Uma Realidade Mágica!
20 Chegando em StoryBrooke
Notas iniciais
Finalmente nossas garotas chegaram na cidade. O que será que vai acontecer agora?
Aquela história era confusa, eu demoraria a me acostumar com ela. Não disse nada, mas notei que, a partir daquele momento, enquanto nos aproximávamos da parte mais movimentada da cidade, as duas mulheres ficavam mais tensas em seus lugares. A mão de Emma começava a ficar gelada contra a minha e Ruby estava inquieta e ansiosa. Tentei puxar um assunto, fazer uma brincadeira para descontrair.— Então, Emma. Que personagens serão meus sogros?— Você vai descobrir. Não é tão difícil assim, eu não sei como demorei tanto para acreditar, demorei tanto para entender. Mas Henry vai te contar tudo num minuto, afinal, você já sabe que é verdade. Ela sorriu, mas a forma como citou o filho fez com que eu ficasse tensa dessa vez.— Você vai ficar comigo, na casa dos meus pais, certo?— Não acha melhor eu ficar em um hotel, pelo menos até eles se acostumarem comigo?— Ok. Ruby, você pode providenciar isso? A morena engoliu em seco, dando uma leve mordida no lábio inferior.— Isso se eu não precisar de outro lugar para ficar. Vovó deve estar uma fera comigo porque saí sem permissão. O interior do carro voltou a ficar em silêncio. Emma se aproximou de uma lanchonete com um nome familiar: Granny’s. Percebi que, à medida que Emma estacionava, o carro era cercado, mais e mais pessoas se aproximavam. Cameron’s POV: Eu tentava parecer tranquila, mas ao ver o olhar de Regina, notei que teria alguns problemas com relação a minha chegada com Treze. Eu não me importava para o que ninguém dissesse, eu sabia que seria apenas o choque inicial, mas Regina me preocupava com relação a Henry. O Granny’s estava cheio, era hora de almoço e boa parte da cidade estava por ali. A outra parte se aproximou com minha chegada e logo fomos cercadas. Henry abriu caminho em meio à multidão e me abraçou forte assim que desci. Vovó estava logo atrás e pegou Ruby pela orelha com força quando a mesma saiu do carro. A moça protestou, a senhora grisalha ainda xingava a garota desobediente e lhe dava tapas no braço e ombro, mas logo deu-lhe um abraço forte e saudoso. Embora o olhar ainda fosse severo, ela sentia-se, no fundo, orgulhosa com o êxito da neta. Minha mãe e meu pai foram os próximos a aparecer, me abraçando. O clima era de risos, uma chegada esperada e feliz. Mas não notei que Remy ainda não havia descido. Quando ela apareceu, do lado de fora do carro, todos os olhares voltaram-se para ela.— Pessoal, essa é a Dra. Remy Hadley, ela trabalha no mesmo hospital que eu. – A apresentei para todos. Todos sorriram e a cumprimentaram, dando-lhe boas vindas. Não notei que Henry observava o interior do veículo, buscando a presença masculina que esperava. O menino avaliava a situação, eu só desconfiei porque o senti muito quieto agarrado à minha cintura. Quando eu finalmente o olhei, o peguei em flagrante enquanto encarava a mancha de um vermelho intenso no braço de Remy e eu sabia que ele tentava ligar a mancha com a poção e descobrir a relação da moça com o meu pedido de ajuda, consequentemente, a relação dela comigo. Aos poucos a novidade passou, as pessoas se dispersaram, outras entraram no Granny’s para comemorar nossa volta. Ruby nos serviu canecas de cerveja e uma especial de coca-cola para Henry, brindamos. Estava tudo correndo muito bem, até Regina aparecer. Regina’s POV: Parei o carro de qualquer maneira diante de casa e corri para dentro. Como eu temia, Henry estava com os “Charming”. Fui atrás do meu filho, imaginando que, há essa hora, ele já tivesse se encontrado com Emma. Não fiz questão de pegar o carro, me teleportei até a esquina da lanchonete, avançando a pé rumo à pequena aglomeração. As pessoas se dispersavam e notei que havia uma pequena comemoração dentro do Granny’s. Comemoração de que? Não fazia nem seis meses que Emma havia deixado StoryBrooke, para que tanto estardalhaço? A menos que soubessem, que comemorassem a melhora daquela garota. Eu sabia que era ela a tal adoentada que recebeu a poção, pude sentir quando a vi. Entrei na lanchonete como um furacão. O ar sério, a postura fina sobre o salto alto e o olhar zangado fez com que o lugar se calasse por alguns minutos.— Henry, você vem para casa comigo.
— Regina, Emma acabou de chegar, deixe eles ficarem um pouco juntos. – Mary intercedeu.— Eu vi quando ela chegou e já deixei Henry aqui até agora, não? Vamos logo Henry.— Qual é o seu problema? – A loira me enfrentou, como sempre.— Não vou deixar meu filho compactuar com isso. Emma notou sobre o que eu estava falando, pois olhei diretamente para a mancha vermelha quase brilhante sobre a veia no braço de sua “amiga” assim que falei. Pela troca de olhares entre a dupla e Ruby, eu notei que a loba já sabia. É claro que sabia. O que eu poderia esperar de alguém como ela senão acobertar as duas?— Compactuar com isso?— Sua querida filha não te contou, David? – Minha sobrancelha bem desenhada se ergueu e um sorriso cínico e maldoso se formou nos meus lábios.— Contou o que? – Mary "sempre curiosa" Margareth foi quem peguntou. Eu vi vários pares de olhos se voltarem para as duas, principalmente para Emma, seu rosto era determinado, mas seu olhar não tinha a mesma dureza que o rosto expressava. Não, eu poderia jurar que vi medo por trás dos olhos esverdeados e isso fez meu sorriso ser ainda mais triunfante. Eu vi Ruby se encolher sobre os ombros e a moça castanha estava prestes a abrir a boca quando Henry a interrompeu, para minha surpresa, enquanto segurava a mão da mãe e estendia a outra para a garota ao seu lado.— Estamos felizes por Remy ter trazido minha mãe de volta viva.— Como é?— Vovô, foi ela quem salvou minha mãe. Foi ela que ficou no hospital. Era Remy que estávamos tentando salvar o tempo todo. – Henry finalmente alcançou a mão da moça de cabelos castanhos e a puxou para mais perto enquanto falava. Vê-lo de mãos dadas com as duas fez meu sangue subir.— Isso é verdade, Emma? – Pelo menos ver a cara de espanto de Snow me deu alguma felicidade.— Sim. É verdade. Remy levou um tiro me defendendo e quase morreu. E eu teria feito a mesma coisa por ela. Eu a amo.— E eu amo a Emma, não tenho dúvida alguma disso. Meu filho abriu caminho para que a moça castanha segurasse a mão de Emma, deixando visível diante de todos a marca no braço deixada pela introdução da poção. Mas eu havia conseguido o que queria, todos as olhavam com receio, com estranheza. Aproveitando desse ato, eu segurei Henry pela mão e ele soltou-se da cintura de Emma, embora ainda a encarasse e, para minha maior surpresa, foi o menino quem quebrou o silêncio outra vez.— Remy é o amor verdadeiro da minha mãe, ela é bem-vinda na cidade. O garoto me encarou, eu bufei. Por que raios eu não conseguia ir contra aquele menino?— Sim, se essa moça salvou minha filha e a ama, ela será bem-vinda nessa cidade. – O pai já saiu em defesa da filha, encarando Mary em seguida.— Claro. Somos as últimas pessoas neste mundo que podem se achar no direito de ter algum preconceito. Somos todos diferentes aqui. Não somos desse lugar, viemos de um mundo melhor, onde todos são aceitos apesar de suas diferenças. O amor é igual para todos. Muitos olhares de arrependimento e alguns sorrisos sinceros de compreensão tomaram o ambiente. Henry encheu-se de orgulho com as palavras da avó, me fazendo fuzilar o casal Charming com os olhos. Ninguém agora estava me dando o mínimo de crédito, tudo o que eu havia dito virou pó diante das belas palavras de Snow e tive ódio da intromissão. Aquela era minha cidade e meu reino, eu deveria decidir quem era bem-vindo ou não. Eu o segurei mais firme e puxei-o para fora da lanchonete. Ele me acompanhou, não sem antes dar a última palavra.— Vejo vocês à noite! A questão era: Eu não o deixaria sair mais tarde, de jeito nenhum. As palavras ditas por Mary, David e até mesmo por Henry, ainda ecoavam na minha mente. Eu não iria admitir, mas estava sofrendo um conflito interno naquele momento.
Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo! Comentários sempre bem-vindos! Beijão!!
Fale com o autor