Notas iniciais
Oie geeente! Desculpem a demora, mas tem acontecido várias coisas e não tenho conseguido escrever, portanto, nem conseguido postar. Esse capítulo vai ser dedicado pra Laris Neal, que sempre tem me dado muito apoio sobre a história, uma grande amiga que gosto muito. Obrigada por tudo. E minha mana Aleera Nilrem, que também sempre me dá força sobre minhas histórias! Amo vc mana. ^-^ É isso, espero que gostem de mais esse capítulo. E chega de falação, boa leitura! ^-^

– Não vai me dar as boas vindas, Miss Swan? – Emma virou-se de frente para a sala e viu Regina sentada em um dos sofás, seu belo rosto iluminado pela luz da lareira.

Shadow teve uma reação explosiva, andando de forma rápida e ameaçadora até a morena, com o maxilar travado e esbravejando coisas como: “O que está fazendo aqui? Como ousa invadir os meus domínios?” e afins, enquanto gesticulava furiosamente. Mas isso não passou de sua mera imaginação.

Emma ainda continuava paralisada, observando a mulher diante de si, deixando seus olhos percorrerem o corpo curvilíneo de Regina com adoração. E cobiça. Ela estava linda, perfeita. A boca da loira salivou ao ver a morena descruzar as pernas e levantar-se do sofá. Shadow tentava desesperadamente fazer com que Emma tivesse alguma reação negativa à aproximação da outra, mas a loira não se movia.

Regina se aproximou da outra rainha, um sorriso predatório nos lábios cor de rubi. Os cabelos voltaram ao tamanho que a loira conheceu em StoryBrooke e, assim como Emma na caverna, ela vestia exatamente a mesma roupa que usava em seu primeiro encontro com a mãe biológica de seu filho.

– Re... Regina... – Ela gaguejou. – O que faz aqui? – O tom saiu um pouco mais rude do que gostaria. A sombra estava voltando a assumir o controle.

– Vim lhe fazer uma visita. – A morena deu de ombros, aumentando seu sorriso ao encará-la. – E dizer que sua proposta tentadora foi aceita. – Diante dos olhos da loira, Regina se metamorfoseou, através de magia, em sua antiga versão de Evil Queen.

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Assim que Regina partiu rumo ao castelo, as pessoas se aglomeraram em torno de Tinkerbell, que se preparava para seguir o caminho criado pelo pó mágico. Uma dessas pessoas, é claro, foi Snow White.

– Tinker? Tem certeza de que não posso ir com você? – Ela estava um pouco ansiosa.

– É melhor não, Snow. Você deve ficar e cuidar de seus netos. – A fada sorriu e segurou as mãos da princesa.

– Ainda em busca de aventura, Snow? – Rumple se aproximou das duas, encarando a jovem morena com um sorriso debochado, fazendo a loirinha se retirar.

– Emma é minha filha, eu só estava querendo ajudar. – Ela suspirou. – Eu já sei o quanto Regina a ama e que Emma pode sentir algo por ela também, é estranho de admitir, mas sei que é verdade.

– Ajudará mais ficando com os garotos, acredite. – Dessa vez, o sorriso de Rumple foi sincero. – Esta é uma batalha que você não pode lutar. E sobre os sentimentos das duas, realmente é verdadeiro e mútuo. Emma é a Salvadora. Que modo seria mais eficiente de salvar a todos se não redimindo a Rainha Má? – Ele deu uma breve risada.

– Entendo. Acho que isso vem de mim. Sempre acreditei que o amor resolvesse tudo, ao invés da força. – Snow se permitiu sorrir. – Mas e você, não irá ajudar nessa batalha? – Ela ergueu uma sobrancelha.

– Regina dará conta. Se eu lutar, a única pessoa a se machucar será Emma. Shadow não sente dor, nem afinidade, nem amor. – Ele suspirou. – É apenas o guardião do mundo dos sonhos. Neverland era sua terra, ele não pode viver no mundo real sem um hospedeiro. Deve ter nos trazido para cá acreditando que aqui seria diferente, mas este reino é tão real quanto os outros.

– Mas por que Emma? – Snow choramingou. – Por que fazê-la arrancar o próprio coração?

– Porque é bem mais fácil e menos doloroso arrancar o próprio coração do que a sombra, acredite. –Rumple deu um riso cínico, sabia muito bem como era a sensação. – Ele jamais iria conseguir fazer mal à Emma. Da mesma forma que Cora não conseguiu arrancar-lhe o coração, Shadow não iria conseguir arrancar a sombra da salvadora. Teve que influenciá-la para que fizesse por ele. Emma é a que possui a magia mais forte dentre todos nós. Em um combate mágico, Regina não teria chance. – Ele viu os olhos da princesa se arregalarem, mas como continuou em silêncio, ele prosseguiu. – Ela é fruto do amor verdadeiro, a magia mais poderosa de todas. E a luz, por menor que seja, reina sobre as trevas. Ela é apenas destreinada, mas Shadow andou aprendendo o suficiente para combater Regina, se precisar.

– Emma pode... matá-la? – Snow parecia em choque.

– Emma a ama, não faria isso.

– Como ela pode amar Regina estando sem o coração? – A morena o encarou, parecia confusa.

– Ela é toda amor, Mary Margaret. Ao contrário de nós, Emma é capaz de amar de corpo e alma, literalmente. Qualquer um de nós que arranque o coração, poderá, no máximo, ter alguma afinidade com alguém, mas nunca amar verdadeiramente. Ela pode. E a alma de Emma ama Regina. E isso ficou provado quando a sombra da loira lutou bravamente contra Shadow por causa dela.

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Emma mal podia acreditar no que via. Regina, como a tão temida Evil Queen, era uma visão que a loira imaginou que jamais teria. Algo dentro dela se apertou, não queria que fosse assim. Maldita sombra. Outra parte se agitou, quase como um coração disparado, com a beleza da mulher a sua frente. Usava uma calça de couro e um corpete com capa, todos negros. Os cabelos, agora longos, presos num rabo de cavalo alto. Aproximou-se da loira com passos felinos e tocou o queixo com a ponta do indicador.

– Miss Swan, é extremamente inapropriado para uma rainha essa sua expressão. Sua função é deixar os súditos e soldados de queixo caído, e não derrubá-lo. – Abriu um sorriso desdenhoso.

Emma endireitou-se na mesma hora, encarando os olhos castanhos à sua frente. – Não voltará a acontecer, Regina.

– Nesta terra, sou conhecida por outro nome, dear. – Ela sorriu, mas o olhar vazio de Emma a fez parar.

– Evil Queen. – A loira cuspiu as palavras, sorrindo com desdém. Aproximou-se da morena, rodeando como se fosse sua caça, parando atrás da mesma e lhe sussurrando contra o ouvido. – Acontece, Regina... – Disse pausadamente o nome, causando arrepios pelo corpo da morena, devido sua respiração quente. – ...que você não é mais uma rainha. Não aqui. Não no meu reino.

Regina gargalhou. Nem mesmo ela sabia como conseguia manter-se tão fria diante de uma situação como aquela. – Seu reino? Ora Emma, quanta ingenuidade! Acreditar que controla pedaços de terra não faz de você uma rainha. – Ela virou-se de frente para a loira e encarou os olhos verdes. – Eu fui uma rainha. Eu tinha soldados aos meus pés, servos, escravos. Certa vez minha mãe me disse: “Se não pode ser amada, seja temida.” E eu era temida, eles dobravam seus joelhos perante a mim. – Ela gargalhou e girou nos calcanhares, apontando o castelo ao seu redor. – Não vejo nada disto por aqui.

Emma vacilou. Não foi a única, Shadow também tinha suas próprias estruturas abaladas. Por mais que houvesse ouvido falar da Evil Queen, que tivesse visto Regina frente a frente em Neverland, enfrentá-la, ainda mais em um corpo que sentia tamanha adoração e amor por ela, estava sendo complicado.

– Desculpe, dear. Mas não podem haver duas rainhas em mesmo castelo. – Ela sorriu de forma maliciosa e mordeu o canto do lábio inferior, ao fazer um gesto com as mãos e mudar as roupas que Emma vestia. – Certa vez me disseram que esta era a roupa perfeita para você.

Uma armadura de prata. Emma sentiu o corpo pesado e logo notou o que estava vestindo. Um sorriso involuntário saiu de seus lábios e ela desembainhou a espada, ergueu-a e a admirou. Depois a apontou para Regina e se aproximou da rainha. A morena não vacilou quando a lamina fria da espada tocou seu pescoço. Continuou a encarar Emma, os olhos castanhos superiores, profundos. A loira estava gostando da brincadeira. Jogou a espada no chão e segurou Regina pela cintura, um aperto firme. Porém, sentiu o corpo se rasgando ao meio e a soltou, uma nuvem de fumaça envolveu a loira e ela voltou a usar o vestido de antes.

– Acontece, querida, que eu sou a única rainha deste castelo. – A voz de Emma era fria como gelo. Seu corpo a poucos centímetros do moreno, os lábios quase se encostando. Regina estremeceu. Tudo o que a loira mais queria era possuir aquela bela mulher, acalmar seu ser e aplacar aquele calor que sentia por todo seu corpo. Mas Shadow a afastou da morena de forma brusca, fazendo a loira lhe dar as costas. – Então me diga, Regina. O que veio fazer aqui?

– Eu aceitei sua proposta de me juntar a você. – A Evil Queen se aproximou sorrateira, deixando seus lábios resvalarem pelo pescoço e ombro despidos de Emma. – Que tal demonstrar, ao menos, um pouco de gratidão? Princesa. – A última palavra foi sussurrada contra o ouvido de uma forma mais sexy do que a loira poderia aguentar.

Aquele contato fez Emma se arrepiar inteira e começar a travar, mais uma vez, sua batalha interna. Foi difícil, doloroso. Ela ficou alguns minutos com os olhos fechados, concentrando-se, sentindo os lábios macios de Regina em sua pele. Droga, era tão bom! Quando a rainha má finalmente afastou sua boca, Emma virou-se bruscamente e selou seus lábios aos dela num beijo urgente, quente, quase suplicante, que Regina correspondeu prontamente, com um desejo a muito tempo contido.

As mãos agarraram a cintura da morena e a puxaram contra si. A leve dor daquela mordida no lábio inferior só fez Emma querer continuar com aquele beijo pelo máximo que pudesse. Queria que fosse para sempre, mas o ar se fez necessário. E assim que ela respirou fundo e encarou os olhos cor de chocolate, soltou a morena e afastou-se dela.

– Maldita! – Foi só o que Regina conseguiu ouvir, numa voz monstruosa, e ver olhos prateados e brilhantes, antes de Emma desaparecer em sua fumaça roxa e, outra vez, deixa-la sozinha e confusa.

Notas finais
E então, ainda mereço reviews? Ficarei feliz com a opinião de vocês! Beijos