Uma Nova Maldição
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Olha eu aqui de nooovo! Sempre aproveitando os dias que a net está colaborando para postar, porque minha net não é confiável...por enquanto. =P
Esse capítulo terá um flashback, durante uma conversa de Regina e Rumple, que explicará o que aconteceu com Emma. O que a levou a praticar a magia negra, como e por quê? Espero que vocês consigam entender mas, qualquer coisa, é só perguntar que eu esclareço *-*
Ahh..para quem estava indignada sobre o Hook com Emma no castelo, tenho certeza que vão gostar da parte final deste capítulo. HUAHUA
Agora chega de spoilers...boa leitura! ^-^
Regina foi até a primeira casa da vila. Era a maior casa de todas, ficava um pouco mais afastada das demais e pertencia ao Senhor das Trevas. Ela bateu na porta, sem resposta. Insistiu. Levou algum tempo para que Neal abrisse a porta. Ele estava claramente surpreso por vê-la ali. A morena o encarou e falou com a voz firme, embora por dentro estivesse despedaçada.
– Onde está o seu pai? Neal deu passagem para Regina e a guiou até uma porta, que dava para o porão. – Lá embaixo. Fique a vontade, estou de saída. – Ele se virou e se afastou dali. A morena abriu a porta com cuidado, vendo a escadinha diante de si e começou a descê-la, evitando fazer barulho de passos. Em vão, é claro. – O que faz na minha casa, dearie? – A voz do homem soou grave, enquanto ele se mantinha sentado e girava a roca de fiar. – Velhos hábitos realmente não somem, não é? – Ela ergueu uma sobrancelha para o que o homem estava fazendo e abriu um sorriso irônico. Rumple parou a roca no mesmo instante e se colocou de pé. – Velhos hábitos nos lembram de quem somos, Regina. De onde viemos. Minha roca e eu. Você e sua macieira. – Ele sorriu, sarcástico, mostrando que a mulher nada tinha para falar dele sobre hábitos antigos. – Então, vou perguntar mais uma vez: O que faz em minha casa? – Eu preciso falar com você. Eu sei que sabe bem mais sobre Emma do que está nos contando, Rumple. O que fez na frente de todos, apenas prova que estou certa. Eu quero saber o que é. Você sabe o que aconteceu com ela, não sabe? – É claro que eu sei. – Então diga! – Regina se exaltou. – Você ainda não está pronta, Regina. – Ele disse calmamente, juntando as mãos à frente do corpo. – Não estou pronta? – Ela riu de forma debochada. – Seja o que for, Rumple. Eu quero saber. Eu preciso... – A voz de Regina minguou e ela suspirou. – Certo. Eu creio que se lembre de nossos dias em Neverland, estou certo? – Ele observou a morena. – Direto ao ponto, Rumple. – Ela o fuzilou com o olhar. Flashback: O fim é o ponto de partida para um novo começo. “Eles precisavam sair de Neverland quando resgatassem Henry. Neal sabia como: capturando a sombra de Peter Pan. Ele levou Hook e Emma ao covil da sombra e a loira conseguiu prendê-la na rústica armadilha de coco. Em posse da sombra, o grupo se arriscou para salvar o garoto. As coisas deram erradas no começo, mas Henry finalmente estava salvo. Porém, Pan estava quase morto. Se continuasse na ilha, certamente iria morrer. E, se tem algo que o pai de Rumple não desejava, era morrer. Pan lançou uma magia conhecida como “Feitiço de Transferência”, que leva o indivíduo de um determinado local até outro, deixando o lugar do qual saiu inabitável, sem magia. Fez isso em busca de recomeçar sua vida, o que acabou levando-o direto para StoryBrooke. Uma vez ali, diante de todos, ele tentou atacá-los uma vez mais, porém a magia na cidade não funcionava exatamente como ele estava acostumado. Usando a própria adaga, Rumple o matou. O feitiço de Pan aprisionou Shadow fora de Neverland. Emma e os demais o haviam usado para sair da ilha. Com a morte de Peter, acreditavam ter se livrado também do ser espectral. Mas Shadow nunca pertenceu à Pan. Shadow pertencia à ilha. Era a sombra capaz de entrar nas mentes das crianças solitárias, todas as noites, para levá-las à Ilha dos Sonhos, para que fossem felizes e acreditassem que eram capazes de qualquer coisa. Essa era Neverland antes de Peter aparecer. Uma ilha de sonhos, de imaginação. Foi o jovem que fez um acordo com Shadow para trazer garotos reais para morarem na ilha, tornando-a sombria. Para Shadow, o acordo acabou quando Peter morreu. Ele não dava a mínima para os outros meninos perdidos, mas precisava de um novo lugar para viver, já que Neverland estava agora seca de magia. Tinha que ser uma terra mágica da qual ele tivesse controle, para recomeçar a Ilha dos Sonhos. Não sobreviveria no mundo real sem um hospedeiro, mesmo em StoryBrooke, que continha magia, mas não era sua casa. Sua única saída era a sua prisão. Enquanto estivesse dentro daquele coco, estaria bem, apesar do inconveniente de estar preso. E foi nessa parte da história que Emma Swan apareceu. O coco havia ficado com ela, dormia todas as noites sobre sua cômoda. Um souvenir. Numa manhã qualquer, Emma derrubou o coco, abrindo-o e libertando Shadow. Ela não viu problema ao notar o objeto aberto, mas a sombra saiu e se alojou no espelho de seu quarto. O outro único lugar seguro: os espelhos. Daquela noite em diante, Emma teve pesadelos todas as noites, até o fatídico dia em que ela sonhou com o lost boy que atacava Henry e quase o matava. E arrancou o próprio coração, acreditando ser o dele. No exato momento em que o órgão saiu do corpo de Emma, Shadow assumiu seu corpo. Ele não poderia ter feito isso antes, o coração da loira era pura luz e ele, uma sombra. Precisava de trevas. A Salvadora ainda tinha sua própria sombra, o que fazia com que, de início, o controle de Shadow sobre ela fosse difícil. Entretanto, conforme a sombra a inseria pela magia negra, ganhava mais controle e a loira tinha sua própria consciência reduzida. E foi Shadow, usando o corpo de Emma, quem fez o feitiço que transferiu todos os habitantes da cidade de volta à Floresta Encantada, o lugar escolhido para que uma nova Ilha dos Sonhos fosse formada.”
Fim do Flashback. – “O que haveria de melhor para as trevas que não fosse apagar a luz?” – Regina repetiu a frase de Tinker e seu coração se apertou. A loirinha estava certa. – Rumple, nós podemos voltar para StoryBrooke depois desse feitiço que Shadow lançou? – Supondo que StoryBrooke ainda exista, eu acho muito difícil. – Ele disse sinceramente, parecendo ter um certo pesar em sua voz. – Tente dar um jeito de nos tirar daqui. Eu dou um jeito de tirar essa coisa da Emma. Precisamos encontrar seu coração e devolvê-lo ao lugar que pertence. – Acha mesmo que eu já não estava tentando isso durante todo esse tempo que estamos aqui? Só que não tenho conseguido muito. Porém, agora que você sabe, talvez tenhamos algum avanço. – Ele encarou Regina e sorriu de canto, um sorriso sarcástico. – Disposta a pagar o preço? – O preço que for. – Regina o olhou com convicção. – Então eu estava enganado. Você está pronta. – Gold sorriu e a morena notou que aquele poderia ser um sorriso sincero. xXx Ruby chegou correndo na vila, indo direto até a casa da avó. Entrou no lugar e pegou uma conversa ao meio entre Neal, Belle e Granny. – ...Pois é, Granny, hoje não deu para arrumar muita coisa. O David estava com as crianças, o Hook ia comigo pro ribeirão buscar água e umas frutas, mas o cara não apareceu. – Eu sei bem porque aquele traíra não apareceu. – Isso por acaso são horas de chegar? – A avó a encarou, zangada. – Os anões estarão de volta daqui a pouco para o almoço. Onde foi que você se meteu? – O que aconteceu com Hook, Ruby? – Belle a encarou. – Ele está no castelo. Com Emma. – Ele o que? – O homem se ergueu da mesa irritado. Belle o segurou pelo braço e tentou acalmá-lo. Funcionou. – Me diga exatamente tudo o que viu. E a loba contou tudo o que viu e o pouco que ouviu. Neal estava furioso. Como pode ter sido passado para trás daquela forma? Aquilo era inaceitável. Ele sabia que Emma não estava em seu juízo perfeito, mas não poderia ter deixado o pirata tirar proveito da situação. Só que aquilo não iria ficar assim. xXx Emma acordou sozinha em seu quarto. Lembrou-se do pirata e um sorriso malvado surgiu em seu rosto. Com magia, ela se transportou através da fumaça arroxeada para onde ele estava. As masmorras. – Bom dia. – Ela soltou uma gargalhada. – Emma, que brincadeira é essa? Eu quero me unir a você. Pensei que fossemos ficar juntos. – Eu te disse, quando chegou: O que te faz pensar que eu o quero? – Ela apoiou ambas as mãos na grade da cela que o mantinha preso. – Então ainda ama o Neal. – Ele bufou, desviando o olhar. – Na verdade, não. E vou deixar isso claro para ele também, caso ainda não tenha entendido. – Ela riu com o espanto dele. – Quem sabe não ganhe um colega de quarto, capitão? – O riso de Emma ecoou enquanto ela sumia em meio a fumaça e deixava Hook outra vez a sós na escuridão.
Notas finais
E aí, muita loucura? Devo continuar ou vocês já acham que posso ser internada? :P Digam o que acham nos reviews. Qualquer dúvida, estou aqui para esclarecer. *-*
Fale com o autor