Notas iniciais
Conforme prometi o capítulo na sexta. Sejam bem vindas leitoras novas e obrigada pelos comentários. Estou querendo responder todos os comentários. Podem fazer perguntar e dar sugestões também. Algumas pessoas acertaram o trabalho da Bella ou chegaram bem perto, espero que gostem. Ao final vou responder algumas perguntar que achei interessente de esclarecer e falar o que espera no próximo capítulo. Beijos...

“... Ela não foi estúpida e sim ingênua.

– Leia logo Rose! – Alice falou.”

Quando meus olhos pousaram na fantasia que o Sr. Smith segurava meus olhos quase saltaram fora da órbita, tive que piscar duas vezes para acreditar. Dei uma segunda olhada no local ao meu redor, depois para fantasia, local e fantasia, finalmente alguma coisa começou a fazer sentido. Então do nada eu comecei a rir.



– Do que ela está rindo? – resmunguei. Já estava ficando aflito e preocupado e simplesmente a Bella rir assim do nada?



– Achou a fantasia engraçada? – me perguntou o Sr. Smith com um sorriso tranquilo no rosto.

– Não exatamente, é que quando eu era criança eu me fantasie desse jeito, quer dizer minha mãe me fez vestir desse jeito.



– Ela era stripper quando criança? – Emmett indagou confuso e Jasper deu um soco no braço dele. Quase fui ajuda-lo.

– Não seja burro Emmett. – respondeu um Jasper.



Lembrei-me do meu aniversário de seis anos com saudosismo. Olhei novamente a fantasia que o Sr. Smith segurava, era um lindo vestido de Branca de Neve quase igual ao meu só que uma versão maior. A parte de baixo amarela e a de cima azul com as mangas fofas e uma grande gola branca finalizava o visual.



– Ah! Agora eu entendi, eu achei que era outro tipo de fantasia, se é que me entendem – disse piscando para nós.

– Deixa de ser idiota Em – disse com raiva.

– Vai me dizer que não achou o mesmo Ed? Que não estava imaginando outra fantasia para Bellita. – disse levantando as sobrancelhas sugestivamente.

– Cala a boca Emmett! – disse com raiva e mais constrangido do que queria admitir. Eu tinha pensando a mesma coisa, em outras fantasias. Apaguei esse pensamento e virei o rosto. Pude ouvir alguns risinhos, mas não soube a origem.



– Então, tenho que me fantasiar de Branca de Neve, é para algum aniversário? O Sr. pode me dizer o que vou ter que fazer exatamente nesse evento? – e eu tenho que agradecer ao Sr. Smith pela paciência que tinha, ele passou os próximos 30 minutos me dizendo tudo o que eu tinha que fazer. As atividades eram bem simples, já que teriam outros personagens, como os sete anões e até um mágico, assim meu trabalho era pequeno. Resumindo: sorrir e acenar.O que eu disse? Eu sou demais! Maldita vadia presumida.



Agora podíamos rir mais à vontade, agora tínhamos noção para o que era a fantasia. Tive que admitir para mim mesmo que não gostava de imaginar Bella tendo que usar uma fantasia indecente para outros homens verem. Bella só podia usar esse tipo de fantasia para mim. O quê? De onde veio esse pensamento? Balancei a cabeça por imaginar tal coisa, estava cada vez mais confuso. Jasper começou a rir e quando eu tentei ler seus pensamentos ele já estava pensando em outra coisa. Bufei com isso.



Tive que ligar para o Charlie e lhe contar do emprego. No começo ele não ficou feliz, principalmente por ter que voltar a noite sozinha, mas tentei tranquiliza-lo que o aniversário era de criança e terminaria cedo. Fora que o horário era ótimo, geralmente aniversário é em fim de semana, e eu sempre podia recusar. Ou seja, se tivesse outro compromisso poderia cancelar tranquilamente. E, devo confessar que ganharia um bom dinheiro apenas por um dia de trabalho, quer dizer, algumas horas, e dependendo do meu desempenho até poderia ganhar gorjeta e ser indicada para outras festas. Vestir uma fantasia boba, sorrir feito uma idiota e tirar fotos com umas crianças e ainda receber bem por isso. Fácil. Sou uma pessoa de sorte!



– Parece que ela encontrou o emprego dos sonhos. – sorri com isso.



Fui comer feliz da vida, estava faminta, tenho a leve impressão de que assustei a garçonete, só porque eu pedi três sanduiches, quatro copos de sucos (fazer o quê? Eu estava indecisa em qual escolher), uma porção grande de batata-frita e um milk-shake de 750 ml. Poxa eu só tinha tomado café da manhã! Não precisava me olhar como se tivesse nascido uma segunda cabeça.



– Isso é muito! Ela come como um humano do porte do Emmett – Carlisle disse surpreso. Eu só podia acreditar no que ele estava falando. Eu não tinha ideia da quantidade da alimentação humana. Como ela conseguia comer tanto? Emmett é imenso!



Fui tomar banho e me arrumar. Tinha alguns quartos específicos para isso. Até me ofereceu para ir e voltar com o carro da empresa, mas eu preferi ir no meu. Assim, quando terminasse a festa eu iria direto para casa. Estava seguindo o carro da empresa, quando chegamos a casa onde seria o evento, era uma casa muito bonita e estava toda decorada. A decoração era toda da Branca de Neve e os sete anões. Fiquei um tempo admirando tudo, sem dúvida de bom gosto. Tentei comparar com a minha festa, mas minhas memórias eram turvas, lembro que tinha um pula-pula e muitas crianças. Tenho a impressão de que tinha um palhaço, mas não tenho certeza.

Assim que entrei na casa e uma bonita senhora que aparentava ter uns 35 anos veio me atender. Ela estava um pouco descabelada e com uma expressão de estar exausta, ela exalava cansaço por todos os poros de seu corpo. Franzi o cenho com isso, achei que ela tinha contratado a equipe de decoração. Porque ela estava tão cansada? Minha resposta veio assim que eu olhei para frente.

Tinham várias crianças espalhadas pelo jardim, no pula-pula, na piscina de bolinhas, para onde se olhava tinham crianças e mais crianças. Uma puxava o cabelo da outra, outra estava chorando, a outra gritando, várias correndo. Eu estava estática, foi quando ouvi uma voz infantil gritar com toda a força de seus pulmões: “é a Branca de Neve”. Todas as crianças pararam o que estavam fazendo para olhar em minha direção. Engoli em seco. Parece que o tempo parou.

Por 2 segundos.

Por que assim que elas me viram todas, simplesmente todas, eu digo todas, e quando quero dizer todas, quero dizer TODAS estavam espalhadas pelo imenso jardim vieram correndo em minha direção. Céus aquilo era o caos! Jesus, Marie e José, por favor, me protejam! Simplesmente centenas de milhares de crianças correram de encontro ao seu objetivo:

Eu!

Primeiro pensei em gritar e sair correndo na direção contrária. Só que meu corpo não colaborou com minha mente e minhas pernas ficaram paradas no lugar. Comecei a me solidarizar com a mula, agora entendo o que é empacar. Como eu era estúpida de achar que seria fácil! Parecia a cena que antecede a batalha na guerra. Um grito e todos os soltados marcham na mesma direção para acabar com o inimigo. Eles eram os soltados. Eu era o inimigo. Eles eram muitos. Eu era única. Às vezes é necessário reconhecer a derrota. Respirei fundo, foi bom enquanto durou.

Adeus papai foi bom o tempo que passei com você. Mãe eu te amo, espero que seja feliz. Foram meus últimos pensamentos antes daqueles mini-soldados me alcançarem.



Eu não sabia se ria ou sentia pena da minha Bella. Coitada, eu já tinha ouvido nas mentes de algumas mães o trabalho que as crianças dão, imagine várias. Só que nunca tive contato direto com nenhuma criança, na realidade não tenho nem contato direto com os humanos.

– Imagino o pânico que ela esteja sentindo para comparar a situação que se encontra com uma guerra – disse Jasper pensando em seu passado. – mas pelo que ela descreve, parece uma batalha épica.



Quando senti um primeiro encontrão quase fui ao chão, sorte que minhas pernas ainda estavam firmes. Foi uma gritaria sem fim, todos falavam, gritavam, puxavam a barra do meu vestido e me agarrava cada um para um lado. Parecia que queriam me rasgar em pedaços. Oh, e agora quem poderá me ajudar?Eu.Ah, não! Por favor, todos menos você!Qual é? Eu sempre sou de grande ajuda.Disse indignada minha vadia interior. Eu realmente não tinha outra escolha, eu estava quase entrando em pânico. Certo o que eu faço agora?Sorria e acene, disse com um sorriso irônico. Eu quis bater nela, se para o processo eu não precisasse infligir dor a mim mesmo eu juro que faria.Ah! Tá bom, tá bom... para de ser dramática, só porque estou ficando com dor de cabeça dessa gritaria sem fim, eu vou lhe ajudar, mas não porque você mereça! Que fique bem claro. Pelo amor da fadinha do dente, deixe de enrolar e fale de uma vez o que eu faço antes que eu fique surda, careca, com as roupas rasgadas e perca os poucos de neurônios que ainda me restam.Certo sua grossa! Nem posso me lamentar, você só me dá patada.Dá para ajudar?Ok! Ok... para começar para de fazer essa cara de que irá morrer a qualquer momento, como você quer que eles lhe respeitem assim? Fale mais alto que eles, eles ouvem sempre o líder, seja esse líder se você passar confiança para eles, eles terão que lhe respeitar.Ok, talvez ela tenha um pouco de razão. Melhorar a cara e gritar.

– Crianças – disse com um sorriso gentil. Eles nem me ouviram. – Crianças – falei mais alto. – Crianças – eu gritei. Nada. – Calem a maldita boca agora seu banto de pirralhos ou eu juro que vou dar uma maçã envenenada para o primeiro que abrir a matraca! – berrei. Silêncio total e absoluto. Sim, o silêncio é uma benção. Sorri gentilmente. – Bom, assim que eu gosto, agora quem é a aniversariante? – falei com uma voz calma e tranquila. – eles mal piscavam – Quem é a aniversariante? – nada. Qual o problema deles afinal?Tenho a leve impressão que eles não querem comer nenhuma maçã envenenada, gênio.Verdade, às vezes ela tinha razão. – Vocês podem me dizer quem é a aniversariante, não darei nenhuma maçã para quem responder a pergunta.

– Sou eu – disse uma voz infantil bem baixinha. Olhei na direção da voz, tinha algumas crianças na frente então tive que chegar mais perto e me esticar um pouco. O que eu vi me fez soltar um suspiro. Era a coisa mais fofa que eu já tinha visto, uma linda menininha de cabelos pretos cacheados e os olhinhos verdes parecendo uma peteca, ela estava vestida de Branca de Neve e um dedinho na boca.

– Oi linda, posso saber qual o seu nome? – disse ainda encantada com a garota.

– Marie – sussurrou para mim. Aumentei o sorriso.

– Posso te contar um segredo? – disse me agachando e ficando perto dela. Ela apenas balançou a cabeça para mim. – meu nome do meio é Marie. – disse sorrindo. Ela me olhou surpresa.

– Seu nome é Branca Marie de Neve? – me perguntou feliz. Ops... esqueci que não sou a Isabella Marie Swan e sim a Branca de Neve. Mas, já era tarde para o meu lapso, então apenas balancei a cabeça. – Certo crianças, façam uma fila e todos me sigam. – depois disso foi mais fácil. Todos foram atrás de mim e fiz com que se sentassem em frente a um palquinho montado, onde teve o show de mágica, o mágico até me chamou para ser sua ajudante. Depois fui brincar no pula-pula com eles, foi horrível pular com aquele vestido, sorte que meu cabelo estava bem preso se não seria um desastre. Marie era a coisa mais fofa do mundo. Ela só tinha 5 aninhos e simplesmente não largou minha mão a festa inteira. Nem na hora dos parabéns eu consegui passa-la para os pais. Tirei muitas fotos com ela e até lhe dei um pouco de comida na boca para ela, já que não queria sair do meu colo, ela era linda!

Só que quando me falaram que eu poderia ir embora, ela começou a chorar. Fiquei com um aperto no peito de vê-la naquele estado e resolvi ficar mais um pouco. O pouco se tornou muito e fui praticamente a última a sair. Até coloquei ela para dormir e ela me disse que foi o seu melhor aniversário do ano. Tentei não ficar triste de ela não ter dito “melhor aniversário de todos” já que ela só faz um aniversário por ano, mas achei que era por culpa do sono. Só assim conseguir ir para casa, a gorjeta que a mãe de Marie me deu foi quase o salário que eu ganhei, ela disse que ia me indicar para outras mães, e eu apenas sorri e acenei como já estava ficando acostumada a fazer.



– Sério, eu achei que ela estava descrevendo a cena de um filme de terror – Emmett falou surpreso – achei que as crianças iriam devora-las!

– Quando tem uma criança no hospital vale por 10 adultos – Carlisle falou.

– Tadinha da Bella, acho que stripper era melhor – Emmett disse. Eu rosnei para ele. E ele e os demais olharam em minha direção com cara de dúvida pela minha reação. Rosalie bufou e voltou a ler.



Cheguei à casa exausta. Aqueles pequenos soldados acabaram comigo, todos os membros do meu corpo doíam. Eu mal conseguia levantar os braços para colocar a chave na porta, de tanto que carreguei crianças para cima e para baixo. Meus pés nem aguentava o peso do meu próprio corpo, pulei, dancei e corri tanto com aqueles projetos de adultos que eu estava me arrastando para o meu quarto. Gemi internamente, quando lembrei: As escadas. Eu teria que subir degraus e infinitos degraus para chegar ao meu quarto. Ó meu pai! Porque não me desde um quarto no térreo?



– Coitada, ela deve estar se sentindo quando se faz muito esforço em uma atividade física, o corpo reclama. Tenho pena dela, amanhã se sentirá pior. – disse Carlisle complacente com o sofrimento de Bella. Fiquei com pena dela, ela já parecia ruim suficiente, e ainda ia se sentir pior amanhã?



Quando passei pela porta Charlie me esperava acordado. Alguma coisa no meu rosto fez ele se preocupar.

– Chegou tarde Bells, como foi lá?

– Pai, eu tenho uma notícia muito importante para lhe dar.

– Aconteceu alguma coisa? – indagou preocupado.

– Sim, aconteceu. O senhor não terá netos tão cedo. Aquelas crianças acabaram comigo – disse e fui para o quarto. Pude ouvir a risadinha de Charlie atrás de mim.

– Eu disse que não era fácil, mas você está bem?

– Sim, só meu corpo que não responde meus comandos, não se preocupe eu vou sobreviver. Boa noite pai!

– Boa noite Bells.



– Acho que ela traumatizou – Emmett disse sorrindo. Rosalie estava indignada, não entendia como a Bella não queria ter um filho tão cedo. Ela voltou a ler contrariada.



A chuva continuou branda pelo fim de semana, tranquila, então eu pude dormir bem. Passei o domingo descansando, não tinha nem forças para segurar um livro. O peso da escova de dente foi o máximo que meus braços aguentaram.

Na segunda-feira já estava bem melhor, as pessoas me cumprimentaram no estacionamento. Eu não sabia o nome de todos, mas retribuí os acenos e sorri para todos. Sim, acenar e sorrir estavam virando quase meu lema. Estava mais frio nesta manhã, mas felizmente não chovia.

Estava tendo um dia de aula normal, mas quando saímos da sala de aula, o ar estava cheio de pontinhos brancos rodopiando. Eu podia ouvir as pessoas gritando animadas umas com as outras. O vento mordia meu rosto, meu nariz.

– Puxa – disse Mike. – Está nevando. – fiquei observando atentamente a neve cair.

– Nunca viu a neve cair? – perguntou ele, incrédulo.

– Claro que vi. – Eu parei. – Na TV.

Mike riu. E aí uma bola grande e macia de neve gotejante bateu na cabeça dele.



Eu gargalhei com isso. Bem feito idiota!Acho que está nascendo um vadio interior em mim também.



Nós dois viramos para ver de onde veio. Eu tinha minhas desconfianças de Eric, que estava se afastando, de costas para nós – na direção errada para a primeira aula dele. Ao que parecia, Mike teve a mesma ideia. Ele se curvou e começou a formar um montinho de neve. Sem Mike notar me afastei aos poucos dele, quando se preparava para jogar a bola que tinha feito eu joguei uma grande bola que acertou na nuca do Mike, ele me encarou incrédulo.



Emmett, Jazz e eu gargalhamos com isso.



– A gente se vê no almoço, está bem? – continuei andando enquanto falava. Ouvindo a risada de Eric e dos demais. Mike ainda não tinha acreditado que lhe joguei uma bola de neve, estava boquiaberto me olhando.

Mike nos encontrou quando passávamos pela porta, rindo, com gelo desmanchando seu cabelo espetado. Ele e Jessica conversaram animadamente sobre a guerra de neve enquanto entrávamos na fila para comprar comida.

– Vai ter volta Bella – Mike disse colocando as mãos em minhas costas.



Rosnei com isso. Todos me encararam. Vi Rosalie franzindo os lábios em uma linha fina. Depois ela voltou a ler.



Dei um jeito de desviar das mãos de Mike e fiquei olhando para todos os cantos, até que gelei. Ali na mesa do canto, havia cinco pessoas à mesa.



Todos me olharam surpresos.

– Você voltou? – Alice perguntou feliz. Se eu tivesse um coração, acho que ele estaria acelerado. Eu voltaria a ver Bella.



Jessica puxou meu braço.

– Ei! Bella? O que você quer?

Baixei a cabeça; minhas orelhas estavam quentes. Eu não tinha motivo para me sentir constrangida, lembrei a mim mesma. Não tinha feito nada de errado.



– Pobre Bellinha –disse Emmett. – Você assustou a coitada Ed. – eu sabia que tinha a assustado, e não gostava disso. Mas, outra coisa me incomodou.

– Bellinha Emmett? Desde quando você deu um apelido para Isabella? – disse frisando o nome da Bella. Ele não tinha intimidade para chamar minha Bella assim.

– Com ciúmes Ed? – Emmett zombou de mim.

– Não seja estúpido, eu só estranhei você a tratando com tanta intimidade – me defendi.

– Será que dá para calarem a boca para eu continuar lendo? – disse Rosalie com raiva.



– O que há com a Bella? – Mike perguntou a Jessica.

– Nada – respondi. – Só vou querer um suco hoje. – Emparelhei com o último da fila.

– Não está com fome? – perguntou Jessica.



– Estranho, – disse Carlisle – pelo o que ela contou que comeu no lanche parece se uma pessoa de muito apetite. – Concordei internamente, e fiquei torcendo para que eu não fosse a causa de sua subida falta de apetite.



– Na verdade, estou meio enjoada – eu disse, meus olhos ainda no chão. Esperei que eles pegassem a comida e os segui até a mesa, meus olhos nos pés.

Bebi o suco lentamente, o estômago agitado. Por duas vezes Mike perguntou, com uma preocupação desnecessária, como eu estava me sentindo.

Disse a ele que não era nada, mas fiquei me perguntando se eu devia fingir e escapulir para a enfermaria pela próxima hora. Melhor do que me esconder embaixo da escada.



Gemi com isso. Odiava ser a causa de tanto medo da Bella.

– Nossa Edward, desculpe falar, mas você realmente assustou a garota – Jasper falou. Fiquei calado, era a verdade. – Parece que ela vai entrar em pânico a qualquer momento. – completou lembrando-se do medo que as pessoas sentiam dele. Estremeci com isso.



Ridículo. Eu não precisava fugir.



– Eu realmente espero que não. – resmunguei. Não queria que Bella visse meus olhos daquela maneira outra vez.



Decidi me permitir dar uma olhada na mesa da família Cullen. Se ele estivesse olhando para mim, eu mataria a aula de biologia, como a covarde que era.

Mantive a cabeça baixa e espiei de rabo de olho. Nenhum deles olhava na minha direção. Ergui um pouco a cabeça.

Eles estavam rindo. Edward, Jasper e Emmett estavam com os cabelos totalmente encharcados de neve derretendo. Alice e Rosalie se curvavam, tentando se afastar, enquanto Emmett sacudia o cabelo molhado para elas.

Estavam curtindo o dia de neve, como todos os outros – só que pareciam estar numa cena de filme, parecia um movimento ensaiado.



– Será que eu vi isso? – Alice indagou.

– Você acha que viu que a Bella olharia naquela direção no momento? – Jasper perguntou e Alice assentiu. – Faz sentido, se queremos mudar a impressão passada deixada pelo Edward, temos que agir com normalidade – concluiu.



Havia algo diferente e eu não conseguia perceber o que era. Examinei Edward com mais cuidado. A pele estava menos pálida os círculos em torno dos olhos, bem menos perceptíveis.



– Como ela notou tudo isso? – Jasper indagou surpreso.

– Acho que fomos caçar, ou pelo menos, eu fui. – disse.



Mas havia mais alguma coisa. Eu refleti, encarando, tentando isolar a mudança.

– Bella, o que você está olhando? – intrometeu-se Jessica, os olhos seguindo meu olhar.

Naquele exato momento, os olhos dele lampejaram e encontraram os meus.



– É o amor... — Emmett disse suspirando e piscando os olhos exageradamente e fazendo para mim uma cara de idiota apaixonado. Trinquei os dentes, para não falar alguns impropérios para ele.

– Emmett para de provocar seu irmão – Esme falou. – Rosalie, continue – pediu.



Virei a cabeça, deixando o cabelo cair para esconder minha cara.

Mas eu tinha certeza de que, no instante em que nossos olhos se encontraram, ele não parecia rude nem antipático como na última vez que o vi. Só parecia curioso novamente, e de certa forma insatisfeito.

– Edward Cullen está olhando para você – Jessica riu na minha orelha.

– Ele não parece estar com raiva, parece? – Não pude deixar de perguntar. Ainda dava tempo de eu sair correndo.

– Não – disse ela, meio confusa com a minha pergunta. – Deveria estar?

– Acho que ele não gosta de mim – confidenciei. Ainda me sentia nauseada. Baixei a cabeça no braço. O olhar que ele me deu no meu primeiro dia de aula ainda estava gravado em minha memória.

– Os Cullen não gostam de ninguém… Bom, eles não percebem a presença de ninguém para gostar.



– Essa garota é... – Esme disse tentando encontrar a palavra certa.

– Uma grande vadia idiota – Emmett falou. Esme não conseguiu repreender o Emmett. Ela não gostava dela, e para Esme não gostar de alguém é muito difícil.



– Mas ele ainda está olhando para você.

– Pare de olhar para ele – sibilei.

Ela deu uma risadinha, mas desviou os olhos. Levantei a cabeça o bastante para ter certeza de que ela fizera isso, pensando em usar de violência se ela resistisse.



– Por favor, continue olhando para o Edward! Por favor! Continue! – Emmett pediu rindo, querendo que a Jéssica apanhasse da Bella.



Mike nos interrompeu – estava planejando uma épica batalha de neve no estacionamento depois da aula e queria que fôssemos também. Jessica concordou com entusiasmo. Pelo modo como Jessica olhou para Mike, havia poucas dúvidas de que ela concordaria com qualquer coisa que ele sugerisse. Nossa senhora da bicicletinha, Jéssica parecia um cachorro que faz de tudo para ganhar um osso.

A hora de almoço terminou mais rápido do que eu gostaria, eu teria que ir para a aula de biologia. Meu estômago deu pulos de medo com a ideia de sentar ao lado dele de novo.



Apertei meus punhos com isso. Eu sabia que os humanos nos temiam, mas ter a certeza de que Bella estava apavorada comigo foi como se levasse um soco no estômago. Eu sempre soube que era um monstro, mas ter a confirmação da forma que ela me via, só aumentou minha auto aversão. Eu queria ser humano para poder ficar ao lado dela sem lhe causar medo e desfrutar de sua companhia. Fiquei rígido com isso. Eu estava tento ideias mais absurdas a cada linha lida nos diários.



Quando chegamos à porta, todo mundo do meu lado gemeu em uníssono.

Estava chovendo, e a água lavava todos os vestígios de neve em faixas claras e geladas pelo canto do meio-fio. Mike desfiou um rosário de queixas no caminho para o prédio quatro.

Depois de entrar na sala de aula, vi com alívio que minha carteira ainda estava vazia. O Sr. Banner andava pela sala, distribuindo um microscópio e uma caixa de lâminas para cada carteira.

A aula só começaria alguns minutos depois e a sala zumbia com as conversas. Mantive os olhos afastados da porta, e abri meu caderno na página onde tinha desenhado uma parte da floresta de Forks há alguns dias. No desenho tinha algumas árvores e as plantas diferentes que predominavam a mata de Forks, o desenho já estava praticamente pronto, só faltando o acabamento de algumas árvores. Tive que admitir para mim mesmo que ficou bom, levei algumas horas de alguns dias, mas valeu a pena, fui fazendo os contornos delicadamente que fiquei absorta somente no desenho e esqueci tudo a minha volta.

Quando ouvi com muita clareza a cadeira ao lado da minha se mexer, levei um susto tão grande que meu lápis escorregou pelo papel fazendo um grande risco de lado a lado da folha.



– Mano você acabou de estragar o desenho que a Bellinha levou dias para fazer? Qual o seu problema, porque fez barulho com a cadeira? – Emmett perguntou com um pouco de raiva por eu ter estragado o desenho da Bella.

– Eu deveria estar tentando faze-la se sentir mais à vontade, os humanos gostam de ouvir barulho para saber quando alguém se aproxima – disse frustrado, até quando eu tentava ser mais humano eu acabava piorando a situação.

– Precisava estragar o desenho no processo?

– Não foi intencional tá legal? Continue Rose. – disse com raiva de mim mesmo.



– Oi – disse uma voz baixa e musical.



– Você falou “oi” para ela! – disseram todos incrédulos. Revirei meus olhos para eles, mas por dentro eu estava nervoso com a reação dela. Será que ela ia gostar de mim? Ou eu a assustei o suficiente para ela nem me responder?



Olhei para cima, atordoada por ele estar falando comigo. Estava sentado a maior distância de mim que a carteira permitia, mas sua cadeira voltava-se para o meu lado. O cabelo gotejava despenteado, agora ele parecia com um cabelo deporco-espinho.



Precisava me comparar toda hora com um animal? Ainda por cima tinha que ficar ouvindo a gargalhada de todos. A imaginação do Emmett já me colocava com asas de cacatua e espinhos no cabelo. Suspirei frustrado, eu não teria paz.



Seu rosto era simpático, franco, e pareciam querer se desculpar, tive a impressão que ele percebeu que eu fiz um imenso risco em meu desenho. Seus olhos eram cautelosos.

– Meu nome é Edward Cullen – continuou ele. – Não tive a oportunidade de me apresentar na semana passada. Você deve ser Bella Swan.



– Não teve a oportunidade? Claro você só faltou devorar a Bellita.

– Não era Bellinha, Emmett? – perguntei, ainda tentava entender o que meu eu do diário estava fazendo.

– Eu sou criativo. – respondeu Emmett com um sorriso, preferir ignora-lo.



Minha mente girava de tanta confusão. Será que eu tinha inventado tudo aquilo? Lembrei-me da semana passada, do seu olhar em minha direção. Não, eu não podia ter inventado, aquele Olhar-do-Mal era real. Eu não me escondi embaixo das escadas como um bebê chorão à toa. Pensando por esse lado, por que ele não me olhou assim na semana passada? Corri feito uma maluca por nada?

Ele agora estava sendo perfeitamente educado. Eu precisava falar; ele estava esperando.

– Como você sabe meu nome? – perguntei. Ele deu um sorriso suave e encantador.



– Não tinha uma pergunta melhor para fazer, não? – Emmett revirou os olhos.



– Ah, acho que todo mundo sabe seu nome. A cidade toda estava esperando você chegar.

Dei um sorriso duro. Eu sabia que era algo desse tipo. Afinal em uma cidade que não acontece nada, uma moradora nova era tudo que precisavam para começar uma fofoca.

– Não – insisti, feito uma idiota. – Quero dizer, por que me chamou de Bella?



– Porque ela está insistindo, isso não faz nenhum sentido. – Jasper disse frustrado. Todos concordaram com ele.



Ele pareceu confuso.

– Prefere Isabella?

– Não, gosto de Bella – eu disse. – Mas acho que Charlie… quer dizer, meu pai… deve me chamar de Isabella nas minhas costas… é como todo mundo aqui parece me conhecer – tentei explicar, e repassando minha semana mentalmente. Não, eu nunca tinha trocado uma palavra com Edward, nem com seus irmãos. Sempre fiquei a uma distância considerável deles. Não tinha como o Cullen saber que eu preferia Bella.



– Agora tudo faz sentido. – Jasper disse – Você deve ter ouvido a conversa e a mente das pessoas como ela preferia ser chamada de Bella, se não fosse assim, você a chamaria de Isabella como todos os outros. Ela reparou na diferença. Você tem que ser mais cuidadoso Edward. Ela é realmente muito observadora. – Fiquei realmente impressionado com ela, ninguém da minha família reparou. Um erro em quanto tempo? 2 minutos? Como eu iria aguentar o resto da aula?



– Ah. – Ele não acrescentou mais nada. Felizmente, o Sr. Banner começou a aula naquele momento. Tentei me concentrar enquanto ele explicava a prática de laboratório que íamos fazer hoje. As lâminas na caixa estavam fora de ordem. Trabalhando como parceiros, teríamos que separar as lâminas de células de ponta de raiz de cebola nas fases de mitose que representavam e rotulá-las corretamente. Não devíamos usar os livros. Em vinte minutos, ele voltaria para ver o que tínhamos conseguido.

– Podem começar – ordenou ele.

– Primeiro as damas, parceira? – perguntou Edward. Estava observando meu desenho destruído, talvez ainda conseguisse dar um jeito. Espera, ele me fez uma pergunta? O que foi mesmo? – Ou eu posso começar, se preferir. – O sorriso sumiu; ele obviamente se perguntava se eu era mentalmente competente. Ah, lembrei!

– Não – eu disse, corando. – Eu começo.

Já tinha feito essa experiência e sabia o que procurar.

Era fácil. Coloquei a primeira lâmina no lugar sob o microscópio e ajustei-o rapidamente para a objetiva de 40X. Estudei a lâmina rapidamente. Minha avaliação foi confiante.

– Prófase.

– Importa-se se eu olhar? – perguntou ele enquanto eu começava a retirar a lâmina. Sua mão pegou a minha, para me deter, quando fez a pergunta.



Estremeci imaginando o que Bella sentiria a tocar minha pele gélida e sem vida. Nojo. Repulsa. Fiz uma careta com isso. Carlisle viu minha expressão e me lançou um olhar compreendendo o que eu sentia. Ele sabia como eu me sentia em relação ao que sou.



Seus dedos eram frios como gelo, como se ele os tivesse enfiado numa bola de neve antes da aula. Puxei a minha mão rapidamente por puro reflexo. Quando ele me tocou, parecia que uma corrente elétrica tivesse passado entre nós.



– Interessante – Carlisle disse. Eu estranhei parcialmente sua reação. Puxar a mão para longe de mim era o que eu esperava, mas fiquei intrigado com a corrente elétrica.



– Desculpe – murmurou ele, recuando a mão de imediato. Mas continuou a pegar o microscópio. Eu o observei, ainda meio confusa, enquanto ele examinava a lâmina por um tempo ainda mais curto do que eu fizera.

– Prófase – concordou



– Ela é inteligente – Esme falou com um sorriso gentil.



Escrevendo numa letra elegante no primeiro espaço de nossa folha de respostas. Ele trocou rapidamente a primeira lâmina pela segunda, depois a observou com curiosidade. – Anáfase – murmurou, escrevendo enquanto falava.

Meu tom de voz foi indiferente.

– Posso? – não queria que ele fizesse a atividade sozinho. Afinal ele era meu parceiro de turma, eu gostando disso ou não.



– Oh, alguém acha que você não é capaz e não vai com sua cara Ed? – Emmett disse sorrindo. – Eu já disse o quanto estou gostando dessa garota? – fiquei calado. Por algum motivo eu queria que a Bella gostasse de mim.



Ele deu um sorriso malicioso e empurrou o microscópio para mim.

Olhei pela ocular, ele tinha razão.

– Lâmina três? – Estendi a mão sem olhar para ele.

Ele me passou a lâmina; parecia que estava tendo o cuidado de não tocar a minha pele de novo. Dei a olhada mais fugaz que a anterior.



– Alguém está lhe desafiando – Emmett disse com o sorriso mais largo. Os outros estavam começando a gostar disso. Apenas revirei os olhos.



– Intérfase. – Passei-lhe o microscópio antes que ele pudesse pedir.

Ele deu uma espiada rápida e depois escreveu. Eu teria escrito enquanto ele olhava, mas ele parecia concentrado demais na atividade, como se tivesse escrevendo para se distrair de alguma coisa. Será que ele também sentiu a corrente elétrica? Porque a mão dele era gelada daquele jeito? Disfarçadamente coloquei minha mão em meu braço para sentir a temperatura, apesar de ter colocado as mãos no gelo, ela já estava em uma temperatura quase normal. E a neve já tinha parado de cair, será que a pele dele tinha essa temperatura normalmente? Porque eu estou me perguntando isso afinal? Como se eu tivesse tentando desvendar um quebra-cabeça, definitivamente estou ficando paranoica.



Soltei um suspiro com isso, ela estava mais certa do que se dava crédito. – Como ela consegue perceber tudo tão rápido? – falei para ninguém em especial. Podia sentir a preocupação de todos.



Nós terminamos antes que qualquer um chegasse perto disso. Eu podia ver Mike e o parceiro dele comparando sem parar duas lâminas, e outro grupo tinha o livro aberto sob a carteira.

Assim, não me restava nada a fazer. Olhei para cima e ele estava me encarando, com aquela mesma expressão inexplicável de frustração nos olhos. De repente tive que perguntar.

– Você usa lentes de contato? – soltei sem pensar. Ele pareceu confuso com minha pergunta inesperada.



– Que pergunta estranha, quem faz esse tipo de pergunta? Se ela soubesse como enxergamos, veria o quanto foi sem cabimento essa dúvida. – Jasper falou.



– Não.

– Ah – murmurei. – Pensei ver alguma coisa diferente nos seus olhos.



Ficamos boquiabertos com isso. É claro, meus olhos deviam estar mais claros pela caçada recente. Observadora demais.



Ele deu de ombros e desviou o rosto.

Na verdade, eu tinha certeza de que havia algo diferente, eu identifiquei aquela diferença sutil em seu rosto. Lembrava- me nitidamente da cor preta dos olhos que me lançavam o Olhar-do-Mal dele na última vez em que ele olhou para mim – a cor se destacava contra o fundo de sua pele clara e o cabelo castanho-avermelhado. Hoje, os olhos dele eram de uma cor completamente diferente: um ocre estranho, mais escuro do que caramelo, mas com o mesmo tom dourado. Eu não entendia como podia ser assim, a não ser que, por algum motivo, ele estivesse mentindo sobre as lentes de contato ou talvez Forks estivesse me deixando louca, no sentido literal do termo.



– Ela é observadora demais para uma humana – Jasper disse.

– Sim, vocês ouviram como ela chama o olhar assassino do Edward? Olhar-do-Mal. Ela é hilária. – só o Emmett que poderia achar graça dessa situação.



Olhei para baixo. As mãos dele estavam fechadas com força de novo.



Fiquei tenso novamente.



O Sr. Banner veio à nossa mesa, para ver por que não estávamos trabalhando. Olhou por sobre nossos ombros e viu o trabalho concluído, e depois olhou mais intensamente para verificar as respostas.

– Então, Edward, não acha que Isabella devia ter a chance de usar o microscópio? – perguntou o Sr. Banner. Fiquei surpresa com isso, ele achava que eu não conseguia fazer uma simples atividade como essa? Sério que ele me achava uma ignorante que precisava da ajuda do idiota do meu parceiro de laboratório para concluir uma atividade malditamente simples tão rápido? Ele ativou o botão da vadia interior em mim.



– Isso vai ser bom – Emmett falou esfregando as mãos, esperando para saber o que a Bella faria a seguir. Franzi o cenho, não gostei dela me chamado de idiota.



– Bella – corrigiu Edward automaticamente.



Emmett sorriu para mim. – Pelo visto não sou o único a colocar apelidos na Isabella. – Ele frisou Isabella da mesma maneira que eu tinha feito anteriormente. Cruzei os braços em uma atitude claramente infantil.



– Na verdade, ela identificou três das cinco lâminas.

O Sr. Banner agora olhava para mim; sua expressão era cética.

– Já fez essa experiência de laboratório antes? – perguntou ele. Eu sorri e acenei, como minha vadia interior já tinha me ensinado.

– Com Blástula de linguado.

O Sr. Banner assentiu.

– Você estava em algum curso avançado em Phoenix? –Acaba com esse idiota!Gritou minha V.I. (Vadia Interior)

– Sim. Na realidade Sr. Banner, eu já estou um ano adiantada, caso o Sr. ainda não sabia, mas poderia ser mais, principalmente em Biologia, só que como não sabia o ritmo da nova escola eu fiquei preocupada em não conseguir acompanhar, então resolvi não arriscar. Meu antigo professor me passava atividades de nível acadêmico para eu passar o tempo enquanto ele dava aula para os demais alunos. Agora, veja só, pelo nível da sua aula eu estou reconsiderando a opção de ir para uma turma mais avançada, porque vi que não havia nenhum motivo para eu ter me preocupado. É tudo tão fácil, talvez eu procure algo um pouco mais desafiador para não ficar entediada. – completei com um sorriso.Toma essa babaca presunçoso! Ainda acha que foi o porco-espinho ao meu lado que fez a atividade sozinho?



– Eu queria ter visto a cara do Sr. Banner, ele se acha mais inteligente que os demais – disse Emmett gargalhando. Fiquei um pouco impressionado com os conhecimentos da Bella, ela era realmente inteligente, mas precisava me chamar de porco-espinho? Qual o problema com meu nome?



– Bem – disse ele depois de abrir e fechar a boca algumas vezes, como um peixinho de aquário. Pego de surpresa com meu comentário. – Acho que é bom que os dois sejam parceiros de laboratório. – Ele murmurou mais alguma coisa ao se afastar, parecia estar com raiva. Quem manda ser um completo idiota.

Depois que saiu, comecei a olhar meu caderno de novo. Quem sabe ainda conseguiria salvar meu desenho, não queria ter que jogar fora. Com muito cuidado, voltei a fazer os contornos para tentar disfarçar o imenso risco que eu tinha feito graças ao Cabelo-de-porco-espinho. Fiquei relembrando de minhas antigas aulas de biologia. Eu sempre fui apaixonada por essa matéria. Queria ser médica. A ideia de salvar uma vida me encantava.



Carlisle sorriu com isso, ficando mais interessado em Bella.



Então me dediquei com afinco a essa atividade. Sempre pegava livros mais avançados para estudar e aprender, meu antigo professor vendo meu interesse começou a passar atividades cada vez mais avança e quando ele me disse que pegava as atividade da faculdade de medicina, fiquei espantada. Cada dia me passava uma lição mais difícil e eu sempre me saia bem, não parava enquanto não resolvia o problema. Ele me disse que me colocaria em uma grade extracurricular do curso, para quando eu me formasse fosse direto para universidade e, pudesse até creditar algumas matérias, às vezes eu me pergunto se tudo não foi um esforço inútil.



– O que será que ela quer dizer com isso? Ter matérias da universidade é uma coisa rara – Carlisle não entendia tanto quanto eu, o que aconteceu para ela achar que foi tudo inútil? Podia notar o quanto ela era inteligente.



– Que chato aquela neve, não é? – perguntou Edward. Estava tão absorta nas minhas lembranças que levei um susto, criando um novo risco no desenho. Sim, agora sem dúvidas não tinha mais jeito. Suspirei frustrada e me controlei para não socar o idiota ao meu lado. Tive a sensação de que ele estava se obrigando a bater um papinho comigo. A paranoia me dominou de novo. Era como se ele tivesse ouvido minha conversa com Jessica no almoço e tentasse provar que eu estava errada



– Tsc, tsc, tsc. Edward você é uma verdadeira decepção para um Cullen. De todos os assuntos possíveis para puxar, você pergunta sobre o clima? Qual o seu problema homem? Ainda estraga o desenho da Bellinha DE NOVO, como você quer que ela goste de você desse jeito? – Emmett me disse indignado.

– Eu deveria querer mudar a impressão passada, não que ela goste de mim – resmunguei constrangido. Eu podia ler a quantidade de impropérios que o Emmett estava pensando. Ele me chamava de idiota para baixo, por não ter tentado outro tipo de assunto, pensando em como a Bella me acharia um idiota completo por falar sobre o clima. Dei de ombros com isso, ela já me achava um idiota mesmo. Só que me deu uma apreensão pensar sobre isso. De alguma forma eu queria agrada-la, queria que ela gostasse da minha conversa, eu estava mentindo para o Em ao falar que não me importava com isso. E além do mais falar sobre o tempo não era ser idiota, era um assunto neutro, não vi problema algum nisso.



Sério que ele estava falando sobre o clima? Qual o problema dele. Com milhares de assunto para falar, tinha que ser esse? Qual seria sua próxima pergunta, sobre política?



Emmett balançou a cabeça, e pensou “o que eu falei?” Abaixei a cabeça tentando esconder meu constrangimento. Eu achei que era um assunto seguro. Não acredito que a Bella concordou com o Emmett.



– Na verdade não – respondi com sinceridade, não me importava com a neve. Na realidade, eu ainda tentava me livrar da sensação idiota de desconfiança e não conseguia me concentrar direito na conversa.

– Você não gosta do frio. – Não era uma pergunta.

– Nem da umidade.

– Forks deve ser um lugar difícil para você morar – refletiu ele.

– Nem faz ideia – murmurei melancolicamente.

Ele pareceu fascinado com o que eu disse, por algum motivo que eu não conseguia entender.



– Espere um pouco Rosalie. Tem algo estranho nisso, o Edward realmente parece surpreso. Se você pode ler a mente dela porque não previu o que ela ia dizer? – Carlisle indagou confuso. E agora que ele mencionou percebi que ele estava completamente certo.

– Isso explicaria a minha frustração cada vez que olho para ela. Eu nunca encontrei alguém que a mente eu não pudesse ouvir, como pode ser possível? – Será que em alguma coisa a Bella não seria a exceção?

– Não consigo acreditar nisso! Será que você não consegue ler mesmo a mente dela? – Emmett indagou. Apenas dei de ombros, passando mentalmente tudo o que ela falou ao meu respeito, parecia uma hipótese bastante plausível. Como será conversar com alguém sem saber o que ele está pensando? – Mano você está tão ferrado! A Bellinha vai acabar com você – completou com uma gargalhada. Toda minha família acompanhou. Também se perguntava como eu reagiria conversando com alguém sem poder ler a mente como um guia. Parece que todos se divertiam as minhas custas.



– Então por que veio para cá? – Ninguém tinha me perguntado isso, não da forma direta como ele fez, exigente.



– Eu acho que eu realmente não posso ler a mente dela, se não já saberia o motivo. – disse frustrado e curioso para desvendar todos os mistérios da Bella. Afinal, porque eu me importo tanto com isso?



– É… complicado. – complicado é um eufemismo. Essa foi uma das decisões mais difíceis da minha vida.

– Acho que posso aguentar – pressionou ele.



– Por que tanto interesse na humana? — Rosalie me indagou. Ela estava mais do que irritada com meu súbito interesse. Não me dei ao trabalho de lhe responder.



Fiquei muda por um longo momento, e depois cometi o erro de encontrar o olhar dele. Tão diferentes da semana passada, agora seus olhos dourado-escuros me confundiam e respondi sem pensar.

– Minha mãe se casou de novo – eu disse.

– Isso não parece tão complexo – discordou ele, mas de repente ficou simpático.

– Quando foi que aconteceu?

– Em setembro. – Minha voz parecia triste, até para mim.

– E você não gosta dele – supôs Edward, o tom de voz ainda gentil.

– Não, o Phil é legal. Novo demais, talvez, mas é bem legal. – eu não via o Phil como um padrasto. Ele mais me parecia ser aquele tio engraçado que você encontra no final de semana. Ele era bastante amigável.

– Por que não ficou com eles?



– Cada vez parece mais claro que os pensamentos da menina Swan não podem ser lidos por você filho – Eu sabia que Carlisle tinha razão. Tentava me convencer de esse ser o motivo de tanto interesse que eu tinha por ela.



Eu não conseguia entender o interesse dele, mas Edward continuava a me fitar com os olhos penetrantes, como se a história de minha vida fosse algo de importância crucial.

– Phil viaja muito. Ganha a vida jogando bola. – Dei um meio sorriso.

– Eu conheço? – perguntou ele, sorrindo em resposta.

– Provavelmente. Ele é o arremessador do Oakland Athletics. Ele viaja muito com o time. – por enquanto completei mentalmente. Sabia que ele estava sendo negociado. Assim que terminasse o contrato do time, Phil estava quase com um pé nos Yankees. Minha mãe iria pirar quando ela fosse morar em Nova York.



– Ela está falando do Phil Dwyer o arremessador. Ele é muito bom, estão negociando ele com outros times, os Yankees realmente é um deles. – Jasper comentou. Eu já tinha visto brevemente ele jogar.



– E sua mãe mandou você para cá para poder viajar com ele. – Ele disse isso como uma suposição de novo, e não como uma pergunta.

De alguma forma essa tática dele parecia funcionar. Se ele tivesse me perguntado eu teria contornado sua pergunta, mas quando ele começou a fazer suposições me deu vontade de esclarecer que ele estava errado. Suspirei e ergui um pouco o queixo para responder.

– Não, ela não me mandou para cá. Eu quis vir. – As sobrancelhas dele se uniram.

– Não entendi – comentei.



– Nem eu – Emmett disse.

– Tenho que concordar que até eu não estou entendendo. Vir morar em uma cidade que não gosta, com um pai que mal conhece, sendo que ela é claramente apegada a mãe não faz o menor sentido. – Alice falou frustrada. Eu tinha que concordar, mesmo que ela tenha escrito seus pensamentos eu não conseguia entende-la. O pior era que eu não era o único. Ficou mais do que claro o quanto ela amava a mãe dela. Porque não ficou com ela?



– Não entendo – admitiu ele, e parecia desnecessariamente frustrado com este fato.

Suspirei. Por que estava explicando isso? Ele continuava a me encarar com uma curiosidade evidente.

– Ela ficou comigo no começo, mas sentia falta dele. Isso a deixava infeliz… Então cheguei à conclusão de que estava na hora de passar algum tempo de verdade com Charlie. – Minha voz estava mal-humorada quando terminei.



– Isso é tão... – Esme começou.

– Ela é tão... – Alice tentou ajudar Esme. Mas, não conseguiram terminar. Confesso que fiquei completamente surpreso pelo sacrifício que Bella fez pela sua mãe. Geralmente são os pais que abdicam de sua felicidade pelos filhos, não o contrário.

– Altruísta – eu disse para todos.



– Mas agora é você que está infeliz – assinalou ele.

– E? – eu o desafiei. Se em troca eu teria a felicidade de minha mãe, de Phil e até do Charlie que ficou feliz com minha mudança, parecia ser um preço muito pequeno a pagar.

– Isso não parece justo. – Ele deu de ombros, mas seus olhos ainda eram intensos.

Eu ri sem nenhum humor. Sabia muito bem das injustiças da vida. Para minha pouca idade, sabia melhor do que muita gente.

– Ninguém te contou ainda? A vida não é justa.



– Ah, perguntar isso ao Sr. Drama aqui chega a ser redundante – concluiu Emmett rindo. Fiquei intrigado com o que ela disse. Que injustiças da vida ela conhecia?



– Acho que já ouvi isso em algum lugar – concordou ele secamente.

– E então é isso – insisti, perguntando-me por que ele ainda me encarava daquele jeito.

Ele passou a me olhar como quem me avaliava.

– Está fazendo um belo papel – disse ele devagar. – Mas aposto que está sofrendo mais do que deixa transparecer.



– Parece que mesmo não lendo a mente dela, você sabe interpretar as pessoas filho. – Carlisle me disse.



Dei um sorriso duro para ele, resistindo ao impulso de dar a língua como uma menina de 5 anos, e desviei os olhos.

– Estou errado? — Tentei ignorá-lo.

– Acho que não – murmurou ele, presunçoso. Idiota!



Até eu tive que rir com isso. Ela não gostava de uma plateia para sua dor e ficou com raiva que eu descobrir. Não sei por que, mais ao perceber o quando ela ficou irritada comigo me fez sorri, acho que ela deve ser adorável com raiva.



– Por que isso interessa a você? – perguntei, irritada. Mantive os olhos longe dele, observando o professor fazer sua ronda.

– Boa pergunta – murmurou ele, tão baixinho que me perguntei se estava falando consigo mesmo. Mas depois de alguns segundos de silêncio, concluí que era a única resposta que eu teria.

Eu suspirei, fechando a cara para o quadro-negro e olhando fixamente para ele, como se as respostas do universo fossem aparecer nele.

– Estou irritando você? – perguntou ele. Parecia cismado. Olhei para ele sem pensar e disse a verdade novamente.

– Não exatamente. Estou mais irritada é comigo mesma. É tão fácil ler minha expressão… Minha mãe sempre me chama de livro aberto. – Franzi a testa. O fato de eu não saber mentir também sempre ajudava a me decifrar, mas os meus olhos sempre me entregavam.

– Pelo contrário, acho você muito difícil de ler. – Apesar de tudo o que eu falei e tudo o que ele adivinhou, Edward parecia sincero ao dizer isso.



Fiquei pasmo com isso. O que era suspeita agora praticamente se tornou verdade. – Eu não posso ler a mente dela. – eu estava incrédulo.

– Será que foi por isso que você saiu de casa filho? – perguntou Esme.

– Infelizmente acho que não, eu ficaria curioso para descobrir porque não consigo ler sua mente. Eu não fugiria, tentaria encontrar uma forma de conseguir ler seus pensamentos. – disse com um suspiro. Porque eu fugi dela?

– Acho que ela deve cheirar melhor que os outros humanos para você Ed, que nem aquela vez que aconteceu comigo. – Emmett lembrou quando encontrou uma senhora que cheirava melhor que todos os humanos que ele já tinha encontrado. Fiquei tenso com isso, junto com todos os outros.

– Você acha que é possível Carlisle? – torci internamente para o Emmett estar enganado. As memórias de Emmett eram vividas, não queria nem pensar do que eu seria capaz de fazer se a Bella tivesse esse apelo para mim. Segurei a respiração quando lembrei a expressão que ela viu em meu rosto “como se pudesse matar”. Sim, eu iria ataca-la, se ela não tivesse corrido da sala eu provavelmente a teria matado. Um arrepio percorreu meu corpo.

– Se acalme Edward, estamos apenas fazendo suposições. Você está se preocupando a toa.

– Por favor, Carlisle, não minta para mim, não quando eu vejo em seus pensamentos que você acredita que o Emmett está certo.

– Eu não estou dizendo que eu não acho provável que ela cheire melhor para você que para os outros, isso explicaria suas atitudes, mas como eu disse não é certeza. Como também estamos fazendo suposições que você não lê os pensamentos dela.

– Bella parece ser única exceção da minha vida. – murmurei. Estranhei ao ver um sorriso radiante de Esme. Nem me preocupei de ler seus pensamentos, a ideia de ter chegado perto de matar a Bella simplesmente não sai de minha mente, estava me atormentando.

– É melhor continuar a leitura, quem sabe descobrimos se estamos corretos mais para frente. – disse Carlisle, vendo o tormento que eu me encontrava.



– Então você deve ser um bom leitor – respondi.

– Em geral sou. – Ele deu um sorriso largo, mostrando dentes perfeitos e ultra brancos. Algo no seu sorriso fez meu corpo se arrepiar.



– Você é um completo idiota, como sorri desse jeito para ela? — Rosalie bufou. Não podia tirar a razão dela, como eu sorria como se fosse um humano normal? Ela deve ter visto meus dentes afiados. Suspirei, não queria que Bella tivesse mais medo de mim do que já tinha.



O Sr. Banner então chamou a turma e eu me virei aliviada para ouvir. Nem acreditava que tinha acabado de explicar uma parte da minha vida a esse garoto com cabelo esquisito que podia ou não me desprezar. Ele parecia absorto em nossa conversa, mas agora eu podia ver, pelo canto do olho, que ele estava se afastando de mim de novo, as mãos agarradas na beira da mesa com uma tensão evidente.



– Eu acho que o Emmett está certo. – Jasper disse. – Não consigo pensar em outra hipótese. – fechei os olhos com isso. Como eu podia colocar a Bella em um risco desse tamanho me sentando ao seu lado? Eu não deveria ter voltado!



Quando o sinal finalmente tocou, Edward correu com a maior rapidez e elegância da sala, fiquei olhando para ele, atônita. Qual o problema dele?

Mike pulou rapidamente para o meu lado e pegou meus livros. Eu o imaginei com um rabo abanando. Mike-bulldog-Newton. Pensando por esse lado ele fazia um par perfeito com a Jéssica.



Sorri com isso. Pelo menos os apelidos não eram direcionados só a mim.



– Foi horrível – resmungou ele. – Todas elas pareciam exatamente as mesmas. Você tem sorte por ter o Cullen como parceiro.



– Será que a vadia interior vai ser ativada? — Emmett perguntou em expectativa.



– Não tive nenhum problema com elas – eu disse, magoada com o que ele supunha de mim. O rosto dele desmoronou e me arrependi imediatamente do meu tom um pouco rude. – Mas já fiz essa experiência de laboratório – acrescentei antes que ele pudesse se magoar.



– Porque ela se preocupa com ele? Ele é um idiota. – murmurei. Pude notar os sorrisos de Emmett, Alice e Esme. Qual a graça?



– O Cullen pareceu bem simpático hoje – comentou ele enquanto vestíamos as capas de chuva para irmos para próxima aula. Mike não parecia satisfeito com isso.



Sorri largo com isso. Gostei da ideia de irritar o cachorrinho do Newton.



Tentei aparentar indiferença. Eu também não fazia ideia do que pensar.

– Nem imagino o que aconteceu com ele na segunda passada. – disse sinceramente, ele era um completo mistério para mim.

A chuva era apenas uma névoa quando fui para o estacionamento, mas eu estava mais feliz ao entrar na cabine seca do carro. Coloquei o aquecedor para funcionar. Fiquei um minuto aproveitando o calor do carro e soltei um suspiro satisfeito. Liguei um som em uma música tranquila. Olhei em volta para me certificar de que podia sair. Foi aí que percebi a figura imóvel e branca.



Todos olharam em minha direção.



Edward Cullen estava encostado na porta da frente do Volvo, a três carros de mim, e olhava intensamente na minha direção. Desviei os olhos rapidamente e engatei a ré. Porque ele me olhava daquele jeito? Respirei fundo, ainda olhando para o outro lado. Fiquei tão nervosa com seu olhar intenso que sem querer bati na buzina e dei um salto tão alto com o susto que levei que acabei batendo a cabeça no teto baixo do carro. Ao passar pelo Volvo, eu podia ver que ele estava rindo.



Todos riram com isso, mas o riso de Esme era diferente dos demais. Eu não precisava ter o dom de Jasper para sentir a felicidade de Esme. Ela estava radiante ao saber que eu estava sorrindo e rindo com frequência. Apenas revirei os olhos. – Você faz parecer que eu não sorrio nunca. – resmunguei. Ela apenas balançou a cabeça, mas não disse nada.

– Você está nos expondo Edward. Porque não deixa a humana em paz? – disse Rosalie com raiva.

– Eu não estou fazendo nada Rosalie, ou você esqueceu que está lendo um diário? – retruquei.

– Espero que você aprenda com os erros e seja cauteloso então. – bufou e jogo o diário para frente, em um claro sinal de aborrecimento.

– Eu leio. – disse Carlisle para evitar maiores aborrecimentos. Ele pegou o diário e procurou a folha onde tinha parado e começou a ler.

Notas finais
E aí gostaram do capítulo? Espero ouvir a opinião de vocês. No próximo capítulo vou falar um pouco do passado da Bella vocês saberam o que aconteceu em um flashback. Depois o seu passado vai aparecendo aos poucos, vai ser importante para o amadurecimento da Bella. Nessa minha fic lembrem que ela tem apenas 16 anos. Estou pensando em colocar o Edward com 18, porque 17 eu acho pouco. Me perguntaram se quando o Edward encontrou o diário. Na minha cabeça foi final de sexta-feira, por isso ele está entediado em não ter que ir para escola no outro dia, então ele não tem o que fazer. Como vocês sabem os nossos queridos vampiros não dormem ou seja eles podem ler 24 horas por dia! Mas, ainda não decidi se eles irão para escola ou não, por enquanto eles ficaram em casa lendo. Isso será decidido mais para frente. Vou pedir a opinão de vocês quando chegar a hora de decidir. A Bella não aparecerá sem ser pelos diários até a história estar um pouco adiantada e o Edward estar completamente apaixonada por ela. Ainda não decidi o momento, por enquanto continuará a leitura. Agora com as dúvidas respondidas gostaria de perguntar para vocês. Alguém passou o dia dessarrumando as coisas de natal? Estou desde ontem e só terminei hoje! Estou muída! Mas meu natal foi maravilhoso, fizemos inúmeras brincadeiras que me fizeram rir muito e agora só esperar o próximo. Até o próximo capítulo... Beijos...