Uma Prova de Amor
27 Capítulo 25 - Quero ver você sorrindo.
Capitulo 25 – Eu quero ver você sorrindo.
Edward saíra às pressas de seu escritório. Entrara no volvo tão afobado, que esquecera até onde colocara suas chaves; ele apalpou os bolsos ate encontrá-las. Quando saiu do estacionamento do prédio em que advogava, discou um número rapidamente no celular e encaixou-o no suporte para celulares. Ao terceiro toque, alguém atendeu.
- Rosalie? É Edward.
"Oh, olá Edward. O que deseja?" A voz doce de Rosalie soava pelo carro.
- Por favor, avise minha mãe que estou indo aí. Acabei de sair do escritório. — ele anunciou. — Vou levá-las para o hospital.
"Ah, sim. A menina Jane tem alta hoje, não é?" Ela lembrou-se.
- Sim. Bella me ligou alguns minutos atrás.
"Tudo bem. Vou pedir que ela se apronte."
Rosalie desligou e fez as últimas anotações em sua agenda, logo, levantou-se, ajeitou a saia lápis de cor preta — que contrastava com uma belíssima camisa roxa — e entrou no escritório de Esme Cullen.
- Com licença. Seu filho acabou de avisar que estará aqui dentro de alguns minutos, senhora Cullen.
- Obrigada, Rosalie.
No hospital, havia certo reboliço. Alguns seguranças tiveram que ser chamados para prestar serviços durante a saída da menina Volturi, uma vez que muitos repórteres de várias emissoras estavam presentes. Embora fosse difícil mantê-los afastados da porta, a correria dava-se quase que exclusivamente no andar da oncologia. Isabella já estava com os papéis sobre a mesa de Carlisle, enquanto a família Volturi aguardava ansiosamente pelo retorno de seu membro mais novo.
Heidi Volturi estava aguardando Jane sair do banho. Sobre a cama ela deixara uma mala com algumas roupas, para que a menina escolhesse o que gostaria de vestir. Ela pouco sabia sobre os gostos da jovem, mas tinha certeza de uma coisa: Jane Volturi honraria seu sobrenome.
- Então é isso! — Carlisle exclamara após assinar a alta da menina.
- Jane Volturi mudou nossas vidas. — Bella comentou casualmente.
- Sim. Deu a você algo do que se orgulhar no currículo, assim como a Edward, deu a ambos o amor, devolveu a uma família o motivo de viver... — Carlisle comentou.
Edward já se encontrava com Emmett e Jasper no salão da recepção do hospital. Ficou decidido que somente Esme e Edward se juntariam a Isabella e Carlisle, e que somente Aro Volturi, Heidi e Alec desceriam com ela. Os outros membros da importante família italiana estariam à espera da menina num restaurante à noite. Edward chamou por sua mãe e ambos subiram para o vigésimo andar.
- Ah, finalmente! — Alec exclamou ao ver o jovem advogado e sua mãe. — Estamos esperando vocês. E minha irmã, que não sai daquele banheiro.
- Paciência, querido.
- Oi, Bell. — Edward sorriu ao vê-la. Ele tinha tornado-se tão dependente da presença de Isabella, que a considerava como uma jóia preciosa.
- Oi. — ela disse timidamente. Para ela, que nunca havia tido alguém em sua vida, era estranho saber que existia alguém que dependia dela não como um filho depende um pai, mas como um ser humano que depende do oxigênio, ou como um vampiro que depende do sangue. Ela sabia que seu sentimento era recíproco. — Com licença.
Isabella entrou no quarto e deparou-se com uma menina totalmente diferente. Jane trajava um vestido azul marinho, bem acinturado e com uma fita negra que pendia atrás. Ele ia ate o comprimento dos joelhos. Nos pés, ela usava um sapatinho boneca de salto médio, preto envernizado, com meias da cor da pele. Seus cabelos já haviam crescido o suficiente para que fosse possível colocar um pequeno adorno; e em seu rosto já não havia a palidez de outrora, apenas o rosto saudável e corado da menina.
- Você está linda! — Bella sibilou. – Parece até outra pessoa.
- Eu é que tenho que agradecer. Você devolveu minha família, embora eu pouco saiba sobre ela. — Jane sorriu. — Não é ruim ter uma madrasta, sabe. Heidi é muito gentil.
- Vou deixá-las a sós. — Heidi sorriu e saiu do quarto, aproveitando para acalmar os nervos de Aro e Alec.
- Você me deu muito mais do que um caso para o currículo. — Bella disse a ela. — Você permitiu que eu encontrasse alguém, que fosse possível ficar com Edward muito mais do que eu imaginava.
Jane sorriu e abraçou-a. Deixou cair algumas lágrimas, mas então ergueu a cabeça e disse:
- Vamos, não agüento mais hospital. — Ela riu.
Quando a porta se abriu, todos abriram a boca, mas logo a fecharam. Carlisle foi o primeiro a se pronunciar.
- Seja bem vinda a sua vida. — ele falou sorrindo.
- Obrigado. Por tudo. — Edward sorriu para a menina italiana. Ela soube que ele queria dizer muito mais do que isso.
Aro não tinha palavras para descrever o que sentia. Seu coração estava inflado e parecia que ia explodir, era algo tão intenso, ele apenas soltou algumas lágrimas ao abraçar a neta. Num inglês cheio de sotaque, ele disse a ela: “Bem vinda”.
Não houve muitas palavras, apenas um boa sorte, por parte de Esme, alguns beijos por parte de Alice e Rosalie, piadinhas do Emmett e uma palavra de encorajamento por parte de Jasper. Quando toda a despedida estava feita, Aro e Heidi saíram pouco atrás dela, enquanto Alec saía de mãos dadas com a irmã.
Jane foi instruída que apenas dissesse algumas apalavras a imprensa, já que ali, não estava envolvido apenas o retorno dela à família, mas o próprio sobrenome. Embora envolvê-la nessa politicagem fosse contra o que Heidi queria, Aro pediu desculpas pelo fardo e pediu encarecidamente que ela o fizesse.
Um pequeno púlpito, com microfones de diversas emissoras, fora colocado em frente a uma parede com o logo do hospital. Uma cerca de ferro fora montada e alguns seguranças estavam espalhados.
- Poderia nos dar uma palavra sobre o que aconteceu? — um repórter perguntou.
- Tudo o que aconteceu foi obra da ganância de um homem, para que ele enriquecesse as costas de minha irmã. Justiça foi feita. — Alec respondera num inglês quase perfeito.
- Senhorita Volturi, o que vai fazer agora?
- Irei com minha família para a Itália. Pretendo aprender sobre os negócios da família, terminar meus estudos e ajudar a gerir nossa fortuna. Como herdeira direta de Aro Volturi, vou me certificar de que todos trabalhem somente para o bem, usando o meu caso como exemplo.
- Alec Volturi, como se sente sabendo que você apenas tem direito a uma minoria das ações?
- Pouco me importo com a quantia que irei herdar, contanto que minha irmã esteja viva e bem. Se ela assim quiser, irei ajudá-la com os negócios.
- O que acha senhorita Volturi?
- Não vejo nada melhor. — Jane respondeu sorrindo.
- Senhor Volturi, vê alguma objeção referente ao que sua neta nos disse?
- Nenhuma, ela é uma Volturi. Está certa.
Assim que Jane deixou o microfone e prostrou-se ao lado do púlpito montado, Carlisle dera alguns passos a frente e chamara Isabella para ficar ao seu lado. Edward e Alice sorriram orgulhosos. Os repórteres apertaram novamente os botões de seus gravadores e recomeçaram as perguntas.
- Dr. Cullen, o senhor jamais imaginou que este simples caso pudesse tomar tamanha proporção. Pode nos dar um parecer geral sobre o caso da menina Volturi?
- Jane Volturi chegou ao hospital desacordada e, após uma checagem geral, feita em todos os pacientes que chegam sem acompanhantes nas ambulâncias, ela foi encaminhada para a ala da oncologia. – Ele contava. – Instrui minha assistente, a Dra Isabella Swan, que desse os primeiros passos no caso da menina.
Alguns flashes apareceram repentinamente sobre o rosto de Isabella Swan, que mantinha uma expressão serena e uma postura séria.
- Vou deixar ela mesma falar. – Carlisle sorriu e deu lugar a Isabella.
Bella Swan engoliu seco e tomou o lugar dele. Devagar, tomou coragem e começou um breve relato sobre a trajetória de Jane Volturi no hospital de Londres. Os repórteres não faziam perguntas, apenas gravavam ou faziam anotações. Quando ela finalizou, um dele perguntou novamente:
- E como foi para você?
- Uma honra devolver Jane Volturi a sua família, contribuir para a felicidade de muitas pessoas e, acima de tudo, salvar uma vida.
Quando a coletiva foi finalizada, Isabella deu as costas aos repórteres, abraçou Jane e os outros, com a certeza de que sua foto estaria estampada em alguma página no jornal do final da tarde e nos próximos dias, e só então, entrou. Edward sorriu largamente, exibindo os dentes braços, ao vê-la. Alice foi mais rápida e a abraçou.
- Eu SABIA que você iria fazer algo grande! – Ela dizia empolgada. – Sempre tive essa impressão e a primeira vez que vi Jane Volturi, eu tive certeza!
- Você foi ótima. – Edward deu-lhe um beijo singelo.
- Aro manda seus cumprimentos e diz que nos espera num restaurante esta noite. – Carlisle voltou com um convite em suas mãos. – Ele organizou um jantar para apresentar Jane à família.
- Devem ser como a máfia. – Emmett deu de ombros.
- De fato. – Jasper riu, concordando.
Por volta das sete horas da noite, Carlisle e Isabella deixaram seus postos e foram embora. Bella estava orgulhosa por que em menos de um mês e meio poderia ver-se livre da faculdade, pelo menos nas férias, e porque seus casos iam muito bem. Todos se recuperavam bem, na medida do possível.
Em torno das oito e meia da noite, a família de Carlisle, juntamente com Isabella, Jasper, Alice e Rosalie, encontravam-se no restaurante reservado por Aro Volturi. Era um ambiente tanto familiar quanto político; Jane sabia que ao voltar para sua família verdadeira, por assim dizer, estaria se envolvendo em algo muito mais complexo do que meros problemas entre tios, primos, sobrinhos e avôs. A família Volturi era um emaranhado de parentes, pessoas que trabalhavam e prestavam alguns serviços para Aro e um misto de máfia italiana com a corte inglesa. Poderosos e influentes.
Porém, mesmo sabendo que iria dedicar sua vida a gerir os negócios da família, Jane Volturi estava feliz, como nunca havia se sentido antes. Mesmo cercada de pessoas que não conhecia, não havia sentimento de vazio e solidão, havia uma alegria quente e um amor familiar que ela aprenderia a ter por todas aquelas pessoas.
- Alice, vou indo. Estou cansada e preciso dormir um pouco este final de semana.
- Todos precisam. – Alice riu. – Mas não se preocupe, vou ficar com o Jazz.
- Tudo bem então. Nos vemos mais tarde ou amanhã. – Isabella completou e dirigiu-se a menina Jane.
- Já vai?
- Estou cansada, Jane. Vim apenas para cumprimentá-la e desejar boa sorte. Preciso mesmo descansar. – Bella dissera a menina.
- Não tem problema.
- Ficará mais quanto tempo na Inglaterra? – Edward perguntara.
- Mais alguns dias, uma semana, quem sabe. – Ela deu de ombros. – Eu gostaria apenas de poder ir ao orfanato.
- Combinaremos um dia, não se preocupe.
- Ei, vovô! — Ela disse carinhosamente para Aro Volturi.
- Sí, cara mia? – Ele respondeu.
- O senhor disse-me que a empresa tem uma renda anual dedicada a filantropia. O que acharia de ajudarmos o orfanato da Bella? Podemos revezar. Um ano ajudamos o orfanato e no outro a instituição de apoio a crianças com câncer que o hospital mantém. – Ela perguntara sorrindo.
- Não vejo problema algum. Vou deixar com você este quesito, tudo bem?
- Obrigada, Jane. – Bella sorriu.
Ao se despedirem, Edward já caminhava para fora do restaurante. O manobrista já trazia seu carro e o esperava com a porta aberta para que Isabella entrasse. A jovem apoiou a cabeça no banco e fechou os olhos. Seu corpo pedia pela cama.
- Vou te deixar na sua casa.
Isabella sentia seus pés doerem, sua cabeça latejar e seus ombros estavam duros e tensos. Ela evitava pensar muito, apenas agia, mas chegava uma hora que a mente humana sempre precisava satisfazer sua curiosidade; mordendo o lábio inferior e sem desviar os olhos da rua, ela perguntou:
- E o caso?
- Nenhuma mudança, se é o que você quer saber. — Edward disse baixo. – A audiência continua marcada para daqui duas semanas.
“Merda.”, ela pensou. Não que encontrar-se com seus pais fosse uma coisa ruim, na verdade ela até ansiava por este momento; seu coração dizia que finalmente a história toda de Emma e a repercussão que a levou a se tornar órfã, finalmente iriam terminar. Porém, seu lado racional lhe dizia para não ir... “Você vai sair machucada, de novo, como sempre saiu.”
- Não importa o que acontecer, estou com você. – Ele segurou a mão dela, num sinal de conforto.
- Não me importo com o caso em si, apenas com o fato de encontrar-me com eles. — Isabella fitou suas mãos. – Tenho medo de me machucar de novo, Edward. Levei muito tempo para superar a perda de Emma e dos meus pais... Se isso acontecer pela segunda vez, eu não sei o que pode acontecer.
- Você tem a mim, minha família, Alice, Emmett, Jasper e Rosalie. – O jovem de cabelos acobreados não desviava os olhos da rua. – Não posso te perder.
- Não posso perder mais ninguém.
Edward não quisera responder. Ele sabia o que era perder um irmão mais velho, um ídolo, uma pessoa admirável, entretanto ele não sabia o que era não ter pais, não ter o apoio que poderia encontrar a qualquer momento. Mas mesmo assim, mesmo com toda a insegurança que Isabella sentia – e ele sabia que tinha motivos para isso -, não a abandonaria. “Se não quiseram dar a ela o porto seguro que ela necessitava, eu o farei.”, pensou ele, decidido e exibindo um sorriso torto nos lábios.
- O que foi? – Ela perguntou de repente.
- Nada. Apenas... Nada. – Ele respondeu sorrindo. – Vou deixar você lá em cima, não vou demorar porque você precisa descansar.
- Obrigada.
Isabella despediu-se de Edward, subiu as escadas e entrou na pequena quitinete. Sem pensar muito, despiu-se, tomou um banho rápido e foi dormir. Quando deitou a cabeça sobre o travesseiro, deixou sua mente viajar longe, bem longe de todos os problemas que enfrentava e viria a enfrentar.
Alice Brandon estava sentada no banco do carona do carro de Jasper. Quando ele entrou, virou-se delicadamente para encará-la. Alice mantinha uma expressão serena no rosto, internamente, debatia-se por perguntar se ele estava bem ou não.
- Eu estou bem. – Ele sorriu.
- Como? – Ela franziu o cenho.
- É incrível, não é? – Ele sorriu tão docemente que ela ficou abobalhada por alguns instantes. – Quando eu te vi pela primeira vez, tive certeza que iria ficar com você pelo resto da vida. Foi como se eu estivesse procurando-a por muito tempo.
- Engraçado, me senti da mesma forma. Era como se eu estivesse te esperando.
- E todo esse tempo, me sinto como se estivesse em total sintonia com você. Como se eu soubesse o significado de cada expressão sua, pensamento, sentimento.
Alice, tocada com tais palavras, derramara algumas lágrimas. Jasper passara o dedo por elas e pela face de boneca que a garota tinha.
- Eu nunca precisei contar nada da minha vida para você, Alice. Embora sua curiosidade seja aflorada em certos assuntos, você nunca precisou perguntar sobre mim. Sobre nada.
- Porque sei que se você quiser, um dia vai falar alguma coisa. Eu não tive uma família ou alguém para ter que perguntar este tipo de coisa. Minha vida com Bella, no orfanato, apesar de solitária para nós duas, foi tão boa quanto podia ser.
- Minha família é uma família de empresários, todos são bem sucedidos. Os homens entram em alguma carreira promissora e continuam o nome da família e as mulheres são conhecidas por estarem sempre ao lado de cada um deles. Eu sou escocês, venho de Edimburgo. E foi lá que encontraram um doador para mim.
As palavras de Jasper gotejaram como água pingando de uma torneira, lentamente e parecia não fazer sentido à Alice. De imediato, ela imaginou que ele tivesse dado alguma notícia corriqueira, mas então, como se a informação chegasse atrasada ao seu destino, ela entendeu. Lentamente, seus olhos brilharam ela exibiu um sorriso que há algumas semanas, tinha desaparecido de seu rosto. Era fácil estar com Alice.
- Eles ainda não sabem?
- Não. Você deveria ser a primeira a saber. – Ele sorriu.
- Eu estava com medo. – Nesse momento, ela mais parecia uma criança acuada pelo medo no canto do quarto, do que a garota forte e decidida que era sempre. – Você é a primeira pessoa que eu sei que eu posso contar, além da Bella é claro. Eu não sei o que faria se você...
- Não vai acontecer. A cirurgia será marcada para daqui três semanas. Uma semana após a audiência da Bella. Assim dá tempo de fazer todos os preparativos e eu não precisarei perder aulas na academia de polícia e nem alguma matéria muito importante na faculdade. – Ele sorriu, orgulhoso de si mesmo. – Agora não quero mais lágrimas. Eu preciso vê-la sorrindo.
- Eu vou.
Notas finais
Eu só não tive tempo de postar porque ultimamente ando hiper ocupada com a faculdade.
Bem, aproveitem o capítulo.
Beijinhos
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