Notas iniciais
Boa noite, meus caros leitores! Como vão? Espero que estejam todos bem. Mais um capítulo de "Uma Segunda Chance Para O Amor" para vocês. Só um aviso: eu sei que os capítulos finais tem alguns erros de gramática e escrita, pois ainda não tive tempo de revisá-los. Esse final de semana com feriado talvez me sobre tempo para revisá-los, mas até lá, não se espantem com os erros deste capítulo. Dado o aviso, espero que gostem do capítulo. Boa leitura!

Assim que deixaram o interior do prédio do Hokage, Sakura e Naruto se dirigiram para fora calmamente, mas antes mesmo de deixarem a área da rua do prédio, Naruto se virou para trás e encarou os rostos esculpidos nos grandes paredões rochosos ao norte da Aldeia. Sakura percebeu o olhar de Naruto, em especial o brilho cintilante que eles emanavam ao notar sua expressão emocionada. Com um pouco mais de atenção, ela percebeu que ele encarava com mais foco o rosto da Quinta Hokage com um leve sorriso alegre em seus lábios.

— Algum problema, Naruto? — perguntou ela um tanto preocupada.

— Nada, eu só... Caraca, eu nem acredito que já faz três anos desde que eu saí daqui — comentou ele animado.

— É mesmo — confirmou ela com um sorriso e um leve aceno de cabeça.

E, então, rompendo aquele clima saudosista, um ruído agudo ecoou próximo dos dois. O barulho, apesar de não tão alto, soou com volume suficiente para surpreendê-los. Sakura encarou Naruto, um tanto assustada e preocupada, mas quando o som reapareceu novamente, um rubor se espalhou pelo rosto do jovem loiro, que passou a encará-la com tamanho constrangimento. Só então, ao soar pela terceira vez, foi que Sakura percebeu que o som agudo vinha de dentro do estômago do rapaz.

— Desculpa! — falou ele envergonhado, o que fez com que a jovem segurasse o máximo a sua súbita vontade de rir que a tomou.

— Está... Com fome, Naruto? — perguntou ela com dificuldade, que ainda tentava segurar a vontade de rir.

— Um pouco. Quer dizer, muita. — Ele riu alegremente.

— Relaxa! Vamos fazer o seguinte: vamos passar numa banca antes de irmos para sua casa. Vou comprar alguns ingredientes e fazer um almoço para a gente na sua casa. O que acha?

— Eu ia adorar comer a sua comida, Sakura.

— Então, vamos! — falou Sakura ao gesticular com as mãos.

Assim, após algum tempo andando pelas ruas do distrito comercial da Aldeia da Folha, Sakura e Naruto já haviam passado por diversas tendas e mercearias e, agora, já carregavam algumas sacolas de compras recheadas de verduras e outros itens a mais.

Naruto esperava na rua enquanto Sakura terminava de pagar uma senhora que lhe entregava uma sacola cheia de folhas e assim que as pegou, ela correu para se juntar a Naruto, antes de prosseguirem direto para a casa dele.

— Pronto! Já terminei de comprar tudo o que preciso. Já podemos ir! — disse a jovem de cabelos rosados.

Ambos começaram a andar rumo a casa de Naruto, no entanto, conforme caminhavam a passos tranquilos, o jovem não deixava de notar sua parceira com alguns olhares discretos, ainda assimilando o quão diferente ela ficou desde a última vez que a viu quando havia deixado a Aldeia para o seu treinamento. Se sentindo um pouco constrangido, Naruto procurava um jeito de puxar assunto com Sakura, no entanto, estranhamente, as palavras pareciam não chegar até sua garganta. Uma sensação estranha o dominava e o fazia se sentir desconfortável na presença dela, mesmo assim, ele continuou tentando até que as primeiras palavras conseguiram escapar para fora.

— Hey, Sakura... Como você tem passado ao longo desses anos?... Quero dizer, sozinha, sem mim ou o...

Porém, quando Naruto começou a falar, Sakura havia se virado para ele para lhe dar atenção, contudo, quando percebeu que iria mencionar o nome de seu velho amigo Sasuke, Naruto percebeu rapidamente uma mudança brusca na expressão de Sakura, que evitou se entristecer em sua presença ao baixar a cabeça e olhar para o chão. Ele pausou a própria fala, buscando refletir melhor sobre as palavras que deveria dizer para ela, contudo, não evitou se sentir desapontado ao notar a expressão que ela fez quando a lembrança daquele velho colega de time surgiu para ambos. De alguma forma, aquilo havia magoado os dois.

— Desculpa... Não queria ter... — falou o rapaz loiro, buscando se reparar.

— Não, tá tudo bem — respondeu a garota, mas até o timbre de sua voz falhou quando ela fingiu não ligar para a sombra do assunto que iria surgir.

— Se não quiser falar sobre isso, você não precisa. — Naruto olhou bem para ela ao falar.

Sakura baixou a cabeça e encarou o chão outra vez. Embora não fosse sua intenção e nem a de Naruto, ela não pôde evitar a tristeza que a tomou quando a simples sombra da memória de Sasuke surgiu em uma fala que nem havia sido dita. Parecia que só o fato de insinuar a imagem dele era o suficiente para despertar nela, também em Naruto, uma sensação de pesar e dor ao lembrarem de todo o sofrimento e desapontamento que ambos sentiram quando o velho companheiro de equipe decidiu largar tudo o que tinha dentro da Aldeia por uma busca por poder e vingança.

Quando finalmente conseguiu espantar a tristeza que a tomou repentinamente, Sakura virou o olhar para Naruto, o encarando firmemente enquanto uma expressão terna e tristonha tomava sua face.

— Olha, Naruto, eu não nego... Que me senti muito sozinha durante esse tempo em que vocês dois ficaram fora. A Senhora Tsunade também acabou afastando o Kakashi-Sensei de mim para algumas missões mais perigosas com outros Jonins. Eu fiquei muito mais na Aldeia treinando do que saindo... Só fiz parte de algumas missões, principalmente aquelas que precisavam de um Ninja Médico para completar o pelotão.

— Bom, pelo menos você conseguiu concluir seu treinamento de Ninjutsu médico?

— Consegui. Eu agora sou uma Ninja Médica Oficial. Inclusive, a Senhora Tsunade conseguiu finalmente levar adiante a sua ideia de fazer uma Academia especializada para o treinamento de Ninjas Médicos. Ela me pediu para fazer parte da equipe docente.

— Caramba, Sakura! Isso é muito legal! — O jovem havia se exaltado de um jeito animado ao falar.

— É, eu sei. — Confirmou ela com um aceno de cabeça e um sorriso genuíno finalmente havia preenchido os seus lábios.

— Eu fico muito feliz por você! — continuou o rapaz. — Eu aposto que você também aprendeu muita coisa bacana durante esse tempo.

— Pode apostar. A Senhora Tsunade me confidenciou técnicas únicas dela que ela só havia ensinado a Shizune. Ela me escolheu para ser uma das herdeiras das técnicas dela, assim como o Jiraya escolheu você.

— Quem diria que nós seríamos discípulos dos lendários Sanin.

— É, todos nós... — respondeu ela, no entanto, um timbre triste em sua voz soou outra vez, o que não deixou de ser notado por Naruto, que percebeu mais uma vez a tristeza provocada pela sombra da imagem de Sasuke a tomando novamente.

— Você está pensando no Sasuke, não está? — perguntou ele.

— Estou. — Confirmou ela com um aceno de cabeça.

— Calma, Sakura, não se...

— É que eu me lembrei que o Jiraya havia dito que o Orochimaru usa uma técnica para roubar os corpos de outras pessoas e que levaria...

— Levaria três anos para que ele pudesse se apoderar do corpo do Sasuke. Eu sei, foi para isso que eu treinei, para trazer o Sasuke de volta para nós. Lembra, eu prometi isso a você.

— Eu lembro. Você prometeu com sua palavra e nunca voltou atrás com ela.

— Quando eu dou minha palavra, eu sempre cumpro com o que prometo. E eu vou trazer o Sasuke para a gente de volta.

— Mas e se o Orochimaru já tiver rou...

— Não se preocupe, Sakura. Isso nunca iria acontecer... Por mais que eu não goste disso, o Sasuke é obcecado demais com a aquela ideia de vingança dele. Ele não irá deixar ninguém atrapalhar os planos dele, nem mesmo esse Orochimaru e essa sua loucura doentia.

— É, você tem razão — respondeu ela.

— Não se preocupe — disse o jovem com um enorme sorriso. — Quando você menos esperar, nós seremos o Time 7 outra vez. É a minha promessa e eu vou cumprir.

Com isso, os lábios de Sakura experimentaram mais uma vez a curva de um sorriso, mas um sorriso mais radiante, provocado pelo jeito alegre e animado de Naruto ao reconfortá-la.

— Obrigada, Naruto! Você é mesmo um grande amigo e uma pessoa especial. Eu fico feliz por ser sua parceira de equipe.

— Ah, que isso! Não é nada — comentou ele, se sentindo constrangido.

— É sim. Você sempre faz tudo pelos outros, mesmo quando não precisa. É isso que te torna especial. Quer saber...

E, ao parar de se mover, Sakura se aproximou mais perto de Naruto e, se erguendo sobre a ponta dos pés, chegou o rosto para mais perto dele e lhe deu um beijo suave e carinhoso em sua bochecha, o que fez com que os olhos de Naruto se arregalassem com a surpresa do ato dela. Além da surpresa, o rosto dele também havia se avermelhado completamente e um misto de vergonha e satisfação lhe tomou.

— Isso é por tudo o que você já fez por mim e pelos outros — disse ela após se afastar depois do beijo dado.

— Obri... Obrigado, Sakura! — respondeu ele, ainda envergonhado.

E, sem ao menos perceberem, ambos já haviam chegado à casa de Naruto.

Assim que entraram na casa, Sakura e Naruto colocaram as sacolas de compra sobre a mesa da cozinha, enquanto começavam a desempacotar as verduras e carnes que haviam comprado. Enquanto tirava cada produto de dentro da sacola com cuidado, Sakura percebeu que Naruto mal prestava atenção em seus próprios gestos, pois a encarava com um sorriso estranhamente animado.

— O que foi? — perguntou ela.

— Mal vejo a hora de comer sua comida! — respondeu ele com alegria.

— Vai demorar um pouco, porque eu ainda vou preparar e...

De repente, Sakura largou as sacolas sobre a mesa em uma reação espantada. Ela olhou para Naruto com um semblante de espanto, o qual o garoto não conseguiu compreender o motivo para tal.

— Hey, Naruto, venha comigo! — Ela havia gesticulado ao falar com uma certa animação, algo que fez o jovem estranhar tal reação.

Por fim, Naruto começou a acompanhar Sakura, que apenas o conduziu até a porta de seu velho quarto. Ela colocou a mão sobre a maçaneta, mas não se colocou sobre a frente da porta para não atrapalhar a visão dele e, lentamente, foi abrindo a porta para que ele pudesse ver o que havia dentro do quarto.

E com uma reação alegre e de surpresa, os olhos de Naruto chegaram a quase lacrimejar de emoção ao perceber que por cima de sua cama havia várias peças de roupas novas, de várias estilos e cores. Ele entrou no quarto emocionado, acompanhado da jovem, e, tateando com as mãos, foi sentindo a textura das roupas enquanto passava os dedos sobre cada peça.

— Tudo isso é para mim? — perguntou o rapaz ainda incrédulo.

— Claro. Eu comprei algumas roupas prontas, mas também comprei algumas peças de tecido e dei alguns ajustes e fiz mais algumas peças. Espero que goste.

— Puxa! — comentou o rapaz exaltado, fazendo um tremendo esforço para não chorar de emoção. — Eu nunca pensei que ia ficar tão feliz com algo assim.

— Eu preciso que você as experimente para eu ter certeza de que elas ficaram boas em você.

— Pode deixar! Vou experimentar agora mesmo.

E se deixando se levar por sua empolgação, Naruto colocou as mãos sobre a barra da camiseta gasta que trajava e começou a tirá-la na frente de Sakura, o que fez com que a jovem se constrangesse ao perceber que o rapaz ia se despir em sua frente. Contudo, Sakura mal pôde repreender Naruto por tal gesto pois, antes mesmo que se deixasse se encantar pela visão do abdômen despido do rapaz, algo ainda mais grave lhe chamou a atenção.

A vergonha que sentiu quando Naruto tirou a camiseta rapidamente se transformou em um espanto e pavor quando os olhos de Sakura captaram os vários arranhões, feridas e cicatrizes pelo corpo do jovem, além de algumas manchas e hematomas. O choque pela visão do corpo ferido do amigo foi tão grande que ela nem pôde conter o gesto de tapar a boca com as mãos, como se fosse para conter um grito abafado pelo pavor de testemunhar aquela imagem.

Naruto, por outro lado, se deixou levar pela empolgação quando começou a se despir na frente de Sakura, mas ao perceber que iria se despir na frente da jovem, um sentimento de vergonha o tomou rapidamente para só então desaparecer ao, quando ele se virou para ela para se desculpar, perceber a reação de espanto que tomava o rosto da jovem.

— O que foi, Sakura? — perguntou ele preocupado.

— Naruto, seu... Seu corpo... — Ela mal conseguia falar pelo espanto que a tomou.

Então, foi só ao olhar melhor para seu próprio abdômen despido que Naruto pôde compreender a reação de sua colega. Sakura se espantou com todos os seus ferimentos.

— Ah, isso! — respondeu ele para si próprio. — Bom, esse é o preço que a gente paga pelo treinamento do Sábio Tarado, mas não se preocupa, não é nada demais.

— Nada demais?! Naruto, seu corpo está cheio de marcas.

— Eu sei, mas é como eu falei, não é nada demais — continuou o jovem, tentando confortá-la.

— Nada demais?! Quer saber, vá tomar seu banho, Naruto! — ordenou a jovem. — Eu vou sair um pouco, mas volto rapidinho.

— Aonde você vai?

— Não se preocupe. Eu volto logo!

E em um gesto rompante, Sakura saiu do quarto tão rápido quanto um relâmpago, deixando Naruto só no quarto, sem entender a atitude brusca de sua parceira.

Após um pouco mais de meia-hora, Naruto já havia tomado seu banho e seu corpo, apesar de ainda cheio de feridas e cicatrizes, estava com uma aparência melhor e sem as manchas de sujeira e sangue de antes. Ele pegou calça laranja e uma camiseta preta das peças de roupas novas em sua cama e as vestiu antes de se dirigir para a sala e cozinha unificadas, bem quando Sakura finalmente havia chegado.

Naruto olhou para ela, que parecia ofegante, um pouco suada e cansada, mas notou que em uma de suas mãos havia algo que se parecia com um frasco de pomada.

— Onde você foi? — perguntou ele aflito.

— Demorei um pouco porque custei achar isso — respondeu ela erguendo a mão para mostrar a ele o frasco que segurava.

— O que é isso?

— É uma pomada medicinal que ajuda na cicatrização de ferimentos. É para aplicar sobre a pele. Venha!

Gesticulando as mãos para ele, Sakura pediu para que Naruto se sentasse em uma das cadeiras da cozinha, enquanto ela se ajoelhava diante dele, abrindo o frasco da pomada e colocando um pouco de creme nos dedos da mão.

— Sente-se aqui que eu vou esfregar essa pomada em você.

— Tá bom — respondeu ele.

— Ah, e tira a camiseta, tá bom?

— Tá — falou ele sem jeito.

Segurando pela barra, Naruto despiu a camiseta preta e a colocou sobre a mesa, enquanto Sakura aproximava a mão com o creme perto de seu peitoral.

— Tá bom. Agora, arqueie bem o corpo e estufe o peito! Vou aplicar a pomada.

E obedecendo aos comandos dela, Naruto arqueou o tronco enquanto respirou profundamente para estufar o peito. Sakura começou a passar o creme por toda a extensão do corpo de Naruto, esfregando os dedos com delicadeza sobre as feridas e cicatrizes para não o incomodar. Porém, para o rapaz, a sensação dos toques dos dedos da jovem sobre seu corpo era suave e relaxante, uma sensação tão gostosa e prazerosa que ele fazia um tremendo esforço para não rir pelas cócegas que sentia, provocadas pelos caminhos que os dedos da garota percorriam por seu corpo.

— Nossa, isso é gelado — comentou o jovem.

— Relaxa. E não se mexa, por favor!

— Tá bom.

Continuando, Sakura terminou de passar o creme por toda a frente do abdômen de Naruto e, assim que acabou, pediu para que ele se sentasse de costas para ela, para que ela passasse o creme sobre suas costas. A jovem repetiu o processo mais uma vez e, em alguns minutos, já havia terminado de esfregar a pomada sobre o todo o corpo dele.

— Pronto. Agora...

Sakura largou a pomada sobre a mesa e executou alguns sinais de mãos em sequência, enfocando seu chakra e concentrando um grande manto dele em suas mãos, que brilhavam em uma forte cor verde. Era sua técnica ninja de cura, a Palma Mística, que começou a concentrá-la nas costas de Naruto, fazendo com que as feridas no corpo dele começassem a se curar aceleradamente com auxílio da pomada que havia passado.

— Agora eu vou usar meu Ninjutsu médico para ajudar a aumentar a velocidade do efeito da pomada.

Mesmo sem poder ver nada, Naruto podia sentir as feridas em seu corpo desaparecendo por uma sensação morna e ardente que preenchia a extensão de seu corpo.

— Caramba, Sakura, você é realmente incrível! Nunca pensei que te veria realizando uma técnica como essa com tanta maestria.

— Agradeça a Senhora Tsunade. Ela é uma excelente Professora, embora seja um tanto rígida às vezes.

— Eu sei o quanto aquela velha pode ser durona — desdenhou Naruto ao comentar, arrancando uma risada contida de Sakura.

— Não diga isso! Ela pode ter os defeitos dela, mas, ainda assim, é uma ótima pessoa e uma excelente professora.

— Eu sei.

— Mas e quanto a você, Naruto? Como foi o seu treinamento com o Mestre Jiraya? — perguntou a jovem curiosa, enquanto o rapaz se levantou rapidamente apenas para se sentar de frente para ela, para ela poder continuar aplicando seu ninjutsu.

— Ah, foi... Olha, eu tenho que confessar. Eu nunca pensei que o Velho Tarado pudesse ser um professor tão exigente e tão rígido.

— Sério?

— Céus, ele pegava tão pesado que minhas roupas custavam durar mais de dois dias.

— Que horror! Como você aguentava isso, Naruto?

— Eu... — E, estranhamente, o rosto de rapaz se enrubesceu enquanto uma expressão constrangida dominou o seu rosto. — Eu não sei se quero falar sobre isso.

Sakura percebeu a reação estranha do jovem e a vermelhidão em sua face.

— O que foi, Naruto? — perguntou ela mais curiosa.

— Nada. Não é nada.

— Como assim, não é nada? Você ficou todo vermelho com uma simples pergunta.

— É que eu fico constrangido de responder — respondeu ele com embaraço.

— Mas agora vai ter que falar! — ordenou ela.

— Tá... Só não fica chateada.

— Eu prometo. Agora me responde, como você aguentava o treinamento com o Jiraya?

— Eu... Eu pensava em você — respondeu ele com vergonha.

— Em mim?! Como assim? — A surpresa era evidente no semblante espantado da jovem.

— Sempre que eu sentia que não ia mais aguentar nada, eu me lembrava da promessa que te fiz... De que iria ficar mais forte para trazer o Sasuke de volta e pra gente voltar a ser o Time 7, como antes.

— Naruto, eu... — Sakura ficou sem reação diante das palavras do rapaz.

— Eu sei, eu sei. Não fica brava comigo por causa disso, por favor! — implorou ele com um pouco de medo em sua voz.

Contudo, o único gesto que a jovem deu em resposta foi um simples e singelo sorriso.

— Quer dizer que, esse tempo todo, você só pensava em cumprir a promessa que fez a mim?

— Sim — respondeu ele com um aceno.

— Naruto, eu... — E sem poder conter, algumas lágrimas emocionadas se alojaram nos olhos esverdeados de Sakura, escapando por seu rosto enquanto caiam devagar no chão. — Eu não tenho nem palavras para descrever isso. Eu... Eu fico grata a você por isso. Por pensar em mim até nas dificuldades. Você não existe. Você é demais!

— Ah, qual é? Você me conhece — respondeu ele com um pouco de vergonha. — Sabe que eu gosto de cumprir com a minha palavra.

— Mesmo assim, obrigada!

— De nada!

Por fim, Sakura tirou as mãos sobre o corpo de Naruto ao terminar de curar todas as suas feridas e restaurar sua pele ao normal.

— Pronto, acabei!

Então, um ruído maior ecoou pela casa, arrancando gargalhadas de Sakura enquanto Naruto apenas se constrangia ainda mais. Era seu estômago roncando outra vez.

— Foi mal! — disse ele com vergonha.

— Tudo bem. Está com fome? — perguntou ela com ironia.

— Estou — respondeu ele com uma risada alegre.

— Tudo bem. Vou preparar o nosso almoço. Jogo rápido!

— Tá bom, eu espero. Deixa eu te ajudar, pelo menos — Sorriu ele ao responder, e os dois se levantaram juntos e sorriram um para o outro.

Após algum tempo de muito trabalho e atrapalhadas, o almoço estava pronto e a mesa estava montada. Sakura e Naruto se sentavam um de frente para o outro enquanto se deliciavam com a comida que Sakura havia preparado, com uma pequena e atrapalhada ajuda de Naruto. O almoço deles seguia um cardápio composto por arroz, curry, sushi e pastéis de feijões com salada.

Naruto comia com gosto e fartura, enquanto Sakura apenas admirava com alegria ao ver o amigo se deliciando e comendo com tamanha vontade.

— Puxa, Sakura, isso aqui está tudo uma delícia! — elogiou o rapaz.

— Obrigada! Mas não precisa comer assim desse jeito, tão rápido. Coma mais devagar!

— Tá bom. Me desculpa!

— Tudo bem. Pelo menos estou feliz que tenha gostado da minha comida.

— Mas você cozinha muito bem mesmo. E eu estava com saudade de comer uma comida assim, caseira e feita aqui na Aldeia.

— Puxa, Naruto, obrigada! Eu fico lisonjeada. Mas...

— Mas?! — questionou o rapaz em dúvida.

— Eu achei que você amava lámen. Principalmente o lámen do Ichiraku.

— Ah, isso! Eu gosto mesmo de lámen. E muito, mas...

— Mas?! — Agora foi a vez da jovem arquear a sobrancelha.

— Nenhum outro lugar faz um lámen tão gostoso quanto o do Ichiraku. As coisas que eu comi fora daqui... Algumas eu tento nem lembrar do gosto. Só comi porque não havia outra opção.

— Que horror! — exclamou a garota.

— Você não faz ideia — respondeu ele com uma careta.

— Hum, e que tal... Se hoje à noite, a gente jantasse no Ichiraku? E por minha conta.

— Como assim, Sakura? — questionou o jovem.

— Ora, Naruto, eu estou te convidando para jantar.

— Sério?

— Claro. Vamos ao Ichiraku essa noite comer lámen. E por minha conta. Será o meu presente de boas-vindas para você.

— Tem certeza disso, Sakura? Porque eu posso ser capaz de comer umas cinco tigelas de uma vez só.

— Bom, eu posso falir um pouco, mas será por uma boa causa.

— Ah, então nesse caso eu topo!

— Certo. Vamos fazer o seguinte: você veste uma roupa bem bonita dessas peças que eu comprei para você e, depois, você me encontra lá às oito da noite. Está bom para você?

— Por mim, tudo bem — respondeu ele com um aceno de cabeça.

— Então, tá fechado. Te vejo às oito lá. Vista-se bem bonito e não se atrase.

— Tá bom, pode deixar!

— Agora, vamos terminar de comer! Não vamos deixar minha comida esfriando.

— Tem razão!

E os dois voltaram a comer.

Notas finais
E aí, o que acharam do capítulo? Gostaram? Não gostaram? Por favor, deixem seus comentários para eu saber o que acharam da história! Muito obrigado a todos que leram até aqui. Fico muito feliz pela oportunidade que estão me dando. Vejo vocês no próximo capítulo! Até a próxima!