Notas iniciais
Estou aqui de novo, com mais um capítulo dessa história louca pra vcs! Espero que gostem e vou continuar me esforçando pra fic agradar à vcs. ^-^ Para os que ficaram com a dúvida sobre quem estaria dormindo com Regina, terão a sua resposta nesse capítulo. Para quem está querendo entender o que aconteceu com Emma, uma nova peça do quebra-cabeças será colocada na mesa e talvez desperte ainda mais perguntas. hahah Bom, chega de falatório. Boa leitura! ^-^

Regina voltou para dentro da pequena casa em que vivia, que consistia basicamente em uma apertada cozinha apenas com os utensílios básicos, um sofá e uma estante com alguns livros, no que seria a sala, o banheiro minúsculo que dividia com os garotos e o seu quarto, com uma cama de solteiro para Henry e uma de casal, onde ela e Merlin haviam dormido essa noite.

Sim, desde que Robin morrera em batalha, Regina havia adotado o garotinho para si. Não que estivesse sentindo algum tipo de remorso, nem mesmo sentiu-se obrigada ao ato. Ela o fez por amor, tinha se encantado pelo menino desde a primeira vez em que o vira e lhe pareceu mútuo o sentimento. Henry a apoiou em sua decisão, ele já o considerava um irmãozinho. Assim foi mais fácil, também, para o pequeno aplacar a morte do pai. Apesar da pouca idade, ele pareceu à morena, quase tão maduro quanto o próprio Henry sempre fora.

O corpo miúdo remexeu-se na cama e despertou. Regina o olhava com alguma adoração, aos dois, enquanto dormiam. Henry também logo despertou e os três se juntaram na cama para um gostoso abraço.

– Bom dia, mamãe. – Regina ainda se surpreendia, mesmo após quase um ano inteiro, quando Merlin a chamava desse modo. O menino não conhecera a mãe biológica, morta em seu parto, então se apegara muito a ela, falando aquelas palavras com uma facilidade espantosa.

– O que temos pro café hoje, mãe? – Henry coçou os olhos com as costas das mãos.

– Bom dia para você também, querido. – Regina o repreendeu, mas sorriu em seguida, quando ele fez uma careta e lhe deu um beijo de bom dia no rosto. – Eu não preparei nada. Podem ir pegar algo com Red ou Granny.

– Não vai tomar café com a gente? – Henry a encarou, ele via a tristeza nos olhos de Regina todos os dias, desde que saíram de StoryBrooke.

– Estou sem fome, mas vão vocês. Sua avó está lá fora com Anastácia. – Ela disse a Henry e então continuou para o menor. – Sei que adora brincar com ela. – Regina recebeu dois sorrisos em sua direção.

Os dois garotos levantaram e correram juntos rumo ao banheiro, numa disputa entre quem chegaria primeiro e o que haveria de gostoso na casa de Granny para comer. Ela os viu sair em seguida, com um abafado “Até mais mãe!” antes da porta ser batida, e então deixou seu corpo cair outra vez sobre o colchão de palha.

Deixou que as lágrimas banhassem o seu rosto, apertando o travesseiro contra o peito. Tudo bem que as condições em que ela estava vivendo atualmente não eram as melhores do mundo. Era uma casa simples, de madeira, como todas as outras feitas ali. Mas ela agora era aceita por todos e tinha dois filhos, duas crianças que a amavam. Não deveria estar feliz? Chorou até pegar no sono, não sabia quanto tempo havia dormido, mas acordou no susto com algumas pancadas leves em sua janela, e a voz estridente de Tinker.

– Regina, ela está aqui. Regina! – Novas batidas. – Ela está chegando. Venha!

A morena levantou-se num salto, ainda desnorteada. Era mesmo o que havia entendido, Emma estava ali? Ajeitou-se como pôde e abriu a porta da frente da casa. No mesmo instante, Merlin correu para o colo da morena, que o acolheu. Henry mantinha-se parado afastado ainda alguns passos de onde Regina estava, com o olhar fixo na estrada diante de si.

Aquele acontecimento era estranho na visão de Regina. Sempre fora temida por todos ali, onde quer que chegasse, a qualquer hora, as pessoas se encolhiam diante dela, ou se agrupavam numa tentativa falha de enfrenta-la. Com Emma as coisas eram diferentes. Ninguém ali tinha medo dela, todos tinham pesar pela pessoa à qual a loira se tornou. Todos sabiam que ela não era má, de fato, e que algo de muito ruim a corrompeu, de alguma forma. A morena se sentia, em alguns momentos, injustiçada. Mas aquilo era passado, ela não precisava mais pensar sobre o assunto.

Um cavalo negro parou diante de todos. Emma estava montada sobre ele com uma desenvoltura que impressionou Regina. “Parece que cavalgou a vida toda.”

– Filha, volte para nós. – A voz de Snow tirou Regina de seus pensamentos.

– Estou aqui por um único motivo. – Ela olhou diretamente para Henry. – Quero o meu filho de volta.

– Não! – A morena mal se deu conta de que havia dado passos adiante e parado ao lado de Henry, a poucos metros do animal em que a loira se encontrava. – Você não vai tirá-lo de mim, Emma.

– Pelo que eu reparei, você arrumou outra criança. O filho do arqueiro, não é? – Ela sorriu debochada, olhando para a criança, que escondeu o rosto junto ao pescoço da morena. – Formaram uma bela família feliz, infelizmente você continua sozinha, não é? Ter um amor não é para você, Regina. – Ela riu, encarando os olhos castanhos que se mostravam tão pesarosos. A morena começava a acreditar que estava fadada a perder seus amores. Fossem quem fossem. – Mas agora tem um “filho”, não é seu fruto, mas é seu. – A loira cuspiu as palavras. – Pode deixar o meu filho em paz.

– Emma, pare um pouco para pensar, filha. Essa não é você. – Snow estava desesperada, tentou se aproximar de Emma, mas David a conteve ao ver a filha erguer a mão, em sinal de que usaria magia.

– Eu sei muito bem quem sou, Mary. Eu sou a mãe do Henry e o quero ao meu lado.

– E eu sou pai dele. Ele não vai sair daqui. – Neal interveio, parando ao lado do garoto e de Regina.

– Mas que cena bonita. – Ela fingiu comoção. – Henry, não gostaria de vir morar comigo no castelo? Suas coisas estão lá. Seus brinquedos, seus livros. Aquele livro. Tudo exatamente como deixou.

– Eu só quero a minha mãe de volta. Você não é ela! – Ele tinha lágrimas nos olhos e se abraçou à Regina.

– É claro que eu sou. Uma versão melhorada, mais poderosa, mas ainda a mesma Emma Swan. – A loira sorriu debochada outra vez.

– Não, não é. – Todos se surpreenderam ao ouvir a voz determinada de Regina. – Você é uma sombra da Emma Swan que eu conheci. – Ela baixou o pequeno no chão, que logo se agarrou ao irmão mais velho, e caminhou. – Você não é nada. Rainha de nada, Emma. Você era alguém, era a Salvadora, era uma mãe, era... uma mulher... incrível. – Aquelas palavras eram difíceis de serem ditas em voz alta, mas Regina temia muito mais não dizê-las, naquele momento. – A sua magia te fez ser ninguém! Me diga, o que tem dentro do seu peito? Se deixar seu coração se tornar negro como o meu, não vai ser nada além de um monstro! – A morena lutava bravamente para não derramar as lágrimas que se acumulavam em seus olhos.

– Eu sou muito mais do que você, Rainha deposta. Quer saber o que tenho dentro do meu peito? Por que você mesma não dá uma olhada? – Ela sorriu com o canto dos lábios e desceu do cavalo, aproximando-se perigosamente da morena, invadindo seu espaço pessoal. – Vamos, Regina. Coragem. – Emma sussurrou com os lábios vermelhos tão próximos aos de Regina, que a morena sentiu um calafrio lhe correr o corpo todo. Segurou a mão da morena e colocou sobre seu peito. – Já fez isso tantas vezes, qual é o problema? – Ela abriu seu sorriso maroto, agora tão frio.

– Não... – Ela segurava firme, a morena não conseguia se afastar, a loira sempre fora mais forte. – Emma, não... Eu não posso fazer isso.

– Covarde! – A loira soltou a mão de Regina com brutalidade.

– Ela não pode, dear. Mas eu posso. – Rumple surgiu em sua fumaça vermelho escura e enfiou a mão aberta no peito de Emma, sem dar tempo para reações. – Henry é meu neto, se ele diz que não vai, Miss Swan, ele não irá.

– Não! Rumple! – A voz de Belle era desesperada.

– Rumple, não vai dar certo. Cora já tentou e não conseguiu tirar o coração de Emma. – Mary estava às lágrimas enquanto a loira sorria.

– Eu não queria tirar o coração dela. – Gold recolheu a mão vazia, fechada em punho, e encarou os demais. – Eu queria provar que ele não está onde deveria. – Mostrou sua própria mão fechada aos demais, abrindo-a e encarando a loira diante dele.

Todos ao redor se espantaram, enquanto uma sonora gargalhada de Emma podia ser ouvida. Eles se olhavam, encarando a loira que voltava a subir em seu cavalo com maestria.

– Não te enfrentarei hoje, Dark One, por sua incrível descoberta. – Ela tornou a olhar o filho, sua expressão se suavizando quase de forma imperceptível. Mas não para Henry, nem para Regina, eles notaram. – Eu voltarei por você.

O cavalo voltou a galopar na direção contrária, sumindo de vista poucos minutos depois, deixando para trás uma vila inteira de antigos amigos e familiares, surpresos e amedrontados.

Notas finais
E então, o que acharam? Mereço reviews? xD