Notas iniciais
Aqui estou eu, de volta, com mais uma fic, completamente diferente das outras que já postei. Espero que vocês gostem da história.

Boa leitura!

Os sons dos saltos da rainha ecoavam a cada novo passo que ela dava pelo corredor do majestoso castelo. O vestido de veludo, num tom roxo escuro, cobria-lhe de cima a baixo, valorizando as belas curvas de seu corpo e deixando as costas expostas por um decote generoso que ia até a base das costas. Seus longos cabelos presos em uma falsa trança lhe davam um ar sensual e moderno. Contornando os belos olhos, uma linha fina de delineador preto e, nos lábios, um batom vermelho escarlate.

Usando magia, ela escancarou a porta de um dos cômodos do castelo, adentrou o mesmo e olhou o ambiente à sua volta. Os belos olhos verdes lacrimejaram e seu rosto se contorceu numa expressão de dor e fúria. Aproximou-se da cama, o livro de capa marrom e letras douradas jazia sobre os lençóis impecavelmente arrumados. A loira tocou-o e cerrou os punhos.

– Vou trazer meu filho de volta. Não importa como, ou por cima de quem eu tenha que passar. Nem que essa seja a última coisa que eu faça.

xXx

Não muito longe dali, uma pequena vila havia se formado nos arredores da Floresta Encantada. A morena acordou com os primeiros raios de sol, que invadiam seu quarto através da janela. Ela levantou-se devagar, buscando não acordar o corpo adormecido ao seu lado.

Assim que abriu a porta da minúscula casa em que vivia, deu de cara com os moradores locais, já exercendo suas atividades habituais: os anões com machados nas mãos indo atrás de mais lenha, Red e Granny lhes distribuindo cantis e uma cesta com guloseimas, Archie apenas observava Pongo correndo pela mata, Belle sentada logo abaixo de uma árvore, com os olhos sobre um livro. Rumple não estava à vista. Neal e Hook conversavam com David, pareciam preocupados com algo. Um pouco mais perto de sua casa, Snow brincava com uma garotinha nos braços, sendo observada atentamente pela mãe da menina. Aurora e Mulan estavam lado a lado, abraçadas, rindo quando Snow fazia graça com a pequena Anastácia.

Regina observava as duas mulheres com um pequeno aperto em seu coração. O relacionamento delas foi tão facilmente aceito quando os moradores de StoryBrooke voltaram para a floresta. Ela se encontrou com o tal “amor verdadeiro” que Tinker lhe garantiu ser Robin, mas a morena não se sentiu totalmente atraída por ele. Outra pessoa dominava seus pensamentos a mais tempo do que aquele encantamento do passado poderia durar. Robin se foi, poucos dias depois, assim como Phillip. Eles morreram na guerra contra as criaturas malignas que a rainha havia reunido e que dominavam toda a floresta, antes disso. O príncipe morreu defendendo Mulan, a garota que lhe roubou sua mulher, pedindo para a guerreira cuidar de seus tesouros. Amor verdadeiro é algo compreendido e respeitado naquela terra.

A morena não mais se reconhecia. Não conseguia acreditar que tinha passado a viver como igual, com todas aquelas pessoas que antes a odiavam. E que ela odiava em retorno. O que mais a espantava, no entanto, foi o fato de ter sido aceita entre eles. Ninguém a culpava. Ninguém a temia. Ela só era reclusa se quisesse, ou sempre teria alguém para conversar. Qualquer um deles lhe daria atenção, ela sabia disso. Essa era sua realidade há quase um ano, desde que tudo dera errado. E uma nova maldição aconteceu.

Flashback: Como tudo começou.

“Regina sabia exatamente o preço que a magia cobrava ao ser usada, porém, naquele momento, valia tudo para ter o filho de volta. Inclusive, incentivar a magia de Emma. Depois de muita insistência, foi a própria loira que tomou a iniciativa e pegou Regina de surpresa ao pedir pelas aulas.

Começaram a praticar em Neverland, a magia de Emma seria muito útil no combate ao Pan, mas alguma coisa deixava Regina de coração apertado e a morena sentia isso como um aviso. Ela sabia que, após resgatarem Henry, o melhor seria fazer com que a loira perdesse o interesse sobre magia.

Ela era uma excelente aprendiz, Regina tinha que reconhecer, era muito poderosa e, embora fosse considerada uma “filha da luz”, o tão estimado “fruto do amor verdadeiro”, o que a morena mais temia acabou acontecendo: A magia negra a corrompeu, no exato momento em que a loira arrancou seu primeiro coração, de um lost boy que atacou Henry, deixando Pan, de certa forma, orgulhoso. Ela não o esmagou, apesar de incentivada pelo garoto maligno, não teve tempo para tanto, pois Regina a impediu. No entanto, a morena sabia que, mesmo eles tendo vencido e Rumple tivesse matado Peter, Emma jamais seria a mesma e aquilo a preocupava.

Regina tomaria as devidas providências, mesmo se Rumple não a ajudasse, ela ajudaria Emma, assim que voltassem para casa. Mas as coisas não saíram conforme seu plano. Já em StoryBrooke, a loira continuou estudando magia, mesmo que por conta própria.

– Existem coisas com as quais não devemos mexer, Emma. Coisas que não compreendemos e que vem com um preço além do imaginado.

– Me deixe em paz, Regina. Se não quer me ensinar, pois bem, aprendo sozinha.

A loira se empenhava mais a cada dia, parecia fascinada com suas próprias capacidades ao aprender a dominá-las daquela forma. E foi tentando praticar o que, em seu mundo, ela conhecia como feitiços, que Emma Swan se deparou com as maldições.”

Fim do Flashback.

Regina estava perdida em seus pensamentos quando sentiu alguém se aproximar.

– Bom dia, Regina. Um ano e ainda não está acostumada com a convivência, não é? – A loira encostou-se na parede ao lado de onde a morena estava.

– Bom dia, Tinker. Eu... eu só não estava acostumada com tanta... paz. – Regina suspirou e correu os olhos outra vez para as pessoas ali, encontrando o par de olhos de Snow a observando com um sorriso, fazendo um aceno de cabeça para cumprimenta-la. – É só, tão estranho. Estão todos me tratando bem, mas...

– Sente falta dela, não é? – A loira a encarava e Regina abaixou a cabeça, com um novo suspiro.

– Como jamais pensei que fosse sentir. Nada disso me parece real, ela era a única que chegava mais perto de me compreender. Isso não devia ter acontecido.

– Regina, não foi sua culpa. Aquela ilha nos corrompe, eu sei disso, eu vivi lá por tantos anos. E veja no que eu tinha me transformado, eu quase te matei.

– Mas não matou. E Emma passou tão pouco tempo lá, todos nós passamos o mesmo tempo lá, Snow, Charming, por que só a afetou? Eles também são tão puros de coração.

– Como sabe se não os afetou em nada. Eles são mesmo totalmente puros de coração? Tem total certeza disso? – A morena hesitou. Lembrou-se de como o coração de Snow havia ganhado um ponto negro quando o arrancou, era a culpa pelo assassinato de Cora. E Charming havia mentido para Snow, lhe escondido um assunto importante de vida e morte, e pensou no que aquilo quase causou aos dois. – Afetou, não é?

– Eles superaram. Por mais erros que tivessem cometido, Snow ainda se manteve firme, fez as escolhas mais bondosas e justas. Não entendo porque Emma não superou. Eu não vejo razão para isso.

– No começo, nós nunca vemos. – Tinker tentou passar tranquilidade à morena ao seu lado. – Pense: O que haveria de melhor para as trevas que não fosse apagar a luz? – A loira lhe afagou o braço e se foi.

Notas finais
E então galera, o que acharam? Ficaria feliz em ter a opinião de vocês, pq essa é uma fic que me deixou insegura. '-' Beijos