Notas iniciais
Olá leitoras. Fiquei muito feliz com os comentários que recebi, algumas leitoras novas comentaram em capítulos anteriores, como a Lu Darcy, Nara Rose e a Keh-ferreira, li todos os comentários de vocês.
Quero agradecer especialmente a recomendação que recebi da Gesse-Cullen. Muito obrigada.
Bom sem mais delongas vamos ao capítulo...

“Depois de tomar um banho e me sentir excessivamente exausta eu me joguei na cama, cai no sono quase imediatamente.”


– Eu vou mata-lo – bradei me levantando. Fiquei andando de um lado para o outro. Meus sentimentos eram diversos: Fúria e medo, raiva e ressentimento, pavor e ódio. Eu estava uma bagunça, Jasper foi sensato em tentar usar seu dom em mim.


– Filho, você precisa se acalmar. – Carlisle ficou na minha frente colocando uma mão em meu ombro, parando assim meu andar frenético de um lado a outro da sala.


– Me acalmar? Como você quer que eu me acalme Carlisle? BELLA SABE! – gritei. – Você viu a reação dela. Medo. Ela estava simplesmente apavorada.


– Você não tem como saber como ela irá reagir filho. – tentou mais uma vez persuasivo.


– Como não? Ela não quer nem pensar no assunto! Ela nunca mais olhará para mim! Bella tem medo de mim, quando ela me ver de novo ou melhor se ela chegar me ver novamente ela vai no mínimo se esconder debaixo das escadas. – eu estava ficando transtornado. Como aquele desgraçado pode fazer isso? Era culpa dele. Eu a perdi. Nem a dor da transformação doeu tanto quanto essa constatação. Como as consequências de um simples passeio na praia traria minha eterna infelicidade?


– Edward. – Alice falou em um tom de voz baixo, tentando passar tranquilidade. – Você lembra o que estava escrito no bilhete? – apenas balancei a cabeça confirmando. – Eu acho que ele foi enviado para sabermos onde erramos e tentarmos concertar nossos erros. Se isso foi um erro você pode muda-lo. Damos um jeito mesmo com o sol de Bella não sair de casa e falar com o Jacob, ou podemos dar um novo aviso para a tribo, relembrar os termos do tratado. Podemos mudar o que ainda está para acontecer. Pense nesse diário como uma visão minha. Você sabe como minha visão funciona nos podemos muda-la de acordo com nossas decisões. – disse com um sorriso complacente. – Podemos mudar também o que irá acontecer. Bella ainda não chegou aqui em Forks, quando ela chegar, podemos fazer tudo diferente.


Pensei nas palavras de Alice. Sim ela estava certa. Eu podia impedir que o desgraçado do Jacob abrisse a boca, nem que para isso eu precisasse arrancar a sua língua. Mais que isso, eu podia dar um belo susto no babaca do Newton, assim ele nem chegaria perto da minha Bella. Poderia fazer isso com o idiota do Tyler e Eric por via das dúvidas. Sorri. – Você tem razão Alie. Obrigado. – dei um apertado abraço na minha irmã.


– Ah, chega dessa enrolação. – Emmett levantou e pegou o diário da mão de Esme. – Estou curioso, não vejo a hora da Bellinha sair correndo e gritando por aí. – disse gargalhando. Definitivamente Emmett sempre seria Emmett. Como ele conseguia rir? – O quê? Vocês acham que ela vai achar normal sentar ao lado de um vampiro? Esqueceram a cara de psicopata do Ed ali no primeiro dia de aula? – perguntou, fazendo um frio passar pelo meu corpo. Eu não tinha pensando que eu saberia cada passo de sua reação. Saberia todos seus pensamentos, não sabia o que me deixava mais nervoso, saber o que Bella estava pensando ou ficar alheio a isso.


– Prontos ou não aí vou eu... – disse Emmett recomeçando a leitura.



Eu estava em um lugar familiar, não lembrava exatamente onde estava eu parecia perdida, eu sabia que estava sonhando. Fiquei andando pela floresta até avistar folhas se mexendo próximas a mim. Dei um passo para trás com certa apreensão. Para minha surpresa era Jacob Black que estava vindo em minha direção. Sorri aliviada.

– Hum... acho que a Bellinha está sonhando com o Jacob. Que vergonha Ed, perdendo para ele até no subconsciente? – um doce para quem adivinhou quem fez esse comentário. Claro que foi o babaca do Emmett rindo da minha cara de raiva e ciúmes e mais raiva ainda. Como Bella podia sonhar com ele? Ela só o tinha visto uma vez. – Cuidado que o ex-noivo pode perder a parte do “ex”. – continuou fazendo minha raiva se transformar em ódio.


– Só por cima do meu cadáver. – falei indignado ao pensar nessa possibilidade.


– Para de atormentar o Edward! Leia logo de uma vez. – disse Alice com um pouco de frustração.


Meu sorriso morreu assim que notei o semblante de Jacob. Ele não me sorria de volta, na realidade, me parecia apavorado.

– Jacob? O que aconteceu? Algum problema? – perguntei tudo em um fôlego só.

– Corra, Bella, corra. Ele está chegando. Você tem que correr. – falou em um tom aterrorizado.

– Venha Bella. Corra, você tem que correr. – era Mike correndo e puxando a minha mão.

– Do que eu tenho que correr? – perguntei cada vez mais aflita. Eles estavam me assuntando.

– Bella corra! – era a voz de Angela.

– Venha Bella. Corra dele. Ele está próximo. – eu ouvi o desespero na voz de Jessica.

Eu não sabia de quem eu tinha que correr. Simplesmente o pânico me parou e para o meu desespero consegui ouvir uma aproximação atrás de mim. Temerosa, e relutante virei lentamente para trás. Podia sentir meu coração acelerado, minhas mãos começaram a suar. Medo. Não sabia o que ia encontrar na minha frente, para meu completo espanto o motivo de todos os meus amigos me mandarem correr aparecia a minha vista, o porquê de todos estarem apavorados. Era Edward que saia de dentro das árvores.

– Veja pelo lado bom... pelo menos ela está sonhando com você. – comentou casualmente Emmett vendo minha completa cara de desolação. Ela estava tendo um pesadelo. O pior, eu era o motivo de seu pesado. Quando ingênuo eu fui em pensar que ela simplesmente iria me aceitar? Um monstro assassino não era o sonho de nenhuma garota. Apenas um motivo de medo e receio. Fonte de pesadelos, eu não passava disso. – Não seja tão duro com você mesmo mano. Antes ela nem mal pensava em você, agora está tendo um pesadelo, já é uma evolução. – falou numa péssima tentativa de me animar. – Só não posso afirmar que é uma boa evolução. Sinceramente eu acho que isso é péssimo para o seu lado.


– Emmett cale a boca e leia de uma vez. – falou Alice impaciente.


– Como você quer que eu leia e cale a boca ao mesmo tempo?


– Emmett eu juro que se você não voltar a ler eu mesma vou arrancar a sua língua fora!


– Calma tampinha. Também não precisa ficar tão irritada. – ele deve ter visto a expressão de Alice com a palavra “tampinha” e voltou a ler rapidamente.



Ele estava escondido nas sombras e meus amigos me mandavam correr em direção ao sol. Parecia uma estranha escolha entre luz e escuridão.

Era uma bela analogia. Bella era a Luz e eu a Escuridão. Puro e sujo. Bom e mau. Simples e composto.

Ele levantou uma mão e me convidou a ir com ele.

Eu podia ouvir as vozes dos meus amigos gritando. “Não vá”. “Fuja”. “Corra”. Diversos pedidos para eu ir em direção contrária. Olhei em direção aos meus amigos, todos estavam juntos e tinham a mesma expressão de medo e apreensão em seus olhos. Olhei novamente em direção ao Edward, ele estava sozinho, seu rosto apenas mostrava resignação, como se aceitasse aquele destino, ou simplesmente já esperasse a minha reação.

– Por favor. Confie em mim – implorou como uma voz que partiu meu coração.

– Edward eu... – fui interrompida por um rosando. Um bando de lobos imensos e assustadores apareceram em posição de ataque, seu único foco em seu inimigo. Edward.

– Não! – acordei com o coração acelerado. Era apenas um sonho, mas me pareceu muito real.

Sonho? Pesadelo isso sim. Ainda por cima humilhante, como se algum lobo pudesse contra mim. Isso era ainda mais insultante.



Olhei ao redor do quarto tentando me situar, música ainda tocava no meu iPod, o dia ainda estava escuro. Olhei para o meu relógio ao lado da cabeceira. 04h25min. Gemi. Era muito cedo. Tentei voltar a dormir. Tentativa que se mostrou completamente inútil. Que sonho mais bizarro, se nada desse certo em minha vida eu seria roteirista de filme. Agora entendo a excentricidade dos grandes cineastas. Sempre me perguntei de onde surgiam suas ideias para filmes tão criativos, a resolução da minha pergunta foi respondida facilmente: baseado em um sonho louco depois de ingerida alguma substancia tóxica, alcoólica ou ilegal, ou provavelmente a combinação das três ou ouviu uma história assustadora de criaturas sobrenaturais depois de passar por situações inexplicáveis. Ok! Volte a dormir, você definitivamente está me dando dor de cabeça, murmurou sonolenta a minha vadia interior. Sério? Até a essa hora da madrugada ela perturba a minha pobre mente já perturbada.

Desistindo de ter algum êxito em voltar aos braços de Morfeu*, segui em resignação para o banheiro. Tomei um lento e demorado banho, tentando duramente deixar minha mente em branco. Esperançosa pelo sol do dia de anterior, vesti uma roupa de corrida, calça, top e um casaco por cima. Depois de calçar meus tênis peguei meu iPod, verificando se ainda tinha bateria e peguei os fones de ouvido, descendo para comer alguma coisa antes de correr.

*Morfeu: deus grego dos sonhos.

– Antes de ler esses diários eu tinha vontade de voltar a dormir e poder sonhar. Agora ouvindo sobre um sonho da Bellinha eu mudei de ideia. Sonhar com a cara feia do Edward deve ser aterrorizante. – falou Emmett como sempre brincando com um assunto sério. Apenas revirei meus olhos para ele. Tentei não ocupar minha mente com a reação da Bella e sim como evitar que ela tivesse esse encontro com o Black. As alternativas que mais me agradavam eram aquelas que ele terminava com alguns membros quebrados ou a língua jogada fora.



Desci rapidamente para tomar café. Para minha completa surpresa Charlie já se encontrava acordado.

– Bom dia pai. – falei dando um beijo em sua bochecha. – Quer que eu faça umas panquecas?

– Bom dia Bells. Não é preciso, não quero lhe dar trabalho. – para seu constrangimento seu estômago roncou alto. Tentei suprimir uma risada.

– Sem problema pai, eu ia fazer para mim também.

– Hum... – falou corado. – Então caiu da cama?

– Não, resolvi correr um pouco. Me acompanha?

– Desculpe Bells, hoje não dá. Vou pescar com Billy e Harry.

– Sem problemas pai. – puxei da mão dele um pedaço de bacon que ele ia colocando na boca. – Como o senhor não está fazendo exercício não pode abusar da gordura.

– Mandona. – resmungou.

– Teimoso. – devolvi.

Depois do café-da-manhã Charlie foi pescar. Subi para meu quarto, me dirigindo ao banheiro para escovar os dentes. Quando passei pelo meu quarto vi meu notebook jogado em um canto. Suspirei, eu teria que pensar nos acontecimentos anteriores uma hora ou outra. Liguei o notebook e coloquei no site de busca. Digitei a palavra vampiro e senti um calafrio por todo o meu corpo.

Abaixei a cabeça. Tudo por culpa daquele sujeito. Eu sabia que ela sentiria medo, mas uma esperança tola seguia me perseguindo de que ela aceitaria o que eu era.



Quando os resultados apareceram, minha vadia interior e eu demos um grito histérico.


Levantei a cabeça na mesma hora. O que a tinha feito gritar dessa maneira? Ela viu os monstros que somos? Imortais assassinos frios? O que fez seu medo por mim aumentar tão rapidamente? Maldita internet!



Na tela a minha frente apareceu à imagem nada mais nada menos de Brad Pitt e Tom Cruise, como os vampiros Louis e Lestat no filme Entrevista com o Vampiro. Oh bonito bebê Jesus, por favor, me abana! Impressão minha ou o quarto havia esquentado?

Fiquei alguns segundos com a boca aberta, simplesmente me recusando a acreditar nas palavras de Emmett. Bella descobre o maior segredo da minha vida e resolve simplesmente ficar admirando dois atores de um filme absurdo que nem eram tão bonitos assim? Porque ela não tem essa reação comigo?


– Mano você está perdendo para atores cinquentões. Não é por nada não mais sua situação está critica. – falou Emmett me lançando um olhar de pena. Esme iria se importar muito se eu jogasse seu vaso italiano na cabeça dele? Assim que conclui esse pensamento a voz de Alice surgiu em meus pensamentos “Esme vai ficar furiosa se você quebrar o vaso da coleção”.



Fui clicando em diversas imagens dos dois, uma imagem mais linda que a outra, fiquei com receito de precisar de um babador a qualquer momento, até que me lembrei de como cheguei à primeira imagem e voltei a minha busca inicial. Olhar para a cara do Brad e do Tom é bem mais interessante, murmurou tristemente minha V.I. Tinha que concordar com ela, eu não esperava encontrar nenhum site dizendo: acha que acabou de conhecer um vampiro bipolar? Tire suas dúvidas aqui.

Encontrei um site que parecia ser promissor – Vampiros de A-Z. Será que o Edward aparecia na letra B de Bipolar ou na letra T de TPM? Quem sabe na A de Altista. Assim que a página carregou duas citações apareceram na home page:

Em todo vasto mundo das sombras de fantasmas e demônios, não há figura tão terrível, nenhum personagem tão medonho e abominado, e no entanto travestido de tal fascínio temeroso, como o vampiro, que não é nem fantasma nem demônio, mas participa da natureza das sombras e possui as qualidades misteriosas e terríveis de ambos.

– Rev. Montague Summers.

– Idiota – falou Rosalie. – Quem esse Reverendo pensa que é?

Não podia deixar de concordar com o Reverendo. Essa é a nossa natureza. Demônios imortais caminhando sobre a terra. Porque a palavra abominável me pareceu tão cruel? Se Bella iria me abominar eu preferia ficar longe, observando a distância, jamais conseguiria conviver com seu olhar de desprezo e medo.


Se há neste mundo um relato bem documentado, é o dos vampiros. Nada falta ali: entrevistas oficiais, testemunhos de pessoas conhecidas, de cirurgiões, de padres, de magistrados; as provas judiciais são mais completas. E com tudo isso, quem há que acredite em vampiros?

– Rousseau

– São para isso que os Volturi existem. – comentou Carlisle. – Eles sempre destroem qualquer prova, mais do que isso, implantam provas falsas para despistar qualquer suspeita. Os mitos de alho, estaca e outros são fruto deles.



O resto do site era uma lista em ordem alfabética de todos os diferentes mitos de vampiros que existem em todo o mundo. Cliquei em praticamente todos os links tentando reunir informações que tinham algum sentido com o que eu tinha presenciado. Alguns eram absurdos, até mesmo para mim. Sinceramente eu não acreditava que um alho ou uma estaca de madeira era capaz de parar alguém que nem mesmo uma van conseguiu.

– Claro que a Bella jamais acreditaria nesses mitos. – falou Carlisle com um sorriso. – Nem mesmo os Volturi são pareôs para essa humana.


Como Carlisle consegue sorrir? Será que somente eu estou vendo a gravidade da situação? Bella sabe a verdade. Ninguém se importa com os meus sentimentos?


– Acalme-se Edward. Estou ficando tonto com seus sentimentos. Vamos vê qual a reação da Bella, tenho certeza que muita coisa irá acontecer. Ainda estamos no primeiro diário, olha a pilha na sua frente. Você acha mesmo que não estaremos envolvidos nos outros? Não tenho dúvidas que os demais nos participamos também. – senti certo alívio com as palavras de Jasper. Comecei a sentir um sentimento que a muito não sentia. Talvez nunca tenha sentindo desde que me transformei e comecei a ler esses diários. Esperança. Sim, eu tinha um pouco de esperança que Bella me perdoaria pelo que eu sou.



As histórias de assassinatos, mortes misteriosas e crianças desaparecidas apareceram na maioria. Tentei ignorar os ataques brutais. Assassinatos ocorriam em todas as espécies. Até o próprio ser humano mata o próximo, por motivos fúteis o que o torna pior do que animais. Jacob me falou que os Cullen não matavam pessoas. Então eles não se enquadravam na maioria dos mitos que eu li.

Ah, Bella! Como você vai agir ao saber meu outro segredo? Diferente de Carlisle eu era um assassino frio e como você mesmo chamou, pior que um animal. Se por um milagre Bella aceitasse o que eu sou, como ela me perdoaria pelo meu passado?



De tudo que eu li três links me chamaram a atenção: o romeno Varacolaci, um morto-vivo poderoso que podia aparecer como um ser humano bonito de pele clara; o Eslovaco Nelapsi, uma criatura tão forte e tão rápida que podia massacrar uma aldeia inteira na primeira hora depois da meia-noite; e outro, chamado Stregoni benefici.

Sobre este último, só havia uma frase curta.

Stregoni benefici: vampiro italiano que diz-se estar do lado do bem e é inimigo mortal de todos os vampiros do mal.

Em minha mente, veio à imagem do belo médico Dr. Cullen. Simplesmente não me saia da cabeça que se ele fosse realmente um vampiro ele seria essa espécie, desde o momento que eu o vi, ele transmitiu uma aura de tranquilidade e bondade. Sério que você notou isso? Perguntou nem um pouco convencida minha vadia interior. Ok, logo depois que eu conseguir sair do choque com sua beleza inebriante eu reparei nisso. Certeza? Certo, eu desisto! Pensei constrangida, eu só fui pensar nisso depois de alguns dias. Seu belo rosto foi tudo o que eu pensei no primeiro momento. E se ele tinha um irmão, lembrou a minha vadia. Será que ele tem um irmão tipo humano? Claro que tem, deve estar vivendo em alguma tumba no Egito. Quantos anos você acha que ele tem? Certo, me senti completamente idiota. Esse fato de idade nunca passou pela minha cabeça. Eu precisava correr um pouco antes que minha cabeça desse um nó.

Os pensamentos de Carlisle eram o completo oposto dos meus. Em um primeiro momento ele se sentiu emocionado por saber que Bella sentiu confiança e bondade no seu primeiro encontro. Eu senti auto aversão e um grande desprezo por mim mesmo. No meu primeiro encontro com Bella ela se escondeu embaixo da escada, eu só transmiti para ela medo. Depois ele se sentiu um pouco constrangido por Bella ficar tão impressionada com sua beleza. Eu simplesmente fiquei possesso com isso. Como Bella pode achar o Carlisle mais bonito que eu? Ele é velho demais para ela pensar isso. E foi quando essa revelação me tomou. Eu jamais tinha considerado o fator idade. Como ela reagiria ao saber que apesar da minha aparecia de jovem eu não passava de um velho centenário?


– Sem dúvidas a cabeça da Bellinha já deu um nó. Onde já se viu ficar impressionada com a aparência de Carlisle? – falou de forma desdenhosa Emmett. – Se fosse sobre a minha aparência seria uma reação normal. – completou flexionando os músculos.


– Obrigado novamente Emmett. – um sorriso discreto começava a se formar em seus lábios. – Mas não esqueça que a Bella já lhe viu ao lado de seus irmãos, e pelo que me lembro Bella achou Edward o mais bonito dos três. – terminou me fazendo sorrir também.


– Isso porque estávamos longe. Quando ela viu o Edward de perto ela saiu correndo parecendo que viu uma assombração. – meu sorriso morreu aí. Estava perto de dá uma resposta bem mal educada, quando Alice prevendo interrompeu.


– Emmett leia de uma vez.



Corri pelas ruas de Forks com mais velocidade que o normal. Meu iPod estava no volume máximo, fazendo um barulho enlouquecedor nos meus ouvidos, mas não me importei. Corri até minhas pernas gritarem e mesmo assim não parei. Quando estava me aproximando de casa tudo que aconteceu desde que me mudei em Forks foi tomando a minha mente. Quando notei estava no meio da floresta que ficava atrás da minha casa, estava em um local longe e isolado. Foi aí que tudo me bateu.

– AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!! – gritou Emmett com toda a força de seus pulmões, fazendo com que todos saltassem do sofá e Esme e Alice soltarem um gritinho.


– Qual o problema seu louco? – perguntou Alice indignada.


– Você nos assustou. – murmurou Esme com a mão onde ficava seu coração. Como se ele estivesse batendo acelerado se pudesse.


– O que você tem na cabeça Emmett! – indaguei furioso.


– Eu somente estou lendo. – falou tranquilamente com uma voz baixa bem diferente de seu grito estridente anterior.


– Como assim? – indagou confusa Rosalie

– AAAAAAAAAAAHHHHHHH – gritei com toda a força em meus pulmões.

Acabamos pulando novamente com o novo grito de Emmett.


– Não precisava ser tão real. – disse com raiva e assustado com a reação a Bella.


– Desculpe família, mas o Emmett aqui é um leitor profissional. – terminou a frase com um sorriso e uma piscadela de canto, o que fez todos revirarem os olhos.



Apoiei minhas mãos no joelho sentindo a exaustão tanto física como mental consumir meu corpo. Tudo os eventos que me levaram até aqui foram se somando a minha mente.

– Aaahhh... – gritei com o restante de voz que me sobrou.

– Sério Emmett não há necessidade de gritar dessa maneira – falei cada segundo mais nervoso.


– Acho que a Bella está entrando em colapso – comentou Jasper um pouco aturdido com o comportamento da Bella.


– O que vocês esperavam? Ela acabou de descobrir o que eu sou. – respondi sentido.



Dá para parar de gritar como uma maluca? Você está me dando nos nervos, pediu minha V.I. colocando a mão nos ouvidos. Eu acabei de ter uma epifania dá para me deixar gritar em paz? Claro que não, estou com uma dor de cabeça infernal. Cruzei os braços como uma criança birrenta e me sentei em uma arvore próxima, minha perna não aguentava mais o peso do meu corpo. Talvez você precise de um regime. E você como manter a boca fechada. Impossível, você precisa de mim. Agora que já parou de agir como uma maluca você pode agir racionalmente? Vamos pensar como pessoas adultas e responsáveis e não como uma adolescente imatura e desvairada. Certo, o que devemos fazer? Primeiramente vamos aos fatos.

Essa era uma boa forma de colocar meus pensamentos em ordem. O principal: o que Edward Cullen era? A resposta a essa questão me parecia absurda e improvável. Esperando a qualquer momento alguém aparecer atrás de mim falando que é uma pegadinha sem graça. Olhei em volta da floresta, nada na direita, nada a esquerda. Como não enxerguei nenhuma câmera em nenhum lugar, achei que isso não ia acontecer, então pensei o mais racional que pude e reuni todas as informações que consegui.

Comecei a juntar as peças do quebra-cabeça com uma calma completamente diferente do meu estado de nervos. Vamos por partes; Primeiro dia de aula. Senti um arrepio ao lembrar esse dia, o olhar que ele me lançou me fez correr da sala como uma garotinha indefesa. Porque justamente comigo ele reagiu daquela forma? Ele já conviveu com alunos antes de mim, algo me dizia que eu era diferente, diferente de um jeito perigoso. Ok, isso não é nada bom. Ele fugiu de mim na primeira semana de aula. O que faria uma pessoa ficar longe? As conversas misteriosas dele faziam sentido agora, ele queria me afastar. Ele disse que era perigoso, de alguma forma para mim mais que para os outros. Certo, devemos arrumar as malas. Lembrei também da mudança da cor de seus olhos. Temos que pegar aquela blusa azul. A primeira vez que eu o vi seus olhos estavam negros e depois estava em um diferente tom de dourado. Onde colocamos aquela calça jeans? Será que ele estava com fome e por isso me lançou aquele Olhar-do-Mal? Que bom que correu feito louca, agora vamos logo arrumar as malas. Temos que ligar para alguma companhia aérea o mais rápido possível. Muito engraçado, agora você concorda comigo! Eu não posso simplesmente fugir feito louca! Porque não? Você já fez isso antes, a palavrinha E-S-C-A-D-A lembra alguma coisa? Isso é diferente, muita coisa mudou. Ah, é claro! Vamos pensar o que mudou, acho que o fato do seu colega de classe ser um vampiro pode ser considerado uma mudança? Respirei fundo, preciso ignorar minha vadia para conseguir pensar de forma racional. O pior é que o racional era completamente ilógico, não conseguia acreditar em sobrenatural.

O que pensar racionalmente? Eu ajudo. Começamos com a letra “V” de Vamos nos mudar dessa cidade bizarra. “A” de Agora. “M” de Mais rápido possível. “P” de Pelo amor de toda a coleção de figurinha do Leonardo DiCapri. “I” de Ignore seus pensamento e corra para bem longe. “R” de Racionalize dentro do avião. “O” de O quê em nome dos três porquinhos você está esperando para fazer suas malas e pegar o primeiro avião disponível? Ah, caso não tenha percebido as iniciais formam o motivo de você ir o mais longe possível dessa cidade. V-A-M-P-I-R-O-!

– Não é por nada, mas eu concordo com a Vadia Interior. Acho que a Bellinha vai pegar o primeiro avião e se mandar. Eu sinto muito Ed, se serve de consolo acho que sua cara de psicopata no primeiro dia não ajudou. – concluiu Emmett, não se atendo ao fato de como suas palavras me destroçaram por dentro. – Acho que não foi um bom consolo.


– Emmett eu juro que se você não parar de interromper a leitura com suas interrupções inúteis eu irei lhe bater.


– Duvido que você consiga meio metro. – Emmett voltou a ler rapidamente quando as sobrancelhas de Alice levantaram ameaçadoramente.



Ok, já entendi seu ponto. Agora cale a boca e deixa-me chegar à minha própria conclusão. Respirei fundo, deixando as memórias fluírem livremente, até o momento do meu estranho sonho. Depois disso considerei minhas opções. Eu podia ir embora de Forks. Sim, por favor! Escolha essa, pediu minha V.I.

Não, por favor! Não escolha essa, pedi internamente. Eu não conseguiria viver longe dela. Eu poderia suportar viver as sombras, desde que pudesse ter um vislumbre dela. Bella era a minha droga. Se eu não conseguia ficar longe dela sem nem a conhecer imagina depois que eu ter algum contato com ela?



Descartei essa ideia. Posso saber qual o seu problema? A corrida afetou seu cérebro? Simples, eu não iria atrapalhar minha mãe e meu padrasto e além de tudo tinha Charlie. Eu nunca passei muito tempo com ele, logo eu iria para uma faculdade, eu precisava aproveitar nossos momentos juntos.

Fiquei aliviado ao saber disso. Bella não iria embora.

Com essa decisão tomada me restavam duas opções: seguir o conselho dele, segundo suas palavras, se eu fosse inteligente eu iria evitá-lo, como ele já fez comigo em outro momento, fazer de conta que ele era invisível.

Acho que era justo eu provar do meu próprio remédio. Como eu iria suportar ser ignorado por ela? Parece que o destino zombava de mim.



Ou minha última opção eu podia simplesmente... Um barulho de trovão quebrou minha linha de pensamento, quando eu olhei ao redor me assustei, a floresta já estava escura e eu nem tinha notado a mudança do clima, parecia que iria chover a qualquer momento. Voltei rapidamente para casa, ou melhor o mais rápido que eu consegui mancando com dor nas minhas pernas devido ao esforço excessivo. Fui murmurando maldições a torto e a direito. Que dor infernal! Assim que cheguei em minha casa tomei um relaxante muscular. Fiz todo o dever de casa e trabalhos futuros. Fiz um lanche rápido e deixei um sanduiche para Charlie, caso ele sentisse fome, junto com um bilhete na geladeira, por via das dúvidas, eu sabia que minha distração era genética.

– É tão bonita a preocupação dela com o pai. – falou Esme.


– Sim, ela é uma ótima filha. – concordou Carlisle.


Para minha surpresa Charlie chegou com um peixe já cortado e limpo, imaginando que eu iria pirar ao ver um peixinho morto. Sorri com sua preocupação, fiz uma nota mental para comprar um livro de receitas para peixes quando eu fosse pra Seattle na semana que vem. Oh, esqueci completamente com quem eu iria à nessa viagem. Precisava tomar uma decisão o mais rápido possível.

Senti um nervosismo já familiar tomar conta de mim. Não sabia qual era o meu destino. Essa decisão cabia somente a Bella, eu esperava ter a força de vontade para respeitar sua decisão mesmo que ela não me agradasse.



Depois de muito pensar e rolar de um lado para outro na cama cheguei a uma conclusão. Eu sempre fui chamada de teimosa, mas ao contrário do senso comum, não sou impulsiva quando uma decisão é importante eu peso todos os prós e contra antes. Mais do que isso, eu penso nas consequências das minhas ações muito cuidadosamente. Assim, quando eu decido algo eu dificilmente mudo de ideia, por já ter refletido sobre todos os aspectos. Tomar decisões era a parte mais dolorosa do processo, a parte que me angustiava e trazia alívio, dependendo do caso. Depois com a decisão tomada eu simplesmente a seguia – daí o motivo de me chamarem de teimosa, por não mudar a minha decisão facilmente. Precisa de um fator novo e relevante para tal. Então com a minha decisão tomada eu cai no sono rapidamente.

Como Bella simplesmente caiu no sono? E afinal qual foi sua decisão? Vendo meu tormento Jasper intercedeu por mim


– Emmett antes que o Edward surte, a Bella não disse qual sua decisão?


Depois de nos lançar um olhar como se tivéssemos problemas mentais ele falou. – Caso vocês ainda não tenham percebido eu sei ler. Então se não eu não falei qual foi a decisão é porque ela não falou, sério vocês as vezes são tão tapados. Agora me deixem ler que tenho certeza que saberemos da decisão da Bellinha assim que ela lhe encontrar. Ela lhe falará pessoalmente, não vejo a hora de vê-la chutando a sua bunda. – terminou com um sorriso, aumentando a minha agonia.


– Emmett. – bradou Esme. Ele apenas deu de ombros e voltou à leitura. Ignorando o quanto suas palavras me afetaram.



Acordei, pela segunda vez desde que cheguei a Forks, com a luz amarela de um dia de sol. Fui abrir a janela para deixar o sol penetrar em meu quarto, nunca tinha chegado a abrir devido o clima frio e para meu espanto a janela abriu com grande facilidade, ela devia estar fechada há anos. Como abriu tão fácil? Será que Charlie colocou óleo?

– Charlie? Porque tenho a impressão de que foi outro xereta? – comentou Emmett com a voz casual, fazendo que eu ficasse sem graça imediatamente. Eu também tinha a impressão de que eu iria querer saber mais sobre a Bella, principalmente não tendo acesso aos seus pensamentos. Esperava estar errado nessa suposição.


Vesti uma roupa mais leve, nem acreditei quando tive a oportunidade de usar um vestido.

Eu não acredito que Bella usou um vestido para ir para aula. Maldito sol. Espero que faça neve no dia seguinte. Com tanto homem rondando a Bella, logo no dia que ela usa vestido eu não podia ir para aula.



Assim que desci encontrei com Charlie tomando seu café calmamente.

– Belo dia. — Ele comentou.

– Sim, nem consigo acreditar que fez sol em dois dias seguidos. Acho que eu posso considerar um milagre – respondi sorrindo.

Quando Charlie sorria era fácil perceber porque minha mãe havia aceitado se casar tão rápido. Grande parte daquele jovem romântico havia desaparecido antes que eu tivesse nascido, mas eu podia notar sua boa aparência, o seu cabelo castanho e cacheado – mesma cor dos meus – contrastava com sua pele, seu sorriso sem aquele bigode era lindo. Eu podia ver um pouco do homem que fugiu com Renée quando ela não era nem dois anos mais velha do que eu sou agora. Eu não conseguia imaginar porque as pessoas se casavam tão jovens. Bom, no caso dos meus pais eu sabia o motivo. Eu. Tenho certeza que se Renné não tivesse engravidado ela não teria se casado tão cedo.

Franzi os cenhos com isso. Na minha época casar na minha idade era uma coisa normal e comum. Com o passar dos anos as pessoas colocaram tanta prioridade na frente que esqueceram a importância da constituição de uma família. Eu olhava meus pais e irmãos e sentia inveja deles por terem encontrados seus parceiros. Inveja agora multiplicada por saber que a Bella não compartilhava as mesmas vontades que a minha. Bufei internamente. Como se algum dia Bella aceitaria se tornar minha esposa. Se era uma ideia impossível, porque eu senti como se meu coração pudesse voltar a bater com essa ideia?



Eu fui uma das primeiras a chegar à escola. Sentei nos bancos de piquenique raramente utilizados, no lado sul da cafeteria. Peguei meu caderno e comecei a desenhar. Perdi a noção de tempo como sempre acontece quando estou desenhando que nem vi a aproximação de alguém.

– Bella! – ouvi alguém gritar, e parecia Mike.

Fechei meus punhos com isso. Ele não perde uma oportunidade.



Olhei em volta para me dar conta de que a escola já estava cheia enquanto eu estava sentada.

– Ei, Mike – cumprimentei.

Ele tinha um sorriso que tomava todo seu rosto, os seus cabelos arrepiados tinham uma brilhante cor dourada no sol.

– Eu não havia reparado... Seu cabelo é meio ruivo – comentou, pegando entre os dedos uma mecha que estava flutuando com a brisa suave.

– Só aparece no sol, acho que vai ser raro notar aqui. – impressão minha ou ouvi um barulho? Como uma árvore caindo. Deve ser imaginação minha.

– Ou um Edward xeretando a conversa alheia. Que feio Ed, acho que até o final da conversa você vai desmatar uma floresta. Pobres árvores. – Emmett balançou a cabeça com um falso pesar. Estava com muita raiva para responder. Como ele ousa tocar em um fio de cabelo de Bella?



– Belo dia, não?

– Sim, eu adoro sol. Não que espere vê-lo com muita frequência por aqui.

– Então... – disse ficando um pouco envergonhado. – já que você não vai ao baile eu pensei que poderíamos sair outro dia.

Filho da mãe! Eu vou acabar com aquele desgraçado! Fiquei curioso e ansioso com a reposta que Bella daria.



– Claro.

Meu rosto desmoronou. Ela disse sim?



– Combine com o pessoal e me avise o dia, verei se não estarei ocupada. – respondi com um leve sorriso. Seu rosto desmoronou um pouco.

Ela não percebeu as intenções dele?


– Bom, eu queria dizer nós dois. Podíamos sair pra jantar ou alguma coisa assim... na realidade eu posso trabalhar nisso melhor. – falou ficando em uma interessante cor escarlate.

Oh! Acho que entendi errado seu convite. Sério? Só agora você percebeu? Acho que estou começando a pensar que você tem um sério problema mental.

– Mike, acho que não seria uma boa ideia.

Vibrei internamente. Ela o recusou. Ele que levou um pé na bunda, não eu. Estava fazendo uma dancinha da vitória interna com direito a reboladinha igual à Bella. Eu estava feliz essa revelação.



– Porque não? – perguntou desanimado.

– Ok Mike, presta atenção que eu vou falar só uma vez, e se você ousar sequer pensar em repetir isso em outro lugar vou te espancar feliz e satisfeita até a morte sem nenhum remorso e peso na consciência. – ameacei.

Gargalhei alto com isso e pude ouvir as risadas dos demais. Eu não me importaria nem um pouco se Bella cumprisse essa ameaça.



– Mike isso machucaria os sentimentos de Jéssica.

Ele estava desnorteado, obviamente ele não havia pensado nisso. — Jessica?

– Sério, Mike, você é cego ou idiota? – bom obviamente ele não era cego, então só restava à outra opção.

– Oh — exalou confuso.

– Vamos nos atrasar. Tchau Mike, não se esqueça de convidar a Jessica para sair.

É claro que o idiota do Newton não percebeu o interesse mais do que óbvio da Stanley para ele. Eu não conseguia ver o motivo para tanto interesse, mas não sendo Bella que estivesse interessado nele eu estava satisfeito.

O resto do dia passou normalmente. Bom, normalmente tirando o “grande” evento. Todas falavam sobre bailes e vestidos. Angela estava em dúvida sobre a roupa que ela usaria, ela tinha um gasto limitado para seu grande dia e queria caprichar para agradar Ben sem usar muito dinheiro. Eu torcia pelo casal e me ofereci para ajuda-la na escolha e uma carona. O plano teria sido ideal se Jessica não tivesse ouvido nossa conversa e se oferecido para ir junto, na realidade ela disse que iria dirigir já que iria para lá também escolher seu vestido e ficou arrasada de não irmos antes para ela ter uma roupa para ir também ao encontro com o Mike. Sim, Mike a tinha convidado para sair. Não sabia o que era pior, ouvi-la frustrada ou entusiasmada.

Quando entramos no refeitório fui para minha tradicional mesa isolada, não deixei de notar que nenhum membro da família Cullen estava presente. Algo relacionado ao sol?

– Perceptiva demais. – murmurou Jasper.

Acho que eu teria que esperar para ver. Precisa encontrar o Edward, nos tínhamos que ter uma conversa definitiva. Você não podia mandar um bilhete? Covarde, disse para minha V.I. Depois ela falar da minha pessoa.

Senti um arrepio com isso. O que será que Bella iria me falar nessa conversa? Definitiva? Essa seria nossa última conversa? Definitiva tinha vários significados. Eu estava ficando em agonia. Que decisão Bella tomou?



Finalmente depois de um longo dia escolar eu estava livre para ir para casa. Fiz um jantar simples para Charlie e eu.

Senti saudades de minha mãe e não aguentando eu resolvi ligar para ela, não esperando que ela atendesse o celular, para minha surpresa ela atendeu no terceiro toque.

– Mãe? – perguntei incrédula.

– Oi filha! Que saudades mamãe está sentindo de você, bebê. – revirei meus olhos, só minha mãe para me chamar de bebê.

– Mãe... não consigo acreditar que você atendeu o celular. Acho que estão ocorrendo milagres em Forks, vou fazer um pedido impossível para vê se irá realizar.

– Não seja tão dura comigo. Para sua sorte estava tentando mandar uma mensagem para Phil, mas sinceramente esse celular que ele me deu é a coisa mais complicada que já vi na vida. Acredita que ele não tem tecla? Tem que ficar apertando na tela dele agora ela está cheio de digital eu aperto uma letra e aparece a do lado ou ela repeti várias vezes eu acho que ele está com problema. – falou tudo de uma vez. Ri com isso, Renné sempre seria Renné. Como eu sentia falta da minha mãe destrambelhada.

– Mãe ao lado do seu celular tem uma espécie de caneta, use ela, seus dedos são grandes para a tecla, aperte apenas uma vez e com calma, se você repetir diversas vezes é lógico que irá aparecer repetidas vezes a letra.

– Ah, tem mesmo. O que seria de mim sem você? E que milagre aconteceu em Forks? Algum namorado novo?

Fiquei tenso com isso. Precisava conhecer melhor a mãe de Bella. Será que ela me aprovaria? Que pensamento estúpido, nenhuma mãe iria querer para sua filha a companhia de um monstro.



– Isso foi uma maneira indireta de falar que estou encalhada? – perguntei fazendo graça.

– Não seja boba minha filha. Você é linda, tenho certeza que já está despedaçando vários corações em Forks, o problema é você aceitar se envolve novamente, desde...

Será que Bella já tinha outro namorado? Por mais que seja passado eu não conseguir suprimir o incomodo no meu peito.



– Não quero falar nisso mãe – cortei rapidamente – estou falando do sol que está fazendo aqui em Forks, dá para acreditar? – como eu esperei era fácil distrair Renné, ficamos conversando sobre várias coisas, nada especial, até desligarmos o telefone.

Fiquei entediada rapidamente e decidir aproveitar o sol enquanto ela aparecia. Levei uma manta e meu caderno e continue meu desenho. Estava desenhando a bela vista da praia de La Push.

Apesar do tempo que fiquei desenhando eu me sentia observada, era uma sensação estranha.

– Oh, provavelmente não é uma sensação é o Super-Xereta que deve estar por perto. – comentou Emmett displicente.


– Quer parar de me chamar de xereta?


– Eu não citei nomes, se a carapuça serviu – deu de ombros. Eu estava prestes a avançar quando Jasper usou seu dom para me acalmar.


– Continue a leitura Emmett.



Quando o sol estava desaparecendo, resolvi entrar e aguardar Charlie para o jantar.

Quando estávamos jantando lembrei os meus planos.

– Pai, Angela e Jessica me convidaram para ir a Port Angeles com elas amanhã. O senhor se importa? – detalhei rapidamente sobre a escolha de vestidos e que Jessica iria dirigindo.

– Sem problemas, Bells. Só tome cuidado.

– Pode deixar pai.

Inacreditavelmente o outro dia amanheceu ensolarado, vesti uma blusa azul leve com calça jeans, já que depois da aula iriamos a Port Angeles. Na escola o dia passou normalmente, os Cullen faltaram novamente e pensei se o sol realmente estivesse relacionado com isso. Teria que esperar para comprovar essa teoria.

Claro que ela chegaria a essa conclusão. Bella percebe as coisas rápido demais.



Depois da escola, Jessica me acompanhou até em casa com o seu Mercury branco para eu deixar meu carro e material em casa. Fiz rapidamente um sanduiche para Charlie e deixei um bilhete na geladeira falando que deixei um prato para ele para esquentar no micro-ondas e o tempo necessário.

Sem dúvidas Bella cuidava do pai, era uma estranha inversão de papeis. Chegava a ser até engraçada imaginar o destemido chefe de polícia sendo cuidado por uma jovem.



Corri para o carro de Jessica para que elas não esperassem muito. A empolgação era visível nas duas e sorri com isso. Acabei me contagiando com a animação. Eu também estava feliz em sair um pouco de Forks. Não podia negar, era bom mudar um pouco de ares.


Notas finais
Então o que acharam do capítulo? Tinham sentido falta da V.I. no capítulo passado nesse ela apareceu mais.
Próximo capítulo Port Angeles. Finalmente o encontro entre Bella e o Edward. Acho que se esse encontro demorasse mais o Ed iria arrancar os cabelos de nervoso.
Espero ouvir a opinião de vocês, se gostarem da fic deixem recomendações.
Obrigada novamente a todas que estão acompanhando leio todos os reviews e tento responder.
P.S: não sei o dia que iria postar o próximo capítulo, fui "sorteada" para fazer uma viagem no interior representando a empresa que eu trabalho, ser advogada é difícil. Tenho algumas audiências e ficarei 15 dias no interior do mundo =/
Bom se eu conseguir internet irei postar lá mesmo, acho que eu consigo uma conexão mega lenta, acredite lá é pior do que internet discada, mas farei um esforço e no tempo livre vou tentar adiantar os capítulos. Eu já tenho em mente mais ou menos alguns eventos do próximo capítulo só falta passar para o papel (isso mesmo eu escrevo e depois passo para o computador)
Boa semana para todos e até a próxima...
Beijos