Uma Realidade Mágica!
25 Furacão Swan - Mills
Notas iniciais
Já ouviram aquela frase: "Após a tempestade, sempre vem a bonança?" Será que após esse furacão que passou pelo quarto de Henry, diante dele e de Treze, finalmente as coisas vão se acertar?
— Que droga, mãe. Não dá para parar de brigar?— Ela não me resp... – Regina tentou e foi cortada por Emma.— Diz isso pra ela... As duas se olharam, se irritando por terem, ambas, respondido ao mesmo tempo o “mãe” dito pelo menino, fazendo com que nenhum de nós dois entendessem o que haviam dito e logo voltaram a falar alto uma com a outra, nos deixando tão confusos quanto no momento em que apareceram ali.— MÃE! Chega! Elas se calaram, se encarando. Henry, que havia se livrado das mãos de Regina, agora se colocava entre elas, um olhar bravo e um bico emburrado no rosto.— Ela nos espionou semana passada. Ela estava lá, perto do Granny’s, na nossa noite das garotas. Henry olhou em minha direção e viu como eu estava surpresa, mas sorri discretamente para o garoto, éramos cúmplices daquele incidente.— Como ousa me acusar dessa maneira?— Caso não saiba, Regina, mas não é todo mundo aqui em StoryBrooke que deixa uma fumaça roxa quando se teleporta. – A voz de Emma saiu sarcástica e houve um sorriso cínico no final. Regina ficou, por um instante, paralisada, como se tivesse sido pega em flagrante. E realmente havia sido. Em seguida seus punhos se cerraram e ela levantou a mão, parecia muito atraída a jogar algum feitiço em Emma e agora eu sabia que ela tinha essa capacidade. Pelo contrário, o estralo que houve em seguida denunciou um belo e doloroso tapa no rosto da loira. Emma ficou furiosa e só pude ver um borrão ser empurrado e encurralado junto à parede. As vozes se alteraram outra vez e já não entendia mais nada que nenhuma dizia. Henry se colocou novamente entre as duas, tive que descongelar de onde estava e ir ajudá-lo a separar a loira da morena. Só tive tempo de escutar Emma dizer a última frase antes do menino se meter de novo.— Você sabe que é verdade. Estava lá nos espionando, e ainda me vira um tapa na cara? Eu devia matá-la! Os olhos do garoto se arregalaram com a última frase, Regina ainda ofegava pelo aperto na garganta que as mãos de Emma lhe causaram. Henry olhou triste para as duas, visivelmente decepcionado.— Mãe. – Ele se voltou para Regina. – Nós temos visita em casa. Seja uma boa anfitriã, você me prometeu. – Ele apontou discretamente com o dedão para mim, por cima do ombro. – E mãe. – Agora era com Emma que ele falava. – Você está visitando minha casa, com sua namorada que nunca esteve aqui, e age desse jeito?— Desculpe garoto. Foi ela quem começou. – A loira falou e passou a mão pelo rosto levemente vermelho pelo tapa. As duas bufaram, a contra gosto se desculpando com o rapazinho. Emma me abraçou, desculpando-se comigo também. Naquele momento não vi o que Henry fez ou falou para Regina, notei apenas que ela se aproximou e limpou a garganta, para cortar nosso clima.— Desculpe, senhorita Hadley. Seja, oficialmente, bem-vinda à StoryBrooke. Eu sorri, estendendo a mão à Regina, que a apertou. Eu vi o espanto nos olhos de Emma com aquela reação da mulher, da mesma forma que vi o sorriso nos lábios do menino por trás do corpo da mãe enquanto a mesma falava, como também não pude deixar de notar, tanto pelo olhar como pelo aperto de mão, que Regina estava em conflito. Ao mesmo tempo que tentava manter sua pose de Rainha Má, ela demonstrava uma certa simpatia.— Emma, Regina estava lá como minha convidada. – Eu defendi a rainha quando soltei sua mão. O espanto da loira não foi menor, pensei até que ela voaria sobre mim também.— Sua convidada? Do lado de fora? Você nem a conhece.— Foi ideia nossa. Pensei que seria legal se vocês convivessem mais, Treze me apoiou fazendo o convite pra Regina, mãe. Só que eu não pensei que ela fosse ir pra ficar do lado de fora. – Ele se mostrou confuso, Regina suspirou.— Ok, eu não pretendia ir naquele... encontrozinho... que vocês armaram. Porém, a voz do meu filho na minha cabeça me convenceu a tentar. – Ela estava desconfortável com o que dizia e era algo bem visível. – Eu fui, ia entrar, mas cheguei exatamente quando você apareceu na rua, Emma. Não entrei lá depois disso porque não quis causar confusão. – Agora o conflito interno era algo assumidamente notável. Emma estava tão surpresa que nem sequer tinha tempo para mudar sua expressão para qualquer outra que fosse. Estava paralisada, com certeza jamais ouvira Regina pronunciando palavras como aquelas.
O garoto observava a cena e sorriu abertamente com as palavras de Regina. Ele finalmente se aproximou e estendeu os braços num abraço bem largo, que envolveu as duas mães e a mim, espremendo Emma entre Regina e eu, fazendo com que todas nós ficássemos sem graça. Regina’s POV: Henry havia me convencido do jantar, depois de enrolá-lo por algum tempo, não tive mais como negar. Preparei eu mesma o jantar, que ficou pronto assim que ouvi as batidas na porta.— Mãe, eles chegaram. Abri a porta e me deparei com os convidados. Henry atendeu com o maior sorriso do mundo aos avós e a mãe, que veio acompanhada de Treze, é claro. Ele acomodou a todos e entrou correndo pela porta da cozinha. O jantar ocorreu sem nenhum problema. Também, o silêncio que havia no cômodo vindo das pessoas sentadas à mesa era quase mortal. Apenas Henry que, vez ou outra em meio à um alto suspiro para chamar a atenção, falava com alguém. O problema veio depois do jantar. Mary e David foram embora, me despedi deles com cordialidade, mas foi Henry quem os acompanhou à porta. Quando voltou, passou direto por mim, pegando na manga da jaqueta de Treze e a arrastando escada acima. Foi aí que me vi sozinha com Emma ali embaixo. Ofereci a ela um drink enquanto os dois subiam, mas era óbvio que o modo como ela me olhava não era nada confortador. Não sei como, mas começamos uma pequena discussão assim que Henry e Treze colocaram os pés no andar de cima da casa. Era algo tão natural Emma e eu discutirmos por motivos que nem nós sabíamos ao certo que Henry já não mais se intrometia.— Um pouco cara de pau da sua parte esse jantar, Regina.— Foi um pedido do meu filho, caso contrário não o teria feito.— Talvez esteja querendo apenas nos espionar mais de perto.— Não seja ridícula. Se dependesse apenas de mim, Henry nunca conviveria com vocês. Nesse momento as nossas vozes começaram a se elevar.— Ele é meu filho, você não tem esse direito.— Ele também é meu filho. Já não acha que esse menino tem mães demais? Apesar da implicância com a moça, a tal de Treze, ao mesmo tempo eu me via estranhamente em dívida com ela. Aquele convite feito há semanas atrás tinha mesmo mexido comigo. O problema é que eu me sentia mais confortável como Rainha Má, era mais fácil para mim, deixar o ciúme que sinto por Henry me consumir do que demonstrar alguma simpatia por aquela moça que fazia par com alguém que vivia me desafiando. O desentendimento durou um certo tempo, até Emma dizer as palavras que eu tanto queria ouvir.— Pra mim já chega. Eu preciso sair daqui.— Ótimo. Leve a moça com você, a última coisa que quero é que ela passe mais tempo a sós com meu filho.— Nosso filho, Regina. Mais meu do que seu. Se não fosse por mim, você não o teria. Pense nisso e seja grata.— Como você ousa...? Me interrompi ao notar que realmente Henry estava muito tempo a sós e em silêncio com aquela moça. Não era possível ouvir um único som vindo do andar de cima e me coloquei a subir as escadas o mais rápido possível com o salto alto, Emma veio logo atrás e não conseguíamos parar de gritar uma com a outra, parecia inevitável. Surpreendemos Henry e Treze ao entrar no quarto aos gritos. Depois de mais alguma discussão, um tapa no rosto de Emma e eu quase ser estrangulada, Henry ainda nos deu uma bronca. Fui obrigada a me desculpar, tanto pela felicidade do meu filho, quanto pela minha própria consciência, que ao ver a moça outra vez não conseguiu odiá-la. Ela. Aquela estranha que não me conhecia e, ainda assim, demonstrou simpatia por mim. Mesmo que, em momento algum, eu tivesse dado a ela um motivo para isso. O fim das brigas se deu com o abraço coletivo que Henry nos deu, deixando todas nós desconfortáveis com a situação. O menino acompanhou Emma e Treze até a porta enquanto me sentei na cama dele. Como um raio, o garoto foi e voltou, se aproximando de mim, pegando-me com o livro em mãos, encarando a imagem da Rainha que ali existia.— Não precisa mais ser assim mãe.— Eu sei, querido.— Estou muito orgulhoso de você. Aquelas palavras me surpreenderam, até porque 10% da noite haviam sido de silêncio e 90% haviam sido de brigas. Só que minha mente reconheceu o motivo do orgulho que ele sentia. Foram minhas palavras sinceras ao final. Ele viu o quanto eu estava abalada, provavelmente todos os presentes notaram. Para me aliviar, me deu o mais apertado dos abraços enquanto dizia ao meu ouvido:— Eu te amo, mãe. Vamos ser, todos, muito felizes.
Notas finais
E aí, o que acharam do capítulo? Será que a Regina vai aceitar os conselhos do Henry? Comentários sempre bem-vindos! *_*
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