Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários e por favoritarem a história. Boa leitura.

— Tem certeza que ela gostará disso? — Emma perguntou.

— Qualquer pessoa abençoada com um bom paladar, gostará disso — Anna falou, enquanto fazia algumas anotações.

— Se você diz…

— Aproveitando que mamãe e David estão em Portland, pedirei a Granny para que venha aqui preparar esse jantar, assim você terá tempo para organizar o ambiente.

— Minha casa está muito bem organizada.

— Me refiro ao romantismo, Emma…tipo, velas, incenso, aquela meia luz…

— Ah, é verdade.

— Organize seu quarto também. Vai que ela decida dormir com você — Anna sugeriu, esboçando um sorriso malicioso.

— Alguma dica?

— Segundo o meu calendário de luas, hoje teremos lua cheia. Então te aconselho a deixar a janela aberta. Os travesseiros e cobertores devem estar bem perfumados e limpos e se você quiser bancar a romântica clichê, pode jogar algumas pétalas de rosas sobre a cama.

— Isso realmente é clichê.

— Por mais que não admitam, as mulheres gostam disso.

— Algo mais que eu precise saber?

— Acho que você deveria usar alguns trajes mais…elegantes.

— Eu não vou me casar.

— Ela está acostumada a te ver malvestida. Então se surpreenderá com o oposto.

— Eu não ando malvestida!

— Sim, você anda. Mas não precisa colocar nenhum vestido de gala, sei que não gosta. Mas acredito que um terninho feminino cairia bem em você — ela dizia, enquanto desciam as escadas. — Mais tarde passarei aqui para te arrumar e me certificar de que tudo estará em sua perfeita ordem.

— Obrigada, Anna. E nenhuma palavra disso com mamãe.

— Não se preocupe. Onde deixei as chaves do meu carro?

— Em cima do armário das porcas e parafusos.

— Armário das porcas? Sua oficina parece mais um zoológico.

— Hã?

— Mudou de mascote?

— Do que você está falando?

— Macacos, porcas…

— Anna, obrigada pela ajuda…mas acho que por hoje você já extrapolou sua cota de juízo — disse Emma, balançando a cabeça negativamente.

O dia de domingo se passou mais rápido do que Emma esperava. Granny já havia preparado todo o jantar, e com a ajuda de Anna, Emma decorou tanto a sala, quanto o quarto. Passava das dezoito e trinta quando ela se encontrava devidamente vestida.

— Você está linda, Emma! Eu disse que um terninho cairia bem em você! — Anna exclamou, após finalizar a maquiagem leve.

— Espero que ela goste…

— Se ela não gostar, é melhor partir pra outra!

— Obrigada, Anna. Não esquecerei esse favor…

— Que isso, Emma! Para isso servem as irmãs!

Assim que sua irmã se despediu e foi embora, Emma se mostrou um poço de impaciência e ansiedade. A cada dois segundos, ela observava seu telefone celular e no mesmo instante, levantava a vista na direção do relógio de parede na cozinha como se fosse preciso confirmar as horas de todos os modos possíveis.

— Ela não vem…ela desistiu… — Emma murmurava, caminhando de um lado para o outro. — Ela detesta atrasos e está atrasada. O que significa que não vem — continuava a murmurar, num misto de raiva e aflição.

De repente, seu coração disparou quando o som da buzina do carro de Regina adentrou o cômodo. De súbito, Emma se debruçou no parapeito da janela e um largo sorriso se formou em seus lábios ao constatar que era ela, era Regina.

Tão logo abriu a porta, seus olhos se mostraram parcialmente arregalados e sua boca totalmente aberta diante daquela figura considerada por ela, a mais bela que seus olhos tiveram o prazer de enxergar.

— Você está maravilhosa… — Emma murmurou, dando passagem para que Regina entrasse.

— Obrigada. E dessa vez, você acertou nos trajes — ela disse, divertindo-se com o desconserto de Emma.

— Que bom…não gostaria de decepcioná-la mais uma vez.

— Em momento algum você me decepcionou, Emma… — ela disse, erguendo-lhe o queixo levemente com o dedo indicador, para logo em seguida, beijá-la na boca.

Depois que o beijo foi interrompido, Emma a conduziu até a sala de jantar onde havia uma decoração diferente daquela que Regina presenciou a primeira vez. Ela não conteve o sorriso de satisfação enquanto seus olhos percorriam o ambiente impecável e muito bem decorado.

— Uau! Parece que você não entende apenas de carro… — Regina comentou, esperando uma resposta que não veio. Mediante o silêncio, ela se virou à procura de Emma, surpreendendo-se quando esta, com uma rosa em mãos, lhe fez o pedido.

— Regina…você aceita namorar comigo?

— Namorar?

— Ou casar. Fica a seu critério.

— É melhor irmos por etapa, não acha?

— Já passamos da primeira e segunda etapa.

— Já?

— Sim…já nos conhecemos, já nos beijamos e quase…bom, você sabe. Agora chegou a etapa do pedido de namoro.

— Eu aceito! — exclamou Regina, esboçando seu melhor sorriso.

— Namorar ou casar?

— Namorar. Não sei se daqui pra frente estarei louca o suficiente para casar com você.

— Prometo me empenhar em enlouquecê-la! Agora, por favor…acomode-se — Emma disse, num tom brincalhão, enquanto puxava uma cadeira para que Regina sentasse.

— Quanto cavalheirismo! — Regina falou.

— Tem muito mais de onde veio esse! — Emma respondeu, e a morena não conteve a gargalhada.

Emma pediu licença e se retirou por alguns minutos. A mesa já estava posta e por esse motivo, ela precisou apenas servir.

— Peito de frango ao molho de vinho do porto e figos frescos — Emma disse, enquanto servia.

— Isso sim é surpresa! Esperava um prato de macarrão que você chama de spaghetti!

— Obrigada pelo elogio! Bom apetite — ela disse, enquanto entregava a Regina uma taça de vinho Pinot Noir.

Durante todo o jantar, além das provocações que uma costumava dirigir à outra, a troca de sorrisos e olhares eram constantes. Após a sobremesa, Regina foi conduzida até a varanda lateral, e juntas, apreciaram a lua cheia daquela noite agradável de domingo.

— Está com frio? — Emma perguntou.

— Um pouco… — Regina respondeu, e como na primeira vez, os olhares se cruzaram mantendo-se firmes, fixados um no outro.

Após um longo beijo, elas decidiram entrar. Os dedos entrelaçados roçavam delicadamente um no outro. Emma não tinha certeza se Regina aceitaria passar a noite com ela e nem procurou saber, tomou-lhe novamente os lábios com os seus enquanto seu corpo guiava o dela até o cômodo desejado. Como Anna havia informado, a luz do luar iluminava o quarto, proporcionando a claridade ideal para uma noite agradável de amor. Emma dispensou as pétalas de rosas sobre a cama, mas caprichou no perfume um tanto afrodisíaco que pairava no ar.

— Faça amor comigo… — Emma sussurrou, e em resposta, Regina gemeu ao sentir o toque de seus dentes pressionando-lhe a carne do ombro.

— Emma… — ela murmurou, mantendo-se de costas enquanto as mãos firmes da mulher atrás de si lhe percorriam o corpo.

Emma girou o corpo de Regina recuando alguns passos para poder observá-la naquele vestido negro com um decote que descia para acentuar a pele macia do pescoço, e um tecido delicado que envolvia perfeitamente os seios maravilhosos. Depois de alguns segundos admirando-a, Emma novamente lhe girou o corpo, colocando-a na posição inicial, de costas para ela. Delicadamente, seus dedos afastaram os cabelos curtos e negros para o lado, expondo a nuca alva e convidativa. Emma não demorou a tocá-la com a ponta do nariz em movimentos de sobe e desce. Em seguida, foi a vez de seus lábios provarem as carícias, cobrindo-lhe a nuca com beijos molhados e estalados.

Instintivamente, Regina tombou a cabeça para o lado respondendo a todos aqueles estímulos com pequenos gemidos. Suas mãos cobriram as mãos de Emma que lhe rodeavam a cintura, afastando-se minutos depois quando elas deslizaram pelas coxas e em seguida, subiram pelas costas até que finalmente, Emma puxou o zíper do vestido para baixo.

— Você é uma mistura de divindade e realeza…minha Deusa coroada — Emma falou, percorrendo-lhe a costas com seus lábios, deixando rastros de saliva com a língua por onde tocava.

— Oh, Emma…você está me enlouquecendo… — ela disse, sentindo as mãos firmes apertando-lhe a bunda.

Regina gemeu profundamente quando os dedos de Emma roçaram de forma leve e quase imperceptível por entre suas pernas. Embora não tivesse exercido qualquer tipo de pressão, Emma pôde sentir a umidade através do tecido da calcinha. Seus lábios voltaram a deslizar pela pele da mulher amada, beijando-lhe as panturrilhas, subindo para coxas, se demorando alguns minutos sobre as nádegas para só depois, percorrer-lhe a espinha dorsal com a ponta da língua.

— Emma, por favor… — sussurrou Regina, virando-se rapidamente para capturar os lábios que segundos atrás, lhe tocavam o corpo.

Quando os lábios foram pressionados, as línguas se encontraram, escorregando uma sobre a outra. Dessa vez, eram as mãos de Regina que executavam a tarefa de se desfazer das roupas que Emma usava. Primeiro o blazer, depois veio a camisa que ela demorou um pouco mais devido a quantidade de botões, e ao fazer menção de desabotoar-lhe a calça, Emma a empurrou de forma delicada para cima da cama.

Seus olhos verdes faiscando de desejo contemplaram o par de seios no tamanho perfeito, com mamilos rijos, excitados, implorando para serem tocados, e ela os tocou. Primeiro com as mãos espalmadas, depois com um simples roçar de dedos que logo foram substituídos por seus lábios e finalmente pela língua. Ela os lambeu sem pressa, beijou, sugou, e em seguida os lambeu de novo, mordeu, se deliciando com os gemidos roucos que Regina não conseguia reprimir. Seu corpo tremia e ela arfava cada vez que os lábios de Emma umedecia sua pele.

Depois de muito “trabalhar” a língua sobre os seios de Regina, Emma resolveu dar continuidade ao percurso, prosseguindo com as carícias por outras partes daquele corpo perfeito e tentador. Os beijos agora eram depositados por todos os lados, ombros, costelas, abaixo dos seios, prosseguindo sem pressa até que sua língua pudesse contornar o umbigo, para depois se demorar o tempo necessário sobre o ventre.

— Sua pele…seu cheiro…tudo em você me faz perder os sentidos… — Emma sussurrava, apertando-lhe as coxas.

Segundos depois, seus dentes prenderam a renda da calcinha que Regina usava, puxando-a sem pressa, revelando o sexo parcialmente coberto com pouquíssimos pelos. A ponta de seus dedos deslizaram pela vulva e sem aviso prévio, sua língua penetrou a carne extremamente molhada, quente, na medida certa para ser “degustada”.

Regina gemia, arqueava o quadril de encontro à boca de Emma, apertava-lhe a cabeça com as coxas ao mesmo tempo em que se agarrava aos lençóis como se estivesse prestes a cair. O toque da língua de Emma deixava centelha de eletricidade em cada parte tocada.

— Oh, céus! Emma…por favor… — Regina balbuciava, remexendo-se na cama como se desejasse acompanhar o ritmo da língua habilidosa que explorava sua intimidade.

— Quero sentir o seu prazer se derramando em minha boca… — Emma disse, esticando os braços até que suas mãos lhe alcançaram os seios, apertando-os com força, massageando-os de forma precisa.

Como se estivesse aguardando aquelas palavras, Regina gozou escandalosamente. Seu corpo se debatia sobre o colchão macio da cama, suas mãos se agarravam aos lençóis com mais firmeza, levando-o à boca na tentativa de abafar os gemidos. Emma, por sua vez, continuava com a cabeça alojada entre as pernas de Regina, sugando-lhe o sexo até deixá-la praticamente desfalecida.

Quando finalmente se sentiu saciada, Emma acomodou sua cabeça sobre o ventre de Regina, esperando pacientemente que o corpo da mulher amada se mostrasse outra vez sossegado e sua respiração descompassada recuperasse o ritmo normal.

Poucos minutos depois, Emma inclinou a cabeça para observá-la, surpreendendo-se quando seus olhos se depararam com o sorriso mais lindo de todo o universo.

— Seu sorriso me fascina… — Emma disse, cobrindo o corpo de Regina com o seu.

— Tire o restante de sua roupa…quero seu corpo totalmente despido sobre o meu — Regina falou, num tom de voz que mais parecia uma ordem, e sem qualquer tipo de relutância, Emma obedeceu.

Regina umedeceu os lábios quando seus olhos se fixaram no corpo indiscutivelmente perfeito de Emma. Sem qualquer dificuldade, elas inverteram as posições e dessa vez, era Regina quem mantinha o controle, sentada sobre as coxas da mulher sob o seu corpo.

— Gosta? — Regina perguntou, movendo-se sinuosamente sobre as coxas de Emma.

— Adoro… — ela murmurou, apertando-lhe a cintura, ao mesmo tempo em que forçava os movimentos do corpo esfregando-se sobre o seu.

— Oh, sim…isso é bom, muito bom… — Regina murmurava, cobrindo as mãos de Emma que lhe tapavam os seios.

— Isso, amor…isso, mais forte…faça mais rápido… — dizia Emma, instigando-a a se movimentar com mais pressão.

— Goza comigo, meu amor…goza comigo… — sussurrou Regina, deixando-se cair sobre o corpo de Emma, lambuzando-lhe a coxa com seu sexo encharcado, ao mesmo tempo em que seus dedos a masturbavam de forma rápida e certeira, proporcionando um orgasmo arrebatador para ambas as partes.

— Minha nossa, Regina! — exclamou Emma, extremamente ofegante. — Você me deixa louca… — acrescentou, agarrada à sua cintura.

— Somos duas loucas então… — ela disse, e ambas sorriram. — Emma… — Regina sussurrou, erguendo a cabeça para que pudesse observá-la.

— Sim?

— Eu estou apaixonada por você — ela confessou, recebendo o sorriso mais encantador que seus olhos já viram.