Notas iniciais
Esse texto é um pouco antigo, mas é uma memória que nunca vai sumir. Dedico a minha musa, Joey. Hehehe.

Espero que gostem.

Desliguei o chuveiro e peguei minha toalha. O banheiro estava inteiramente nublado, gotas de água pingavam do meu cabelo. Abri o box e pisei delicadamente sobre o pano de chão, ouvindo no silencio da noite um barulho peculiar. Pensei no momento que ele deveria ter ligado o Skype para falar com seus amigos.

"Puxa, até aqui, enquanto todos estão dormindo... Deve estar tarde" Pensei rebolando a cabeça em desaprovação.

Me vesti com meus pijamas improvisados e aleatórios, e na esperança de sair mais rápido dali, sai com a escova de cabelo na mão; Notei que a porta do quarto do pai dele estava fechada, e a outra porta encostada. Primeiro hesitei em bater na porta antes de entrar, mas ai ouvi o que eram os barulhos: A nossa música estava tocando.

Dentro do quarto estava ele sentado na cama, com o cabelo pingando ainda, e uma rosa estava na sua frente.

Na hora fingi não ter notado e sentei na frente dele, sorridente.

Ele continuava olhando para baixo.

Sendo o blooper ambulante que eu sou, o observei tentando pentear meu cabelo todo bagunçado, e reclamei um pouco com palavras que não lembro, de como eu sempre estragava as coisas.

Ele ergueu o olhar, e manteve uma expressão seria, porem agora ele me flitava com um certo ar de interrogação;

- O que é isso?

Me direcionei para a rosa.

Engraçado como alguns dias atrás eu havia o contado que nunca tinha ganhado uma flor.

Ele não respondeu na hora, apenas a observou mais.

- É para mim?

Como eu sou tonta! Claro que é para você!

Ele acenou e me beijou.

Dei uma risadinha, e ele acordou do transe em que estava.

- Que droga, meu cabelo ainda esta cheio de nós! — tento passar minha mão pelos meus fios de cabelo, porem minha mão se prende bem no topo. A balanço de irritação. Sua tonta! Estragou a coisa mais perfeita da sua vida! Droga de cabelo...

- Eu estive pensando na pergunta que você fez...

Tinha um palpite de qual pergunta, mas aguardei ansiosa para ouvi-ló dizer.

- All we need is a date.

- Date? Como um encontro?

- Não, uma data. — me perfurou mais um pouco com seus olhos lindos acinzentados antes de continuar com a voz fraca: — Eu sei que você não gosta de abril... Mas 4 do 4...

Soltei uma risadinha e o ataquei com vários beijos.

Tudo estava perfeito. Tudo era perfeito.

O lugar, o momento, o que sentíamos...

Ainda tinha viva a imagem dele cantando sob luzes coloridas enquanto estávamos no show.

Não achei que precisava responder, mas voltando a ficar serio ele perguntou:

- Você quer ser a minha parceira, minha melhor amiga e namorada, para vida toda?

Mas é claro!

- Sim! Sim! Claro que sim! Seu bobo!

Ambos sorrimos, e continuamos sorrindo provavelmente a noite toda abraçados no frio de São Paulo.

Notas finais
Aproposito, HIPER spoilers se alguém conhece "As Coisas Que Não Devem Ser Ditas" (a primeira história que comecei a publicar aqui no nyah)...