Uma Realidade Mágica!

19 A viagem continua.


Notas iniciais
Emma e 13 se entenderam, ela descobriu a verdadeira identidade de Ruby, agora elas precisam continuar o caminho até StoryBrooke.

Cameron’s POV:

A noite que passei com Remy foi, de longe, a melhor da minha vida. Mesmo com o incidente de Ruby.

Naquela manhã, acordei antes do celular despertar, mas fiquei esperando na cama colada ao corpo adormecido ao meu lado, esperando pelo simples prazer de vê-la acordar. Não demorou muito para isso acontecer. Ela se mexeu e abriu os olhos, tinha no rosto um ar mau humorado de quem acabou de acordar, mas assim que se virou, seu corpo resvalando no meu, ela abriu um enorme sorriso ao me ver ali. Confesso que não sei mais viver sem esse sorriso. Nem sem a mulher a qual ele pertence.

Me concheguei em seu corpo nu e ela suspirou pelo contato. Aquele suspiro foi meu sinal verde para atacá-la.

— Que horas são? – Ela perguntou e gemeu com minha boca em seu seio.

— Temos tempo. – Respondi, sem tirar a boca de seu corpo delicioso.

Remy se contorcia embaixo de mim, minha coxa entre as pernas dela fazendo pressão enquanto me deliciava com seus seios, seu pescoço. Ela tentava inverter as posições, sentia o corpo dela queimando no meu, mas não deixei. Eu a queria ali, exatamente como estava. Ontem ela era a experiente, me deixou sem ar e não se preocupou com ela mesma. Hoje era minha vez de mostrar a ela que aprendi direitinho a lição e torturá-la também, exatamente como fez comigo. Eu a agradeceria pelo prazer e amor que me deu. Perdi a conta de quantas vezes ouvi a música do despertador tocar, em meio aos gemidos de Remy, mas não parei até sentir o orgasmo estremecer aquele corpo.

Treze’s POV:

Emma fez uma surpresa para mim, o “bom dia” mais delicioso que já tive. Ela não parou até sentir meu corpo em espasmos. Ótima aluna essa loira, parecia tão experiente quanto eu, com mulheres.

Nós estávamos atrasadas. Muito atrasadas. Assim que ajeitamos tudo, saímos às pressas do quarto e encontramos Ruby nos esperando, encostada na porta do seu próprio quarto, de braços cruzados e batendo levemente o pé no chão.

— Sete da manhã, né?

A morena nos encarou com um olhar de bronca, mas sorriu em seguida, o que não evitou em nada que Emma e eu ficássemos coradas, ao mesmo tempo em que Ruby riu. Era óbvio que, mesmo sem estar habituada com aquela situação, imaginava muito bem o que tinha acontecido. Me peguei pensando se ela não tinha ouvido, já que ela tinha os sentidos de um lobo.

Notei os olhares discretos de Ruby em nossa direção, mesmo estando à nossa frente nas escadas, sempre que havia uma curva no trajeto, seus olhos vinham direto para os meus braços envoltos à cintura de Emma.

A loira pagou pelo quarto da jovem morena e eu paguei pelo nosso. Partimos do modesto hotel com quase duas horas de atraso mas, segundo minha amada, chegaríamos a tempo de pegar o almoço.

Ruby’s POV:

Após o incidente da minha transformação, tive que arrumar toda a bagunça do meu quarto sozinha, já que Emma saiu puxando Treze pela mão com um jeito tão desesperado que parecia haver fogo no quarto delas. E havia.

Foi difícil dormir dividindo a fina parede com o quarto das duas. Eu estava com uma super audição agora, mas acho que não seria necessário tanto para ouvir os gemidos e o estralar leve da cama em alguns momentos. Não sei o que aconteceu comigo, mas cada novo suspiro que a Emma dava, cada vez que sussurrava o nome da Treze daquela forma abafada, sufocada de prazer, eu me sentia estranha. Não era nada escandaloso, nada agressivo, era de uma forma tão carinhosa que eu mesma me pegava suspirando...

Balancei a cabeça inúmeras vezes, afastando a imaginação curiosa que estava a ponto de me trair. Nunca havia sentido nada assim, nunca sequer imaginei que fosse possível duas mulheres estarem juntas, se amarem.

No dia seguinte elas se atrasaram. Para variar, o motivo foi o mesmo som da noite anterior, mas eu ouvia a voz de Treze agora. O modo como ela sussurrava e ofegava, me peguei surpresa ao pensar se era tão fácil assim de se aprender, como aconteceu com Emma.

Elas saíram apressadas, eu as surpreendi, esperando em frente à minha porta. Foi engraçado ver a forma que ficaram sem graça, não tive como evitar os olhares de curiosidade também. Assim que fechamos a conta, pegamos o carro e partimos. Seriam mais cinco horas de viagem.

Se a primeira parte do caminho foi entediante, a segunda não poderia ter sido mais animada. O rádio tocava alto, nós cantávamos acompanhando a melodia. Depois de uma hora o volume do rádio foi abaixado e as conversas começaram de forma espontânea. Eu podia sentir o olhar desconfiado de Treze para mim, eu tinha certeza que ela sabia que eu poderia ter ouvido sua noite de amor, aquilo deixou a mim com vergonha.

As horas passaram sem que nos importássemos e logo avistamos a placa da entrada da cidade, Emma e eu sorrimos de imediato, mas um frio percorreu minha espinha ao imaginar o quão brava minha avó deveria estar.

— Bem-vinda à StoryBrooke, senhorita Hadley. – Emma a olhou sorrindo.

Regina’s POV:

Já havia passado alguns minutos do meu horário de almoço e saí da prefeitura rumo à minha casa. Esperava encontrar Henry ali quando chegasse, mas dificilmente ele estaria sozinho em casa, quando poderia estar com Snow no Granny’s.

Estava com a porta do carro aberta, quando penso que meu dia estava de bom tamanho, vejo um carro que adentrava a cidade e dirigia-se ao centro. Era o carro novo de Emma, já que ela havia deixado aquele fusquinha ridículo para trás. Ótimo, eu sabia que ela viria trazer Ruby de volta, como apresentar o amado aos seus pais e distrair toda a atenção de Henry, só não pensei que seria tão cedo. Me mantive estática do lado de fora até elas passarem.

Eu reconheci a figura loira ao volante, assim como a morena no banco de trás. Emma e Ruby, respectivamente. Já a outra figura de cabelos longos e castanhos me era desconhecida. O carro passou por mim sem parar, apenas me olharam e Emma bateu com a mão na buzina, me dando um aceno em seguida, fazendo com que os outros dois pares de olhos dentro do veículo vagassem até mim. Não se preocuparam em parar para conversar, às gargalhadas como estavam.

Pensei que ela traria o namorado que, afinal, fez tanto estardalhaço para ajudarmos. Não, em seu lugar veio uma moça, bonita, de fato, mas que nada tinha a ver com a história. O carro não passou tão rápido assim por minha visão, mas foi quando os vidros das janelas ficaram na minha direção que vi com mais clareza as formas femininas no veículo.

Ruby, no banco de trás, estava inclinada com ambas as mãos nos acentos da frente, conversando animadamente com as duas mulheres nos bancos dianteiros. Emma mantinha uma mão ao volante e, com a outra, segurava carinhosamente uma das mãos da jovem de cabelos castanhos. Eu pisquei. O rosto da moça desconhecida passou a centímetros de mim, um sorriso empolgado. E foi aí que vi, em uma fração de segundos, no braço estendido para fora do vidro totalmente abaixado do carro, quase em um aceno, enquanto a moça sentia o vento bater em seus cabelos, uma mancha ainda avermelhada, que lembrava o tom opaco da poção, bem no centro do braço a se destacar.

Meus olhos se arregalaram com o espanto do que me vinha à mente. Essa moça havia estado em um hospital recentemente, ela havia recebido a poção. Emma havia mentido sobre quem aquela pessoa era em sua vida. Mas a loira segurava a mão da jovem com um carinho tão grande que logo as coisas se ligaram: Aquela moça era o que Emma chamou de amor. Só poderia ser. Corri para casa, desejando que Henry estivesse lá dentro mais do nunca. Eu não deixaria meu filho participar de uma palhaça dessas. Eu não deixaria aquela mulher estranha se apoderar do afeto do meu filho.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo!! *_*