Uma Segunda Chance para Viver
14 Capítulo 14 - 13º Eu nunca
Notas iniciais
Fiel à sua palavra, Hermione escreveu cartas a Heloisa e Minerva, cada uma com mais de cinco páginas. Ela evitou dizer a qualquer uma delas sobre o beijo. Na parte da tarde, ela foi para a biblioteca como ela tinha planejado originalmente.
Tom tinha desocupado a biblioteca fazia 20 minutos, decidindo que ele tinha feito muita leitura pesada para o dia, especialmente para as férias. Os dois evitavam com sucesso um ao outro o resto do dia. Hermione usou uma passagem secreta para infiltrar-se na cozinha em vez de ir para o Salão Principal para jantar.
No dia seguinte, no café da manhã, dois pacotes chegaram para Hermione. Eram de Minerva e Heloisa. Ela os levou até seu quarto animadamente. O de Minerva consistia em um lenço xadrez, luvas e chapéu, juntamente com uma breve nota. Hermione ficou surpresa ao saber que Minerva tinha irmãos gêmeos de oito anos de idade.
"Não é à toa que ela é tão boa em assustar os primeiranistas", pensou Hermione.
O presente de Heloisa era um pouco menos prático. Ela incluía cerca de vinte quilos de bolos e doces franceses, selado com o encanto de preservação. Embaixo estava uma garrafa de Whisky de Fogo. A nota com o presente dizia.
Querida Hermione,
Feliz Natal, desculpe pelo atraso! Espero que goste. O Whisky de Fogo é para a véspera de Ano Novo. Talvez você encontre alguém para compartilhar com ele. Eu posso apenas imaginar o seu rosto! Não gasta todo o seu tempo estudando!
Abraços e beijos
Heloisa
Obs: Será que Tom ficou na escola para o Natal, também?
Hermione não pôde conter um sorriso. Com cuidado, ela arrumou a garrafa de volta para a caixa. Começando a planejar uma forma de usa-la.
Tom passou o resto da semana tentando falar com Hermione. Ela, no entanto, gastou tentando evitá-lo, com exceção quando trabalhavam no espelho. Até o dia 31 de dezembro eles conseguiram colocar metade das Runas escrita nele. Quando eles terminaram o trabalho para o dia, Hermione falou com Tom algo diferente do que fazia a dias.
— Então, o que você vai fazer esta noite? — Perguntou ela inocentemente.
- Nada demais, provavelmente irei esperar a meia-noite indo para a cama em seguida.
- Você quer esperar na torre do relógio comigo? — perguntou ela — Nenhum professor ira ligar, exceto LeRue, mais duvido que alguém sairá para ronda hoje. – completou.
- Tudo bem, que horas você quer me encontrar lá? — Ele concordou.
- Cerca de dez horas. Heloisa me enviou vários pacotes de doces e salgados e vou levar para nós.
- Ok, vejo você em algumas horas. — Tom disse alegremente. Pela primeira vez, ele estava realmente ansioso pela véspera de Ano Novo.
Hermione voltou para seu dormitório para se preparar para sua festa solitária. Ela procurou pelo no seu malão a poção que ela fez durante seu tempo livre. Ela colocou algumas gotas no Whisky de Fogo, então selou a garrafa.
"Esta pode ser uma noite muito esclarecedora", pensou.
Ela colocou apenas algumas gotas na bebida, de Vitasserium. Não dará força suficiente para responder tudo, apenas o suficiente para incentivá-los. Já que ela sabia sobre isso, ela seria capaz de beber sem fazer muito efeito. Tom por sua vez poderia ser influenciado mais facilmente, podendo dizer coisas mais normalmente. E claro, o álcool também ajudaria.
Às dez horas, prontamente, Tom chegou na torre do relógio. Hermione estava atrasada. Quando ele estava prestes a ir procurá-la, ela apareceu no topo das escadas, arrastando uma grande sacola e um coberto vermelho.
- Lembrei-me do frio que começa aqui e decidi que poderíamos usar um cobertor. – disse Hermione mostrando um cobertor que trouxera.
-Boa ideia. — Tom aprovou.
- Então, o que você quer fazer até meia-noite? — Hermione perguntou — Eu trouxe cartões, bolos, xadrez de bruxo, embora eu poderia matá-lo se você me ganhar e, por último, mas não menos Whisky de Fogo! — ela terminou em um fingimento de sussurro.
- Qualquer coisa. Mais ainda deixou algo no seu dormitório? -Tom perguntou brincando.
- Hum, acho que deixei minha cama, porém, poderia estar na minha bolsa. — ela disse com uma risada.
Ela enfiou a mão no saco, tirou o Whisky de Fogo, cartões, e coisas para comer e conjurou dois copos. Vendo olhar apreensivo de Tom, ela disse:
— Não seria Ano Novo sem Whisky de Fogo.
- Eu realmente não gosto disso. — Tom admitiu.
- Você apenas tem que estar na companhia certa. Claro que você não gosta de beber com aqueles sonserinos metidos. Provavelmente eles preferem uma boa água ardente – brincou.
- Ótimo. — ele suspirou, imaginando no que ele tinha se metido.
Hermione rapidamente despejou a bebida em dois copos. Passaram cerca de uma hora jogando poker com o perdedor de cada mão tomando um gole do copo. Depois de um tempo os dois começaram a ficar aborrecidos, eles estavam muito quente por causa do Whisky de Fogo.
- Vamos jogar outro jogo. — Hermione sugeriu jovialmente — Eu Nunca?
- Eu não sei que jogo é esse. — Tom disse.
- Não é nada difícil. Nós nos revezamos em dizer "Eu Nunca", em seguida, acrescentamos algo que nunca fizemos, tipo, eu nunca comi ovos de dragão. Toda vez que você fez alguma coisa, você tem que tomar uma bebida.
- Quem ganha? — Tom perguntou curiosamente.
- Depende do seu ponto de vista. Você começa. – falou sorrindo.
Tom pensou um instante e depois sorriu.
- Eu nunca comi... Ovos de dragão.
- Não é justo! — exclamou Hermione tomando um gole de seu copo.
- Você já comeu ovos de dragão? — Tom perguntou, incrédulo.
- O irmão de um amigo meu trabalha com dragão. Trouxe alguns para casa. Tem gosto de ovos de galinha na verdade. É a minha vez. Eu nunca vi nada na aula de adivinhação.
- Nem eu. Eu nunca tive uma festa de aniversário. – disse ele. Hermione tomou um gole.
- Quando é seu aniversário? — perguntou ela.
- Hoje.
- Isso pode ser uma festa de aniversário. Você tem que tomar uma bebida também!
Ele desistiu e esperou por ela pela próxima.
- Eu Nunca... — ela tentou novamente — abusei de um elfo doméstico. — Tom balançou a cabeça. Os dois continuaram no jogo, cada um tentando falar coisas mais bizarras. As comidas e o Whisky estavam quase acabando.
- Minha vez, eu nunca lancei uma Avada Kevadra em alguém – falou Tom, pensando que seria a coisa mais improvável que Hermione poderia ter feito. (n/a: gente eu sei que a Hermione não fez isto, mais imaginei depois de ter colocado a fic no ar, então a Mi na batalha do ministério matou um comensal para se defender lançando um Avada Kedravra, creio que isto não ira mudar o decorrer da história mais aqui será importante, espero que entendam) Ele não tinha ideia do que sua declaração causou na garota.
Hermione ficou pálida. Ela tentou mentir mais não foi possível, o Vitasserium a afetava mais do que ela imaginou. Ela pegou o copo com os dedos trêmulos e tomou um gole. Tom ficou chocado e olhava para ela com a boca aberta.
- Sim, eu matei alguém. — falou desafiadora — Ele tentou matar a mim e meus amigos. – falou se lembrando do rosto alegre do comensal enquanto torturava Rony e depois o vendo com os olhos abertos sem vida e ela com as mãos tremulas, apontando sua varinha para o corpo caído aos seus pés – Então... E você já matou alguém? –ela perguntou com a voz tensa.
Em circunstâncias normais Tom teria negado. Ele poderia dominar o Whisky de Fogo e talvez até os efeitos do Vitasserium, mas ele não o fez, se quer ele tentou. Por algum motivo que ele não sabia, ele queria que Hermione soubesse a verdade sobre ele, coisas que nunca tinha contado a ninguém. Então ele respondeu.
- Sim.
- Quem?
-Meu pai. — disse Tom, de pé e olhando pela janela para a lua cheia.
- Por quê? — Hermione perguntou.
- Eu fui a sua casa, uma mansão. — Tom disse em tom monótono. — Ninguém reparou em mim. Fui à sala de jantar. Ele estava sentado à mesa comendo, "saia ou eu vou te jogar lá fora”, disse ele, sem olhar para mim. Recusei-me. Levantou-se e aproximou-se de mim.
“Eu estava na sombra, para que ele não pudesse ver meu rosto, eu podia ver o dele. Era o meu rosto, exceto os olhos. Ele ficou surpreso quando ele finalmente me viu. "então você não morreu", disse ele. “Se você quer dinheiro, você não vai conseguir nada de mim”. Então ele começou a amaldiçoar minha mãe e eu, nos culpar por arruinar sua vida.
“Ataquei-lhe que tinha arruinado a minha muito mais. Ele veio para cima de mim e tentava me sufocar. Eu poderia ter fugido, mais nem sequer tentei . Quando eu olhei para o rosto dele, o meu rosto, eu queria matá-lo. Eu queria mais que qualquer coisa, ele mereceu. Se ele não tivesse deixado minha mãe para morrer, não deixando dinheiro para ela nem mesmo para a comprar comida. Mesmo que não ligasse para mim. Eu estava tão concentrado que quase não me recordo que eu mal conseguia respirar. Antes dele conseguir me desmaiar, houve um flash de luz verde e ele estava morto aos meus pés. Sai rapidamente e nunca mais voltei lá. Não havia culpa em mata-lo. – Tom estava surpreso consigo mesmo por ter contado tudo isto.
- Eu entendo. — disse Hermione, tocando o braço dele — Eu não me sinto culpada. E se eu conhecer a qualquer outro que queira ferir meus amigos, não vou me sentir culpada por matar eles. — Naquele momento, ela não podia ver Tom como Lord Voldemort, embora ele tenha admitido o assassinato.
- Eu acho que eu estou cansado desse jogo. — disse Tom finalmente — Vamos ficar aqui até meia-noite. — Sentaram-se e Hermione colocou o cobertor envolto deles.
- Ei, quando é que este cobertor ficou verde? — Perguntou ela, tentando aliviar o clima com pouco sucesso.
- Eu não sei, deve ter sido mágico. — Tom respondeu suavemente.
Os dois esperaram em silêncio, estranhamente confortável na presença um do outro. Pouco tempo depois, o relógio começou a badalar meia-noite.
-Você sabe o que é tradição, não é? — Tom perguntou sobre a oitava badalada.
Antes que Hermione pudesse responder ele a beijou suavemente nos lábios. O beijo continuou até depois de terminarem as badaladas, ao contrario de antes nenhum deles queria se separar. Separaram-se, mas continuavam bem próximos um do outro, Hermione sentia o levantar e descer de seu peito, e o perfume gostoso que emanava dele. Após vários momentos de silencio eles se levantaram e simultaneamente arrumaram as coisas.
Tom acompanhou Hermione até seu dormitório, ambos continuavam em silêncio, mas em um clima agradável, a beijou na testa antes de sair para seu quarto. Os dois adormeceram assim que tocaram seus travesseiros.
Embora ele não soubesse, Vitaseserum faz piorar dramaticamente uma ressaca. A luz brilhava forte através de uma brecha na cortina. Ele tentou levantar-se mais desistiu e puxou o travesseiro para cobrir a cabeça.
"Eu tenho uma ressaca", pensou.
"Tom Servolo Riddle, herdeiro de Sonserina, tem uma ressaca." Pensou em dormir alguns minutos a mais para estabelecer-se, mas ficou se perguntando por que ninguém tinha conseguido chegar a um remédio para ressaca. Afinal as celebridades se embebedavam há milênios. Por que alguém não inventava uma poção? Não deveria ser tão complicado.
Hermione tinha acordado com um gosto desagradável na boca e uma ligeira dor de cabeça. Ela foi até seu malão e sacou uma pequena garrafa. Tinha sido um presente de Gina, que estava sempre tentando convencê-la a viver um pouco. Até a noite passada, nunca Hermione considerou os efeitos posteriores do álcool, valia a pena. Agora, ela bebeu de bom grado uma dose da poção.
Ela escovou os dentes, vestiu-se e foi até o quarto dos monitores. Minerva lhe dissera a senha da sala comum, então ela entrou facilmente.
Tom dormia e estava sonhando lucidamente sobre ter uma cobra de estimação, o garoto tentava ignorar as batidas em sua porta. Parecia que a batida estava mais forte. Eventualmente, ele percebeu que alguém realmente estava batendo.
- Entra!. — ele gritou, ainda com a cabeça coberta — Basta parar de bater na porta. — ele acrescentou com um resmungo.
- Hey Tom. — disse Hermione animada — Não esta se sentindo bem? É melhor você se levantar, todos vão começar a chegar em cerca de uma hora.
- Vá embora!
- Bem, se você não quer esta poção... — Ela disse, virando-se para sair da sala.
- Poção? Qual? — Perguntou Tom atentamente.
- Esta poção. — respondeu ela, mostrando-lhe o rótulo.
- Poção Ressaca. – leu — Eu não tenho uma ressaca, apenas uma ligeira dor de cabeça.
Hermione se aproximou das cortinas e as abriu. Ele recuou e olhou acusadoramente para ela, apertando os olhos na luz.
- Claro que você não está. — disse sarcástica — Apenas beba uma dose da poção e pare de choramingar. Você é monitor-chefe precisa ser capaz de estabelecer um exemplo para os jovens estudantes, e não andar por aí como alguém que bebeu demais. — Hermione estava gostando de ver Tom no estado que ele estava e principalmente de sua aparencia, ele vestia somente uma calça de moletom, sem camisa e os cabelos todos despenteados, realmente ele tinha um corpo muito bonito apesar de não jogar seus músculos eram bem definidos e sua pele pálida dava um contraste perfeito ao corpo.
- Tudo bem. Mas não vai funcionar.
- Apenas beba! — Disse Hermione exasperada. Tom tomou um gole e fez uma careta.
- Não está melhorando.
- Dê-lhe um minuto, você esta agindo como uma criança de dois anos de idade.
Tom foi insultado. Não tinha agido como uma criança de dois anos de idade nem quando tinha dois anos. Sentou-se tristemente na sua cama, meditando sua afirmação. Ele percebeu que tinha melhorado.
- De onde você tirou essa poção? — De repente, ele perguntou.
- Uma amiga me deu no ano passado. — respondeu ela sorrindo.
- Ela fez isso?
- Não, ela comprou no Beco Diagonal, eu acho. Ela deu um para todos os seus amigos.
— É muito caro?
- Não, é mais barato que o Whisky de Fogo que você bebeu.
- Eu nunca ouvi falar disso. — Tom disse.
- Nunca ouviu falar antes? — Perguntou Hermione.
- Não que eu me lembro.
- Humm. Você deve vestir-se e ir para o chuveiro agora. Eu posso te sentir seu cheiro daqui. — ela disse com um nariz enrugado — Eu acho que você pode ir por si mesmo. — Ela saiu da sala e voltou para o seu dormitório. Ela precisava limpar e arrumar o quarto antes de suas colegas de quarto voltar.
Tom sentou-se na caca por um momento.
"Isso não faz sentido. Ninguém inventou uma cura para ressaca, ainda mais comprar diversos para os seus amigos no Beco Diagonal. Não há nenhuma maneira que eu não poderia saber sobre isso. Como Hermione poderia saber? E os usos para o sangue de Dragão? Tenho certeza que tem nove não doze, tem que haver uma explicação.” Depois de alguns minutos, ele desistiu e ficou pronto para receber de volta o seu... "Realmente não são amigos, são mais como ... Lacaios”, admitiu ele, recusando-se a sentir-se desapontado com a realidade da situação.
Assim que terminou de arrumar o quarto Hermione começou colocar os eventos da noite passada em seu caderno.
“Tom esta começando a confiar em mim” – escrevia ela – “ Ele me contou sem qualquer coerção da minha parte, sobre a morte do pai. Mais infelizmente fui obrigada a lhe contar sobre minhas próprias ações sobre a batalha no Ministério. Ele não suspeita de desonestidade em nada. Eu deveria usar isto para o fazer mudar suas convicções, assim evitando que ele se torne Voldemort, se não terei que ajudar a matar-lo.
Nota: terei que encontrar a horcrux diário, o anel ele usa sempre.”
Quando Hermione terminou de escrever fechou o caderno, olhou para a janela e viu Heloisa, Jason e Minerva atravessar o gramado cheio de neve. Hermione correu para encontrá-los no hall de entrada.
- Estou tão feliz que vocês voltaram. — ela disse, com sorriso enquanto abraçava Minerva e Heloisa.
- Estamos felizes por estar de volta, também. — disse Minerva — Eu estava ao pronto de estrangula meus irmãos. — acrescentou.
- Fico feliz por não ter irmãos. — Heloisa disse — Você recebeu o presente? — Ela perguntou para Hermione.
- Sim, um dia depois do Natal.
- Eu mandei antes na esperança de chegar no Natal, mais não deu tempo. – falava Heloisa – Mas então você gostou? – Perguntou com um olhar especulativo.
- Sim, foi muito bom. — disse sem entrar em muitos detalhes, não queria falar sobre o Ano Novo, ao menos sabia se contaria para Minerva a respeito.
- Vamos até a sala comum. — Sugeriu Jason — Está um pouco frio aqui.
- Como se eu fosse pegar um resfriado. – disse Heloisa batendo de leve no braço de Jason, os quatro começaram a caminhar para entrada da Grifinólia.
Tom Riddle não se preocupou em descer para rever seus “amigos”, apesar de vê-los chegarem pela janela de seu dormitório. Ele tinha agendado uma reunião com Os Comensais da Morte para aquela noite mais resolveu dar um ou dois dias de férias para eles. Ele pegou o livro que Hermione deu a ele no Natal e começo a ler, nas férias ele só conseguiu ler sobre a Lufa-lufa e Cornival, ele não conseguia se lembrar onde usou seu tempo.
O resto do dia foi uma enxurrada de atividades, com o estudante falando das férias e comparando os presentes. Hermione passou a maior parte da tarde no quarto de Minerva.
- Então, o que você fez neste tempo? – perguntou Minerva — Você sequer tinha trabalho par fazer.
- Bem, Tom e eu trabalhamos em nosso projeto de runas. Estamos quase terminando.
- O que você fez no Natal?
- Nós fomos para a festa e andamos pela escola. Você já foi à torre do relógio?
-Quem é esse 'nós'? — Minerva perguntou.
-Oh Tom, e eu- Hermione percebeu o que ela dizia.
- Vocês estão namorando agora? — questionou Minerva — Pensei que você não o suportava, você sabe, ele é um malvado bruxos das trevas, e assim por diante.
- Não, nós não estamos namorando. — disse Hermione, corando — Ele era a única pessoa inteligente para conversar.
- Claro. Não, eu nunca fui à torre do relógio. Deve ser muito barulhento. O que é isso? -Perguntou Minerva, apontando para a corrente de Hermione.
- Oh, Tom deu-me no Natal. Ele que fez, é de mercúrio e no meio da rosa tem uma pedra da lua.
- Realmente é muito bonito, me parece que ele quer algo com você. – Minerva falou sorrindo.
- Não quer não. – disse Hermione envergonhada.
-Se você diz, o quê deu a ele?
- Um ... Um livro sobre os fundadores. Ele realmente gostou do presente.
- Ele provavelmente gostou mas por causa de quem deu a ele. Não fique com raiva, mais vocês dois tem uma ligação forte, combinam do mesmo jeito que Heloisa é com Jason.
- Ele não é meu namorado. – Hermione insistiu – Estou apenas tentando descobrir mais sobre ele. Ele esteve me manipulando todo o tempo que namorou com a Heloisa e depois também. – Hermione estava tentando convencer mais a si mesma que a própria Minerva. Ela estava tendo problemas cada vez mais em ver Tom como Lord Voldemort.
- Oh. – Minerva mudou rapidamente de assunto contando como foi a celebração de Natal em sua casa junto com a família, ele não queria ouvir Hermione dizer como Tom era a reencarnação de Lucifer.
Como era de costume, Tom Riddle estava escutando fora do quarto de Minerva, apesar que quem visse poderia pensar que ele estava sentado em frente à lareira lendo um livro.
Quando ele ouviu Hermione dizer suas ultima declaração ele quase deixou o livro cair no fogo. Se possível seu rosto estava ainda mais pálido que o normal. Ela sabe que eu a estava manipulando? Isso significa que ela vem me manipulando de volta! Tom pensou com admiração Ela deveria ter sido colocada na Sonserina. Então ele entendeu o sentido da declaração de Hermione.
Então, ele percebeu o sentido pleno da sua declaração. Todas suas ações deveriam ter sido calculadas para obter informações sobre ele, desde a conversa sobre o Ministério até dizer-lhe sobre a morte de alguém. Provavelmente ela estava mentindo. Ele pensou amargamente, embora tivesse a sensação de que ela estava dizendo a verdade.
Ele estava suspeitando do Whisky de Fogo que tinham tomado. Pareceu a ele mais potente do que deveria, embora só tivesse tomado uma vez antes. Ele concluiu que ela acrescentou algo nele. Pensando através dos acontecimentos da noite suspeitou de Vitasserum. Ele não tinha mentido em nenhum momento. Ela porém tentou quando foi falado sobre Avada Kedavra, ele percebeu seu corpo tremou, que é um dos efeitos de quem tente resistir ao Veritasserum, ele lembrou.
Convencido de que ele havia descoberto a maioria de seus planos, ele planejou um contra-ataque. Ele poderia usar a mesma tática que ela, fingindo ignorar o que ele sabia. Isto até pode ser divertido,pensou ele, ignorando a pontada de emoção que apertou em seu peito. Ela tinha deixado ele a beijar, seria muito mais fácil fazer tudo. Tom Riddler não é homem para ser engando, ele não sentiu nenhuma culpa por seu plano, ela tinha sido falsa com ele e teria teu troco pela falsidade. Ela merecia isto.
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