Uma Realidade Mágica!
29 Companhias indesejadas
Notas iniciais
Os quatro tiveram um dia agradável de passeio. Eles só não esperavam ter que lidar com uma situação dessas à essa altura do campeonato, quase indo para casa.
Henry’s POV:
Aquele foi um dos melhores dias da minha vida. Nunca tinha me divertido tanto, principalmente por estar fora de StoryBrooke em algo tão legal. Quando estávamos indo para o carro, um trio de rapazes com botas, fivelas, camisas xadrez e chapéu de cowboys, se aproximou das minhas mães, cada um se dirigindo a uma delas com cantadas baratas. Os que foram para o lado de Emma e Remy eram dois idiotas, elas estavam visivelmente juntas, como namoradas, dava pra ver de longe.— Hey! – Remy disse gritando na direção do cara que puxava Emma pelo braço, tirando-a de seu abraço. – Solta ela agora! – Foi impedida de ir até ele pelo segundo cara, que puxou seu próprio braço, trazendo-a para junto do seu corpo. O terceiro veio se encostando em Regina, fazendo-a soltar minha mão para afastá-lo dela. Estavam bêbados, nós notamos isso assim que chegaram perto, o cheiro era horrível.— Hey caras! Deixem minhas mães em paz! – Eu olhei feio para os três diante de mim.— Olha isso, Daniel, o rapazinho tem três mães. – O cara riu. Daniel era justamente o que estava ao lado de Regina, fazendo-a ter uma nova repulsa pelo contato ao julgar que ele não merecia a honra do nome.— Qual é, kid? Ninguém tem tantas mães assim. Mas, se tem três mães, não deveria ser tão egoísta, não é Jason? – Ele riu para o cara ao lado de Treze, que fez um sinal de sim com a cabeça. O cara de barba mal feita, cabelos loiros, compridos e desgrenhados, um chapéu ridículo na cabeça e alguns botões abertos da camisa xadrez fedia a bebida e insistia em passar a barba do queixo pelo pescoço de Regina, fazendo-a se encolher de nojo cada vez que ele chegava mais perto. Ela tentou de todo modo mantê-lo longe, mas uma vez que tenha sido pega, foi difícil conseguir se livrar. Ele mantinha um braço firmemente envolto à cintura da minha mãe e prendia com força um dos braços dela junto ao corpo, fazendo com que a mão livre tentasse de tudo para se livrar, sem grande vantagem. Ele era o mais atirado de todos. Treze se irritou e deu um soco no nariz de John, assim que ele deslizou sua mão mais abaixo no quadril de Emma e apertou, tirando sangue do nariz quebrado do rapaz. Jason, aquele de quem ela escapou para agredir o outro, voltou a segurá-la, só para ser a vez da loira, já livre, dar-lhe um soco no nariz, fazendo-o soltar sua namorada ao levar a mão ao rosto também. Regina era a única que ainda estava sendo cercada pelo tal Daniel.— Solta minha mãe! – Eu o chutava, sem muito sucesso. Ele ria.— Melhor soltar ela, cara. Não se mexe com uma das nossas! – Treze disse enquanto se aproximava dele com os punhos cerrados ao lado de Emma.— Qual é, garotas? – Os outros dois se recuperaram parcialmente e se punham em pé ao lado do amigo. – A gente só quer se divertir.— Não precisamos de vocês pra isso. – A loira sorriu de forma maliciosa e puxou Remy ao seu encontro, lhe dando um beijo que foi correspondido de imediato.— Wow. Caras, olha só pra isso! – Jason se empolgou, tirando a mão do nariz e apontando as duas, exibindo o rosto manchado de sangue. Por um momento, Daniel libertou Regina de suas mãos para fazer alguma comemoração idiota. Como poderiam ser tão imbecis? Remy rapidamente puxou a morena pelo braço e a colocou entre si e Emma, deixando minha mãe visivelmente sem graça quando os braços de ambas lhe enroscaram pela cintura. Os três estavam paralisados agora com a cena. Cameron ameaçou dar um passo a frente, sem soltar o braço em torno de Regina, olhando com um olhar assustador de fúria para os três e Remy os encarava com o canto dos olhos, checando com Regina se ela estava bem.— MINHAS! – Emma gritou. Parecia o rugido de um leão defendendo suas leoas. Os três imediatamente deram um passo pra trás, erguendo as mãos em rendição.— Ok, ok. Calma aí. A gente só pensou em se divertir.— Se mandem daqui. Agora! Quando pensarem em se divertir com uma mulher novamente, tenham a dignidade de aparecer sóbrios e de tratarem-na com respeito.— Ou podem acabar com os narizes quebrados de novo. – Eu me meti, rindo da cara dos três patetas e me pondo diante de Regina, entre minhas três mamães. Eles se retiraram, vez ou outra ainda olhavam para trás, para as três que se mantinham grudadas. Remy e Emma só soltaram Regina quando os três sumiram em meio à multidão que saia para o estacionamento. Dei risada da médica ao fazer sua pose de vitória, cheia de gracinhas.— Isso foi bem animado. – Ela riu, fazendo com que Regina fizesse uma pequena careta para aquela observação. – Como está, Majestade, tudo bem bem?— Sim, mas preciso de um banho urgente e lavar essas roupas pelo menos umas três vezes. – Regina fez uma nova careta e sorriu.— Droga, aquele imbecil deixou sangue na minha jaqueta preferida. – Disse a loira olhando a manga suja da jaqueta de couro vermelha. – Vamos para casa, gente. Já tivemos muita ação por hoje.
— Talvez seja uma boa desculpa para comprar uma nova, xerife. Me surpreendo por essa ainda estar inteira. – Ela riu, debochando, mas apesar da careta, Emma levou na esportiva. Acabei rindo, a adrenalina estava a mil nas minhas veias, foi demais o que as duas tinham feito, tive que abraçá-las bem forte.— Obrigado Emma, Remy! Por protegerem Regina. A morena ficou novamente sem graça. – Sim. Obrigada!— Que isso garoto, por nada. Estou acostumada com idiotas desse tipo. – Remy piscou para mim e depois sorriu para minha mãe adotiva.— E, como Remy disse, Regina é uma das nossas. – A loira falou e olhou para Regina com um sorriso. – Afinal, você também é mãe do garoto. Acho que aquela era a primeira vez que eu via Emma admitir aquilo. Ou mesmo considerar que Regina realmente também era minha mãe, assim, de forma gratuita. Era o meu desejo mais forte de que as duas se entendessem e que compartilhassem minha guarda, sem problemas, se realizando? Se for, tenho que agradecer Remy de novo por mais esse feito. A prefeita ficou com os olhos ainda mais brilhantes após ouvir as palavras de Emma. Acho que ela nunca tinha recebido tantas gentilezas em um único dia.— Agradeço. Eu não sou muito boa com... – Regina girou o dedo indicador no ar. – essas coisas. – Rimos juntos.— Que nada! Eles tiveram sorte. Se estivéssemos em StoryBrooke, eles teriam virado poeira. – Cameron riu até perceber que nenhum de nós a acompanhara no riso e então corou. – Qual é? Vai me dizer que não teria usado magia neles se pudesse? Regina me encarou assim que Emma fez a pergunta. Ela se preparou para responder e eu me adiantei, interrompendo-a.— Sim, ela teria usado. E ajudaria a salvar vocês também. – Sorri e me abracei à Regina outra vez. Ela tinha lágrimas brilhando nos olhos e um sorriso bobo no rosto. Cameron’s POV: Estava tudo perfeito, até aqueles três idiotas aparecerem. Mas acho que dá pra tirar uma boa lição desse momento. Realmente somos uma família. A volta para casa foi exatamente como a ida, Regina ao volante, eu ao seu lado, e Henry testando todos os cacarecos que havia comprado, com a ajuda de Remy, no banco de trás. Nosso destino foi o mesmo lugar de onde partimos: a mansão de Regina. Como Remy havia previsto, chegamos ao começo da noite à StoryBrooke. A prefeita estacionou em sua garagem e todos desceram. Tenho que dizer, estava bem cansada do dia agitado e teria que voltar a pé para casa. Naquele momento senti falta do velho fusquinha amarelo, pois não estava nem um pouco afim de caminhadas. Henry cutucou Regina discretamente e ela se abaixou para que ele falasse em seu ouvido. Eu vi o modo como ela tentou argumentar, mas foi vencida facilmente pelo menino, se aproximando de nós em seguida, visivelmente constrangida.— Podem pernoitar aqui em casa, se quiserem. Já que nos veremos amanhã pela manhã mesmo. – Regina deu um sorriso sem graça.— Eu não... Acho que ainda dá para irmos a pé daqui. – Tentei livrá-la desse constrangimento, sem sucesso, porque Henry se intrometeu.— Por favor mãe. Fica. Podem dormir no quarto de hóspedes. Eu nem sei para que servem aqueles quartos. Fora vovó Cora – Ele fez uma careta. – nunca tivemos outro hóspede na nossa casa. Por favor! Era impossível resistir àquela carinha pidona de Henry. Remy era a única ali que ainda conseguia ser mais imune a esse tipo de apelo e, por perceber o constrangimento, tentou se impor.— Henry, não precisa. Obrigada Regina, mas vamos a pé. – Remy sorriu e segurou minha cintura. O garoto fez uma cara emburrada para o lado dela. – Hey garoto, está tudo bem. Não queremos incomodar. Naquele momento achei estranho, pois Henry estava vencido e Regina havia conseguido se livrar do compromisso constrangedor, mesmo assim a morena insistiu para que ficássemos, nos pegando de surpresa.— Por favor, fiquem. Não será incomodo algum. – Seu olhar brilhava, estava constrangida mas, ao mesmo tempo, era visível a carência naqueles olhos castanhos escuros. Eu não soube dizer se aquela atitude dela foi pelo menino estar contrariado ou se foi de livre e espontânea vontade, talvez por gratidão ao que fizemos para defendê-la no estacionamento. Preferi acreditar que as duas opções estavam certas. Treze olhou em meus olhos, buscando alguma dica e acabei tendo que dar de ombros. Aceitamos o convite. Regina ainda teve disposição para fazer um jantar delicioso. Nos sentamos todos juntos à mesa outra vez. Dessa vez, houve alguma conversa e riso à mesa. Dessa vez, a noite não terminou em brigas. Henry subiu conosco para o andar de cima, mostrando onde dormiríamos. Depois me arrastou para o quarto dele, queria me mostrar algo que havia feito na escola. Regina's POV: Vi Remy descer e vir para a cozinha, se aproximou e disse que ia me ajudar com as louças, o que não foi necessário. Quando a castanha chegou, eu já havia colocado tudo dentro da lavadora.— Eu vim ajudá-la. Mas já vi que foi mais rápida. – Ela riu.— Um pouco de magia ajuda quando estou com pressa. – Acabei rindo também, fazendo sinal de silêncio para Remy, querendo dizer que era segredo.— Acho que Henry não se importaria com um pouco de magia para facilitar na hora de lavar os pratos. Queria eu saber fazer isso. – A moça gargalhou, torcendo o nariz. Claramente ela não era fã de ficar na cozinha. Após a conversa, subimos para encontrar Emma e Henry no quarto dele. O garoto já estava de pijama e sentado na cama sob as cobertas. Me aproximei e lhe dei um beijo de boa noite, em seguida ganhou um de Emma e outro de Remy. Ele sorriu.— Hoje foi o dia... – Ele bocejou. – Mais feliz que já tive. A primeira vez que minhas duas mães me dão boa noite juntas. E minha boadrasta linda também. – Ele sorriu.— Agora dorme garoto, vamos ter um dia longo de passeio amanhã também.- Remy fez o que sempre fazia, abraçou-se à loira e sorriu pro garoto.— Sim, temos que estar cedo no estábulo para receber os cavalos.— Ok, senhoras. Vamos nos retirar porque todas estamos precisando de uma boa noite de sono também. – Emma sorriu, despedindo-se de mim com um “boa noite” e indo com Remy para o quarto que Henry mostrara a elas.— E de um bom tempo no banho. – Soltei um leve riso e logo em seguida fiz uma careta, ainda estava enojada com o que se passara. Logo em seguida me retirei do quarto do garoto e me dirigi ao meu. Emma e Remy fizeram o mesmo. A casa ficou silenciosa enquanto todos dormiam.
Notas finais
E aí gente, o que acharam de mais esse capítulo? *_* Mereço reviews? Beijão!!
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