Uma Realidade Mágica!
24 Socializando
Notas iniciais
Henry finalmente vai mostrar o tão famoso livro à Remy e apresentar a ela os personagens dos contos de fadas que residem em StoryBrooke com um divertido jogo de adivinhações.
Assim que o jantar acabou, quando Mary e David se despediram de nós, Henry segurou meu braço e me puxou escada acima, com um jeito animado, dizendo que estava louco para me mostrar seu livro, que estava louco para me apresentar “de verdade” a todos da cidade. Eu olhei para trás e pude ver raios emanando dos dois pares de olhos lá embaixo que tentavam ao máximo, pelo menos diante do filho de ambas, se controlarem. O menino parecia acostumado com a tensão presente, já eu não estava, nem de longe, à vontade. Do andar de cima da casa eu pude começar a ouvir as vozes lá embaixo se alterando levemente.— Ele é meu filho. Você não tem esse direito.— Ele também é meu filho. Já não acha que esse menino tem mães demais? O barulho morreu do lado de fora quando Henry fechou a porta de seu quarto. Ele me apontou sua cama para que eu sentasse e assim o fiz. Henry abriu um baú de madeira e revelou o livro grande e de capa de couro marrom escrito “Once Upon A Time” em dourado. O menino pegou o livro nos braços e sentou-se ao meu lado com ele no colo. Abriu as páginas e sorriu, me olhando.— Vamos fazer um jogo. Eu vou te apontar alguém e você vai tentar descobrir quem é esse alguém aqui na cidade, tá bom?— Ok. Ele virou as páginas até encontrar o desenho de uma jovem com capa vermelha, andando em meio à floresta.— Quem é essa?— Essa é a Ruby. – Eu sorri e o menino correspondeu, empolgado.— Certo, essa foi fácil. Eu só estava te testando. – Ele folheou o livro mais algumas vezes. – E essa aqui, quem é? Não foi difícil ligar também aquela segunda figura à pessoa da qual pertencia. Até mesmo porque era algo bem óbvio.— Essa é a Belle.— Hum, vamos tentar alguma coisa mais difícil. Você é boa! Ele virou as páginas e encontrou algo que achou perfeito.— Esse. Duvido que você acerte. Aquele nas páginas do livro me era um completo estranho. Eu não tinha lembrado de vê-lo pelas ruas de StoryBrooke. O garoto pareceu gostar da minha dificuldade inicial e soltou um sussurro.— Tenta um chute, Treze. Eu demorei algum tempo ainda pensando e olhando aquele rosto, transformando o homem de aparência lodosa em um outro com feições normais.— Esse é o Sr. Gold?— Isso!! Eu sabia que você era boa nesse jogo. O menino riu e passou adiante as folhas, depois voltou mais um tanto e, por fim, me apontou um grilo.— Tá de sacanagem, não é? O menino riu com minha expressão e deu de ombros.— Você sabe que a Ruby vira um lobo. Esse grilo já foi uma pessoa e agora voltou a ser, aqui na cidade. Vai Treze, é só associar. Ele riu mais uma vez enquanto me olhava atentamente. Eu não era tão boa com contos de fadas, nunca tive tanta intimidade com eles. Tentei juntar em minha mente tudo que eu poderia saber sobre o tal grilo que pudesse me ajudar em alguma coisa. Eu demorei até voltar a falar, mas tinha um bom chute em mente.— E então?— O grilo era a consciência, não é? Se eu trocar isso por psicanalista, esse grilo se torna o Archie. O garoto explodiu em felicidade e empolgação, me dando um abraço apertado que me pegou de surpresa. Ele suspirou e voltou a me olhar.— Você é mesmo muito boa. Olha, tem muita gente na cidade, acho que você ainda não conhece todo mundo. Então vamos aos mais importantes. Branca de Neve e o Príncipe Encantado. Ele sorriu outra vez enquanto voltava várias páginas do livro e me apontou um casal. Em seguida mostrou outros dois desenhos onde o homem e a mulher apareciam em separado, o homem com um bebê nos braços.— Esse é o mais fácil. Ele me garantiu e eu coloquei minha mente para trabalhar. Realmente não foi difícil descobrir a quem pertenciam os rostos na história. Meu choque foi justamente por saber exatamente de quem eles eram.— Henry. São seus avós? Mary Margareth e David. O sorriso no rosto do menino estava brilhante, tanto que ele não pareceu notar o meu alarme com a afirmação.— São sim. Então você sabe quem é essa aqui, não é? – Ele me apontou o bebê.— É Emma, sua mãe. Ele sorriu e acenou com a cabeça, confirmando. Ele voltou mais algumas páginas e o desenho diante de mim fez com que meu coração saltasse. Não foi necessário que o menino perguntasse, eu já havia decifrado por mim mesma a figura dona daquele par de olhos castanhos e intensos. Minha voz saiu num sussurro ao me dar conta de quem era a madrasta de Mary Margareth, a famosa Rainha Má da Branca de Neve.
— Regina. Ele acenou outra vez, mas agora pareceu perceber o estado em que eu me encontrava com aquela revelação. Henry fechou o livro e largou-o de lado sobre a cama, vindo me abraçar em seguida.— Ela está melhorando. Ela não vai fazer nada contra você. Foi ela que te salvou, bom, ela e o Gold. – Ele deu de ombros e eu sorri de canto. Henry soltou o abraço e apontou minha regata por baixo da jaqueta. – Posso ver? — Ele notou meu olhar confuso. – A cicatriz. Fiquei um pouco desconfortável, mas puxei levemente a gola da regata para baixo, deixando à mostra uma única cicatriz levemente enrugada, arredondada e rosada. Henry se aproximou e colocou o dedo indicador sobre a pele e logo o tirou. Eu soltei o tecido e deixei a gola da blusa voltar a sua forma original. Henry estava pensativo.— O que foi?— Você ama mesmo minha mãe. Obrigado por tê-la salvado.
Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentários sempre bem-vindos. A fic é de vocês. Beijos!
Fale com o autor