Uma Segunda Chance
4 Capítulo 3
Notas iniciais
“– Me dê isso aqui, que eu continuo lendo. – Rosalie pegou o diário da Alice e continuou de onde ela tinha parado.”
O outro dia foi melhor...
Fiquei mais calmo com isso.
e pior.
Droga!
Foi melhor porque não estava chovendo ainda, apesar de as nuvens estarem densas e opacas. Utilizei a falta de chuva para fazer uma corrida. Sempre gostei de correr, nunca tive muita paciência para academia, então sempre fiz outras atividades, corrida estava entre elas. Corri até a minha perna reclamar, não foi uma distância longa e voltei para casa.
– Até a perna dela parece que tem vontade própria. – comentou Emmett.
Foi mais fácil porque eu já sabia o que esperar do meu dia. Mike veio se sentar ao meu lado em Inglês, e me acompanhou até a minha próxima aula, com Eric do clube de xadrez encarando ele o tempo inteiro. Eu sentei com um grande grupo que incluía Mike, Eric, Jessica e muitas outras daquelas pessoas cujos nomes e rostos eu lembrava agora.
Foi pior porque eu estava cansada, não conseguia dormir direito, às vezes por causa do barulho do lado de fora ou por alguns pesadelos que teimavam em me acordar. Nesses momentos de insônia pegava algum livro para me distrair ou simplesmente pegava um caderno para desenhar. Não que eu seja uma artista, apenas gosto de retratar as imagens em um papel, quando eu desenho é difícil esquecer, aquela imagem fica gravada em minha memória, diferente de uma fotografia. Quando você tira uma foto, seu único trabalho é apertar um botão. Ao desenhar não, eu passava às vezes horas apenas para ilustrar uma simples flor em um vaso comum. E se eu tirasse uma foto iria dedicar poucos segundos da minha vida aquela simples imagem.
Franzi o cenho com isso. Os pensamentos da Bella eram muitos diferentes dos adolescentes comuns. Pelo que eu li brevemente, os outros concordavam comigo. Carlisle parecia até um pouco impressionado e Esme sempre amou pintura e ficou curiosa para ver o que ela desenhava.
Acho que com isso eu me tornei uma pessoa mais observadora.
– Agora tá explicado como ela conseguiu ver tantas coisas que os outros humanos não repararam em nós – disse Jasper. Soltei um suspiro. Tinha que ser justo ela para observar tanta coisa?
E foi pior porque Edward Cullen não estava na escola
Todos me olharam surpresos. Porém, eu estava tão ou mais surpreso que eles. Por que eu não fui para aula?
Durante a manhã inteira eu estive temendo o almoço, onde eu sentiria seus olhares bizarros. Parte de mim queria confrontá-lo e ordenar que ele dissesse qual era o problema. Como se você tivesse coragem de falar alguma coisa. Por favor, você mal teria coragem de olhar no rosto dele, imagine falar! Você provavelmente só se humilharia mais saindo correndo para se esconder debaixo da escada mais próxima. Faça um bem para nós e fique na sua! Ok, eu realmente odeio minha vadia interior quando ela está certa.
– Uau Ed, você realmente amedrontou a garota com sua cara de assassino! – Emmett disse rindo e eu realmente quis soca-lo, como ele ousa fazer piada numa hora dessas? Bella estava realmente apavorada. E o pior, comigo. Meu peito se apertou com a ideia de eu lhe causar tanto medo.
– Por favor, Emmett! Você não vê que o Edward já está bastante chateado com isso? – Esme ralhou com ele.
Mas eu me conhecia bem demais pra achar que eu teria a coragem de fazer isso. Eu fazia o leão covarde do Mágico de Oz parecer o Exterminador.
Até eu não conseguir rir da comparação.
Tudo por culpa daquele idiota do Cullen. Aquele cara com cabelo de cacatua!
Meu riso morreu aí. Gemi internamente. Eu já podia imaginar o que viria a seguir, não me surpreendi quando ouvi as gargalhadas de todos. A do Emmett parecia que ia fazer a casa tremer. Ele batia nas próprias pernas no meio das gargalhadas.
– Sem dúvidas ela é a pessoa mais observadora que eu conheço. Eu adoro essa garota! – Emmett disse ainda rindo. Fechei a cara. Não gostei do apelido, menos ainda de Emmett falar no presente. Como se conhecesse a Bella.
Quando eu entrei na cafeteria com Jessica meus olhos vasculharam o lugar procurando por ele, quando vi que na mesa somente estava seus quatro irmãos, soltei o ar que nem percebi que estava prendendo. Só assim consegui ter um almoço tranquilo para poder enfrentar a próxima aula.
Mike estava agindo como um cão de guarda, andou fielmente ao meu lado até a sala de aula. Eu segurei o fôlego na porta, mas Edward Cullen também não estava lá. Eu exalei e fui me sentar. Mike me seguiu, falando de uma viagem à praia que estava pra acontecer. Céus esse garoto não fica quieto um minuto! Ele se curvou na minha mesa até que o último sinal tocou. Aí ele sorriu tristemente pra mim e foi sentar perto de uma garota de aparelho e com um penteado ruim.
Eu estava aliviada que teria a mesa para mim mesma, que Edward estava ausente. Eu realmente não sabia o que tinha acontecido com ele. Era ridículo e egoísta, pensar que eu podia afetar alguém desse jeito. Era impossível, ele nem me conhecia. E ainda assim eu não conseguia parar de pensar que fosse verdade.
– Eu não consigo imaginar o que aconteceu. – Jasper comentou – será que você foi embora por causa da menina?
– Não consigo imaginar outro motivo. – respondi resignado.
No fim das aulas eu caminhei rapidamente até o estacionamento. Agora estava cheio de alunos. Eu entrei no meu carro, que agora mais parecia com um refúgio.
Noite passada eu descobri que Charlie não sabia cozinhar nada além de ovos fritos e bacon. Como ele conseguiu viver com Renné por qualquer período de tempo era um mistério para mim.
– Existem outros mistérios bem maiores do que esse em Forks – murmurei.
Então eu pedi pra tomar conta dos detalhes da cozinha enquanto durasse a minha estadia. Ele ficou feliz o suficiente pra me passar a chave da sala do banquete. Então eu estava com a minha lista de compras e o dinheiro do jarro no armário onde havia DINHEIRO DA COMIDA escrito, e estava a caminho da Thriftway mais próxima, quando vi os dois irmãos Cullen e os dois gêmeos Hale entrando no carro deles. Era o Volvo novinho em folha.
Eu nunca havia reparado nas roupas deles antes.
– O quê? Eu ouvi o que eu acabei de ouvir? Como ela não reparou nas nossas roupas! Que bela observadora fajuta essa! – disse Alice indignada. Lutei contra um sorriso. Quando o assunto era moda Alice ninguém a segurava. Era uma força da natureza.
Agora que eu havia olhado, era óbvio que todos eles se vestiam excepcionalmente bem; simples, mas com roupas que claramente eram assinadas por estilistas famosos.
– Ok, talvez eu possa a perdoar! – impressionante como Alice mudava de humor tão rápido.
A Thriftway não era longe da escola, só algumas ruas ao sul, fora da estrada. Era bom estar dentro do supermercado; parecia normal. Eu fazia as compras em casa, e me moldei aos padrões da tarefa familiar alegremente.
Quando eu cheguei em casa, eu descarreguei as compras e enfiei elas em qualquer espaço vazio que consegui achar. Eu esperava que Charlie não se incomodasse. Eu embrulhei batatas em papel alumínio e coloquei no forno pra assar, cobri bifes com molho marinado em uma frigideira.
– Eca... odeio comida humana – resmungou Emmett.
Quando eu terminei de fazer isso, eu subi com a minha mochila. Antes de começar a fazer o meu dever de casa.
– CDF – murmurou Emmett.
– Nerd – complementou Jasper.
Quando tinha tudo pronto, chequei meus e-mails pela primeira vez. Eu tinha três mensagens.
"Bella", escreveu minha mãe…
"Escreva-me assim que puder. Conte como foi sua noite. Está chovendo? Já estou com saudade. Estou quase terminando as malas para a Flórida, mas não consigo encontrar minha blusa rosa. Sabe onde eu a coloquei? Phil manda lembranças. Mamãe."
– E mais uma prova de como a mãe dela é avoada! – sorriu Emmett.
Eu suspirei e passei à mensagem seguinte. Foi enviada oito horas depois da primeira.
"Bella", escreveu ela…
"Por que não me respondeu ainda? O que está esperando? Mamãe."
– Sem dúvidas não é uma pessoa paciente. Acho que vocês tem muito em comum Alice – Emmett disse sorrindo.
A última era desta manhã.
"Isabella,
Se eu não tiver notícias suas até as cinco e meia da tarde de hoje, vou ligar para o Charlie."
– Que bela ameaça, ligar para o chefe Swan – zombou Rosalie.
Olhei o relógio. Ainda tinha uma hora, mas minha mãe era famosa pela precipitação.
"Mãe, calma. Estou escrevendo agora. Não faça nenhuma bobagem.
Bella."
Mandei essa e recomecei.
"Mãe,
Está tudo ótimo. É claro que está chovendo. Eu estava esperando ter alguma coisa para escrever. A escola não é ruim, só meio repetitiva. Conheci umas pessoas legais que almoçam comigo. Sua blusa está na lavanderia – você devia ter pego na sexta-feira.
– Pelo visto ela continua cuidando da mãe mesmo à distância – Jasper comentou casualmente. Concordei com ele.
Também estou com saudades. Vou escrever novamente logo, mas não fico verificando meus e-mails a cada cinco minutos. Relaxe, respire fundo. Eu te amo.
Bella."
– Deve ser difícil ficar longe de sua mãe. – Esme comentou.
Quando Charlie chegou em casa eu terminei de fazer o jantar colocando o bife pra grelhar.
– Bella? – meu pai chamou quando me ouviu descer as escadas.
Quem mais? Eu pensei comigo mesma.
– Oi, pai, bem-vindo ao lar. – sorri para ele.
– Obrigado. – Ele tirou o colete da arma e tirou as botas enquanto eu entrava na cozinha. Até onde eu sabia, meu pai não precisou usar sua arma no trabalho nos últimos anos. Mas ele a mantinha pronta. Quando eu vinha aqui quando criança ele sempre tirava as balas assim que entrava em casa. Acho que agora me considerava velha o suficiente pra não atirar em mim mesma por acidente, e não deprimida o suficiente para não atirar em mim mesma de propósito.
– Que pensamento macabro – Jasper falou. Não gostei do comentário de Bella. Apenas o pensamento dela comentar em suicídio me deixava angustiado.
– O que tem para o jantar? — ele perguntou cautelosamente. Minha mãe era uma cozinheira imaginativa e os experimentos dela não eram sempre comestíveis. Eu estava surpresa, e triste, que ele parecia se lembrar daquela época.
– Bife e batatas – eu disse e ele pareceu aliviado.
Eu fiz uma salada enquanto os bifes grelhavam, e fiz a mesa.
Eu o chamei quando o jantar estava pronto, ele cheirou apreciando enquanto entrava na cozinha.
– O cheiro é bom, Bell.
– Obrigada.
Nós comemos em silêncio por alguns minutos. Não era desconfortável. Nenhum de nós estava incomodado por estar quieto. Em alguns sentidos, nós servíamos para morar juntos.
– Então, você gostou da escola? Você fez amigos? — ele perguntou como que para passar o tempo.
– Bem, eu tenho algumas aulas com uma garota chamada Jessica. Eu sento com as amigas dela no almoço. E tem esse garoto, Mike, que é muito amigável. Todos parecem ser muito legais. – Com uma exceção.
Todos olharam em minha direção. Como se não me sentisse mal o suficiente.
– Esse deve ser Mike Newton. Bom garoto. Boa família. O pai dele é dono da loja de suplementos esportivos que fica fora da cidade. Ele faz um bom dinheiro por causa daqueles mochileiros que vêm à cidade.
Bufei. Ele era um bom idiota isso sim.
– Você conhece a família Cullen? — eu perguntei hesitante.
– A família do Dr.Cullen? Claro. O Dr. Cullen é um ótimo homem.
Sorrimos para Carlisle. Sem dúvidas era o melhor homem que eu conhecia.
– Eles... os filhos dele são um pouco diferentes. Eles não parecem se adequar muito bem na escola.
Charlie me surpreendeu parecendo um pouco irritado.
– As pessoas dessa cidade. – ele murmurou. – Dr. Cullen é um cirurgião brilhante que poderia provavelmente trabalhar em qualquer hospital do mundo, ganhando dez vezes mais do que o salário dele aqui. – ele continuou, falando mais alto – Temos sorte por tê-lo, sorte que a esposa dele quis viver numa cidade pequena. Ele é um aditivo à comunidade e todos aqueles garotos são bem comportados e educados. Eu tive as minhas dúvidas quando eles vieram pra cá, com todos aqueles adolescentes adotados. Eu pensei que teríamos problemas com eles. Mas eles são todos muito maduros, eu nunca tive nenhuma espécie de problema com nenhum deles. Isso é mais do que eu posso dizer de algumas crianças cujas famílias viveram aqui por gerações. E eles ficam juntos do jeito que uma família deve ficar, acampando às vezes nos finais de semana... Só porque eles são novos na cidade as pessoas têm que ficar falando.
Todos ficamos surpresos com o discurso do Charlie. Nunca imaginávamos que ele tinha esse tipo de pensamentos por nós.
– Eu não sabia que o chefe Swan pensava dessa maneira – Carlisle disse surpreso e feliz com essa informação.
– Eles são boas pessoas. Está explicado a quem a filha puxou – Esme disse com um sorriso, lembrando quando Bella a defendeu da Jessica.
Foi o discurso mais longo que eu já vi Charlie fazendo. Ele deve ser fortemente contra o que quer que as pessoas estão dizendo.
– Eles pareceram bons o suficiente pra mim. Eu só reparei que eles ficam muito sozinhos. Eles são todos muito atraentes. – eu adicionei isso tentando parecer complementar.
– Você devia ver o doutor – Charlie disse rindo – Que bom que ele é feliz no casamento. Muitas enfermeiras se esforçam em se concentrar em seus trabalhos quando ele está por perto.
Esme levantou as sobrancelhas para Carlisle. – Você tem algo para comentar?
– Eu sou feliz no casamento – Carlisle disse rindo. Fazendo todos acompanharem.
Quando fui me deitar, a noite finalmente estava quieta e eu estava exausta. Eu caí no sono rapidamente.
O resto da semana foi sem novidades. Eu cai em um rotina fácil. Acordava cedo de manhã se não estivesse chovendo corria por Forks até minha perna reclamar. Voltava fazia o café da manhã para Charlie me arrumava e ia para escola.
Na sexta eu já era capaz de reconhecer, se não nomear, quase todos os alunos da escola.
Edward Cullen não voltou à escola.
– Será que você foi embora mesmo Edward? – Esme me perguntou apreensiva. Só pude dar de ombros. O fato de não ver mais a Bella me incomodava mais do que a hipótese de ter ido embora de casa. Eu estava ficando cada vez mais confuso com meus pensamentos.
Na sexta eu já me sentia confortável entrando na sala de Biologia, sem me preocupar que Edward-cacatua-Cullen pudesse estar lá.
Emmett abriu a boca, apenas lancei um olhar mortal para ele, que ficou calado, mais não parava de sorrir. Pude notar todos lançando olhares em meu cabelo e tentando segurar o riso. Nessas horas que odeio meu dom, todos comparavam meu cabelo com de uma cacatua. O pensamento de Emmett era o pior de todos. Ele imaginava a cacatua com minha cabeça voando pelos ares, depois imaginava meu corpo com a cabeça da cacatua. Quando ele começou a colocar no meu rosto um maldito bico de pássaro eu rosnei para ele.
– Sinto muito – disse Emmett com um sorriso idiota no rosto, nem precisava do meu poder para imaginar que ele não sentia coisa nenhuma. Na realidade sentia sim, raiva por não ter tido essa ideia antes. Ele começava a imaginar que eu tinha ganhado um novo apelido.
– Não se atreva Emmett – disse entredentes. Virei-me para Rosalie – É melhor continuar a ler se não quer que jogue seu marido pela parede.
– Claro Cacat... quer dizer Edward – Rose disse rindo, sendo acompanhado dos demais.
Pelo que sabia, ele tinha saído da escola.
Alice suspirou. Ela não conseguia ver ainda, e ficou aflita em imaginar que eu tinha indo embora. Nós dois tínhamos uma conexão maior, o fato de sermos duas aberrações entre as aberrações nos uniu ainda mais. Dei um sorriso para ela, tentando tranquiliza-la.
Tentei não pensar nele, mas não conseguia reprimir completamente a preocupação de que eu fosse responsável por sua ausência contínua, embora isso fosse ridículo.
– Sim, ela é bastante ridícula – Rosalie resmungou. Todos a ignoraram.
Meu primeiro fim de semana em Forks foi tranquilo. Charlie, desabituado a ficar na casa normalmente vazia, trabalhou na maior parte do fim de semana. Eu limpei a casa, terminei o dever e escrevi à minha mãe um e-mail falsamente animado. Eu sentia falta dela mais do que imaginava. Precisa de outra atividade urgente para ocupar meu tempo. Talvez eu tentasse arrumar um emprego eu era emancipada mesmo, podia procurar em qualquer lugar.
– Quem procura um emprego para passar o tempo? – Alice indagou incrédula. Para ela passar o tempo se resumia a fazer compras.
Fui a minha caça a emprego no sábado mesmo. As opções em Forks eram absurdamente limitadas. Fui então a Port Angeles, ficava a menos de uma hora de Forks. O primeiro que encontrei foi de garçonete. Parei um momento para me imaginar servindo mesas, só precisei de 1 minuto para avaliar os danos que eu seria capaz de causar no local. Trocar de pedidos, quebrar pratos e o pior derrubar comida na cabeça dos clientes. Não, definitivamente esse está descartado.
Não teve como não rir com isso. Bella era a pessoa mais desastrada que eu conhecia.
Foi só no meio da tarde que eu tive alguma sorte. Faminta, resolvi parar para comer um lanche, quando iria entrar na lanchonete, ao lado em um lugar colorido tinha uma placa escrita “CONTRATA-SE” em letras grandes e algumas coisa em baixo, mas a letra era muito pequena. Esquecendo minha fome, fui correndo me candidatar sem nem saber para quê.
– Como alguém vai se candidatar sem saber para quê? Ela é maluca?
– Por incrível que pareça, Emmett tem razão. Como ela vai se candidatar a uma vaga quem nem sabe? – Carlisle disse tão surpreso como nós. Como ela fazia isso era um mistério para mim.
Ao abri a porta escutei um barulhe de sinos. O local era lindo, bastante colorido, cheio de figuras de desenhos animados espalhados por todo o local. Fiquei admirando as miniaturas do Rei Leão. Eu adorava esse filme, fiquei lembrando que eu sabia todas as falas e as letras das músicas.
– Sem dúvidas ela gosta do filme – Jasper falou. Ninguém tinha visto esse filme por ser um filme infantil e sermos velhos demais para isso. Exceto Emmett que já queria comprar o DVD para assistir, em seu pensamento se a Bella gostava ele também iria.
– Boa dia, senhorita em que posso ajudar? – perguntou um senhor me fazendo pular. Eu estava entretida cantando mentalmente a canção de Hakuna Matata quando ele apareceu. O senhor aparentava estar na casa dos 40 anos, tinha o cabelo e olhos castanhos escuros, ele era um pouco maior que eu, devia ter uns 1,75 m, portando um sorriso caloroso nos lábios.
– Bom dia, eu gostaria de me candidatar a vaga... – vaga de quê mesmo? O que eu falo agora? – ofertada. – você é um gênio! Ele meu olhou de cima a baixo duas vezes e sorriu em aprovação. Caramba no que eu me meti?
– Agora que ela se preocupa com isso! – murmurei irritado. – como ela só se preocupa com isso agora? – imediatamente fiquei tenso, pensando nos problemas que ela poderia ter se metido.
– Você parece perfeita para a vaga, Srta... ?
– Sou Bella Swan. E você é?
– Pode me chamar de Smith. – me disse com um sorriso jovial – por favor, sente-se – nos encaminhamos a mesa do Sr. Smith onde tinha uma pilha de papeis guardados em pastas coloridas.
– Obrigada Sr. Smith, mas gostaria de saber exatamente o que eu tenho que fazer. – disse tentando disfarçar minha completa ignorância no que era o meu trabalho.
– Bom como você deve ter lido no cartaz pendurado, coloquei o que procuramos detalhadamente na parte de baixo para não iludirmos as pessoas quando vem se candidatar. Devo dizer que fiquei surpreso quando você me falou estar interessada. – Puta merda! Tinha algo escrito em baixo sem ser “CONTRATA-SE”? E esse algo era importante? Será que ele se importar de eu correr lá e dá uma lida? Agora que você pensa nisso? Quem manda ser tão imprudente. Agora só resta uma alternativa. Qual? Perguntei para minha querida vadia interna que finalmente resolveu me ajudar no lugar de só reclamar da minha ilustríssima pessoa. Sorria e acene. Só isso? Esse é seu grande conselho? Eu podia ter pensado nisso sem sua ajuda, resmunguei. Não, não teria, você teria corrido feito uma idiota para ler o cartaz. Ok, ela tinha um ponto.
Ninguém conseguia parar de rir.
– Eu imagino ela correndo para dá uma lida no cartaz – disse Emmett ainda achando graça da situação – Melhor do que ficar correndo do Ed! – meu riso morreu ali. Bufei para o Emmett, ela correu de mim por um motivo completamente diferente, ela estava com medo.
Sorri e acenei feito uma idiota.
– Que bom que você se enquadra. – Merda. – Você se importar de começar hoje à noite? Tivemos um problema com uma das nossas funcionárias e você parece usar o mesmo manequim dela – Hãn? Hoje à noite? Quem diabos trabalha no sábado à noite? Oh meu querido menino Jesus onde eu fui me meter. Vamos lá Bella. Respira e inspira. Isso, muito bem, agora pense com calma, vamos ser racionais. Quem trabalha aos sábados à noite? Dupla merda! Que não seja stripper, que não seja stripper, que não seja stripper! Repetia mentalmente.
Choque era pouco o que estávamos sentindo. Ela era louca, como se mete num local desses. Eu simplesmente queria poder chegar lá e arranca-la daquele local, senti uma raiva absurda nesse momento.
– O que exatamente eu tenho que fazer? – perguntei mais uma vez. Acho que estava começando a ficar mais pálida a cada minuto. Ele se levantou da cadeira e pegou do cabide uma roupa.
– Você terá que vestir essa fantasia e entreter os convidados
Meu corpo todo ficou tenso. Parei de respirar. Emmett lançou um olhar malicioso para mim e começou a mexer as sobrancelhas. Quis dar um soco no Emmett, mas Jasper me acalmou. Esme estava preocupada e Carlisle apreensivo. Alice estava frustrada por não conseguir ver o que aconteceria, ela queria proteger Bella. Rosalie estava com raiva pensando em como a Bella foi estúpida. Rosnei com isso. Ela não foi estúpida e sim ingênua.
– Leia logo Rose! – Alice falou.
Continua...
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