Notas iniciais
Oi meninas, desculpem o sumiço.
Boa leitura e nos falamos lá embaixo.
beijinhos.

Capítulo 27 – Escape

Bella

Havia se passado quase um mês, desde que Jane deixara o hospital. Graças à cura dela, finalmente eu podia me dedicar aos outros pacientes e voltar à ativa na faculdade.

Numa certa manhã, quando entrei no laboratório para a aula do Senhor Molina, ele me chamara em sua mesa para dar notícias ruins. E como diz o jargão: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, eu acabara de ganhar uma: estudar até não poder mais para passar em nas três matérias em que eu estava pendurada pelo pescoço. Nunca pensei que diria isso, mas talvez eu precisasse de algum tempo a mais para estudar.

- Eu estou pendurada em três matérias! – Disse com raiva de mim mesma.

- Bella, são só três matérias, você se recupera. – Edward tentava consolar-me.

- Não, embora eu esteja soando nerd demais, não é assim tão fácil. – neste momento, Carlisle entrou em seu escritório e eu o chamei.

- O que houve, Bella?

- Eu preciso pedir um favor. Não sei como isso pode ser possível, mas eu preciso de algumas horas a menos durante a semana, se eu não recuperar minhas notas com as provas e os trabalhos extras que consegui, vão cortar minha bolsa. – Murmurei decepcionada. – Eu não quero deixá-lo sobrecarregado, mas sinto como se eu fosse enlouquecer! E ainda tem a audiência esta semana...

- Podemos dar um jeito nisso. – Ele sorriu.

Depois daquele dia, eu trabalhava até às seis horas da tarde, mas havia conseguido eliminar algumas matérias do período vespertino da faculdade, o que significava entrar às duas horas no hospital. Com o tempo de sobra e a única folga semanal, eu havia conseguido um tempo para colocar os trabalho em dia e estudar para as provas, entretanto, mal me dava conta de que os dias se passavam cada vez mais rápidos e logo, os eventos mais importantes do final deste ano, chegariam a nossa porta.

A audiência havia sido marcada para as nove horas da manhã, do dia sete de novembro e eu estava uma pilha de nervos.

- Você precisará apenas responder as perguntas do juiz, as minhas e as da defesa. Nada mais. – Charles, o advogado, explicava-me. – Tenho que concordar que seu caso é, de fato, comovente.

- Se isso ajudar. A menina que ficou órfã e agora processa os pais. – Eu disse ironicamente.

- Desculpe-me pela indelicadeza, senhorita Swan. São apenas ossos do ofício. Eu não saberia ser uma pessoa muito delicada, mas comove-me sua história e espero conseguir lhe dar a vitória.

- Não se preocupe Sr. Charles. – Sorri. – As pessoas comovem-se e sentem pena de órfãos. É a triste realidade e eu aprendi isso da pior maneira.

Charles mostrou-me algumas papeladas e fez algumas possíveis perguntas sobre o caso. Era um ensaio e ele instruía-me a usar do bom e velho drama.

- Está tudo bem? – Edward prostrou-se ao meu lado em frente a grande janela de vidro do escritório de Charles.

- Não estou bem há muito tempo, Edward. – Dei de ombros. – Eu não consigo... Ser eu mesma. Eu não sei mais ser eu mesma, não sei quem eu sou há muito tempo. Me sinto... Nem sei como me sinto.

- Vamos, Charles já terminou. Vou levá-la para jantar. – Ele sorriu e estendeu-me a mão.

Edward deu a ignição e dirigiu para algum lugar distante do centro da cidade, onde eu pouco ouvia os carros e buzinas. Havia um pequeno restaurante italiano no meio de uma quadra. O lugar era aconchegante, tipicamente italiano, que me fazia sentir algo cujo nome eu não sabia.

A garçonete interesseira abaixou-se para nos dar os cardápios e fez uma careta ao me ver. Eu não tinha o mesmo corpo, ou o mesmo cabelo brilhante; no lugar havia um par de olheiras e uma pele pálida.

- Você está péssima, Bella.

- Eu sempre estive péssima. Só estou exteriorizando isso.

- Dois dias. Só isso, só o que você precisa agüentar. – Ele sibilou.

- Estive agüentando por muito tempo, só que guardar tudo isso, toda essa...

- Dor. – ele completou.

- Sim, guardar toda essa dor por tanto tempo... Me fez esquecer de tudo. – Eu dizia baixo, com um nó cada vez maior em minha garganta. – Eu sinto dor nos ombros há tanto tempo, que eu nem sei mais o porquê. Alice diz que é tensão. Eu não duvido. – Eu ri.

- Não posso te dizer que vai ser fácil, Bella. Depois da audiência você ainda vai carregar muita coisa. Eu só espero que não precise ser todo esse peso. – Ele apertou minha mão entre as suas. – Suas mãos estão frias.

- Esse não é o tipo de relação que você esperava, não é?

- O que quer dizer? – Edward perguntou, erguendo levemente uma sobrancelha. – Nenhum de nós dois pode esperar muito um do outro, Bella. Somos dois enrustidos.

- Por Deus, Edward... Eu não agüento mais. – Murmurei derramando algumas lágrimas. – Não agüento mais ser a Bella responsável. Dizem que quando você faz muitas coisas, nenhuma delas sai bem feita.

- Vamos, eu tenho uma idéia.

Edward levantou a mão, pediu a conta à garçonete e sem pensar muito, deixou duas notas de cinqüenta libras junto à encadernação onde constava o valor gasto naquela noite. Num gesto cavalheiresco, ele colocou Bella seu casaco e dirigiu novamente para o centro da cidade.

- Pegue uma muda de roupas. Nada elegante. – Ele sorriu.

- Ok. Volto em alguns minutos.

Bella subiu as escadas do prédio de quitinetes, enquanto ele ficara no carro. Quando ela já havia fechado a porta principal, Edward discou algum número no celular e esperou.

“Filho, algum problema?”

- Eu preciso de um favor. – Ele disse ao pai.

“O que precisar.”

Jasper Withlock andava de mãos dadas com Alice no Westfield London, um shopping Center de luxo. O jovem casal saía de uma sessão de cinema, onde o filme eleito era Breaking Dawn, um filme qualquer sobre vampiros. Alice tagarelava sobre o figurino do filme e o jovem namorado sorria, divertido, com os comentários da pequena. Ele simplesmente se encantava com a presença de Alice.

- Só um segundo. – Ele pediu ao notar o celular tocando. – Edward? Sim, entendo. Vou avisar. Sem problemas, eu também acho melhor. Vou ver o que ela prefere, mas imagino a resposta. Ok, até.

- O que aconteceu? – Os olhos de Alice brilharam. – Bella está bem?

- Não muito. – Jasper sibilou. – Edward vai levá-la para o orfanato. E nós achamos melhor que o apartamento de vocês fique fechado amanhã.

- Como assim? Eu...

- O advogado de Edward disse-me que a notícia vazou e a imprensa já está sabendo. – Ele contou.

- Vou ficar com Bella no orfanato, mas eu não gostaria que você voltasse dirigindo. – Ela disse baixo.

- Allie, eu estou bem. Vai dar tudo certo, além do mais, a estrada é segura.

- Eu pego um táxi, é discreto e você não precisa dirigir. – Ela teimou.

Alice abriu a porta do carona e sentou-se no banco. Não queria que Jasper dirigisse sozinho por aquelas estradas, ela sabia que fazer o caminho habitual chamaria atenção e que, provavelmente, eles iriam mudar a rota até a mansão-orfanato.

- Edward, temos um problema. – Ele disse baixo, ao telefone. – Sim, ela não vai deixar. Tudo bem. Perfeito.

Quando desligou, ele sorriu para Alice. Ela sempre conseguia o que queria.

- Vamos passar na sua casa, você faz suas malas rapidamente e nós vamos para a casa de Edward. Não se preocupe, não irei dirigir.

- Perfeito.

Na mansão branca num bairro residencial afastado da cidade, Esme fazia uma mala com algumas mudas de roupa. Ela trajava um longo robe de seda clara e seus cabelos estavam levemente desarrumados. Carlisle entrara no quarto com uma bandeja na mão.

- Eu vou levá-los. Jasper me acompanhará, visto que Alice não quer que ele vá sozinho. – Carlisle comentou.

- E nem deve. – Ela respondeu, enquanto fechava o zíper de uma bolsa de mão pequena.

- Senhora, chamou-me? – A governanta perguntara.

- Por favor, vá até lavanderia e me traga os dois pacotes que chegaram da GreatCastle. Verifique se eles estão amassados, e coloque-os em cabides e cubra com aquelas capas.

- Sim, senhora.

- Preciso avisar Rosalie que não irei trabalhar amanhã. – Esme dizia rapidamente. Ela vestia uma calça jeans escura e terminava de colocar uma blusa de alças finas, por cima, colocou uma camisa e foi ao closet procurar um sapato.

- Mandarei uma mensagem a ela. Onde está seu celular?

Carlisle abriu a bolsa da esposa e pegou o aparelho. Digitou rapidamente uma mensagem a Rosalie e deixou-o sobre o aparador. Esme voltara ao quarto segurando um cabide, também coberto por uma capa. Dentro dele, havia um conjunto social, que ela usaria na audiência, em menos de dois dias.

- Senhora Esme, a senhorita Alice e o senhor Jasper os esperam na sala de estar. E aqui estão as roupas. – A governanta anunciou.

- Obrigada, Lena. – Esme agradeceu.

- Vamos? – Carlisle pegou a pequena bagagem e desceu as escadas. – Alice, Jasper.

- Boa noite, Dr. Cullen. – A pequena sorriu.

- Alice, que bom vê-la! – Esme a abraçou. – Vamos ter um ótimo dia amanhã.

- Assim espero. Já avisei à senhora Makenna e mandei um recado para Rosalie e Christine, elas avisarão sobre Bella na faculdade.

- Isso é ótimo, então podemos ir.

(...)

- Obrigada por tudo. – Bella disse a Edward, quando ele deixou-a no orfanato.

- Achei que passar um dia aqui, longe de tudo e qualquer preocupação fosse ajudar. – Ele sorriu. — Infelizmente, não poderei te ver amanhã. Vou cuidar para que nenhum boato chegue a este lugar.

- Você tem sido tão bom... – ela abraçou-o, num gesto tímido.

- Você tem sido boa para mim, para meus pais, para essas crianças, Bella. – Ele apertou o abraço e inspirou o aroma dos cabelos dela. – Está na hora de você parar de fazer tudo e deixar que façam por você.

- Acho que vou deixar que você me mime, Edward. – Ela riu baixo.

Longe, no portão, o senhor Monforte abria o portão e deixava um carro entrar na propriedade. Do carro, saíram Esme, Carlisle, Jasper e Alice.

- Allie! – Bella a abraçou. – Não sabia que viria para cá.

- Eu também não. Jasper disse-me quando saíamos do cinema. Talvez fosse bom você ficar aqui.

- Obrigada, mãe. – Edward agradeceu a mãe. – Virei aqui no horário do almoço.

- Sem problemas querido. Eu só acho que vocês devem tomar cuidado. Você bem sabe como as coisas são.

- E outro caso envolvendo nossa família já trás algum alvoroço. – Carlisle comentou. – Não use rotas normais e não saia direto de casa. Não venha de volvo, Edward.

- Tudo bem. Passo aqui amanhã. Se eu tiver algum problema, ligo avisando. – Edward disse à Bella.

- Nós viremos em dois carros para buscá-las. Estaremos aqui às sete horas e sairemos as sete e meia. – Carlisle anunciou. – Obrigado por tudo, senhor e senhora Monforte.

- Não há de quê, querido. Bella e Alice são da família. E qualquer um de vocês é sempre bem vindo.

- Vamos, Edward, Jasper.

Carlisle pegou a direção da Mercedes e Edward entrou ao lado do carona, com Jasper no banco de trás. Quando o carro passou pelo portão de ferro negro, o senhor Monforte fechou-o e voltou para a grande casa, usando uma lanterna para iluminar o caminho. Os muros do orfanato eram altos e com grades, o que impedia que entrassem na propriedade, mas ainda sim, ele foi ao canil e soltou três grandes cães que estavam presos.

Clarita Monforte fora à cozinha preparar um chá e algum lanche para suas visitantes, enquanto Isabella e Alice mostravam o local à Esme.

O quarto aonde elas iriam dormir era amplo e estava vazio, mas possuía quatro camas de solteiro. Embora fosse amplo, era o menor quarto da casa. Esme Cullen colocara suas coisas ajeitadas num guarda roupa pequeno que havia próximo a cama, ao mesmo tempo que observava Alice e Isabella sentadas em suas camas, olhando o vazio.

- Vocês ficavam neste quarto, não é mesmo? – Esme perguntou baixo e sentou-se em frente à Alice. Ela pôde observar um pequeno “AB” riscado num criado mudo entre as camas.

- Estou aqui desde que me entendo por gente. – Alice sorriu. – Não é tão ruim quanto se pensa, pelo menos quando a única idéia de lar que se tem, é um orfanato.

- Fiquei aqui até pouco depois dos dezoito anos, depois Alice saiu comigo. – Bella comentou.

- Bella, Alice?

- Sim, Clarita?

- Vamos tomar um chá, vai ajudá-las a dormir. Senhora Esme, por favor, venha. – Clarita guiou-as à cozinha, onde três xícaras fumegantes as esperavam.

Notas finais
Oiee! :)
Desculpem a demora em postar, sei que vocês ficaram muito tempo sem qualquer notícia, mas cá estou. Eu fiquei esse tempo sem postar, primeiro porque não conseguia encontrar uma forma de escrever o cpaítulo, sem que ele ficasse entediante e muito monótono; e depois porque eu, como já havia falado antes, estou no final da faculdade e precisava deixar algumas coisas de lado para poder estudar e concluir meu tcc. Ainda faltam pequenos detalhes, que já estou cuidando, mas graças a Deus deu tudo certo, cheguei a pensar que não iria conseguir terminar a tempo. Estava quase entrando em desespero.
Anyway... Espero que tenham gostado do capítulo. Como perceberam, a história já está nos seus capítulos finais e, assim que a fanfic estiver quase no final, vou começar a postar a Segunda Fase de Opera Paris. Avisarei aqui quando estiver postando e espero poder vê-las lá também.
Uma pergunta: Já assistiram Amanhecer - Parte 2? O que acharam?
Outra pergunta: O que estão achando do andamento da fanfic? Algo não está legal ou falta alguma coisa?
Bem, comentem e, se gostarem, recomendem. :3 Ficarei bem grata.
E se tiverem alguma dúvida, podem me encontrar no twitter (@ninaxaubet), no facebook (www.facebook.com/ninaxaubet) ou no msn (nina_chobts@hotmail.com). E PS: Estou pensando em criar um grupo no face para as fanfic, assim postarei atualizações por lá, o que acham?
beijinhos,
@ninaxaubet