Uma Realidade Mágica!
39 "Nós vamos para Princeton."
Notas iniciais
Oie! Chegamos hoje ao penúltimo capítulo dessa fic. Muito obrigada a todos vocês que leram, comentaram e acompanharam essa história desde o início.
Espero que gostem de mais esse capítulo. Boa leitura!
Cameron me encarou, surpresa, fechando o zíper da jaqueta para esconder a regata rasgada.— House?!— Você pode me explicar o que eu acabei de ver? – Meus olhos estavam na mulher morena ao lado do corpo.— Não é da sua conta. Afinal, quem é você? – Só então a mulher pareceu cair em si.— Ele era o meu chefe, Regina. Não faço a menor ideia de como ele chegou aqui.— Isso não é importante agora. Ele está aqui e viu o que viu, tenho que dar um jeito nisso. – Ela ergueu novamente a mão, agora em minha direção, mas Cameron a segurou e cochichou algo em seu ouvido, deixando-me curioso. – Certo. Ele é sua responsabilidade até que Gold prepare tudo. – A loira concordou com a cabeça.— Caso não tenham notado, eu ainda estou aqui. – Falei, dando mais alguns passos para dentro do recinto. Fui completamente ignorado. Não fosse pelos olhares atentos vindos das três mulheres, eu diria que estava invisível. Pela primeira vez ouvi a voz da moça de vermelho.— Emma, Regina, sei que temos um sério problema aqui. – Ruby olhou em minha direção. – Mas precisamos encontrar o Henry. – Ela sussurrou, mas consegui ouvir suas palavras. – Talvez agora, com o Hook aqui, eu possa farejar onde ele escondeu o Jolly Roger e achar o Henry.— Você disse Jolly Roger? – Me intrometi e nenhuma delas gostou de ouvir o som da minha voz outra vez. – Certo, eu cheguei em má hora, mas e daí? – Minha piada não agradou. – Ok. Tome. Talvez isso ajude. – Tirei a garrafa de vidro da mochila e joguei em direção à Cameron.— Onde você encontrou isso? – Cameron estava surpresa.— Foi aquele idiota que me deu. – Apontei o corpo do pirata no chão.— Onde está o navio? – Ela olhou o interior vazio da garrafa. – Não adianta nada. O navio não está aqui. – Eu poderia jurar que vi os olhos da mulher brilharem com um ódio genuíno.— Ele estava. Sumiu assim que abri a tampa da garrafa. Todas se olharam e eu ouvi um sussurro que dizia “O porto” sair de alguma daquelas bocas. Imediatamente a mulher, que atendia pelo nome de Regina, segurou a mão da outra e Cameron a advertiu.— Aqui não, Regina. – Ela apontou para mim com o canto dos olhos. Regina bufou e saiu puxando a outra pela mão em direção a saída da delegacia. Parou assim que encontrou um casal entrando pela porta e virou-se, dando a última palavra em direção à loira.— Irei até o Gold e depois irei direto para o porto. Apresse-se Emma. Fim do POV. Ter House em StoryBrooke não poderia ter sido mais complicado para Emma. Além de chegar em uma hora completamente inapropriada, ele ainda conheceu seus pais, que chegaram na delegacia enquanto Regina saia com Ruby, e agora sabia que ela tinha um filho. A loira deixou o corpo sem vida de Hook sobre os cuidados de David e Mary na delegacia e foi até o porto, acompanhada por House. No carro, o homem não parava de tentar juntar as peças daquele quebra-cabeça que ele nunca conseguiria resolver. Simplesmente porque se tratava de algo que House não acreditava: Magia.Enquanto isso, na loja do Sr. Gold.— Gold! Temos um sério problema aqui. A prefeita entrou na loja como um furacão, sem se dar ao trabalho de se anunciar e nem mesmo de utilizar da boa educação. Ela estava ansiosa e ainda bastante revoltada com tudo o que acontecia. Ruby inutilmente tentava acalmá-la, mas tinha medo de se aproximar e lhe dar carinho, tanto por elas terem um relacionamento secreto, quanto pelos poderes de Regina que ainda a assustavam. O velho apareceu, vindo de seu escritório, apoiado em sua bengala e parou atrás do balcão.— O que foi dessa vez Regina? Não tem mesmo capacidade para controlar sozinha essa cidade, não é?— Gold, não me irrite! – A mulher transtornada cerrou os punhos e sentiu uma mão suave juntar-se a dela. A vontade de entrelaçar seus dedos aos de Ruby era imensa, mas passou no momento em que viu o homem observando aquela ação. Ela deu um passo à frente para se afastar da loba e chegar mais perto do duende. – Temos um intruso aqui. Ele viu algo que não deveria. Teremos que apagar sua memória. Será que você pode ir adiantando a poção? Tenho que encontrar o Henry.— Sabe que terá um preço, não sabe? – O homem deu um sorriso sacana em direção à rainha, mas logo ouviu uma leve tosse atrás de si. Belle estava parada e encostada no batente da porta, os braços cruzados diante do peito, olhando com desaprovação aquele ato. Ele estava contrariado, mas fazia todas as vontades de Belle. – Passe aqui assim que puder, estarei com tudo pronto. – A jovem aproximou-se dele e o abraçou.
Regina saiu da loja seguida por Ruby, lá fora ela tornou a segurar a mão da loba, que sentiu um aperto no coração. A loba sentia como se fosse um objeto ao qual a prefeita manipulava como queria. Ela só queria ajudar Regina. Ver o modo como Belle havia domado o enorme ego de Rumple e ver que não era capaz de fazer o mesmo com a morena fazia Ruby duvidar dos reais sentimentos da rainha por ela.Enquanto isso, no porto. A xerife parou o carro de qualquer maneira assim que chegaram no porto. Não foi preciso procurar, o navio estava bem à vista, ancorado no cais. Ela desceu do carro e correu, ignorando o fato de ter que ser babá do médico e de que ele andava bem mais lentamente do que ela, devido à bengala. Quando ele finalmente chegou até o barco, Emma já saía de lá com um menino desacordado nos braços. O garoto tinha um enorme corte no braço, bem parecido com o da mãe, causado pelo gancho de Hook, e estava bem feio, provavelmente infeccionado, o médico notou. Assim que Emma aproximou-se, as duas mulheres, que House havia visto na delegacia, correram até ela e o garoto. Ele não tinha ideia de onde aquelas duas surgiram, mas estavam ali. Ele tinha menos certeza ainda do que aconteceu a seguir. Regina passou a mão sobre os ferimentos do garoto, uma luz brilhante saindo da palma de sua mão e, incrivelmente, o garoto estava curado. Cameron arqueou e Ruby teve que pegar o menino do seu colo, para que ambos não fossem ao chão. Ela tinha cortes feios não só no braço, como na perna e no tórax, esse por sinal, sangrando bastante. Ela resistiu um pouco, mas conseguiu ser convencida a passar pelo mesmo tratamento do menino e Regina a curou. Agora tinham apenas que levar Henry para casa pra que descansasse e matassem a saudade do menino. Algumas horas depois. Henry estava de volta à mansão Mills. Além do menino, Regina, Ruby, Mary, David, Emma e, é claro, House. A loira não o poderia perder de vista. Após passar um tempo com o menino, Regina deu a ordem para que Emma levasse o médico até Gold e o tirasse da cidade. Contrariada por querer ficar ao lado do filho, ela soube que era o melhor a se fazer. Rumple já tinha tudo preparado a poção quando ambos chegaram lá. Pela primeira vez, ele estava frente a frente com o médico que lhe causava tanta curiosidade, desde que teve a certeza da história de Emma. Assim que House a tomasse, perderia toda e qualquer memória do que viveu ali naquele dia. E assim foi feito.A caminho de casa. O médico apagou assim que tomou a poção de Gold. Acordou em um carro com Emma, a caminho de Boston.— Onde é que eu estou? – O médico disse, colocando a mão na cabeça pela leve tontura que sentiu ao se endireitar no banco e olhando pela janela do carro.— Estamos a caminho de Boston. Você vai pegar um avião lá e voltar para Princeton, House.— E a minha moto? – Emma havia se esquecido da maldita motocicleta. Ela não respondeu. – Eu acho que é melhor você dar meia volta nesse carro se quiser ter notícias da sua amada sapatão. – Ele foi irônico, pegando Cameron de surpresa. Então era isso que ele havia ido fazer na cidade, dar notícias de Remy. Com House nunca era pelo método simples. Ela olhou pelo retrovisor do carro, não tinha outros carros por perto. Emma virou o carro com violência e pegou a pista contrária, voltando à cidade. Ainda não estavam longe o bastante para que ela não pudesse voltar.— Boa garota. Treze vai ser julgada nessa sexta-feira. Acho melhor você estar lá. Você sabe, ela pode não voltar. – Aquelas palavras fizeram os olhos de Emma se encher de lágrimas, que ela se recusava em derramar diante do médico.— Estarei lá. – Foi tudo o que ela disse. De volta à cidade, ela parou em casa, pegou uma mochila com algumas roupas e decidiu partir. Ao ir para o carro outra vez, House se meteu.— Seremos mais rápidos se formos de moto.— Eu não vou fazer uma viagem dessas em uma moto com você.— Então te vejo lá. – Ele deu de ombros, demonstrando que chegaria bem antes dela.— Certo. Só preciso me despedir do Henry. House não fazia ideia de quem era esse Henry, mas assentiu. Ele parou a moto diante da mansão que Emma indicou, e logo a figura da prefeita surgiu na porta, quando se aproximaram.— Emma, o que ele ainda faz aqui? – A morena apontou o homem na moto. A loira a encarou, como se pudessem se entender pelo simples olhar ou mesmo por telepatia. A morena reformulou a sua pergunta. – O que querem aqui?— Vim me despedir do Henry. Vou voltar pra Princeton. Remy vai ser julgada amanhã e eu quero estar presente.— Podemos ir também, mãe? Por favor. – O menino apareceu na porta atrás da prefeita e passou por ela, indo para os braços de Emma. Ele as olhou com um olhinho pidão, esperando uma resposta.— Henry. Talvez seja melhor não... – Ela lutou para não demonstrar maiores emoções na voz. Ela se despediu do filho e o mandou entrar. Assim que o viu passar correndo, chateado, por Regina, ela se voltou para a morena a sua frente.— Remy pode não voltar, Regina. Eu não sei quanto tempo ela pode pegar se realmente for considerada culpada. Aquilo deixou a rainha chocada, afinal ela tinha uma enorme consideração pela castanha, era sua melhor amiga. Emma se despediu da prefeita com um cordial “Até mais” e subiu na moto de House outra vez. O médico logo deu a partida e ambos sumiram dali em alta velocidade. Regina fechou a porta e correu para o quarto do filho. Henry estava na cama, emburrado.— Eu só queria ver a Remy de novo. Estou com saudades.— E você vai ver, meu amor. Tudo ficará bem. Nós vamos a Princeton. – A prefeita sorriu, vendo o sorriso surgir também no rosto do filho e o menino a abraçou forte.
Notas finais
E então, o que acharam? Sei que a história mudou o modo como é contada, não mais na visão dos personagens, mas era necessário para que a história fosse contada com mais detalhes. Espero que tenham gostado. Reviews são sempre bem vindos! ^-^
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