal e atravessaram uma barreira mágica, realmente os trouxas não via nada mais do outro lado havia um supermercado totalmente mágico onde se encontrava vários produtos, desde de caldeirões até penas, desde ovos de dragões até rins de hipogrifo, vários produtos. Também no local havia vários bruxos fazendo suas compras.
- Nossa! — Hermione exclamou isto é enorme.
- Sim é o maior centro de compras da região.
Os dois andaram pela loja compraram varias coisas, nada exagerado só o essencial para os dois dias.
- Gostaram da loja?- perguntou o atendente na hora que foram pagar suas compras.
- Sim tem muitas variedades. — respondeu Hermione educada.
- Tentamos trazer de tudo um pouco para que os bruxos não precisem ir até o Beco Diagonal fazer compras, mas vejo que nunca os vi antes. – falou o bruxo que devia ter cerca de uns quarenta anos.
- É a nossa primeira visita. – respondeu Hermione.
- Nós compramos a casa que estava a venda a alguns anos- completou com arrogância.
- Nossa! Ela é a casa mais cara de Goldric’s Hallow, seus pais devem estar ansiosos para se mudarem. – falou ainda calculando os gastos das compras.
- Na verdade não foram nossos pais, e sim nós. Eu e minha noiva. — disse Tom já um pouco exasperado odiava pessoas se intrometendo em seus assuntos.
- Mas parecem tão novos. – disse agora curioso.
- O senhor já terminou? — perguntou Hermione tentando sair dali antes que Tom azarasse o atendente.
O senhor viu que não devia tentar descobrir mais nada e logo falou o valor da compra e o casal saiu para a rua principal em direção a casa deles. Mais logo foram parados por uma mulher muito bonita devia ter cerca de vinte cinco anos, seus cabelos ruivos e lisos e um garotinho de uns dois anos, com cabelos pretos e olhos verdes.
- Olá bom dia! – falou a senhora – Me desculpe parar-los mais não pude deixar de ouvir que vocês são os novos moradores de nossa vila. Quero que sejam bem vindos e espero que gostem daqui. – disse simpática.
- Muito obrigada, eu sou Hermione Lambert e este é meu noivo Tom Riddle. – Tom estendeu a mão para a senhora e a beijou em sinal de cumprimento.
- Prazer eu sou Janice Prewett Potter. – se apresentou a mulher.
- Você é parente de Charlus Potter? — perguntou Hermione.
- Sim, sou cunhada, sou casada com o irmão dele.
- Estudo com ele na grifinória – falou Hermione alegre. Não sabia que Harry tinha mais parentes. Pensou.
- Que bom, tenho uma saudade de Hogwarts, os anos lá são os melhores. – falou com um olhar de saudade.
- Acho que todos têm este pensamento quando terminam. – falou Tom se pronunciando pela primeira vez.
- Então presumo que se formarão sábado também?
- Sim isto mesmo – respondeu Hermione.
- Bem se estiverem dispostos, quero convidá-los a jantar em minha casa assim que se mudarem, é sempre bom conhecer mais famílias de bruxos.
- Claro será um prazer. – sorriu Hermione.
- Que bom. Nos vemos em breve. – disse e saiu deixando o casal seguir seu caminho.
- Nossa que simpática. – comentou Hermione.
- Muito, a família Potter é uma família muito conhecida e respeitada no mundo bruxo. – falou Tom.
- Com certeza seremos amigos. – completou Hermione, Tom olhou para noiva mais não fez nenhum comentário.
Passaram o restante do dia aproveitando cada centímetro de sua nova casa, Hermione percebia como Tom realmente estava feliz, ter algo dele que ele conseguiu, por mais que ela estivesse o ajudado, sabia que era um sonho alguém que nunca teve nada, nem casa nem família conquistar algo que sempre sonhou. Seu lar.
Na hora de preparar a janta, Hermione que nunca foi boa cozinheira, tentou fazer uma comida simples, uma macarronada com molho, mas o macarrão grudou e o molho ficou salgado.
- Quem diria Hermione Lambert ou seria Granger, não conseguir fazer uma simples macarronada? — disse Tom zombando enquanto tentava cortar o macarrão em pedaços.
- Não gostou vá par ao fogão e faça melhor! – disse com a voz irritada – Se está esperando uma mulher que cozinhe, passe e fique em casa cuidando só dos filhos, está com a pessoa errada! — terminou cruzando os braços em frente ao peito.
- Eu não acho, tenho certeza que estou com a mulher perfeita para mim. — disse se aproximando dela e a abraçando por trás – E outra, quem precisa comer? Podemos sobreviver só de beijos e caricias. – disse a Hermione descendo leves beijos em sua nuca.
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- Não fica irritada minha Senhora. — as mãos agora envolvendo-lhe os seios. Hermione sentia nas costas o membro dele a pressionando, ficando rígido. Uma das mãos sobre seu sexo, porém não fez nenhum movimento, e continuou a falar em seu ouvido com a voz doce – Eu adoro ver sua carinha de zangada e principalmente quando depois a faço sorrir. — Hermione fechou as coxas apertando a mão dele contra seu sexo, mas ele ainda assim não se moveu. E continuou a falar num tom absurdamente erótico – E gemer de prazer em meus braços. Você acha que vale a pena? – disse lhe mordiscando a orelha.
Neste momento Hermione já esquecia a pequena discutição, só o queria. Queria senti-lo novamente, Tom continuava com sua insinuações. Tom começou a deslizar a mão que repousava sobre seu sexo.
— E então... Tudo bem eu irritar você às vezes... Minha Senhora? — quis saber ele, abrindo-lhe o sexo com os dedos e tocando levemente seu clitóris. Hermione deu gritinho.
- Sim... Sim, Tom — Ele riu.
- Não entendi... Sim, tudo bem irritá-la...? — continuou a acariciá-la, aumentando levemente a pressão dos dedos.
Ela já não conseguia prestar atenção na suposta conversa. Os dedos de Tom a impediam de formar um pensamento coerente, quanto mais uma frase. Abrindo mais as pernas, ela lhe permitiu total acesso. Ele, aproveitando-se, deslizou a outra mão para sua coxa.
- Vou guardar este momento na minha cabeça para sempre... — ele sussurrou — Hermione Lambert incapaz de falar... — completou rindo baixinho e ao mesmo tempo inserindo um dedo no sexo úmido dela.
Hermione contorceu-se com a súbita invasão, mas não sentira dor. Tom, delicadamente, aprofundou o dedo dentro dela, enquanto a outra mão continuava a tarefa anterior. Ela começou a mover os quadris, apoiando as mãos na pia da cozinha.
Sentia o sexo dele, agora totalmente ereto, pressionado contra suas nádegas, ele também ondulando os quadris em busca de um pouco de fricção. Ele gemeu alto, mordeu-lhe a orelha mais uma vez e falou em seu ouvido, com a voz rouca de desejo.
— Vou subir e tomar um banho. – Retirou as mãos dela e segurou-a pela cintura, ele tinha em seu rosto um sorriso maroto. Hermione gemeu em protesto. Justo agora? Ele só pode estar brincando.
Tom riu em seu ouvido e agarrando-lhe a cintura com força, e a sentou sobre a mesa de jantar, deitando-se sobre ela. Ainda com a boca colada em seu ouvido, sussurrou,
- Depois... Bem depois...
E penetrou-a com um único e longo movimento. Ela agarrou-lhe os ombros e quando estava prestes a enlaçar-lhe os quadris com as pernas, ele a deteve. Segurou-lhe as coxas e levantou-as, apoiando os joelhos dela nos próprios ombros. Esta posição permitia que ele a invadisse profundamente e tornava o sexo de Hermione ainda mais apertado. Como se isso fosse possível, pensou Tom enlouquecido de desejo. Ele inclinou-se sobre ela, apoiando as mãos de cada lado da cabeça de Hermione, que se movia.
Hermione tinha os olhos fechados. A sensação que este novo ângulo lhe proporcionava era alucinante. Com cada movimento, o membro de Tom atingia um ponto dentro dela que a fazia ver estrelas. Os movimentos de ambos foram ficando descontrolados e Tom chamou-a ofegante,
— Hermione... — ela abriu os olhos enevoados pelo prazer, o rosto afogueado e os cabelos molhados de suor.
- Tom... — sussurrou ela. Ele continuava a se movimentar e aproximando o rosto do dela disse rouco...
- Goze comigo, meu amor... — pediu.
E ao ouvir estas palavras, Hermione explodiu em um orgasmo que a fez arquear as costas e agarrar os ombros de Tom, marcando-lhes com as unhas. Os gemidos que emitia raspavam sua garganta. Tom sentiu seu orgasmo se aproximando com uma violência que retesou seu corpo. Quando finalmente os espasmos do gozo atingiram seu sexo ele gritou o nome dela, enquanto o seu prazer a preenchia, deixando-a ainda mais úmida.
Ele acalmou-se aos poucos, fazendo alguns movimentos com os quadris, enquanto seu membro ainda estremecia de prazer e o sexo quente dela pulsava ao seu redor. Tom tirou-lhe as pernas dos ombros, massageando os músculos cansados, antes de colocá-las suavemente sobre a mesa. Seu membro saiu de dentro dela e ele abraçou-a, encostando o rosto entre seus seios.
Hermione acariciou-lhe os cabelos úmidos com as mãos. Será que o que sentia era amor? Uma vontade de ficar abraçada a ele até a eternidade? Uma vontade de chorar e rir ao mesmo tempo? Uma vontade incontrolável de... Fazer xixi? Hermione abriu os olhos. Sim, precisava ser prática. Iria ao banheiro antes que envergonhasse a si mesma!
Tom ergue-se e olhou pra ela divertido.
— Ok, Hermione, sobe lá vai. — Ela arregalou os olhos surpresa, como ele sabia? Por Merlin esse homem usa legilimencia pra cada coisa! Elapensou divertida.
Hermione subiu para seu quarto, tudo que tinha acontecido e ela ainda vestia seu vestido. Tom esperou ela subir e logo a seguiu, alguns minutos depois estava a espiando com a porta entreaberta. Sua Senhora arrumava os cabelos em frente ao espelho, olhando seu próprio sorriso e conversando baixinho com ela mesma.
- Ei, sabe aonde vocês acabaram de fazer amor, Srt. Granger? — disse ela ao espelho imitando uma cara de horrorizada – Na mesa da sala de jantar, meu Merlin, como vou voltar a comer naquela mesa? – Ela mesma respondia e dava gritinhos surdos para que ele não ouvisse do quarto.
Tom adorou presenciar aquela cena, bem, ele não podia negar que ela estava feliz. E o mais divertido era que ele estava adorando estar com ela ali, por Merlin! Mas ela estava lhe fazendo recuperar as alegrias que ele nunca se julgou no direito de sentir.
Então ele abriu a porta do banheiro e ela se assustou, temendo ser pega em flagrante com alguma careta. Ele se aproximou e a ergueu em seus braços, dando-lhe um beijo raso e acomodando-a com quem carrega uma princesa envenenada. Bem, depois de dormir com ele, ela certamente estaria perdida para sempre.
- Venha minha Senhora, vamos tomar um banho.
Tom com um movimento retirou suas roupas e a colocou na banheira abriu a água do chuveiro que começou a escorrer pelos corpos ainda úmidos de suor. O toque suave da água morna aquecia-lhes e pedia por beijos mais profundos. Ele afastava os cabelos molhados dela do rosto e beijava seus lábios quentes, suas mãos exploravam seus quadris e suas costas e ela entrelaçava uma perna ao redor do corpo dele.
Excitado com as investidas daquela coxa macia que se esfregava em seu corpo, ele a segurou forte e a levantou fazendo com que suas pernas se entrelaçarem ao seu redor e que ela sentisse novamente que ele a desejava. Ela se envolveu no pescoço dele, segurando-se com pernas e braços, fazendo um esforço talvez maior do que usava todos os dias carregando livros.
Tom posicionou-se entre as pernas dela e encaixando levemente seu pênis nela, enquanto empurrava os quadris de Hermione de encontro a ele. Ela soltou um gemido agudo, jogando a cabeça para trás quando sentiu de novo aquela sensação de ser invadida por ele. Tom enterrava o nariz em seus cabelos molhados e beijava ardentemente seu pescoço.
Logo ela mesma começou a se movimentar subindo e descendo as coxas sobre ele. Tom segurava-a pelas nádegas, ajudando-a nas investidas. Aquela posição estava deixando-o louco rápido demais, ele tentava se conter e esperá-la para que atingissem o ápice juntos, mas o fato dela estar no comando sentando-se sobre ele e apertando-o tirava-lhe do controle...
— Hermione... — ele disse entre respirações entrecortadas — Eu não estou mais agüentando, você é deliciosa demais. — Ela sorriu ao ouvir aquilo, ele estava sob seu controle, ela já sabia então como lhe dar prazer.
- Então goze para mim, Tom! — E começou a subir e descer mais freneticamente até Tom segurou-a firmemente contra si, enquanto sentia seu membro pulsando e expulsando com força o sêmen quase inexistente. Intimamente, ele sentiu-se orgulhoso.
Tom sabia, entretanto, que a urgência com que a possuíra acabara por dominá-lo e ela não chegara ao final.
Fazendo com que as pernas dela escorregassem para o chão, Tom ainda a segurava. Seus próprios joelhos estavam trêmulos pelo esforço de segurá-la enquanto faziam amor sob o chuveiro. Ele pegou o sabonete e começou a lavá-la carinhosamente, esfregando seus braços, pernas e a junção entre as coxas, removendo os resquícios que os líquidos dela misturados aos seus haviam deixado na penugem castanha.
Hermione gemeu baixinho enquanto ele esfregava seu sexo. Ainda estava sensível e Tom sabia que estava frustrada. Rindo intimamente, ele decidiu lhe fazer uma surpresa. Ajoelhando-se em frente a ela, segurou-lhe as coxas com firmeza e a forçou a abrir-las. Ela olhou para baixo surpresa, mas não resistiu ao seu apelo, afastando os joelhos.
Tom subiu as mãos até as nádegas firmes e segurou-as, aproximando os lábios do sexo intumescido de Hermione. Aspirou o perfume que se desprendia dela e fechou os olhos, deslizando a língua sobre o vale entre as coxas dela. Hermione agarrou-se aos seus ombros e deu um grito rouco. Ele, tomando a reação dela como um incentivo, aproximou-se mais e beijou-lhe o sexo úmido como lhe beijara a boca tantas e tantas vezes durante o namoro.
Introduziu sua língua quente na abertura dela e penetrou-a com sofreguidão, enquanto seu nariz roçava seu clitóris e suas mãos fortes apertavam-lhe as nádegas. Hermione dobrou os joelhos, parecia não agüentar tanto prazer. Tom gemeu contra o sexo dela e afastando-se levemente, disse.
- Fique quietinha... — mergulhando novamente a língua nela.
Tom podia sentir o gosto do desejo dela e também percebia que o seu próprio gosto e cheiro vertiam de seu sexo, após ter gozado dentro dela tantas vezes. Segurando ela com ainda mais força, ele passou a deslizar a língua sobre os lábios do sexo de Hermione, detendo-se no pequeno botão inchado de desejo. Sugou o clitóris dela vagarosamente, passando a língua em círculos sobre ele. Hermione gritou e agarrou-lhe os cabelos, apertando a cabeça dele contra si.
Tom então começou a sugar-lhe com mais força, pressionando a base de seu clitóris com a língua quente. Uma das mãos do bruxo deslizou da nádega da menina e, por trás, introduziu um dedo na vagina úmida.
Hermione não agüentou. Soltou um grito, jogando a cabeça para trás e praticamente caindo sobre a boca de Tom lançou-se no delirante clímax que a consumia. Tom suportou seu peso com uma mão em sua nádega, enquanto a língua e dedo continuavam a estimulá-la. Ele esperou até que ela voltasse a respirar com tranqüilidade e parou os movimentos, fazendo com que ela sentasse sobre as suas coxas. A água do chuveiro continuava a cair sobre eles e estava esfriando, mas nenhum dos dois percebeu, tão enlevados estavam no calor que os consumia.
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O outro dia se passou entre brincadeiras, risos e carícias ousadas por toda a casa. Hermione não se lembrava de um dia ter sido tão feliz, e Tom não imaginava que aquele sentimento de felicidade que sentia, podia ser possível existir em seu coração que sempre foi tão amargurado e com ódio de tudo e todos ao seu redor.
Tom agora acreditava que Hermione o fez conhecer coisas que ele nunca imaginou conhecer, sentir o que nunca imaginou sentir e desejar o que nunca quis. Ter uma família, um lar e filhos, viver uma vida tranqüila ao lado dela para sempre. Ele descobriu a verdadeira felicidade.
Mas tudo que é bom dura pouco e chegou sexta-feira a noite os dois deixaram a casa, mas loucos para que voltassem o mais rápido possível e continuar a viver da forma que viveram durante aqueles dois últimos dias.
Chegaram em Hogwarts na hora do ultimo banquete do ano, no outro dia os alunos iriam embora, ficando apenas os do sétimo ano para o baile de formatura. Como sempre o barulho do salão enchia o local e o banquete estava uma delicia.
- Nossa você voltou! – Falou Heloisa com um sorriso, quando Hermione sentou ao seu lado, Tom indo sentar-se à mesa da Sonserina — Achei que só viesse amanhã para o baile.
- Não foi por falta de vontade, mas queria ver vocês, e brigar. – falou mudando par um tom mais sério de voz – Vocês me enganaram! Como não me falaram nada?
- Ah, Hermione, – falava Minerva – fala que você não gostou?
- Adorei! vocês fizeram um ótimo trabalho. – disse abraçando as amigas – Nem sei como agradecer! – falou com um sorriso no rosto.
- Humm... Quem sabe nos chamando para jantar? — falou Heloisa.
- Pode deixar, assim que eu aprender a fazer alguma coisa. – disse colocando comida no prato – Nestes dois dias comemos só pão e algumas besteiras, fui tentar fazer um macarrão e não terminou nada bem... – parou um pouco pensativa e depois abriu um sorriso se lembrando de como acabou sua aventura pela cozinha – Na verdade terminou ótimo.
E assim foi o banquete. Todos comendo e conversando alegres e felizes. Para surpresa geral Sonserina e Grifinória empataram em pontos, coisa que em séculos não acontecia. Depois do banquete todos foram para seus dormitórios, Hermione, Minerva e Heloisa foram para torre da Grifinória conversando.
- Minerva, e você e o Felipe o que decidiram? – perguntou Hermione.
- Nós iremos tentar, vamos ver se conseguimos conciliar as coisas até podermos ficar juntos mesmo.
- Que bom Miniie. – disse Hermione sorridente.
- É ótimo, só não me chame de Minie – falou se fingindo de brava.
- É, só o Felipinho que pode. – disse Heloisa zombeteira. E assim ficaram entre risos e brincadeiras.
O sábado amanheceu ensolarado, os alunos do sétimo ano se despediam dos colegas que não veriam mais, já que fora eles, os outros iriam para casa para início das férias. Depois das despedidas as moças foram começar a se arrumar enquanto os garotos se dividiam em jogar quadribol, ou conversa em baixo de algumas árvores pelos jardins. Tom foi ao encontro de seus “amigos” no jardim. Conversava sobre futuros planos, de uma forma séria, porém descontraída para que ninguém desconfiasse, nem mesmo Hermione.
- Já o pegaram? — perguntou Tom.
- Sim. – respondeu Malfoy.
- Ninguém sentirá falta dele?
- Não, fizemos conforme planejado. Ninguém desconfiara de nós. – falou Avery.
- Certo, veremos o que acontecera depois que nossa pequena brincadeira acontecer.
Falando isto Tom se retirou aquele baile com certeza ficaria para a história.
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O salão principal estava lindo, todo arrumado com mesas redondas de oito lugares espalhadas neles, a decoração era em branco e lilás e uma banda tocava animadamente, havia várias pessoas importantes inclusive o próprio Ministro da Magia. Hermione ficou sabendo que o baile era para as famílias apresentar seus filhos e para que as pessoas conhecessem quem eram os melhores alunos para que fizessem novos negócios ou contratasse bons empregados.
Claro que Tom estava ansioso, ele era o aluno mais brilhante que Hogwarts já teve depois de Dumbledore, ele e Hermione eram esperados, pois todos os professores os elogiava muito e a fama de sua inteligência só aumentou depois que descobriram o invento que fizeram juntos.
No hall do castelo, Tom esperava ansioso Hermione descer, ele estava mais lindo que de costume, uma túnica longa e preta fechada até o pescoço na altura do joelho, os cabelos que ele sempre impecavelmente arrumados, agora meio desarrumado, caindo em cima dos olhos. O preto de sua roupa e cabelos dava um contraste perfeito com sua pela pálida e seus olhos cinza. Ele já estava batendo os dedos no corrimão da escada. Nossa que demora! Pensava irritado Porque demorar tanto para se arrumar?
Quando terminou de pensar isto ergueu o olhar e mais uma vez ficou de boca aberta. Nossa por isso que ela demora, para ficar perfeita! Pensou ao ver Hermione, ela vestia um vestido longo de veludo carmesim, frente única, era um modelo sereia, justo até para baixo dos joelhos e depois se abria. Usava uma maquiagem onde seus olhos ficavam bem destacados e seus lábios com um leve tom vermelho, brincos grandes mais delicados na cor dourada e sua sandália de salto agulha também na, mesma cor seus cabelos estavam totalmente presos, em um coque bem arrumado deixando suas costas nuas e o colar que presenteou a ela em seu pescoço delicadamente e o anel de noivado em seu dedo. Linda! Tom sorriu.
- Sabe isto já esta ficando repetitivo. – falou quando se aproximou de Tom – Mas feche a boca, antes que entre algo nela. – completou com um sorriso.
- A culpa é sua, quem manda cada vez ficar mais linda? – disse dando o braço e caminharam juntos para o salão principal.
Quando ambos passaram pela as portas do salão que já estava cheio, muitas cabeças viraram para a porta. Eles não sabiam o porquê, se era pela beleza, elegância e poder que Tom exalava ou pela beleza, simpatia e sorriso sincero que Hermione demonstrava. Mas em uma coisa eles concordavam, eles eram perfeitos juntos. Assim que entraram, foram cumprimentar os amigos, Minerva e Felipe que estavam sentados juntos aos pais.
Hermione e Tom os cumprimentaram, mas não chegaram a se sentar-se à mesa, pois o diretor Dippet logo os chamou para apresentá-los a muitas pessoas e ao próprio Ministro. Eles sem sombra de dúvida eram os alunos mais procurados para conversas entre os grandes nomes que ali estavam, Tom mesmo com seu rosto sério e suas feições que só nos momentos oportunos demonstrava emoções por dentro estava eufórico, chegou ainda mais próximo de onde sempre almejou, perto ao poder.
Hermione conversava com muitas pessoas também e aceitava hora ou outra o convite para dançar, Tom a olhava admirado com sua compostura e simpatia. Realmente Hermione é perfeita para mim! Pensou orgulhoso. Já era quase o final do Baile, meia-noite teria a ultima valsa, os dois foram para a pista a fim de aproveitar-la.
- Ai Tom tudo isso parece um sonho! – disse Hermione enquanto dançavam – Tenho medo de acordar e ver que nada foi real.
- Não se preocupe minha Senhora, todos os dias eu te lembrarei que é real. – disse depositando um beijo casto em seus lábios. Dançavam bem próximo sentido o respirar um do outro, o cheiro e calor que emanava dos corpos.
- Vamos subir a torre do relógio depois? — perguntou Tom.
- Sim.
A ultima dança acabou os convidados que ficariam no castelo foram para os aposentos, os alunos ficaram a andar pelo o castelo, não teria toque de recolher, todos os professores sabiam que eles estavam a despedir do local que foi seu lar por sete anos.
Tom e Hermione subiram a torre, a lua estava cheia e linda, seu reflexo direto nas águas escuras do lago e as sombras das montanhas atrás, era uma paisagem magnífica até mesmo durante a noite.
- Acho que este é o lugar mais magnífico de Hogwarts. – disse Hermione fitando a paisagem.
- Eu não concordo. — ela o olhou o interrogando — Você é a paisagem mais magnífica daqui. – ele completou a abraçando por trás e depositando um beijo em seu pescoço, Hermione sentiu um arrepio percorrer seu corpo, e fechou os olhos para a sensação de prazer que sentia ao toque de Tom.
- Amanhã começaremos uma nova etapa, nunca imaginei que seria assim com você. – disse Hermione voltando a fitar o lago – Me parece uma loucura um sonho, eu realmente tenho medo de acorda e me ver em um presente longe de você. – suspirou como para tomar coragem para falar – Eu acho que eu não consigo mais viver sem você Tom, meu Tom – disse virando novamente para ele e acariciando seu rosto com a mão e olhando naqueles olhos cinza claros tão profundos, que em sua maioria só demonstrava frieza, mas que para ela demonstrava tanta paixão e desejo.
- Eu que o diga Hermione, nunca em nenhum dos meus mais insanos pensamentos me imaginei terminar este ano, com um trabalho no ministério, com uma casa comprada e com uma mulher que em palavras não consigo dizer o quanto me orgulha, muito menos frases resumem você, o seu caráter, a sua beleza exterior e interior, supera tudo que eu possa tentar dizer.
“Quando encontro seus olhos eles me dizem tudo que preciso saber, somente eles conseguem ultrapassar as barreiras que coloquei em minha alma, e traz o que há demais puro e escondido em mim, um desejo ardente, uma paixão incandescente, um sentimento verdadeiro que somente você os vê. Eu não esperava sentir isto, nunca imaginei tamanhas emoções, mas quero te dizer minha Senhora, – ele a olhava nos olhos e segurou em sua cintura aproximando-os mais e continuou com sua voz rouca e sussurrada – eu lutei contra tudo isso, mas todas as vezes que me distanciava algo me puxava para mais perto de ti.
“Quanto mais não minha mente falava, mais sim meu coração dizia. Eu não sei o que acontecerá daqui para frente, mas quero que saiba que sempre te carregarei em minhas lembranças, porque a de todas elas você foi a mais doce, a mais importante e a única que realmente me conheceu por isso, eu te amo Hermione Jane Granger e para sempre estarei ao seu lado.”
Hermione tinha lágrimas escorrendo pelas faces quando Tom terminou de lhe dizer palavras que nunca imaginou ouvir, e com um beijo apaixonado, selou a promessa que sempre estariam juntos. E ali naquela torre onde deram o primeiro beijo, tiveram a última noite de amor.
Hermione e Tom acordaram em um pulo, assustados vestiram suas roupas e desceram as escadas da Torre do Relógio correndo. Tinham dormido ali, Tom conjurou um colchão e ali fizeram amor várias vezes durante a madrugada, até pegarem no sono. Mas foram acordados com um barulho de explosão de dentro do castelo. Os dois chegaram ofegantes no hall de entrada, muitos alunos, professores, e convidados também estavam ali, parados com olhares de horror no rosto. A maioria vestia pijamas e estavam desarrumados, alguns alunos assim como Hermione, Minerva e Heloisa ainda vestiam os vestidos de festas da noite anterior, mas todas visivelmente descabeladas e que colocaram os mesmo rápidos com auxílio de magia.
Hermione não sabia o que estava acontecendo não conseguia enxergar a frente, para ver o que deixavam todos tão chocados. Pedindo licença com Tom logo ao seu lado ela parou assim que fitou a imagem em sua frente, piscou varias vezes para ver se era isto mesmo ou era algum fruto de sua imaginação, talvez um de seus pesadelos. Porém, olhando ao redor e vendo que não era somente ela que fitava o horror em frente aos seus olhos, ficou em choque.
Era um rapaz deveria ter uns quatorzes anos, estava suspenso no ar somente com um pano tampando suas partes intimas, totalmente inconsciente e muito machucado. Deveria ter recebido horas de torturas, sua pele estava cortada em vários lugares, sangrava e em seu tórax uma frase. Este será o fim de todos os sangue-ruins!
Os professores faziam de tudo para tentar descer o garoto, mas não conseguiam. Quem havia feito aquilo, usou magia muito poderosa e negra, de repente o garoto começou a se debater, seu corpo todo tremia, seu olhar ficou vidrado e de sua boca bolas de sangue era cuspidas.
Os professores e pais sacaram as varinhas tentando de algum modo retirar aquele feitiço, Hermione o conhecia. Era um feitiço das Trevas, a pessoa atingida por ele vomitava todo o sangue do corpo e assim morria. Hermione olhava chocada aquilo, e de repente veio algo em sua mente, uma conversa que teve com Dumbledore antes de ir para o passado.
Tome cuidado Hermione, não se deixe enganar. Tom apesar de novo já era um assassino e ele sempre foi muito manipulador, e um excelente aprendiz de Artes da Trevas desde de muito cedo. Lembre Tom nunca foi confiável!
Hermione se lembrou das palavras de seu professor e olhou para o garoto que estava ao seu lado, não parecia nada disto. Como alguém que fala palavras tão doces em uma noite faz uma crueldade desta no outro dia? E outra ele estava comigo durante toda a noite, não teria tido tempo de fazer isto. Perguntava-se, mas seus olhos correram ao redor e viu em um canto afastado, Malfoy, Avery e Nott olhando o garoto que ainda vomitava, eles não tinham cara de nojo, tinha um olhar de prazer, apreciação com a cena que via.
Virou-se para trás e fitou os olhos de Tom, mesmo ele tendo o rosto sem emoção aparente, seus olhos demonstravam aquilo que seu coração sentia. Divertimento? Contentamento? Era isto, Hermione entendeu. Tom, o seu Tom, ainda odiava os nascidos-trouxas, ele ainda gostava de vê-los sofrer, sentia-se bem em torturar até a morte pessoas inocentes.
Hermione se sentiu enjoada, se sentiu a pessoa mais imunda e ingênua naquela hora. Saiu dali esbarrando com Tom com brutalidade. Tom viu a maneira que ela saiu e foi atrás, Hermione estava um pouco a frente e Tom observou que estava com a cabeça baixa quase próximo aos joelhos, com a mão na barriga, ela vomitava. Tom aproximou-se ainda estava escuro, mas no horizonte o céu começava a clarear. Ele aproximou-se e com cuidado tocou o ombro de Hermione.
- Você não se sente bem?- perguntou com a voz preocupada.
Hermione ao ouvir aquela voz que tanto a fazia feliz, mas que agora sentia um profundo ódio e remorso, virou-se abruptamente e disse com uma voz fria e sem emoção.
- Não. Toque. Em. Mim. – Falando isto retirou a mão de Tom com brutalidade de seu ombro. Tom a olhou com misto de surpresa e curiosidade.
- O que aconteceu Hermione? – Voltou a perguntar.
Hemione não queria falar, ela queria matá-lo ali, ela queria destruir o homem a que se entregou de corpo e alma e que lhe enganou. Sentia-se usada, se sentia burra, ingênua, uma menina que queria ser tão inteligente, mas que foi enganado como qualquer garota idiota.
Imagens da batalha do ministério, fotos que via do jornal de famílias trouxas mortas, dos pais de Neville no hospital loucos, dos pais de Harry mortos. Tudo se misturava em sua mente, quantos ele matou? Quantos torturou? E ela se deixou enganar, se deixou levar por seu rosto bonito, por sua delicadeza e sua inteligência. Quanto mais Hermione pensava nisto, mais ela vomitava.
- Hermione vem comigo vou te levar a enfermaria. – disse Tom a pegando no colo.
- ME SOLTA! ME SOLTA! — ela gritava e se debatia. Tom sem saber como reagir entrou na primeira sala que encontrou. Lançou um feitiço de silencio e a colocou no chão.
- O que ha de errado com você? — perguntou já com a voz alterada para Hermione.
- O que há de errado comigo? O que há de errado comigo? — disse descontrolada – Você que é o problemático aqui, você que é o louco! Você acha Tom que eu não sei que foi você que mandou seus capachos, seus comensais da Morte, fazer aquilo com aquele garoto? — Tom se espantou, não por ela saber que foi ele que mandou, mais por ela saber que chamava seus seguidores de Comensais da Morte.
- Não sei do que você esta falando. – disse com a voz baixa e fria.
- Você sabe! você sabe sim. Foi você, como pode? Fala que me ama, que quer ter uma familia comigo, filhos e faz aquilo com aquele pobre garoto? Só poque é um nascido-trouxa. Não sei que você sabe Tom, mas eu sou igual a ele! – disse sarcástica gritando a ultima parte.
- Você não é igual à ele, Hermione. Você é melhor que ele. Você é poderosa. A bruxa mais inteligente que conheci, mesmo seu sangue não sendo mágico, você tem muito poder. – disse a olhando.
- Por isso sou digna de viver, enquanto outros que não têm tanto “poder” – disse a palavra com certo nojo – não são dignos de viver?
- Isto mesmo, nós seremos grandes, não prescisaremos deles para sujar nosso mundo! — disse com um olhar vidrado e maléfico.
- Não Tom, você é louco. Completamente Louco!
- NÃO. ME .CHAME.DE.LOUCO! – Gritou – Você não sabe o que é ser chamado de louco pelas outras pessoas, Hermione! Você não sabe o que é ser discriminado, torturado por ser difrente!
- E o que você esta fazendo? Você está repetindo as mesmas coisas que fizeram com você! Discriminado e desejando matá-las! – rebateu Hermione.
- Não, eu não. – disse com um sorriso irônico – Eu estou limpando, eu estou excluindo os fracos, eu vou acabar com a raça dos trouxas imundos, nós não precisaremos mais nos esconder, nós seremos livres para fazer o que bem entedemos, sem se preucupar em ser descobertos por aqueles fracos.
- Tom você é o fraco! Não se esqueça que você é filho de um trouxa! Você é um bastardo, filho de uma mulher que enfetiçou um homem, para se casar com ela e que depois foi abandonada por ele. Você é tão ou até mais imundo do que os outros, pois você sempre foi e sempre sera almaldiçoado! – Hermione falou estas palvras o enfrentando, o olhando nos olhos.
Assim que terminou se viu sendo lançada do outro lado da sala, bateu as costas com força na parede e escorregou por ela. Sua bochecha direita ardia ela sentiu uma fina linha quante descer por seu rosto.
Tom ouvia Hermione falar, cada palavra que ela dizia entrava em seu coração e perfurava sua alma, tentava se controlar de qualquer maneira, mas ao ouvir que ele sempre sera amaldiçoado, algo dentro dele explodiu, e quando menos percebeu já havia batido nela. Como um trouxa qualquer. Lançou sua mão com toda a força, ódio e raiva que sentia dentro dele ao rosto da mulher, da única mulher que ele amou.
Hermione agora caida encolhida em um canto o olhava, seu olhar que antes trasmitia o amor que sentia por aquele homem parado ali na sua frente se desfez e a única coisa que agora trasmitia era desprezo. Puro e verdadeiro desprezo, nojo e indiferença. Nos olhos dele ela já não via mais seu Tom, via naquelas íris que agora tinha um vislumbre avermelhado, só a fazia lembrar-se de Lord Voldemort. Ele é que estava ali. Era somente ele que existia, nunca existiu Tom Riddle.
- Espero que esteja satisfeito com com o que fez, pois será a última lembrança que terá de mim. – disse se levantando e saindo da sala.
Hermione andava sem saber a aonde realmente ia. Estava desnorteada, sua cabeça doia e sua bochecha sangravam. Agora lágrimas grossas escorriam de sua face, lágrimas que eram de ódio agora eram de decepção e sofrimento. Deixou-se ser levada pelas suas pernas e se viu chegando à biblioteca, se abixou em uma das fileiras do canto e não acreditava em como tudo tinha mudado tão rapidamete, antes vivia um sonho agora presenciava um pesadelo. Não sabia o que faria, mais uma coisa tinha certeza, não perdoaria jamais Tom. Para ela Tom estava morto.
Hermione ouvia ao longe as badaladas do relógio, queria sumir dali, queria poder entrar num de seus tão amados livros e desaparecer. A dor que sentia era tanta que seu coração parecia se consumir, despedaçar aos poucos. O relógio parou de badalar, sentiu uma brisa leve a envolver, ainda vestia o vestido da noite anterior, agora não tão bonito como antes, quando ergueu os olhos viu, o que para ela naquele momento só podia ser uma alucinação causada pelo sofrimento.
Levantou-se e caminhou até o final do corredor, era ele o portal. Estava aberto para que ela voltasse, voltasse para seus amigos e familia. Olhou ao redor, não tinha ninguém. Ainda lá em seu íntimo tinha esperança de Tom viesse até ela e lhe pedir perdão, pedir que ficasse e que largaria seus planos para viverem uma vida felize juntos.
Mas não tinha ninguém ali, só ela com sua dor e lembrançar. Suspirou fundo e tomou coragem, colocou a mão através do portal, sentiu ser sugada para o nada, deixou seu corpo ser levado para a escuridão. E quando já tinha o corpo todo dentro olhou para trás novemente e o viu, no fim do corredor, ofegante e com a mão estendida como se conseguisse alcançar-la, mas já era tarde. O portal se fechou. Só escutou uma baixa voz ao longe.
- Hermione não vá, eu te amo!
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