Uma Realidade Mágica!
40 Happy Ending
Notas iniciais
Como disse a sábia Jane de Sr. e Sra. Smith: "Finais felizes são para histórias que ainda não acabaram." E, como eu sou uma pessoa muito boazinha (sqn), essa fic terá um capítulo bônus após esse último. Aeee o/ kkkkkkk
Agradeço mais uma vez a todos que permitiram que essa fanfic fosse adiante, que acompanharam, que comentaram e que me apoiaram de alguma forma. MUITO OBRIGADA!
Agora vamos logo à história. Boa leitura e espero que gostem. ^-^
Cidade de Princeton, delegacia de polícia.
Remy andava de um lado para o outro dentro da cela. Uma das presas, a qual ela fez uma certa amizade, tentava acalmá-la. Ela estava impaciente, finalmente era o dia de seu julgamento e ela não tinha a menor noção do que poderia acontecer. O advogado chegou e o policial veio buscá-la para levá-la ao tribunal. O homem, um senhor de cinquenta e poucos anos, sorriu ao revê-la.— Creio que terá uma boa surpresa hoje, senhorita Hadley. Ela foi levada ao tribunal. Lá dentro, enquanto aguardava para entrar na sala, suas mãos suavam frio e aquelas algemas agora pareciam ser de chumbo, suas mãos pesavam sobre o colo. Seu nome foi chamado, o advogado entrou ao lado dela. Tudo o que viu, assim que entrou, foi a imagem de Ruby e Henry sentados na primeira fila de cadeiras, logo atrás de onde ela ficaria. Ela paralisou. O homem colocou a mão em seu ombro e a encorajou a continuar, com um sorriso no rosto enrugado. Ela estava envergonhada. Pela primeira vez em sua vida, Remy sentiu uma vergonha genuína. Os olhos azuis de Treze esquadrinhavam todo o lugar atrás de Emma, sem sucesso. Assim que se sentou, o garoto levantou-se e a agarrou pelo pescoço, pegando-a de surpresa e fazendo com que ela derramasse inúmeras lágrimas. Ela virou-se, passou as algemas por cima do pescoço do garoto e o apertou contra si. Um policial logo veio separá-los. Assim que Ruby conseguiu puxar o menino de volta para o banco, ele sorriu e disse à Remy.— Vai ficar tudo bem. Elas me prometeram que te tirariam daí. – Ele abriu um enorme sorriso. Elas? Por um momento aquela frase do menino ficou ecoando na cabeça de Remy. Porém, assim que foi ordenado que todos ficassem de pé para a entrada do juiz, ela foi tirada de seus devaneios. O juiz Albert era um homem já um tanto idoso, talvez sua idade estivesse por volta da casa dos setenta. Apesar dos cabelos totalmente brancos e das inúmeras rugas visíveis em seu rosto, pescoço e mãos, parecia ter uma saúde em perfeito estado. Sua voz era grave quando ele ordenou que todos se sentassem. Os jurados eram compostos mais por homens do que por mulheres, Remy reparou. Havia uma policial feminina a espera na porta. Estaria ali para levá-la ao presídio? Provavelmente. O juiz ordenou que a castanha ficasse de pé. Perguntou a ela o que teria a dizer em sua defesa. Remy respirou fundo e olhou o garoto atrás de si. Henry fez um sinal de positivo para ela, ela segurou as lágrimas e pode ouvir a voz do juiz ecoar no recinto outra vez.— Poderia dizer a mim e ao júri como se considera, senhorita Hadley?— Sou inocente, Excelência. É tudo que tenho a dizer. Ele ordenou que ela e o advogado se sentassem. O homem ao seu lado, Dr. Lopez, era um grande advogado e se mostrou orgulhoso dela. Ele acreditava realmente em sua inocência, apesar de ela contar-lhe sobre a morte do irmão, a qual ela era culpada, de fato. O juiz pediu uma explicação para a promotoria. O advogado que se levantou disse que seu cliente não havia comparecido pois, um dia antes, havia tido um enfarte e não tinha resistido. Pela primeira vez Remy notou que, do outro lado, acusando-a, não havia ninguém a quem ela conhecesse. Quem poderia tê-la denunciado? O julgamento foi levado adiante. As testemunhas da acusação foram chamadas. Ela reconheceu o zelador e duas enfermeiras que trabalhavam no hospital em que o irmão dela havia sido internado. Todos confirmaram que Remy trabalhou lá, que descobriram depois que o rapaz que ela cuidava tão bem era o irmão dela, mas ninguém tinha provas convincentes de que Remy o havia matado. As testemunhas de defesa foram as próximas a serem chamadas. Remy viu Cuddy entrar no recinto, fazer o juramento e responder às perguntas, tanto da defesa quanto da acusação. Em seguida, ela viu Foreman, Chase e Taub fazerem o mesmo. Ela olhou para trás e reconheceu, em uma das fileiras, a mulher do último médico, que dava seu depoimento, assim como a pequena Rachel ao seu lado, a filha adotiva de Cuddy. Ver todos depondo a favor dela a fez chorar de emoção. Porém, a próxima testemunha a deixou ainda mais surpresa. A bengala do médico estava levemente descascada na base, ele parou e fez o juramento, se posicionando para responder as perguntas. House era ácido com as perguntas que considerava idiotas e teve sua atenção chamada pelo juiz uma dúzia de vezes. Remy chorava, mas aquilo a fez sorrir. Ela se sentiu mais perto de casa. A próxima testemunha a entrar fez a garganta da castanha se fechar e seus olhos derramarem mais lágrimas do que ela tinha controle. Como a loira estava linda naquela jaqueta vermelha e calça jeans. Treze sentiu, discretamente, o afago no ombro vindo da pequena mão de Henry. A loira estava com os olhos verdes em um tom avermelhado, segurando ao máximo o choro. Ela respondeu às perguntas de ambos os lados e foi dispensada. Precisou que o juiz chamasse sua atenção para que se retirasse. Ela olhava Remy com tanto amor e saudade que havia se perdido no tempo e espaço. Após a segunda chamada de atenção foi que Emma finalmente se retirou.
— E agora, temos a última testemunha de defesa. Por favor, apresente-se para depor a senhora Regina Mills. – O guarda anunciou. Remy congelou-se no lugar ao ouvir aquele nome. Regina havia mesmo deixado sua adorada StoryBrooke por ela? Para depor a seu favor? A prefeita entrou deslumbrante na sala. Estava vestida da forma impecável a qual tanto gostava. Mas Remy pode notar que a imaculada maquiagem de Regina estava levemente borrada no canto dos olhos. O esforço que a prefeita havia feito para não chorar tinha sido em vão, pelo visto. Ela jurou e sentou-se. Respondeu as perguntas do promotor de forma quase tão ácida quanto House. Aquilo fez Treze se divertir um pouco outra vez. Ela tentava imaginar o que se passava na cabeça da rainha. Assim que Regina foi dispensada pelo juiz, Remy foi chamada para depor. Ela respondeu as perguntas, estava bem emocionada. Seus olhos marejados de lágrimas vasculhavam o local em busca de mais conhecidos. Ela mal enxergava devido a tantas lágrimas. O juiz a liberou e ela voltou para o seu lugar. Em seguida, os jurados saíram da sala para votar e decidir o destino da jovem. O tribunal ficou algum tempo em recesso, até que todos foram chamados de volta para ser ouvido o veredito. Todos em pé, Remy com as mãos outra vez suadas e com o corpo tenso, os jurados foram entrando e o último deles trazia o papel que foi entregue ao juiz. Ele leu todas as burocracias envolvidas e então todos ficaram atentos para suas palavras finais.— O Tribunal de Justiça da cidade de Princeton, assim como seu júri, considera a ré Remy Hadley... – Ele fez uma dolorosa pausa e Remy viu um pequeno sorriso esboçar-se no canto dos lábios do velho. – Inocente. – Ele bateu o martelo e causou uma comemoração generalizada ali dentro. Foi necessário mais três batidas de martelo para que todos se acalmassem. A moça estava, finalmente, livre de qualquer acusação que a rondasse. O guarda a liberou das algemas que pesavam em suas mãos e mais lágrimas brotaram quando ela abraçou Henry, Ruby e, principalmente, Regina. Emma deu-lhe tantos beijos que ambas quase perderam o fôlego. Cuddy, Chase, Taub e Foreman a cercaram em seguida. Ela abraçou-se com cada um deles e agradeceu. Em seguida, desviou-se e foi em direção ao homem que se retirava do lugar.— House! – Treze correu e aproximou-se. – Eu nem sei como agradecer. – O homem poderia ter feito alguma de suas gracinhas, mas não disse nada. Ela o beijou no rosto e o encarou, com um sorriso nos lábios, e depois voltou para os amigos. StoryBrooke, Maine. Alguns meses mais tarde. Remy e Regina não tinham apenas a amizade em comum. Ambas também faziam aniversário no mesmo mês. Os moradores fizeram uma festa única para comemorar o aniversário de ambas. Finalmente, com a volta de Remy, a prefeita e a loba haviam oficializado o namoro perante toda a cidade. Houve muitos burburinhos no início e a avó de Ruby quis matá-la de pancada, mas depois tudo se ajeitou. No dia da festa, foi tudo tão lindo e bom quanto Remy e Regina se recordavam da festa de Henry. Mas o melhor estava por vir. Por alguns momentos, as duas deram falta de suas devidas parceiras. Onde é que Emma e Ruby haviam se metido? Com o som dos gritos chamando-as lá para fora, elas tiveram sua resposta. Lado a lado, pela rua, vinham Rocinante e Sunshine, lindamente enfeitados, trazendo logo acima deles Ruby e Emma. Ambas as moças vestiam-se como dois legítimos príncipes encantados, com direito a uma esvoaçante capa e espadas embainhadas à cintura. Ao chegarem em frente ao Granny’s, ambas desceram dos cavalos em movimentos sincronizados e Regina se perguntou a quanto tempo elas estariam ensaiando aquilo. O que quer que aquilo fosse. Mary empurrou a futura nora mais para frente com delicadeza, assim como Regina foi emburrada pela vovó. Emma e Ruby aproximaram-se das duas e seguraram suas mãos. Regina já tinha os olhos cheios de lágrimas e Remy ainda não acreditava no que estava vendo. A morena e a loira se ajoelharam aos pés de suas namoradas e disseram ao mesmo tempo.— Remy Hadley...— Regina Mills...— Você quer se casar comigo? – Ambas disseram ao mesmo tempo, para suas respectivas namoradas. O sim demorou a vir de ambas, devido às lágrimas e o nó na garganta que estavam. Regina acenou um sim com a cabeça e abriu um sorriso perfeito. Remy nem mesmo conseguiu acenar, ela sorriu e puxou Emma pelas mãos, lhe dando um beijo demorado. Ruby e Regina se beijaram em seguida, fazendo com que a cidade toda comemorasse.— Amor, acho que eu deveria vestir essa armadura. Você é minha princesa. – Remy acariciou o rosto de Emma, fazendo-a rir com seu comentário.— Te amo tanto, minha guerreira. – Ela a abraçou forte. O casamento se realizou duas semanas depois do pedido. A cerimônia foi feita na parte alta da cidade, tudo foi arrumado sobre o campo gramado, as cadeiras e o altar. “Os noivos”, Remy e Ruby, devidamente vestidas de social, esperavam suas noivas ao altar. Estavam ansiosas, as mãos de Treze voltaram a suar frio com a ansiedade. Ruby era uma pilha de nervos. E então elas puderam avistar, ao longe, o cortejo que trazia as noivas. Emma e Regina estavam deslumbrantes em seus vestidos de noivas, ambas sentadas sobre os cavalos, sendo conduzidas por David e Henry, que seguravam as rédeas. O príncipe ajudou ambas a descerem de seus cavalos e conduziu as duas pelo tapete vermelho ali colocado até as suas amadas. Foi uma surpresa geral que Regina se deixasse levar ao altar pelo príncipe encantado. Henry entrou depois, pois era o menino que levava os dois pares de alianças. Ele os entregou e se posicionou ao lado de Mary e David, os padrinhos e testemunhas de Emma e Remy. Junto deles, o que também era surpreendente, estavam Cuddy e House. Ao lado de Ruby e Regina estavam Granny e Archie, Gold e Belle. As alianças foram trocadas, as palavras e promessas de um amor eterno e de um final feliz foram feitas. Elas foram consideradas casadas e trocaram beijos apaixonados. A festa foi geral e as noivas foram ovacionadas. Elas receberam os parabéns de cada um ali presente. Chase abraçou-se a Cameron e Foreman a Treze, ambos tinham desejos sinceros de felicidade para as duas ex-namoradas. Depois foi a vez de Chase abraçar-se a ex-colega de trabalho e sussurrar em seu ouvido.— Encontrou quem irá cuidar de você até o final. E eu tenho certeza de que não há ninguém melhor do que ela. – A moça se emocionou ao ouvir aquilo de Chase e sorriu, dando um aceno positivo com a cabeça ao colega. Era o início de uma nova vida a todas elas e, de agora em diante, haveria apenas felicidade e união na pacata cidade de StoryBrooke, Maine.FIM.
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