Uma Pequena Blooper

6 Never more, never more.


Notas iniciais
Gente, eu só queria antes pular e gritar em êxtase: OBRIGADA DEMAIS PELOS COMENTÁRIOS!
Em especial, a Keiki Ztar! Além de me deixar feliz extremamente, ainda foram muito construtivos;

Agora, esse texto, é o que escrevi mais recentemente (as vezes posto pensamentos guardados antigos, como foi o caso do último "capítulo").
E talvez nem todo mundo entenda o que quis representar. Mas sobretudo fiquei contente com o resultado de imagens que criei com esse textinho.

Não deixem de comentar, comentários são adoráveis, até se for para dizer que achou ruim. Assim posso sempre ir melhorando. :)

Não era um corvo, nem um homem jovem com tuberculose.

Não estava sob efeito de bebidas, remédios ou ópio, só o cansado e as olheiras de sempre.

O pássaro colorido beirava na janela dela.

Ela escrevia. Não no cenário de tons de sépia com papel velho, pena e nankin. Mas nesse cenário as paredes eram rabiscadas cheias de livros em tons de vermelho e seu papel era branco com azul.

Escuro, esse é um detalhe importante.

Os olhares fixos do passarinho eram perturbadores.

"Never more, never more" começa ela.

"Passada a semana, o olhar não queima tanto quanto antigamente. Ficou perdido e sutil."

A garota olha para janela, começou a nevar. O pássaro esta desamparado e com frio.

"Adorável morder o bicho papão de meus tormentos."

"Chega de romantizar. A ave pingava suas cores azuis, laranjas e amarelas desbotadas. Suas penas não brilhavam, de seu bico rachado saia uma gosma vermelha de seu próprio sangue. Ela não podia voar na beira do horizonte pois estava presa a essa imagem que a feria."

Um sorriso contentou a garota.

Ele está tão miserável quanto você.

E chega.

Nunca mais.

Nunca mais.

Nem se as imagens voltarem?

"Cantarolavam no banco da árvore igual a velhos bêbados. Estavam livres, estava quente..."

Nunca mais, nunca mais.

"E quem estava do seu lado, e quem parasempre estará?"

Lagrimas de desespero derramavam tinta dos olhos da garota. Azuis, laranjas e amarelas. Encarou seu lado, sua janela fechada do outro lado a ave rindo.

"Nunca mais..."

Um soco faz ela bater suas asas para baixo. O vidro treme enquanto a nova visão de fora se constitui; É o reflexo dela.

"Não..."

Mas tudo que ela vê é um pássaro desbotado chorando sangue de seus lábios vermelhos cortados.