Uma Realidade Mágica!

38 O inimigo aparece


Notas iniciais
Oiee! Atualizando aqui. Esse é o antepenúltimo capítulo da história e já estou começando a ficar nostálgica. .-. Acho que vai ser difícil alguém gostar desse capítulo, até mesmo pelas coisas que irão acontecer, mas espero que só não odeiem e que terminem de ler a fic. huahuaha

Cameron’s POV:

Já fazia vinte e cinco dias desde a ligação da Cuddy, avisando que minha amada Remy tinha sido presa. Não preciso nem dizer o quanto isso me apavorou, o sentimento de vazio que se instalou em mim.

Dentre todos esses dias, só tive cinco oportunidades de visitá-la. No caminho de ida e volta de cada visita, eu pensava em tudo o que tinha acontecido. Por muito menos eu tinha me separado de Chase. Não, talvez não tão por menos assim. Ele matou um homem horrível, um ditador que não fazia falta alguma à humanidade. Remy matou um homem comum. Matar era uma palavra forte demais. Mas também não diminuía o que ela fez. Ela cometeu eutanásia no irmão doente. O irmão moribundo pela doença que ela mesma estava sentenciada. É claro que ela sofreu com aquela decisão. Ela sofreria o resto de sua vida. E eu a amava, mesmo assim, acima de tudo isso.

Eu já não andava mais pela cidade, sem ela eu apenas perambulava. Para piorar, já fazia três dias que Henry havia sumido. Meu coração estava duplamente em pedaços. Porém, pela primeira vez, Regina não me cobrou ou responsabilizou pela perda do menino. Não, ela se mostrou compreensiva, apesar da angústia, e unimos forças para tentar encontrá-lo.

Convenci Regina a falar com Ruby, assim como a convenci a confiar em mim a falar sobre a loba. Caso ela ainda não tivesse notado, era óbvio que eu sabia de tudo o que aconteceu entre elas. Estava estampado na testa das duas.

Flashback – Primeira semana após a festa de Henry.

— Engula esse maldito orgulho, Regina. Acredita mesmo que não sei que você e Ruby dormiram juntas? Soube desde o momento em que ela apareceu na sua porta Só não sei quantas vezes mais isso aconteceu. – Eu a provocava.

— Allison! Fale baixo! – Ela me fuzilava com os olhos enquanto caminhávamos pelas ruas da cidade. O fato de ter usado meu primeiro nome demonstrava que eu a tinha mesmo irritado. Ela sussurrou. – Ruby e eu... nós dormimos juntas. – Ela fez uma pausa para respirar fundo. – Algumas vezes. Mas a cidade toda não precisa saber. Ainda não.

— EU SABIA!! – O meu grito vitorioso chamou a atenção de pelo menos umas dez pessoas que estavam circulando por ali. Regina me olhou de um jeito que parecia desejar, no fundo do seu íntimo, me matar.

— Eu já lhe disse para calar essa maldita boca! – Ela falava entre dentes, apertando meu braço com uma força que condizia mais a um ogro que a ela, olhando discretamente ao redor. – Eu já dispensei os conselhos amorosos da sua querida namorada, gostaria que também me deixasse em paz. – Ela finalmente soltou meu braço.

— Qual é, isso é sério, Regina? – Eu dei alguns passos a mais e parei de frente à ela, obrigando-a a parar também. – Se gostou do que tiveram, se gosta dela, o que custa admitir? Se não admite nem para você, nunca conseguirá admitir pra cidade toda.

— Certo. – Ela olhou ao redor outra vez e disse em tom sussurrado. – Eu gosto da loba. – Ela voltou ao tom cínico de antes. – Pronto, está bom pra você? Agora, não devia estar atrás daquela praga do Hook?

— E estou. Mas parece que ele deixou a cidade. De novo. – Minha expressão era de indignação. Voltamos a caminhar.

— Bom, continue trabalhando. Afinal, é para isso que lhe pago. – Ela disse isso e soltou um sorriso irônico e superior, enquanto abria a porta da loja do Gold.

— Hey... – Ela não me deixou terminar, entrou e fechou a porta na minha cara.

Fim do flashback.

A loba bem que tentou ajuda a encontrar o garoto, mas Ruby não conseguia farejá-lo. A única certeza que eu tinha era que Hook estava por trás daquilo tudo. Henry não sumiria por tanto tempo sozinho.

Voltei para a delegacia, eu já tinha rodado toda a cidade outra vez, já eram quase cinco da tarde, eu não sabia mais o que fazer. Deixei o carro parado na frente do prédio e entrei. E, para minha surpresa e susto, Hook estava ali. Ele me aguardava parado em frente a porta aberta da cela.

— Emma! Quanto tempo? – Hook deu seu sorriso falso-galanteador e deu uns passos em minha direção, os braços estendidos, como se esperasse um abraço. – Pensei que a recepção fosse ser mais...calorosa! – Ele ergueu uma sobrancelha e fez cara de sacana.

— Seu maldito! – Sem pensar, acabei partindo para cima dele. – Onde está o Henry? – Eu lhe acertei um belo tapa, mas nada que o tivesse afetado. Ele conseguiu me dominar, me jogando pra dentro da cela, embora também tivesse entrado junto. Ele me deu as costas e se voltou para a porta. – Você...nem pense em me trancar aqui! – Me levantei com alguma dificuldade pela forma como fui jogada, seu gancho tinha aberto uma bela ferida em meu braço, e quando corri para tentar impedi-lo, ele se virou de frente para mim e meu rosto bateu contra o seu peito.

— Relaxa, Emma. Não estará sozinha! – Ele sorriu outra vez e me mostrou a chave pendurada no gancho. Quando tentei pegá-la, ele a jogou pelas grades para o lado de fora.

— Seu idiota! – Eu o soquei outra vez. – Se vou ficar aqui, você também fica... – Meu olhar era de pura fúria, mesmo assim ele ousou me interromper.

— A minha intenção é essa, que você fique. – Ele aproximou o rosto do meu e sussurrou. – Sabe, sozinho seria muito sem graça. Por que não fica mais a vontade? Ainda vai passar um bom tempo aqui comigo, podemos aproveitar.

— Só se eu aproveitasse para te matar! – Gritei na direção dele e o mesmo balançou o gancho no ar como sinal negativo.

— Não, assim não. – Ele parecia um psicopata com a frieza com a qual me olhava, um brilho perverso no olhar que parecia me engolir. – Vamos tentar de novo. – Ele golpeou minha regata com o gancho, rasgando-a no meio de cima a baixo, expondo meu top branco. – Assim está bem melhor.

Regina’s POV:

Ruby e eu passávamos cada vez mais tempo juntas, embora a maior parte dele fosse em segredo, na minha casa durante a noite. Estávamos conseguindo nos entender e eu sentia que nossos sentimentos uma pela outra estavam aumentando, se consolidando.

Ela estava sendo um grande ponto de apoio para mim e me ajudando, de todas as formas que podia, a achar o Henry. A loba também era o porto seguro de Emma após a prisão de Remy. Nós três ficamos ainda mais unidas em nossas angústias.

Eu estava saindo da prefeitura quando Ruby apareceu diante de mim correndo, estava ofegante, mas conseguiu dizer as palavras que eu mais queria ouvir.

— Eu farejei o Hook.

— Onde ele está? – Eu mal dei tempo para que ela terminasse.

— Em direção à delegacia. Eu não consegui falar com Emma... – Ela se interrompeu, preocupada.

— Vamos, esse maldito não me escapa. – Segurei em sua mão e nos teletransportei.

Aparecemos diante da delegacia. Foi imediato, assim que nos materializamos, pudemos ouvir os gritos de Emma. Ruby abriu a porta com tamanho desespero que quase a arrancou das dobradiças devido a sua força.

Quando finalmente entramos, a cena que vi era revoltante. Hook havia jogado Emma na apertada cama da cela e se mantinha sobre ela, tentando controlá-la, enquanto a mesma esperneava e gritava com ele, tentando chutá-lo ou socá-lo, sem sucesso. Não pude ver mais do que isso, também nem foi preciso. O pirata ergueu a cabeça e me encarou, soltando um sorriso triunfante.

— Olá meninas. Vieram para a festa? – Emma se contorcia abaixo dele tentando se livrar ou, ao menos, ver com quem ele falava. – Não esperava mais companhia, mas se quiserem, dou conta das três. – Ele riu.

— Solte ela, pirata maldito! – Assim que falei, ouvi a voz de Emma abaixo dele.

— Regina! – Ela não teve tempo de dizer nada mais, ele tinha me ignorado completamente e agora abafava a voz da loira com os lábios colados aos dela.

Eu devia estar com uma expressão demoníaca, pois percebi que Ruby se afastou um pouco de mim, dando alguns passos para trás. Não conseguia tirar os olhos do pirata que estava sobre Emma. Ele mantinha o joelho pressionando o abdômen da loira e a ponta do gancho encaixado na altura de seu coração, furando-a a cada vez que se ela debatia.

Ergui minha mão com os olhos fixos à minha frente, eu não precisava ver para saber que nela estava se formando uma esfera de energia amarela como fogo. Minha fúria fez com que a bola crescesse rapidamente e então eu a atirei contra a porta da cela, que se arrebentou com o contato.

Hook foi arremessado de cima de Emma, encurralado contra a parede enquanto eu me aproximava. Ergui novamente a mão, apontando-a para o pirata que logo ficou sem ar com o aperto invisível em sua garganta, enquanto era prensado na parede. Dei uma rápida olhadela em direção à loira, seu estado era deplorável. A regata branca pendia em seus ombros rasgada ao meio, o cinto da calça sobre a cama, também cortado, o jeans em farrapos, os cabelos desgrenhados. Pude vê-la com a boca sangrando, assim como o braço e o tórax, aquilo foi o suficiente para que perdesse o restante da minha pouca compaixão.

Ouvi Ruby se aproximar, eu sabia que ela acolheria a loira, que já saia da cela passando por mim. Enquanto Emma andava, não conseguia deixar de imaginar o quão ferido ou assustado meu filho poderia estar a aquela altura. A voz da loba se mostrou presente.

— Regina... pense bem no que vai fazer. – Eu a ignorei e me aproximei do pirata, fitando seus olhos.

— Onde. Está. Meu. Filho? – Pronunciei as palavras de forma lenta, pausadamente, apenas para vê-lo sofrer um pouco mais com o desconforto da falta de ar.

— Sempre detestei... aquele... moleque. – Ele arfou, quase sem ar. Antes que eu continuasse, ouvi a voz de Emma vinda de trás de mim.

— Responda! Seu verme maldito!

Ele riu. Tossiu, se engasgou, mas continuou rindo. Eu não suportaria tamanha falta de respeito comigo. Por um puro impulso, coloquei minha mão em seu peito, pressionando o lado esquerdo, meus olhos faiscando com a expressão de dor dele ao sentir que toquei seu coração. De uma vez, sem prévio aviso, arranquei o órgão que brilhou enegrecido em minha mão. Aquele pirata era podre.

— Diga-me! Onde está o Henry? Fale, agora! – Ordenei, enquanto pressionava o coração dele, ao mesmo tempo que o libertava do estrangulamento.

— Jolly Roger. – Ele balbuciou.

— Onde está o navio? – Ele ergueu a cabeça e encarou a loira atrás de mim. E sorriu. O filho da puta sorriu.

— Nunca... saberão. – Ele contorceu-se com o aperto mais forte que dei em seu coração.

— Última chance, Hook! – Eu o encarava, mas quando ele levantou a cabeça, olhou em alguma direção além de mim.

— Não tenho medo de você, Regina. Está mais mansa que um cachorro vira-lata. Claro, deve ser por estar se engraçando com a loba aqui. – Ele devia estar olhando pra Ruby quando sorriu e mandou um beijo. Depois voltou seu olhar para mim. – Rainha? Cora sim era uma rainha. Você não é nada! Sempre. Foi. Um. Nada! – Ele pronunciou as palavras em pausa e um sorriso de escárnio brotou em seu rosto. Ele cuspiu no chão ao meu lado.

Como ele ousava me rebaixar daquela maneira? Tocar no nome da minha falecida mãe com tamanha intimidade. Fiquei cega de ódio e apenas apertei, espremi cada vez mais aquele coração em minha mão, olhando o pirata se ajoelhar com a mão no peito, rugir de dor até desfalecer. Abri a mão, deixando o pó escoar pelos meus dedos e só despertei do meu transe ao ouvir a voz assustada de Emma atrás de mim.

— House?!

Notas finais
Então, o que acharam? Relaxem, coisas melhores estão por vir! ^-^ Ainda mereço reviews? Beijão!!