Uma Segunda Chance para Viver
12 Capítulo 12- 11º Revelações
Notas iniciais
Na manhã seguinte, Hermione estava totalmente recuperada. A enfermeira a deixou sair da enfermaria avisando-a para se cuidar melhor. Hermione foi imediatamente para o seu dormitório para deixar os livros, encantou a adaga para que avisasse do encontro às dez horas e foi tomar um banho e conseguir algo para comer com os elfos. Era 9:50 quando deixou seu quarto, carregando sua bolsa cheia de anotações e foi em direção a biblioteca. Tom já estava lá a aguardando.
- Como está hoje? — Perguntado ele genuinamente.
- Eu me sinto bem, apenas uma pontada algumas vezes, mesmo a enfermeira me falando que estou totalmente recuperada. — respondeu ela com desdém.
— Você tem certeza que estar melhor? — questionou ele.
- Eu estou bem, eu já estive pior. — respondeu ela, retirando as anotações da bolsa e se lembrando do Ministério e sua luta contra os comensais.
- Você já esteve pior? Você tem o hábito de quebrar os ossos? — ele perguntou.
- Às vezes é inevitável.
- Você joga futebol quando não está estudando? — brincou.
- Sim, na verdade... Eu tento, eu sempre acabo com dois cartões amarelos. — ela respondeu em tom divertido, aliviada por ele não insistir no assunto.
- Eu não estou surpreso. Vocês grifinórios são muitos mais cruéis que nós. Há um estudo que comprova que 68% de todas as brigas do Reino Unido, em partidas de quadribol quem começa são Grifinórios. — ele disse com um olhar superior no rosto.
- Você inventou isso completamente. — Hermione riu.
- Não, eu não menti. Grifinória começa a briga, Sonserinos apenas é o primeiro a insultar. Mas vocês com esses temperamentos esquentados acabam se metendo em um monte de problemas. — disse ele com um olhar de gravidade simulada.
Hermione golpeou-o no braço, provocando um grito assustado e ganhando um brilho da bibliotecária que os encarou raivosa.
- É melhor começar a planejar esse espelho antes que você faça ela nos expulsar. — Tom disse.
Os dois começaram a conversa sobre a melhor maneira de fazer aquele artefato. Hermione muitas vezes se sentia ameaçada por Tom, não era acostumada a ter alguém com a inteligência igual ou até mesmo maior que a dela por perto. Isto a incomodava um pouco, ou melhor muito, mas tentava relevar, já que Tom era tão educado e não usava deste fato para se gabar.
Hermione não podia deixar de pensar sobre o ataque que ela sofreu, ficava em duvida se Tom teve algo com isto, mas quando o olhava suas suspeitas eram raras. Passou um bom tempo o seguindo e não encontrou nada de suspeito, talvez até aquele momento ele ainda não fosse Voldemort, talvez ele simplesmente ainda fosse o Tom.
Tom enquanto trabalhava com Hermione não deixava de pensar se ela suspeitava dele, percebeu que a garota estava meio que incomodada de trabalhar com ele, mas desconfiava que fosse por sua inteligência, se fosse outra pessoa ali ele se gabaria por algumas ideias que ele sugeriu, mas com Hermione ele não conseguia.
Ela era diferente das outras garotas, com ela, ele podia ter uma conversa agradável, querendo ou não mexia com ele, não sabia o que era aquilo, com certeza seria raiva por ela ser tão misteriosa, inteligente e não confiar nele, no que ela tinha razão. Mais tinha algumas coisas que ele tinha certeza.
1. Ela sabe de minha ascendência.
2. Ela sabe sobre Voldemort e os Comensais da Morte.
3. Ela se feriu gravemente antes, e não de uma forma comum, se não me contaria.
4. Ela é muito bem educada para ter sido ensinada por professor particular, especialmente por seus pais serem trouxas.
Ah, Hermione Lambert quais serão seus, segredos eu irei descobrir senão, não me chamo Tom Riddler. — pensou o rapaz.
O fim de semana passou sem eles se verem. Novamente Hermione estava muito ocupada adiantando suas lições, e fazendo uma poção Vitasserum que logo seria útil a ela. Na segunda feira dirigiu-se a sua primeira aula Transfiguração.
O que mesmo Dumbledore estava falando na aula passada? -pensava enquanto ia para a sala – Ah, sim sobre animagos. – lembrou ela se sentando em sua carteira de costume.
- Bem-vindo, classe. Espero que vocês tenham tido um fim de semana muito relaxante. — disse Dumbledore — Hoje nós estaremos testando o potencial de vocês para uma forma animaga. Lembre-se que poucos bruxos são capazes dessa transformação. É preciso ter uma grande afinidade para um determinado animal, e particularmente fortes habilidades mágicas. Preparei um espelho para que vocês possam ver a forma animaga que podem vir a ser, quanto mais claramente virem, mais chance de se transforma em um animago terá, por favor, forme uma fila.
Todos os estudantes estavam em fila. Minerva, sem surpresa, foi um das primeiras na linha.
- Hermione. — ela falou animadamente depois de ter visto o espelho — Eu vi era como um reflexo.
- Qual foi o seu animal? — Perguntou Hermione, fingindo curiosidade.
— Era um gato, uma gata. Que eu tenho certeza que vou ser capaz de fazê-la. Eu mal posso esperar! — disse ela.
Hermione nunca tinha visto Minerva tão animada. Francamente foi desconcertante ver sua futura professora tão saltitante. Outro aluno também teve uma visão clara antes de chegar a Tom e Hermione. Como ela esperava Tom viu uma cobra no espelho, bem claramente, tanto que deu para ver a luz refletir em seus olhos.
Hermione vinha logo atrás dele. Ela se aproximou ansiosa para ver se seria capaz de desenvolver este dom. Um grande pássaro negro apareceu instantaneamente.
- Um corvo, muito impressionante senhorita Lambert! — Dumbledore disse.
A aula transcorreu muito boa, com Dumbledore falando de algumas regras para Transfiguração humana. Hermione não tinha visto Tom sair da sala quando acabou a aula. Ela e Minerva foram para o quarto da monitora deixar os livros para o almoço, ambas as garotas estavam no quarto conversando.
- Eu tenho notado que você e o Riddler estão se dando melhor. – disse Minerva displicente.
- Só por causa do trabalho de runas. — respondeu não gostando muito do assunto.
- Mas me parece que você desistiu da ideia de ele ser um terrível Lord das trevas. – disse meio zombando.
- Não desisti, mas talvez eu tenha me enganado e ele ainda não se transformou em um bruxo tão desprezível no qual sei que se tornara.
- Como pode ter tanta certeza? Sei que você é péssima em adivinhação. – insinuou a monitora.
- Já disse que não posso contar, mas estou dando a ele o beneficio da dúvida, por enquanto ele não fez nada suspeito e é um perfeito cavalheiro quando estamos juntos.
- Só não deixe que as aparências ofusquem os fatos. – disse Minerva séria.
- Não se preocupe eu sei me cuidar. – as duas desciam as escadas e Tom estava sentado no sofá com um livro aberto nas mãos.
- Hermione, Minerva. – cumprimentou educado, recebendo um aceno de cabeça das garotas – Poderia falar com você Hermione? – Hermione olhou para Minerva antes de responder.
- Sim.
- Hermione, te encontro na mesa. – disse Minerva saindo deixando os dois na sala.
- Eu queria falar com você sobre o projeto de runas antes desta tarde. – Ele tinha ouvido a conversa das meninas atrás da porta, e não poderia ter ficado mais satisfeito com que ouviu.
- Tudo bem, porque nós não vamos almoçar primeiro?- Sugeriu Hermione.
- Já comi, sento com você enquanto come. — Hermione aceitou. Tom sorria apesar de ser um sorriso falso. A única razão para alguém se sentar-se à mesa de outra casa era quando se esta namorando alguém deles. Hermione não percebeu quais seriam as conclusões que os outros chegariam. Perfeito pensou Tom.
Tom e Hermione entraram no Salão Principal. Hermione foi direto para a mesa da Grifinória, sentou-se e começou a comer vorazmente. Tom pareceu ligeiramente desconfortável por um momento, depois caminhou vagarosamente e sentou-se ao lado dela. Houve um suspiro coletivo de todas as outras mesas. Hermione não percebeu, ela estava ocupada demais com sua refeição. Tom sorriu para as garotas da Sonserina que estavam olhando para ele. Depois de assistir por alguns minutos Hermione comer, ele lembrou-se do motivo pelo qual ele estava sentado com ela.
- Então, eu queria falar com você sobre as runas... — disse.
- Oh, desculpe, eu esqueci completamente que você estava ai. — respondeu Hermione corando.
- Não se preocupe, isso acontece o tempo todo. — brincou Tom.
- Claro que sim.- ela brincou. — Então o que você quer falar?
- Precisamos decidir qual dia queremos sair da aula de runas para trabalhar no nosso espelho e nós precisamos de preencher um formulário solicitando apoio financeiro para o material. Na verdade a Professora LeRue sugeriu que devemos solicitar uma patente na Sociedade Internacional de Mágia, caso de certo o trabalho. — disse ele, adotando uma voz esnobe, imitando o tom obviamente da chefe dos Cornivais.
- Eu odeio a papelada. — reclamou Hermione. — E eu tenho que preencher o formulário de inscrição de animago. — suspirou. Dumbledore havia dado para os alunos formulários para serem animagos legais perante o Ministério, Hermione pegou, mas ainda estava em duvida se participaria. — Você não irá fazer as aulas? – Perguntou a Tom, surpresa.
- Eu não. Particularmente não gosto de Dumbledore e não têm razão para fazer a aula de qualquer maneira — disse ele secretamente.
- Você já sabe como mudar? — Hermione perguntou.
- Não é isso que eu quis dizer. — disse Tom rapidamente. — Eu quis dizer que eu não tenho uma razão para querer ser um Animago. Eu não acho que uma cobra é uma visão habitual, mesmo na parte dos bruxos de Londres.
- Isso não é uma boa razão. Eu acho que você já aprendeu a mudar para sua forma animaga. — acusou ela bem humorada.
Tom olhou ao redor. Felizmente, a maioria dos grifinórios já tinham ido embora, os outros estavam muito ocupados comendo para prestar atenção na conversa. Ele estava ligeiramente desconfortável.
- Eu nunca faria algo assim. — ele mentiu — Você pode ser mandado para Azkaban por não se registrar no Ministério.
- Um sonserinos verdadeiro nunca deixaria algo como o Ministério para-lo, se querer realmente obter aquilo. — disse Hermione, sentindo que ele não estava sendo completamente honesto.
- Um verdadeiro sonserino não é de fazer algo estúpido, nem correr riscos sem maiores recompensas. – retorquiu Tom um tanto irritado por ter colocado em duvida seu lado sonserino.
- Verdade, havia me esquecido que coragem não é um requisito para ser um sonserino – Hermione disse com um brilho demoníaco nos olhos. Ela estava curtindo com ele dando-lhe um olhar superior. Não durou muito tempo.
- Então você é um animago? Quero dizer, como uma valente Grifinória, você não ficaria com medo de passar um pouco de tempo em Azkaban – Tom disse, com seu sorriso de canto voltando para o rosto. Hermione se debateu por um segundo.
- Oh, vocês dois ficam tão bonitos juntos! – Alguém disse. Hermione virou-se, seu olhar de rivalidade igual a uma medusa, era Heloisa que tinha acabado de entrar no grande salão com Jason — Eu sempre pensei que vocês fariam um ótimo casal.
Tom começou a tossir para esconder o riso. Hermione ficou vermelha e falou para ela.
- Nós certamente não somos um casal! – disse irritada.
- Então por que Tom está sentado na mesa da Grifinória?- Heloisa perguntou logicamente, esticando o pescoço em direção a mesa.
- Porque nós tivemos que falar sobre nosso projeto Runas Antigas! — Hermione explicou estridente.
- Isso não é o que vi, nem o que apareceu. – completou Heloisa. Jason estava desconfortável com a situação e tentava afastar Heloisa da mesa, mas era em vão – Hermione você definitivamente estava paquerando!
Hermione quase desmaiou. Ela nunca foi acusada de flertar com alguém em sua vida. Ela decidiu que matar Heloisa seria uma perda e antes que Heloisa falasse mais alguma outra coisa que a fizesse mudar de ideia saiu do salão. Tom viu Hermione sair, pegou a bolsa que ela havia esquecido e a seguiu, gostando dos cochichos que o seguia.
Hermione não podia olhar para ele sem corar, estavam na aula de Runas. Quando a aula terminou, ela correu em direção a porta só para ser chamado de volta pela professora LeRue. Estava esperando com Tom em sua mesa.
- Vocês dois decidiram que dia gostariam de trabalhar no seu projeto? Vocês estão ficando com pouco tempo. — advertiu LeRue.
- Quarta — feira.
- Segunda – feira. — disseram eles ao mesmo tempo.
-Hmmm... Desde que vocês não consigam chegar a um acordo será permitido sair da classe toda quarta-feira para trabalharem na sala ao lado. – a professora decidiu.
- Sim, professora — disseram eles, deixando a sala. Hermione começou a caminhar de volta a seu dormitório.
Os dias antes do Natal passaram imensamente rápido. Ambos estavam ocupados com o projeto de Runas e também com os estudos. Estava em um sábado antes do Natal e viu duas pessoas a conversa em sussurros.
- Já falei que não vou...
- Mas se não fomos teremos terríveis conseqüências. – dizia outro.
Hermione não prestava mais atenção a conversa, reconhecia aquelas vozes, eram de seus atacantes, ela tinha certeza que era deles. Se aproximou um pouco mais e viu Crabbe e Goyle. Seus olhos não acreditavam no que via. Ela sabia que eram eles, o cheiro era o mesmo que sentiu quando estava naquela sala.
Hermione estava atrás de uma pilastra, agora sabia quem a tinha atacado, mas não havia modo de provar, esperou os dois se afastarem e urrou de raiva, mas algo a incomodava. O ataque foi muito bem feito para ter sido realizado pelos dois imbecis da Sonserina. Ela foi para seu dormitório com a cabeça a mil, pensava em tudo que havia acontecido até ali.
De repente, ocorreu-lhe. As famílias de Crabbe e Goyle eram apoiantes de longa data de Lord Voldemort, supostamente por várias gerações. Tom poderia facilmente ter usado eles. Hermione começou a confiar mais nele a partir do ataque. "Claro, como poderia ser tão estúpida? Ele sabia que ela estava o observando e assim estava a me manipular! Deixei passar muitas coisas. Bom neste jogo dois podem jogar. – Disse decidida e com raiva – Isto é para eu aprender a não confiar em Lord Voldemort!” – ela pensou com nojo de si mesma.
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