Notas iniciais
Finalmente o domingo chega e traz a tão aguardada entrega de Rocinante e Sunshine, os animais de Regina e Treze. Como será o dia delas?

Treze’s POV:

O dia começou cedo, como prevíamos. Emma e eu acordamos com barulhos vindos do andar de baixo da casa. Ainda meio desorientadas, logo nos recordamos que estávamos na mansão da prefeita, já que Henry entrou correndo pela porta do nosso quarto e pulou na cama entre nós duas.

— Bom dia, dorminhocas! – Ele gargalhava.

— Caramba, dormimos demais? – Olhei Emma que, imediatamente, olhou no relógio ao seu lado.

— É cedo ainda. Henry, você e Regina tem o hábito de acordarem tão cedo assim? – Ela estava um tanto surpresa.

— Temos. Mas hoje acordamos um pouco mais cedo. O sol ainda nem saiu. – Ele sorriu. – O café da manhã está pronto, estamos esperando vocês.

— Podia ter dito antes, garoto. Que mico, dormir na casa de alguém e ainda acordar mais tarde que os donos. – A minha careta fez o menino dar risada.

Rapidamente nos levantamos e arrumamos, enquanto Henry desceu correndo para avisar Regina que logo estaríamos à mesa.

Quando descemos, o cheiro delicioso do café da manhã feito pela prefeita invadiu nossas narinas e fez meu estômago roncar, arrancando de Emma uma risada, só para fazer com que seu próprio estômago reclamasse e ela fez uma careta e me deu uma leve cotovelada quando ri.

Nos sentamos à mesa junto com Henry. Regina apareceu, vinda da cozinha, trazendo panquecas feitas na hora para a mesa. Tirou o avental que usava e o jogou sobre o balcão da cozinha, sentando-se ao outro lado do filho. Comemos, tudo delicioso, como na noite anterior.

A morena pegou uma cesta de piquenique que havia arrumado e, em seguida, seguimos para o estábulo, outra vez no carro da prefeita. Chegamos bem a tempo de ver o caminhão com os animais encostar junto ao portão. Assinamos os papéis e dirigimos os animais para as baias.

Após serem escovados e selados, nós montamos. Henry foi em seu cavalo, que certamente ficará pequeno para ele em alguns anos. Regina montou Rocinante e ambos pareciam se entrosar tão bem, como se sempre houvessem tido contato. Em seguida foi minha vez. Montei Sunshine e estendi a mão para Emma, que subiu montando atrás de mim, segurando firme em minha cintura.

A morena saiu trotando com o cavalo e assim que passou pelo portão principal do estábulo, começou a galopar de forma perfeita. Não havia perdido nem um pouco a maestria da coisa.

Fiz o mesmo, conforme a égua galopava, Emma saltava levemente e caia cada vez mais colada em meu corpo, me fazendo rir e arrepiar toda vez que suas mãos apertavam mais minha cintura e deslizavam por meu corpo. Henry vinha logo atrás, o garoto também andava muito bem a cavalo, graças ao avô David que o havia ensinado.

Paramos bem abaixo de uma grande árvore, assim que subimos um pequeno morro gramado, alguns quilômetros distantes do estábulo, já próximo à hora do almoço. Descemos e deixamos os cavalos descansarem um pouco, enquanto fazíamos um piquenique na sombra da árvore. Algum tempo depois, voltei a montar. Emma ficou com Henry sob a árvore enquanto saí para mais uma volta, dessa vez sozinha. Passei por Regina alguns metros além de onde a loira estava com o filho, ela estava com Rocinante, acariciava o pelo do animal e conversava com ele.

— E então, prefeita, já parou? – Acabei rindo.

— Não, longe disso! – Ela montou o animal. – Vamos!

O passeio durou mais algumas horas, Regina e eu galopando lado a lado. Após um tempo, seguimos caminhos diferentes e, enfim, retornei à árvore. Emma estava sozinha, cochilando. Henry havia pegado o cavalo e dava algumas voltas ali por perto, estava em meu campo de visão. Desci da égua para que descansasse antes do retorno à baia, me aproximando da loira. Ela estava com o corpo encostado na árvore, a cabeça levemente tombada de lado, exibindo aquele pescoço gostoso.

Devagar, fui deitando meu corpo sobre o dela e lhe dando mordidinhas no pescoço. A loira se arrepiou, sorriu com um jeitinho dengoso e, então, acordou no susto. Deu uns tapas em meu braço quando viu que era meu o corpo que pesava sobre o dela de forma tão descarada. Acabei rindo com o susto que a xerife levou e beijando sua boca, amansando um pouco a fera.

Alguns minutos depois de termos nos perdido em meio aos beijos e pequenas carícias, escutamos alguém limpar a garganta diante de nós e reconhecemos a voz de Regina.

— Hum... Desculpe, dear. Mas acho que seria melhor continuarem nesse clima sem uma criança por perto que possa assistir. – Ela soltou um riso debochado, ainda sobre o cavalo, fazendo com que Emma e eu ficássemos coradas.

— Acho que está na hora de irmos para casa, o dia passou rápido. – Sorri e me levantei, ajudando Emma a se levantar também.

— Principalmente quando se esquecem do resto do mundo por alguns amassos. – Os olhos castanhos e o sorriso sarcástico que curvava seus lábios denunciavam a alfinetada nas palavras da morena.

— Certo. – Emma respirou fundo para se controlar, sabia que sua próxima frase só confirmaria o que Regina havia acabado de dizer. – Onde está o Henry? – A prefeita apontou com a cabeça o garoto que se aproximava com o cavalo. Naquele momento eu pude visualizar a pose de Rainha que a morena demonstrava sobre o animal.

A volta para o estábulo foi bem mais romântica que aventureira. Coloquei Emma sobre a égua como uma verdadeira princesa, sentada de lado, enquanto me abraçava e eu lhe roubava um beijo vez ou outra. Regina disparou, galopando outra vez, levando Henry com ela, bem atrás da velocidade alcançada pela mãe, porém persistente e adorando correr com o animal.

Assim que chegamos, levei a égua para a baia. A morena já se encontrava ali, seu olhar tinha uma malícia estampada. Ela soltou um sorriso lindo ao me ver, mas suas palavras foram de sarcasmo e divertimento.

— Pensei que não chegariam hoje, senhorita Hadley. Por pouco não as deixei voltarem a pé. Talvez tivessem aproveitado da privacidade para fazer...o que quer que seja que vocês façam juntas. – Regina desdenhou, acenando com a mão como se fosse uma coisa qualquer e então abriu um sorriso maldoso, que eu tinha que admitir, combinava muito com ela.

— Nós fazemos amor, senhora Prefeita. Sexo, transamos, me perco entre aquelas pernas...com meus dedos, minha boca, adoro esfregar meu sexo entre aquelas pernas! – Gargalhei ao ver Regina corar instantaneamente, revoltada por ter sido vencida. Nunca tive problemas para falar de sexo, tinha até uma língua muito afiada e a prefeita estava pedindo por umas verdades. – Se soubesse como é bom, morreria de inveja. – Cochichei em seu ouvido e vi Regina arrepiar-se em resposta. – Quando provar do contato com outra mulher, Majestade, nunca mais irá querer outra coisa.

Soltei uma gargalhada e me afastei, indo em direção à Emma. Puxei-a pela cintura e enrosquei minha língua na dela em um beijo delicioso. Eu pude sentir Regina ferver de raiva pela demonstração gratuita “do que ela estava perdendo” e acabei rindo outra vez ao ver os olhos castanhos me fuzilando.

Regina nos deu carona na volta do estábulo e nos deixou em frente à casa de Snow. Aquele havia sido um grande fim de semana.

Cameron’s POV:

Assim que entramos na casa dos meus pais, eles logo nos cercaram. Mary me abraçou, um sorriso aliviado no rosto.

— Onde estavam?

— Fomos à feira. Exatamente como falamos. – Suspirei ao ouvir a voz de meu pai.

— Vocês saíram para a feira no sábado antes de o sol nascer. Estão chegando agora, no domingo, depois que o sol se pôs. Onde dormiram?

— Ficamos preocupados. Achamos que algo de errado poderia ter acontecido com vocês. – Ela completou a frase do marido.

— Dormimos na casa da Regina. – Remy acabou confessando, causando uma enorme surpresa no casal. – Tanto ontem, quanto hoje, passamos o dia todo com ela e Henry.

Os dois logo olharam para mim, talvez pensando que a moça estivesse delirando mas, ao notarem que eu confirmava, novos sorrisos aliviados surgiram em seus rostos espantados.

— Bom, isso só mostra que Regina realmente está mudando.

A noite terminou bem, jantamos juntos. Remy e eu contamos nossas aventuras na feira agropecuária, incluindo o episódio com os três rapazes. David se encheu de orgulho ao ouvir que a filha e nora os tinham socado no nariz e Snow ficou tocada pelo fato de termos tratado Regina daquela forma. Contamos do piquenique e eu disse aos dois que Remy realmente era membro daquela família, talvez até mais do que eu, pois cavalgava como ninguém. Isso arrancou risos de todos.

Fomos dormir cedo, o dia seguinte seria longo e de trabalho para todos.

Notas finais
Espero que tenham gostado de mais esse capítulo! Mereço Reviews? Beijãoo!!