Uma Prova de Amor
28 Capítulo 26 - Sob a forma dê...
Capítulo 26 – Sob a forma de...
Após uma gloriosa noite, Edward deitou a cabeça em seu travesseiro e adormeceu rapidamente. Seus últimos pensamentos giravam em torno de Isabella e Jane Volturi. Quando alcançou o sono profundo, não houve sonhos, ou ele assim pensava, Edward via-se sentado em sua cama, acordado, observando uma figura alta, muito parecida com ele, que jazia na poltrona de couro escuro que havia no canto do quarto.
“Josh”, ele pensava. Então, como se ouvisse seus pensamentos, a figura sorriu e levantou-se vagarosamente, para em seguida caminhar até ele.
“Achei que nunca fosse entender.” Josh Cullen sibilava sorrindo.
“Entender, o quê?” Edward perguntava desnorteado. “Isso é um sonho?” Ele franzia o cenho para o irmão.
“Claro que é, Ed!” Josh riu. “Talvez eu seja uma manifestação do seu subconsciente, mas nesta forma.” A gargalhada do irmão de Edward ecoava pelo quarto. Edward ainda perguntava-se porque ele estava ali, mesmo sendo uma manifestação do seu subconsciente, porque ele estava ali, no meio da madrugada. “Não pense que isso é uma intervenção divina e você está vendo seu irmão realmente, tenho certeza de que seria muito bom, entretanto...”
“Então o que meu subconsciente quer?” Edward arriscou perguntar a ele – ou a si mesmo?
“Apenas lhe dar os parabéns, você finalmente entendeu.”
Então, como se fosse alguma entidade feita de fumaça, a figura desapareceu. E Edward foi perceber tal fato, apenas quando despertou com o toque do despertador. Seguindo sua rotina diária, ele deixou o pensamento de lado e entrou no banheiro para um banho quente.
— Entender, o que? – Ele disse a si mesmo quando estava embaixo da ducha quente do chuveiro.
Esme Cullen estava na cozinha, ela trajava uma calça jeans, sapatilhas e uma camiseta de meia estação, um traje informal, que era complementado por um avental preto. Ela estava sozinha no recinto e terminava de fritar algumas panquecas doces para o café-da-manhã, quando foi surpreendida por Carlisle.
O médico exibiu um sorriso largo nos lábios; Esme encarou-o por alguns segundos e perguntou-se quando é que ela deixaria de perder-se nos olhos profundos dele. Talvez nunca.
— Alguém acordou bem esta manhã. – Ele deu-lhe um beijo cálido nos lábios.
- Me sinto bem, sim, querido. – Ela sorriu em resposta. – Vá se sentar que vou servir o café.
Há muito tempo Esme não se sentia disposta para fazer uma tarefa simples como o café da manhã. Não era por motivos físicos, embora fosse em parte; Carlisle, como médico, não hesitava em estar sempre cuidando de sua esposa, que logo após a morte do filho mais velho, entrou numa depressão profunda, que lhe trouxe enfermidades graves e aprisionou-a em seu quarto e em sua própria mente por muito tempo.
— Bom dia querido, como passou? – Esme perguntou ao único filho, quando este se juntou aos dois para o café.
- Ótimo. A senhora está bem, não é mesmo? – Edward sorriu ao ver a mãe daquela forma.
- Acho que todos sabemos o motivo. – Carlisle disse casualmente. – Como Bella está, Edward?
- Gostaria de tocar num assunto delicado com vocês, se não se importam. – Ele disse baixo.
Edward retesou. Ele ainda não havia contado aos pais, nem aos amigos sobre o que estava fazendo no escritório de advocacia nos últimos dias e meses. Todavia, era necessário falar, porque Carlisle e Esme precisariam depor no tribunal, como testemunhas da acusação – por parte de Edward; e tocar especificamente neste assunto, mesmo que agora não trouxesse conseqüência alguma, não seria fácil, principalmente para sua mãe.
— É sobre Bella, seus pais, Josh e Emma.
- O que aconteceu?
- Eu abri um processo contra os pais de Isabella. – Ele disse. “É melhor ser direto”, pensou.
- Edward, é uma situação delicada e creio que Isabella deva estar ciente disso. Porque ela será a vítima e terá que enfrentar o que vier, incluindo os próprios pais. – Carlisle disse baixo.
- Eu sei, por isso já falei com ela e o processo já corre há dois meses.
- Espero que saiba o que está fazendo, querido. – Esme disse séria.
- É por isso que precisava falar com vocês. – Ele tomou um gole do suco de laranja e retomou o que dizia. – Bella está de acordo, mas tem medo de enfrentar os pais. E sei que desde que ela conheceu vocês, vocês têm sido como pais para ela. Retomar essa história vai ser difícil para você, mamãe, — ele disse carinhosamente – terá que contar por tudo o que passou e que sentiu, como as coisas têm sido e são. Por isso eu gostaria de pedir para que vocês fossem fortes por ela, porque embora eu esteja ao lado dela, ou Alice ou qualquer um deles, não vai ser suficiente.
Edward engoliu seco. E se Bella, mesmo ganhando o caso, saísse ferida?
— Ela é frágil, Edward. – Carlisle concordou. – Embora se faça de forte, talvez ela não agüente outra decepção. A primeira vez que vocês brigaram, quando ela lhe contou sobre o que havia acontecido, assim que você saiu, ela desatou a chorar. Percebi isso desde então. Mas não deixaremos acontecer. Estaremos lá por ela.
Esme, ciente de que teria que ser – mais uma vez – forte, sorriu em resposta ao filho. Embora machucasse muito, diga-se de passagem, reviver todo o drama de cinco anos atrás, desta vez seria menor pior. Os olhos de Esme avaliavam seu filho, que ainda mantinha uma expressão séria no rosto, ela franziu o cenho e encarou-o.
— O que te perturba, Edward, querido?
- Eu não sei, ao certo. – Ele respondeu hesitante.
- Podemos ajudar? – Carlisle perguntara.
- Esta noite eu creio que... Eu tenha sonhado com Josh, ou então com uma manifestação do meu subconsciente sob a forma dele. – Ele disse baixo, perturbado.
- Vê-lo, ou seja lá como você tenha o visto, o incomodou exatamente porque?
- Certamente era meu subconsciente, pois ele dizia que não era uma intervenção divina e que meu irmão realmente estava morto. – Continuou. – Porém, ele simplesmente disse: “Finalmente você entendeu.”
Edward mantinha a mesma expressão de dúvida da noite anterior. Carlisle sorriu ao vê-lo em tamanha confusão e surpreendeu-se quando percebeu, imediatamente, que ele realmente não havia entendido o propósito de tudo, no final das contas. Ele entreolhou-se com Esme, que soltara uma gargalhada divertida.
— O que há de tão engraçado, que eu não compreendi? – Ele rosnou.
- É óbvio que você não entendeu, querido. De tudo o que aconteceu, desde a morte de seu irmão até ontem, o que você percebe que mudou em sua vida?
Ele ponderou. “O que mudou em minha vida?”, perguntou a si mesmo. “O que foi que aconteceu que eu fiz?”, outra pergunta ecoou em sua mente. “Pense, Edward, pense.”
— Nós vamos ter que falar, querida. – Carlisle murmurou.
- O amor, Edward. Não se pode viver sem. – Ela respondeu. – Ele é uma guerra, uma batalha e um crescimento contínuo. Você nutria um grande amor por seu irmão e então, de repente, ele se foi, o amor que você nutria foi tirado, como um tapete puxado sob seus pés. As taças ficaram à mesa quando a toalha foi puxada, elas quase caíram; assim como você, que quase caiu, quando o tapete foi puxado.
- Você se arrastou, tropeçou e começou a caminhar novamente. – Carlisle sibilou, após empurrar o prato das panquecas.
- Mas quando começou a amar novamente, a abrir seu coração, conseguiu caminhar direito, sozinho, como agora. O amor de Josh foi tirado, mas você encontrou outro, o de Isabella, que lhe aqueceu o coração e que lhe mostrou que, mesmo seu irmão não estando aqui, você ainda tinha o amor dele, mas em forma diferente. – Esme levantou-se e sentou-se ao lado de seu filho.
- Então é isso? Eu amo Isabella?
- Sim, querido. Você a amou desde o primeiro dia que a viu, só não percebeu.
Assim que o café da manhã terminou, a governanta, acompanhada de uma criada, ficou encarregada de retirar as louças usadas e limpar o recinto. Esme foi em direção à biblioteca e encontrou Carlisle sentado na grande poltrona atrás de sua mesa. Ele folheava um álbum de fotos em que ambos os filhos eram pequenos. Esme debruçou-se na poltrona e sorriu, logo depois de dar-lhe um beijo na bochecha.
— Nostalgia?
- Sim. – respondeu o médico. – Vamos, o dia está muito bonito para ficarmos em casa.
No pequeno apartamento que Bella dividia com Alice, o silêncio ainda pairava. A cortina da pequena varanda de um metro quadrado estava semicerrada e um feixe de luz entrava na sala e clareava o recinto. Isabella dormia profundamente em seu quarto, enquanto Alice levantava-se vagarosamente.
Após fazer a toalete matinal, ela dirigiu-se a cozinha e esquentou uma caneca de chocolate quente no microondas, sentou-se no sofá, enrolou-se na coberta e ficou passando os canais da TV. Minutos depois, Isabella juntou-se a ela no sofá de dois lugares.
— Bom dia. – Uma sibilou a outra.
- Bellinha. – Alice disse baixo. – Jasper.
- Oh, Allie, não vai começar a chorar de novo, por favor. – Bella pediu baixo, sentida pela amiga.
- Só se for de felicidade.- Ela respondeu. – Ele conseguiu!
- Isso é maravilhoso, Alice! Onde? Quando?
- Em três semanas. Em Edimburgo. – A menina esguia disse baixo, bebericando um gole do leite quente, sentindo o calor descer garganta abaixo, assim como sua felicidade.
- Céus, sinto que nós nos tornamos distantes esses últimos dias, Alice. – Isabella disse baixo, abatida.
- O que está acontecendo que você não me contou? – A curiosidade brotou os olhos da menina esguia.
- Em duas semanas terei uma audiência contra meus pais. Edward os processou.
- Estarei lá. Ao seu lado, segurando sua mão quando for preciso, quando puder. – Ela segurou as mãos de Bella junto as suas. – Vai dar tudo certo.
- Obrigada. – Ela sorriu.
Eram em torno de uma hora da tarde, quando Alice perguntara a Bella o que elas iriam comer, uma vez que Alice preferia arrumar todo o estoque de roupas de uma loja de departamento, ao cozinhar. Bella estava cortando alguns legumes e colocando-os numa panela de água fervente, para depois salteá-los na manteiga.
Quando os legumes e o arroz estavam prontos, ela grelhou dois filés de frango, que estavam numa marinada; serviu o almoço acompanhado de alguns vegetais e um suco. Elas comiam tranqüilamente, mas Bella percebeu que Alice estava inquieta.
— Espero que não esteja ruim... O que foi?
- O que vai acontecer, quer dizer... Eu não entendo sobre procedimentos médicos e eu queria saber se não existem riscos... – Ela suspirou.
- Nunca vi você ser negativa, Fadinha. – Bella sorriu. – Você deve gostar muito dele.
- Gosto. Você nem imagina o quanto.
- Acho que imagino. – Bella sorriu. – Não creio que não existam riscos para uma cirurgia assim, mas hoje em dia, os riscos são pequenos. Até lá, ele vai fazer exames para sabermos o grau de compatibilidade do órgão para o corpo dele. Não se preocupe, Alice.
Alice sorriu.
— Estou apenas curiosa. – Ela gargalhou, girou sobre os calcanhares e abriu a porta dupla da pequena varanda. Um vento fresco entrava na sala do pequeno apartamento.
- Sim, eu sei. Você é muito curiosa, Alice. – Bella concordou. – O que vamos fazer hoje?
- Filmes. Eu vou à locadora e você ao mercado. Quero morangos e chocolate. – Ela dizia.
Alice era esplêndida! Tinha uma habilidade nata de mudar de assunto e trazer a paz e tranqüilidade para qualquer ambiente; talvez fosse exatamente por isso, que ela devesse estar com Jasper, os dois combinavam perfeitamente.
Logo que ela já havia alugado dois filmes, encontrou-se com Isabella no caminho de casa e as duas voltaram juntas. Bella preparou um fondue rápido com o chocolate e os morangos, um balde de pipoca e coca-cola, enquanto a Fadinha arrumava a sala para a sessão.
— Bom dia, Bella!
- Bom dia, Christine. – Isabella cumprimentou-a na segunda-feira, quando estavam entrando no campus da London College.
- Ótimo dia! Parabéns, eu vi na televisão a saída da menina italiana do hospital. Foi lindo! – A garota loura dizia com certa empolgação na voz.
- Obrigada. Foi lindo mesmo. Ela ainda está na cidade, quer acertar os últimos detalhes da escola e fechar o ano aqui. – Bella comentou.
- Ah, nem me fale em fechar o ano. – Christine fez uma careta. – Estou com duas monografias e uma turma para dar aula.
- Por deus, Christine, você tem que trabalhar menos. – Alice interrompeu-a. – Acabo de ser eleita como representante da turma de moda e design 2012. Isso significa uma festa de Halloween.
- Não liga, Alice fala, mas ela mesma já está se sobrecarregando de coisas. – Bella riu.
- Tudo bem, critique-me, lave suas mãos e me apedreje. Mas vamos precisar de vários clãs e uma realeza.
- Você e Jasper. – Christine comentou.
- Claro. Mas você pode estar no clã da Bella. Ela vai com Edward.
Alice apontou para o oposto de onde elas estavam. Edward andava lindamente, desfilava, pelo estacionamento. Seu sorriso cintilava e a luz morna do sol da manhã brilhava em seu cabelo cor de ocre. Era de tirar o fôlego, sem dúvida, pois algumas estudantes olhavam-no passar pelo gramado. Ele aproximou-se de Bella, beijou levemente os lábios dela e cumprimentou as outras duas.
— O que foi?
- Estamos numa enrascada. – Bella grunhiu. – Alice está dando uma festa. Agora ela é praticamente a realeza do campus.
- Ainda bem que o namorado dela é o Jasper e não eu. – Edward riu. – B., eu preciso entrar. Nos vemos no intervalo.
- Ok, estou indo também. Christine, nos vemos mais tarde. Tchau Allie.
- Até mais para vocês, não esqueçam do que eu disse sobre a festa!
Notas finais
Me desculpem por não responder os reviews dessa vez, mas nesses ultimos dias minha vida tem sido tumultuada. Acontece que tenho tido algumas materias mais complicadas na faculdade e um show que espero há muito tempo para ir neste final de semana... Então, a ansiedade entre conciliar as notas da facul com o show e o meu tcc, me impediram de escrever. E também, a Jeh anda hiper ocupada com a facul, como de costume; acontece que dessa vez ela vai ficar sem net e fanfics... Talvez demore um pouco para o próximo capítulo sair.
Enfim, UPA está quase em sua reta final... E, após ela, vou publicar a continuação de uma outra fic minha, Opera Paris. gostaria que lessem a continuação e, quem ainda não leu OP, desse uma passadinha lá e desse uma lida. Garanto que é legal e, que a segunda temporada está cheiiia de perguntas e mistérios. Qdo eu começar a postar a nova fanfic, passo aqui para avisar...
Por enquanto, comentem e recomendem.
Beijinhos.
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