Uma Segunda Chance para Viver

30 Capítulo 30 - 29º O reencontro


Notas iniciais
OI gente primeiramente me desculpe pela demora para postar, quero falar que estou mais ansiosa do que vcs. Bem segundo este cap. tera muito do Cap 08 de Rejiquias da morte, eu quis deixar o mais fiel ao livro possivel, então copiei algumas partes. Não me julguem!Blz?

Lá em baixo tem explicações q tenho certeza que surgiram . Bjs!!

A Toca amanheceu uma loucura no sábado, a família de Fleur chegou à noite anterior onde também foi comemorado o aniversario de dezessete anos de Harry. A Sra. Weasley não sabia o que arrumava enquanto, Hermione, Gina e Gabrielle irmã mais nova de Fleur ajudavam a Sra. Delacor a prepar os últimos enfeites dos doces. Mesmo com auxilio de magia era um trabalho delicado.

Depois de algumas horas de preparativos, Hermione subiu para se refugiar no quarto de Gina, além de cansada estava com sono, pois dormiu tarde por causa da comemoração de Harry e acordou muito cedo com todo o movimento da Toca. Passado cerca de uns dez minutos, Harry, Rony e Gina entraram no quarto.

-Nossa Mi deveria ter nos chamado também! – falou Rony meio irritado- a mamãe não pode nos ver um segundo parado que nos pede para fazer algo! Parece escravidão.

-Pare de reclamar Ron, a mamãe esta nervosa, quer que tudo saia perfeito – disse Gina – só não sei o porquê, para Fleur nada é bom o suficiente- completou sentando –se ao lado de Hermione que permanecia deitada olhando par aos amigos.

-Não chamei vocês porque sabia que logo sentiriam minha falta e falaria para a Sra. Weasley que viram ver se eu estava me sentido bem – respondeu Hermione faceira.

-Conta outra Mi, você não nos chamou porque queria ficar sozinha – falou Harry sério.

-Bobo, de onde tirou esta ideia?- falou olhando para outro lado.

-Vamos ver! – fez uma cara pensativa — de suas atitudes nos últimos dias? – respondeu a amiga – vamos nos conta o que esta acontecendo? – perguntou preocupado – É algo com o bebe?

-Não ele esta ótimo – falou passando a mão na barriga que estava começando a apontar, quase imperceptível- só não sei...estou estranha, sabe? Parece que algo ira acontecer, e estou com medo – disse se encolhendo.

-O que é isto agora Hermione, começou a acreditar em adivinhação?- perguntou Rony zombando – Cadê aquela Hermione, que lançou uma bola de cristal quase na professora? – Hermione sorriu a lembrança junto com Harry, mais logo o sorriso desapareceu de seu rosto.

-Acho que sumiu no quinto ano, quando descobri que nem todas as adivinhações são falsas – disse olhando para o Harry e se lembrando da profecia. – Posso falar algo para vocês?

-Claro, que besteira é esta? Pergunta se pode falar! Fale logo Mi – respondeu Gina curiosa.

- Eu quero que vocês saibam que os amo muito, e mesmo quando pensei em ficar lá, foi pensando em vocês, na felicidade que trairiam se eu conseguisse mudar algo...

-Que historia e esta Hermione? Você não poderia mudar em nada ficando na França. E de onde você tirou esta ideia que ficaríamos felizes longe de você?

-Agora você não entende Harry, mais vai chegar um momento que vocês vão entender o que eu quero dizer. E se eu não tiver aqui ao lado de vocês quero que se lembre de que tudo que eu fizer será por amor que eu sinto por você, como meu irmão, o Rony e todos os Weasley como minha segunda família, pelo meus pais que além de me darem a vida, ainda se arriscam por ela, por meu filho que é inocente, e não tem culpa de nascer em um mundo tão cruel desta maneira, pelo meus valores e minhas crenças de que todos temos que viver, sem ser discriminados, por que de uma forma ou outra somos iguais.

Os amigos não entenderam o porque daquelas palavras, nem Hermione entendia mais ela estava realente preocupada, como se algo fosse acontecer e algo ruim. Extremamente ruim.

-Mione eu não entendo o que quer dizer, mais nada vai me fazer duvidar daquilo que você é – respondeu Harry.

-Promete Harry? Não importa o que acontecer, se eu vier a morrer, você tomara conta de meu filho, não o deixara ser cuidado pelo pai – Hermione já chorava abraçada ao amigo – que você cuidara dele, me promete?- ela estava extremamente nervosa e tremia nos braços de Harry, Gina desceu as escadas para pegar um chá ou alguma poção calmante para a amiga.

-Prometo Mi, prometo que tomo conta deste garoto – falou Harry.

-Ou garota – disse Gina entrando no quarto com uma xicara de chá a mão.

-Ou garota – corrigiu Harry — como se fosse minha própria filha – disse sorrindo – só acho que não serei de muita ajuda na escola, já que se puxar sua inteligência, será mais esperta do que eu antes dos quatro anos.

Hermione, e os outros sorriram. Hermione não deixou de pensar Se puxar a do pai também! Depois de ter tomado a poção que Gina lhe deu, ela dormiu tranquilamente. Acordou bem mais disposta e constatou que era hora de se arrumar, entrou na fila para tomar banho que não era nada pequena, já que além de todos os Weasley, menos Percy, ainda tinham os pais de Fleur e sua irmã, Harry e ela.

Terminou seu banho e foi para o quarto a fim de se trocar, as outras mulheres ajudavam Fleur no antigo quarto de Percy, Hermione pegou um vestido que comprara para seu sexto ano, mais nunca chegou usa-lo, não pode levar em sua missão. Era de um verde musgo muito bonito, tomara que caia, sua saia era rodada para cima dos joelhos, mais nada muito chamativo. Seu tecido era leve, mais logo que experimentou o zíper não fechava.

-Droga!! – exclamou. Por coincidência Gina entrava no quarto naquele momento.

-O que foi Mi?

-O vestido Gina, não fecha! – falou com a voz chorona – que raiva, estou engordando!

-Claro Mi, não sei se alguém te contou, mais mulheres gravidas engordam! – disse zombeteira.

-Ah, Gina não enche! –disse se fingindo de zangada – eu sei, mais é que nós não percebemos muito isto, e agora o que vou vestir?

-Nossa nem parece que é uma bruxa! – exclamou – daqui eu arrumo, é um feitiço simples que aumenta um pouco a roupa – Gina arrancou o vestido das mãos de Hermione, o que deu tempo a ela de se olhar no espelho, não tinha engordado tanto, mais já podia ver suas curvas mais acentuadas, seus seios mais inchados e um pequeno volume em sua barriga, para ela que sempre foi muito magra e não tinha nada de barriga era um volume um pouco notável , pra quem a conhecesse.

-Gina como estou?- perguntou assim que colocou o vestido.

-Linda! Esta cor combinou com você, e com sua corrente também. Toma estes brincos eles são pratas, e fara um conjunto belíssimo com seu anel e corrente – falou passando a Hermione um par de brincos pratas, compridos que lhe caiu muito bem.

-Tenho que arrumar meu cabelo, alguma sugestão?- disse perguntando a amiga.

-Acho que deve manter os cachos, eles estão maiores e os cachos mais definidos, só os prendem assim- disse fazendo um penteado em cascatas – pronto perfeito! – falou quando terminou – Quer que eu faça sua maquiagem?

-Não pode deixar eu mesma faço, aprendi com aquela amiga que conheci na viagem, lembra que te falei? – disse a Gina se referindo a Heloisa.

-Sim, lembro. Aquela que você disse que parecia a Bronw. Helena, não?

-Ela mesma – falou já fazendo sua maquiagem- Gina terá muitos convidados no casamento?

-Não muito, cerca de umas duzentas pessoas. Algumas amigas nojentas de Fleur, algumas pessoas de sua família, amigos de Gui do Gringots e da época de Horgwats, membros da Ordem...

-Dumbledore ira vir?

-Não acho que não, ele mandou o presente hoje cedo e avisou que teve que resolver algo urgente, papai até queria ter ido com ele, mais mamãe o ameaçou dizendo que era melhor ele ir e ficar por lá porque se voltasse o azararia tanto que não se lembraria de quem ele era – falou sorrindo e Hermione a acompanhou.

-Não duvido! Você deve ter aprendido com ela – completou entre risos.

As duas continuaram a conversa, até que acabaram de se arrumarem.

-Te aguardo na festa Gina- falou Hermione descendo para o jardim, Gina iria entrar de dama com Gabrielle.

Na entrada da tenda, estava Rony e Harry.

- Que máximo!- Rony exclamou assim que viu Hermione se aproximar.

-Sempre o tom de surpresa – Respondeu Hermione embora sorrisse, ela realmente ficou perfeita, com sua maquiagem leve e seus cabelos sedosos e brilhantes – Sua tia –avó Muriel não concorda , acabei de encontra-la lá em cima entregando a tiara a Fleur: “ Ai, não é essa a menina que nasceu trouxa?”, e em seguida” má postura e tornozelos finos demais”.

-Não se ofenda, ela é grosseira com todo o mundo- disse Rony.

-Falando de Muriel?- perguntou Jorge, emergindo da tenda com Fred.- ela é uma morcega velha, mais queria que o tio Abílio ainda fosse vivo, ele era gargalhada certa em casamentos.

-Não foi ele que viu um sinistro e vinte quatro horas depois morreu?- Perguntou Hermione, se lembrando do que Rony lhe falou no terceiro ano.

-Bem, foi, ele ficou meu esquisito mais para o fim da vida- admitiu Jorge.

-Mas, antes de ficar caduco, ele era a alma das festas- comentou Fred-Costumava beber uma garrafa inteira de uísque de fogo, depois ia para o meio do salão de dança, levantava as vestes e começava a tirar boque de flores do...

-É, era realmente encantador – interrompeu Hermione , enquanto os outros acabavam-se de rir.

- Não sei porquê, nunca se casou – disse Ron.

- Você me espanta – disse Hermione.

Eles riam tanto que ninguém notou o último convidado, um jovem rapaz com cabelos escuros e um grande nariz curvo e sobrancelhas negras, até ele mostrar o convite a Rony e dizer, com os olhos em Hermione.

- Você está linda!

- Viktor! – ela gritou, corada – Eu não sabia que... Caramba... É adorável ver... Como vai você?

As orelhas de Rony tinham ficado extremamente vermelhas. Examinava o convite que lhe foi entregue como se não acreditasse. E exclamou alto.

-Por que esta aqui?

-Fleur me convidou. –Hermione lançou um olhar a Rony de repreensão e Harry cumprimentou Krum e o levou até seu lugar.

Hermione viu ao longe que varias primas veela de Fleur se virarem para olhar o rapaz. Rony ainda estava carrancudo, achou engraçado o amigo, mesmo sabendo de sua gravidez ainda se comportava de modo enciumado, mais reconheceu que gostou de se sentir admirada, e reconheceu que Rony tinha ciúme dela mais agora de um modo mais fraternal, assim como sentia por Gina.

Logo foi se sentar na segunda fileira, atrás de Fred e Jorge. Junto com Harry e Rony. O casamento foi lindo, Fleur tinha uma áurea que parecia despregar dela prateada deixando todos a sua volta ainda mais belos, Gina e Gabrielle também estavam lindas em um vestido dourado e viu Harry se perde em meio a seus pensamentos.

- Senhoras e senhores- uma voz cantada começou a falar e um bruxo franzino com cabelos em tufos estava diante de Gui e Fleur.

Hermione se deixou levar pelos seus sentimentos e se pegou a pensar em seu próprio casamento como teria sido? Como estaria vestida? Tom devia ficar lindo com vestes a rigor e uma flor branca na capela. Voltou a pensar em sua casa, e nos dias que la passou, momentos felizes que nunca iriam se repetir.

-Guilherme Artur, você aceita Fleur Isabelle...?

Na primeira fila a Sra. Weasley e Madame Delacaur choravam baixinho em lencinhos de renda. Sons de trombeta ao fundo da tenda anunciaram que Hagrid puxara do bolso um dos seus lenços tamanho – toalha . Hermione virou-se sorridente para Harry, por mais que não quisesse chorar seus olhos estavam marejados de lagrimas.

- ...então os declaro unidos pra toda vida.

O bruxo de cabelos em tufos ergueu a varinha sobre as cabeças de Gui e Fleur e uma chuva de estrelas caiu sobre os noivos, envolvendo em espirais os seus corpos agora entrelaçados. Fred e Jorge puxavam uma salva de palmas.

-Senhoras e senhores queiram se levantar – disse o bruxo que realizou o casamento.

Todos se ergueram, Tia Muriel reclamando audivelmente; ele agitou a varinha novamente. A tenda sob a qual eles estavam sentados ergueu-se graciosamente no ar enquanto as paredes de canvas da marquise sumiram, assim, parecia que elas eram mantidas por um dossel de postes dourados, com uma vista gloriosa do pomar iluminado pelo sol e a cidade ao fundo.

A seguir, um jorro de ouro derretido espirrou do centro da tenda formando uma brilhante pista de dança; as cadeiras pairaram e se agruparam ao redor de pequenas mesas com toalhas brancas, e os garçons de jaquetas douradas circularam até um pódio.

- Legal! – disse Ron, aprovadoramente, enquanto os garçons surgiam de todos os lados, alguns carregando jarras prateadas de suco de abóbora, cerveja amanteigada e whisky de fogo, outros empilhando tortas e sanduíches.

- Nós devemos parabenizá-los! – disse Hermione, ficando na ponta dos pés para ver o lugar onde Gui e Fleur haviam desaparecido no meio de uma multidão de amigos.

- Teremos tempo depois, — respondeu Ron, dando de ombros e agarrando três cervejas amanteigadas de uma bandeja que passava, e entregando uma para Harry e Hermione- se segura, temos que encontrar uma mesa... Não aí! Não perto da Muriel!

-Rony, não posso beber! – exclamou Hermione.

-Depois você pega suco de abobora.

Ron atravessou o caminho da pista de dança vazia, olhando para os lados; Harry teve certeza que ele queria distância de Krum. Quando eles alcançaram o outro lado da marquise, as maiorias das mesas estavam ocupadas. A mais vazia era aquela em que Luna sentava-se sozinha.

- Tudo bem se ficarmos com você? – perguntou Ron.

- Oh sim! – ela disse alegremente. – Papai foi até nossa casa para pegar o presente de Gui e Fleur.

- O que será? Um suprimento vital de Gurdyroots? – Perguntou Ron.

Hermione queria chutar sua perna sob a mesa, mas invés disso acertou a de Harry. Com os olhos lacrimejantes pela dor, Harry perdeu o fio da conversa por alguns momentos. A banda começou a tocar. Gui e Fleur tomaram a pista de dança primeiro, sob aplausos. Depois de um tempo, Sr. Weasley levou Madame. Delacour até a pista, seguido pela Sra. Weasley com o pai de Fleur.

- Gosto desta música – disse Luna, marcando o tempo do compasso semelhante a valsa e alguns segundos depois ela levantou e foi até a pista onde fez um pequeno giro, sozinha, com os olhos fechados e ondulou os braços.

- Ela é ótima, não é? – disse Ron, admirado. – Sempre original.

Hermione nunca havia ido a um casamento de bruxos antes, então não sabia dizer se a celebração estava indo bem, mais com certeza era diferente das dos trouxas. Embora estivesse certa que as dos trouxas não tinham um bolo de casamento com duas pequenas fênix em cima que voavam quando o bolo fosse cortado, ou garrafas de champanhe que flutuavam sobre a multidão.

Conforme a tarde avançava, mariposas começavam a pousar sobre o dossel, agora iluminado por lanternas douradas voadoras, a festança ficava cada vez mais

descontrolada. Fred e Jorge já haviam desaparecido na escuridão com um par de primas de Fleur; Carlinhos, Hagrid e um bruxo gordinho cantavam alegremente "Ode a um Herói" em um canto. Enquanto Harry dançava com Gina.

Perambulando pelo salão viu Rony dançar com uma garota muito bonita e se sentiu feliz por ele. Seu amigo merecia encontrar alguém que o correspondesse. Tentava de todas as maneiras ficar desapercebida de Krum que insistia em chama-la para dançar, não queria levantar uma suspeita incabível para ele, já tinha problemas demais. Encostou-se a um canto do salão. Quando atrás dela uma voz suave a fez a repiar.

-Uma jovem tão linda sozinha? – Hermione reconhecia aquela voz e aquele cheiro, mais só podia ser fruto de sua imaginação. Não Hermione, é coisa de sua cabeça, só um estupido se arriscaria tanto!

-Se eu fosse você, não confiaria tanto em sua mente. Deixaria ser lavada as veses por seus instintos – continuava a ouvir a voz, e agora podia sentir o suspiro quente em seu pescoço, gelou!

-Como conseguiu?- foi a única coisa que conseguiu falar.

-Tive meus meios, agora que tal me dar o prazer desta dança?- lhe perguntou estendo a mão a ela. Uma mão pálida, e grande como ela se lembrava. Mais ela tinha medo de se virar, e ver o rosto ofídio dele – Não tenha medo, não vou te machucar, e nem ferir seus amiguinhos traidores de sangue.

Hermione não sabia o que fazia como ninguém sentia a presença dele ali? Como ninguém estava o vendo?

-Você não é real, é fruto de minha mente! – disse firme. Logo em seguida sentiu ele a segurar pela cintura firmemente, e depositar um beijo leve em seu pescoço, como sempre fazia a ela. Sentiu no mesmo instante todos os pelos de seu corpo se arrepiarem e um frio gostoso percorre lhe a espinha.

-Isto é fruto de sua imaginação?- falou com a voz sussurrada que a tempos a deixava entorpecida.

Deixou-se levar por seus instintos e estendeu a mão a ele, sua mão era fria como ela se lembrava, mais ainda não teve coragem de olhar para sua face, percebeu que ninguém se afastava, nem olhava para ambos diferentes. Era somente mais um casal na pista de dança.

Tom a envolveu em um aperto firme na cintura, e a conduzia com graça pelo salão. A melodia da musica era suave e Hermione deixou-se encostar-se a seu peito, era firme e pode sentir seus músculos por baixo das vestes. Sabia que estava agindo errado, mais a saudade que sentia de estar em seus braços era maior que qualquer outra coisa ou sentimento, raiva, ódio, magoa já não existiam ali entre eles, ela só conseguia pensar no ultimo baile e na ultima dança em Horgwats, no ultimo dia que foi feliz.

Em um momento de coragem ergueu seus olhos e se espantou com a imagem que viu, era o seu Tom ali de volta. De volta a ela, os mesmos olhos azuis acinzentados, a mesma pele pálida, os mesmo cabelos pretos, mais agora mais compridos, a mesma boca vermelha, os mesmo traços lindos, somente um pouco mais maduro. Sorriu. Não resistiu a sua felicidade, olhou nos olhos tão profundos e disse em um sussurro.

-Eu ainda te amo – e voltou a encostar a cabeça em seu peito e a dançar.

Neste momento Tom enrijeceu, fazia muitos anos que não ouvia alguém falar tão sinceramente que o amava, na verdade nunca ouviu. Somente Hermione disse estas palavras a ele, de maneira pura e sincera. Quando teve a ideia de ir a festa, só para vê-la quase se auto amaldiçoou por isso, não soube porque a necessidade dele estar perto dela era tanto mais seguindo a um instinto que odiava, agiu por impulso.

Para ele foi fácil passar pelas proteções, que naquele dia estavam mais fáceis por causa dos convidados. A observou durante uns dez minutos. Notou Potter dançando com uma garota de cabelos vermelhos, e vários outros casais visivelmente apaixonados. Viu os noivos que exalava alegria e não pode deixar de pensar em anos atrás, como seria ele? Com certeza estaria da mesma forma, alegre por estar se casando com a mulher mais inteligente, linda e que principalmente que ele amava.

Agora ele admitia bem mais fácil que amava Hermione, ou melhor que a amou. Que ela foi a única que conseguiu fazer nascer nele sentimentos sinceros, bons e o fez conhecer a felicidade. Hoje ele não tinha mais nada disto dentro dele, agora ele tinha o que sempre ansiou poder, fama, ouro. Coisas que sempre desejou mais se tinha tudo isto, porque ainda se sentia vazio? Triste? Amargurado e odiando a todos a sua volta?

Olhou em volta e a viu, triste. Não suportou ver naqueles olhos que era sinônimo de alegria, a mesma tristeza e vazio que via em seus próprios. Por mais que sorrisse não era o mesmo sorriso que se lembrava, não chegava a seus olhos.

Lutou muito contra todos estes sentimentos, ele Lord Voldermont, não podia amar. Não podia ter piedade, não podia ser levados por instintos, de proteger e consolar, não ele. Tom Riddler era assim, mais ele não. Tom Riddler já não existia, as fraquezas dele, já não o pertencia, mas ali algo naquela moça, na mulher que florescia para a vida, o fazia esquecer-se de quem era somente ela conseguia fazer renascer algo bom no coração de gelo e na alma de sangue. Hermione, a sua eterna Hermione.

E depois de muito lutar contra todos seus sentimentos, vontades, orgulho e duvidas depois de controlar o desejo de matar cada um ali, principalmente o Potter, foi até ela. Mais nunca imaginou que ficaria tão feliz em revê-la, em poder tocar sua pele macia, assim como se lembrava, de sentir seu cheiro doce e sua voz suave, nunca se imaginou se sentir feliz em ver um simples e singelo sorriso, e principalmente nunca pensou em se sentir completo como se sentiu ao ouvi-la sussurrar “eu ainda te amo”.

Envolta outros casais se afastaram de Hermione e Tom enquanto eles dançavam. Pararam para apreciar sua dança harmoniosa e elegante, os dois nem perceberam de tão entregues que estavam um ao outro. Outros sussurravam quem era o homem misterioso que conseguiu tão rápido fazer Hermione sorrir. E outros principalmente as mulheres admiravam o belo homem que ali se encontrava, e claro dois estavam mais preocupados e quem era o homem por simples ciúme.

-Quem é aquele dançando com a Mi? – Perguntou Rony com suas orelhas vermelhas.

-Não sei Rony – disse Harry sério.

-Você esta bem cara? – Perguntou a sim que reparou que Harry soava e estava pálido.

-Não, minha cicatriz esta doendo muito, parece que minha cabeça ira explodir a qualquer estante – respondeu.

-Mais só fica assim quando ele esta por perto, não?- falou Rony visivelmente com medo.

-Sim.

Do outro lado do salão, Minerva que anteriormente conversava com um casal conhecido parou e seus olhos se arregalaram, parecia um dejavu, em sua mente.

-Não, não pode ser – falou para ela mesma.

-O que não pode ser Minerva?- perguntou uma bruxa que regulava idade com Minerva, com cabelos grisalhos mais se via que um dia foi muito bonita.

-O que te lembra eles , Heloisa? – perguntou Minerva a amiga.

-Quem?- perguntou olhando para os lados o bruxo que as acompanhavam.

-Eles – e pontou para Tom e Hermione, que ainda dançavam bem pertos.

-Oh!! – Os dois exclamaram – nossa parece a Lambert e o...e o...

-É nossa! como ele lembra o Riddler – concluiu Jason. Que nos altos de seus setenta anos ainda era forte e bem aparentado.

Os três observavam sem fazer nenhum comentário e quando a musica estava quase no fim Tom sussurrou a Hermione.

- Je suis à toi, et tu es à moi, Eu sou teu e você é minha – falando isto selou seus labios com um singelo beijo e desaparatou.

Hermione ficou ali parada sozinha com um dedo nos labios e olhares arregalados principalmete das pessoas da Ordem, que sabiam do envolvimento de Hermione com um comensal. Mais isto durou segundos pois logo em seguida isso já não importava, alguma coisa grande e prateada baixou do dossel até a pista de dança. Gracioso e brilhante, o lince pousou levemente no meio da pista. Cabeças se viraram conforme os mais próximos absurdamente congelaram.

Então a boca do patrono se abriu e ele falou com a voz profunda e lenta de Kingsley Shaklebolt.

- O Ministério caiu. Scrimgeour está morto. Eles estão chegando.

Notas finais
Ola primeiro o que acharam? ESpero que tenham gostado, eu deixar um pequano treiler do próximo mais ele é tão...intenso que qualquer coisa estragaria as suspresas. Bem quero explicar como Tom entrou no casamento e porque ninguém o reconheceu. Simples ele criou uma poção que o devolveu a aprencia completamente humana, não quis coloca-lo como um adoslescente pois ele têm que impor respeito aos Comensais. Bem então ele esta com aparencia da foto da capa, q para quem não sabe é o proprio ator q interpreta o TiooVold nos filmes. Seus comensais também nunca virão esta nova forme dele, ocorrera a revelação em um determinado momento. Bem por hj é só e espero os comentarios de vcs. Vou tentar postar o mais rapido possivel. BJS!!