Uma Nova Maldição
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Oie gente, vim atualizar a fic pra vocês! Espero que gostem desse capítulo também, ele já abre caminho para algumas revelações do próximo.
Bom, sem mais spoiles (isso foi spoiler? o.O), boa leitura!
Hook saiu no meio da madrugada. A floresta ainda estava escura e era possível ouvir cada mínimo ruído que vinha de dentre as árvores. Ele tinha um destino em mente e um trunfo no qual poderia se apoiar. Embrenhou-se no meio da mata e caminhou longas horas, chegando diante da enorme estrutura de pedra após o nascer do sol.
Ele ergueu o gancho e pegou a espada em punho, enquanto se aproximava, atento a qualquer possível movimentação inimiga. Deu vários passos para dentro do terreno e notou que não havia guardas em canto algum, nem mesmo as terríveis criaturas que enfrentaram em suas primeiras semanas de volta à Floresta Encantada. Como se lesse seus pensamentos, a porta da frente se abriu e a voz feminina ecoou de dentro das paredes do castelo. – Não tenho guardas, Hook. Nem servos. Sou uma rainha de nada, não foi isso que Regina disse? – Emma... – Ele não sabia se ficava encantado pela figura da mulher ou se era tomado por uma tristeza profunda pela solidão de suas palavras. A loira vestia um longo vestido de veludo vinho, com um decote valorizando seus seios, os cabelos soltos ondulando por seus ombros, a mesma maquiagem forte e convidativa. Ela estava linda. Não, para Hook, ela estava mais do que isso. Maravilhosa. – Não dê atenção ao que ela diz, Emma. – Hook guardou a espada e se aproximou, adentrando o lugar. – Você está bem... diferente... de quando a conheci. – Ele engoliu em seco e tratou de encarar aquilo como um elogio. Esteticamente, Emma estava melhor que nunca. – Mas sabe, eu sempre defendi que podemos ser quem quisermos, não precisamos seguir as regras o tempo todo. – É por isso que está aqui, capitão? – A loira se aproximou dele de forma perigosa, fazendo o coração de Hook disparar. – Veio desafiar as regras ao sair de junto dos outros para me ver? – Pode-se dizer que sim. – Ele a encarou e deu um sorriso cafajeste. – Eu te disse em Neverland, Emma, eu gosto mesmo de você. E se o Baelfire não tem coragem de vir até você, se ele te julga, eu quero que saiba que pra mim nada disso importa. – Que lindas as suas palavras, Killian. – A loira o segurou pelo colarinho e sussurrou, com sua boca contra a dele. – Mas o que te faz pensar que eu o quero? – Não... quer? – Hook gaguejou um momento e então se recompôs, deixando seu orgulho falar mais alto. – Eu sei que você não ama mais o Neal como antes. E esse cara não te merece, ele não acerta uma com você. Até agora, quando você está sozinha, ele se junta logo com a Regina, que nunca foi com a sua cara, para ficar contra você. – Tem razão, eu não sinto mais nada pelo Neal já há algum tempo. Tempo suficiente. – A expressão da loira tornou-se sombria. – Deixe Regina fora disso. Ela estava protegendo Henry. – Protegendo o Henry, Emma? De você? – O pirata riu e parou assim que viu a expressão furiosa no rosto da loira. No fundo, Emma se lembrava de que fez o mesmo quando descobriu a origem da morena. Quis proteger seu filho da Rainha Má. Ora, e não era algo parecido com isso que ela se tornara? – Acho que deve concordar que, se o Cassidy fosse um cara esperto, teria se juntado a você e trazido Henry com ele. Ele fez uma escolha, Emma. E a escolha dele foi ficar contra você. A loira contornou o corpo do pirata, deixando sua mão direita deslizar do colarinho para seu peitoral, em seguida parar em seu ombro. E com o corpo totalmente atrás do dele, apoiado ao dele, ela sussurrou em seu ouvido. – Você pode ficar. – Ele sorriu e virou-se de frente para ela, puxando-a para um beijo do qual a loira não se esquivou. xXx A noite de lua cheia era sempre linda para Ruby, e ela tinha que admitir que gostava dessas noites em Fairy Tale Land. A loba caminhava em direção à vila quando notou a saída furtiva do pirata. Não gostou nada daquilo. Se tinha uma coisa que Hook sempre demonstrou, ao menos para eles, em StoryBrooke, é que não era confiável. E nada que tivesse feito em Neverland provava que isso tinha acabado. Red o seguiu por um longo caminho e se deparou com o castelo. Ela viu a porta se escancarar e a figura de Emma perfeitamente à sua espera, lá dentro. Não pôde ouvir toda a conversa, embora tentasse aguçar ao máximo seus sentidos para isso, mas viu o momento do beijo, enquanto a porta se fechava lentamente. E correu. xXx Regina acordou cedo, dessa vez preparou o café da manhã para os meninos, pois não pretendia ficar em casa e também não queria que eles se atrasassem. Há muito tempo ela já havia perdido a noção do dia em que estavam, todos ali se sentiam assim. Mas tentavam continuar com suas vidas o mais próximo possível da realidade que tinham em StoryBrooke. Neste caso, para Henry e Merlin, hoje era dia de aulas. Acordou as duas crianças com beijos na testa e sorriu ao ver olhinhos sonolentos se abrirem e encarem-na. Merlin logo ajoelhou-se na cama de casal e, dali, saltou para a de solteiro, esmagando Henry, que gemeu sentindo alguma dor com o peso do menino.
– Levaaaaanta, seu preguiçoso. Um homem de verdade honra com os seus deveres! – O pequeno riu e deu mais alguns pulos sobre Henry, fazendo o mais velho se contorcer e se encolher. – Mãe! Tira ele daqui, eu não quero ter aulas de nada hoje. – Disse emburrado, enfiando a cara no travesseiro. – Nem mesmo de hipismo? – Regina sorriu, sabia que Henry adorava cavalos, uma paixão que era dela e não fazia a menor ideia de como o garoto a tinha compartilhado. – É sério? Hoje tem aula de hipismo? – Ele sentou-se na cama, encarando a mãe e puxando o irmão mais novo, que ainda pulava em sua cama, pelas pernas, fazendo-o se sentar, rindo. – Sim, seu avô está reunindo os cavalos e, você sabe que deve ajudar nessa tarefa. Posso estar enganada, mas tenho certeza de que já vi, pelo menos, outras três crianças com ele, cuidando de seus devidos cavalos. – Como assim? – Ele pulou da cama. – Que horas são afinal? – Ele encarou Regina e revirou os olhos. – Droga de maldição em que o tempo fica parado. – Ele bufou e correu para o banheiro se arrumar. A morena não pode deixar de sorrir. A pouca conversa durante o café da manhã, que Henry praticamente engoliu, serviu apenas para que ele notasse, ao sair de casa às pressas, que seu avô estava sozinho e que ele chegava exatamente junto com todas as outras crianças, como em todos os outros dias. Regina o tinha enganado de novo. A morena estava satisfeita por não tê-lo deixado se atrasar mais uma vez. Em seguida, pegou o pequeno Merlin nos braços e saiu, fechando a porta da casa. Caminhou alguns minutos com ele, completamente perdida em pensamentos. Merlin era um menino lindo e corajoso, tão esperto que parecia ter bem mais que apenas seis anos. Os olhos escuros, o cabelo com cachinhos nas pontas lembrava tanto os seus próprios. Regina se permitiu olhar os seus fios negros, agora enormes para quem estava acostumada com um corte mais curto e moderno da cidade. Seus olhos encheram-se de lágrimas ao pensar que essa criança em seus braços poderia ser seu filho. Se ela tivesse cruzado aquela maldita porta, no passado. Despertou dos devaneios quando ouviu barulhos de risadas, tinha chegado. Mary Margaret estava sentada sobre um tronco caído, rodeada de crianças, das quais Regina reconheceu a menina de Ashley, Alexandra, e a menina de cachinhos ruivos e olhos azuis, filha de Aurora, Anastácia. Ela colocou o pequeno no chão, que correu para se abraçar com a professorinha. Ou seria mais um tipo de babá? Quem diria que Snow White teria uma espécie de creche em plena Floresta Encantada. Aquela ideia fez Regina rir internamente. – Regina? – A mulher se aproximou, segurando a mão do pequeno. – Como está Henry? Não o vi mais depois que Emma foi embora. – Está bem, Snow. Está com David andando a cavalo. – Só queria dizer que, se precisar de alguma coisa... – Você está às ordens. Quase todos os dias você me diz isso, sempre que venho trazê-lo à... escola? – Regina revirou os olhos. – Obrigada, mas está tudo bem comigo. Abaixou-se e deu um beijo na testa do menino, despedindo-se. Observou enquanto Mary o levava para junto das outras crianças e então saiu. Tinha algo importante a falar com alguém que parecia saber bem mais do que demonstrava.
Notas finais
Agradeço os reviews, galera! São estimulantes a mais para continuar...a opinião de vcs é mto importante, então, comentem sempre que quiserem, vão me deixar bem feliz! ^-^
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