Notas iniciais
Gente, me desculpem a demora (estava viajando) e me desculpem se o capítulo não estiver dos melhores. Não é muito inspirador saber que Finchel vai terminar DE NOVO! Não é muito inspirador pensar que provavelmente teremos BrochECA!
De qualquer modo, segue mais um capítulo. Se puderem comentar, vai me ajudar muito a me manter escrevendo.
Bjs!

Finn sentia falta de Rachel. Não que ele estivesse arrependido de ter sugerido a participação na peça de teatro, afinal ele tinha visto a audição e uns dois ou três trechos de ensaio e definitivamente achava que Rachel estava em casa quando interpretava, que o palco era o lugar ao qual ela pertencia. Porém estava bem difícil passar um tempo sozinho com ela e ele sentia saudades disso. Muitas!

Quando acabou de ajudar Mike com um trecho da apresentação das Regionais que ele estava tendo dificuldades de memorizar, Hudson decidiu ir até o teatro, onde o irmão e a namorada disseram que iriam passar a tarde, uma vez que Kurt, como um dos melhores desenhistas do McKinley, estava dando uma ajuda mais do que bem vinda na preparação dos cenários da peça. No entanto, foi informado pelo irmão de que Rachel tinha ido até o ginásio, a fim de pegar os cartazes e convites que a gráfica tinha enviado para a professora April, e que tinham sido recebidos pelo zelador.

"Ela está até demorando um pouco." Observou Kurt. "Talvez fosse melhor você ir lá e ver se ela não tá precisando de ajuda."

"Boa ideia, cara." Foi o que Finn respondeu, seguindo em direção ao ginásio, onde encontrou os jogadores de futebol executando alguns movimentos estratégicos, uma vez que era uma tarde chuvosa e eles não tinham como treinar no campo.

Ao lado da quadra, o rapaz encontrou rapidamente a garota que estava procurando, mas jamais teria imaginado que iria encontrá-la conversando e segurando a mão de ninguém mais, ninguém menos, que Jesse St. James. Um frio passou rapidamente por sua espinha, seu estômago se revirou, suas mãos tremeram e ele fechou o punho, com vontade de socar algo. Porém, em poucos segundos, o dito St. James apontava, com a cabeça, na direção dele, fazendo Rachel se virar e perceber sua presença.

A namorada de Finn não pareceu constrangida por ter sido surpreendida. Despediu-se de Jesse com algumas palavras que Finn não pode ouvir e com um sorriso acolhedor, e seguiu na direção do outro, com um imenso sorriso no rosto.

"Amor, você veio me procurar?" Ela perguntou, ficando na ponta dos pés e dando um beijo rápido nos lábios dele, que ficou impassível. "Sabia que eu estava aqui ou foi coincidência?"

"Te procurei no teatro e Kurt me disse que talvez você estivesse com dificuldades com uma encomenda." Ele disse, secamente.

"Não, é só uma caixa. Está ali, olha." Garantiu, apontando para a tal caixa, que estava perto da porta. "Você vai nos ajudar com os cenários?" Continuou, sorridente, enquanto segurava a mão dele e seguia em direção ao embrulho.

"Não. Eu só... fui te dar um beijo e você não tava lá." Ele pegou a caixa e os dois saíram do ginásio, pegando um corredor que levava ao auditório.

"Finn?" Ela chamou, mas ele olhava para frente, enquanto ela caminhava a seu lado. "Finn!" Ela se colocou bem na frente dele. "Eu não acredito que ficou com ciúmes porque me viu falar com Jesse!" Esperou por resposta, mas ele não negou. "Isso é insano, Finn Hudson!"

"Ah, é insano?" Ele finalmente falou, demonstrando raiva e não apatia, indiferença.

"Sim, é uma loucura! É como... como quando eu fiquei com ciúmes da Mel."

"Rachel, isso é ridículo! Eu fiquei com a Mel duas vezes na minha vida! Você namorou o Jesse, caramba! Ele era seu NAMORADO!"

"Um namorado com quem eu terminei pra ficar com você, Finn! Um ex pra quem eu nunca me entreguei, como eu me entreguei pra você... não só fisicamente, mas emocionalmente também. Uma pessoa por quem eu não sinto, nem nunca senti nada demais, e você sabe muito bem disso... sabe que as razões pra eu e ele termos namorado eram fúteis, bobas, idiotas."

"Mas você tava lá, segurando a mão dele... sorrindo pra ele, Rachel, depois de tudo que ele fez!" Ele se irritou.

"Finn, eu segurei a mão dele, porque ele tá destruído! Ele é um ser humano, amor... e ele tá totalmente destruído. Ele tá sentado naquele cadeira há mais de uma semana e os médicos não sabem dizer ainda se ele vai ou não andar de novo. Ele tava lá, olhando o time do qual ele foi capitão, durante o ensino médio todo, treinar, e ele nem sequer saber se vai se levantar da cadeira."

"Sério?" Finn perguntou baixinho e fez uma expressão própria de quem caiu em si e sentiu vergonha dos próprios atos.

"É sério, babe. E isso é o tipo de coisa que eu não desejo nem pra um idiota como o Jesse. Na verdade, o que eu desejo é que ele tire algo bom disso tudo... e que ele volte a andar."

"Claro." Ele fez um carinho no rosto dela. "Claro, amor. Eu... eu também não desejo esse tipo de coisa pra ninguém, não. Eu só... desculpa, babe, mas eu também não quero ver você se aproximar muito dele por causa da sua solidariedade, por mais egoísta que isso pareça. Ele tem família, amigos..."

"Você pode ficar tranquilo, Finn. Eu só fui conversar com ele, dizer pra ele ter fé... e mais nada. Ele não virou meu melhor amigo, só porque sofreu um acidente." Ela voltou a caminhar e ele também. "Quanto a ele ter amigos... bom, aí já é outra história. Quem tinha um monte de bajuladores era o capitão do time, não ele."

"Então Azimio, Karofsky, aquelas Cheerios..." Rachel entendeu o que ele queria saber e balançou a cabeça negativamente, fazendo uma careta de pena. "Que bando de babacas!" Finn decretou.

"Parece que só uma pessoa do colégio apareceu no hospital." A morena informou, já dentro do auditório. "Ele tá super envergonhado, porque justamente uma garota que ele desprezou completamente há um tempo atrás, tá sendo a única que tá visitando ele, fazendo companhia aqui na escola... essas coisas."

"Que demora vocês dois!" Kurt interrompeu. "Eu me ofereci para ajudar, cunhadinha... não pra fazer sozinho." Rachel e Finn riram do jeito dele e o assunto Jesse ficou esquecido.

Finn decidiu esperar os dois e até ajudou um pouco, com a promessa de Rachel de que, terminada a parte do cenário cuja feitura estava prevista para aquela tarde, ela iria para a casa dele e os dois passariam algumas horas juntos.

Algum tempo depois, eles estavam na cozinha dele, e ela usava os dedos para lamber o que sobrara na vasilha em que ele preparara um bolo que a mãe o tinha ensinado a fazer. No começo, ela estava somente experimentando a massa de bolo crua, como a maior parte das pessoas gulosas faz, mas, depois de perceber que ele a olhava fixamente, enquanto ela lambia os dedos, começou a chupá-los devagarinho, de propósito.

"Para de me provocar, Rachel." Ele falou, em meio a um riso nervoso. A respiração já estava um tanto alterada e as pupilas dilatadas. Ela sorriu maliciosamente e o chamou para mais perto.

"Tá tão gostoso. Eu não resisto." Brincando de menina inocente, voltou a molhar o dedo na massa e a chupá-lo, encarando-o. Ele respirou fundo e ela mordeu o lábio, satisfeita. "Prova." Ela pediu, oferecendo a ele o dedo indicador, novamente cheio da substância doce.

Ele não hesitou em chupar o dedo dela, sustentando seu olhar, como ela havia feito. Em seguida, molhou o próprio dedo com a mistura, pouco saudável mas saborosa, de ovos, açúcar, leite e farinha e levou aos lábios dela, que lambeu tudo, depois chupou o dedo dele, de um jeito nada inocente, que se assemelhava muito à maneira como trabalhava no membro dele, quando lhe agraciava com o delicioso sexo oral, no qual ela vinha se tornando cada vez melhor.

Com a mão desocupada, Finn abriu a bermuda que estava usando e mexeu o corpo de modo que ela pudesse cair a seus pés. Rachel sorriu e se abaixou, ficando de joelhos em frente ao membro já ereto dele, e abaixando a boxer que ele usava, a fim de ganhar acesso pleno a este. Começou a masturbá-lo, lentamente, e ele gemeu, jogando a cabeça para trás, satisfeito com o fato de que podia lidar imediatamente com a provocação dela, ao invés de ter que levá-la para o quarto, pois felizmente seus pais e Kurt tinham tido compromissos e só chegariam bem mais tarde.

Ela começou a lamber e lamber, primeiro bem na pontinha, depois por toda a extensão do pênis dele, sentindo-o pulsar ao toque de sua língua. Sentindo-se poderosa, como sempre se sentia ao vê-lo reagir a ela, começou a chupar, de início colocando apenas uma pequena parte na boca, mas aos pontos empurrando todo o órgão para dentro de si, e o saboreando com calma.

"Ai, babe... pelo amor de Deus! Isso é tortura." Ele conseguiu falar, entre gemidos e uma respiração difícil, rápida.

"O que eu posso fazer, se é mais gostoso do que qualquer outra coisa que eu já provei?" Perguntou, olhando nos olhos dele, que se mantinham observando-a em êxtase. Então continuou, ainda lentamente, como quem experimenta algo delicioso.

"Por favor, amor." Ele suplicou, precisando que ela fosse mais rápido e o leva-se logo às alturas.

Ela obedeceu e aumentou o ritmo, usando as mãos e a boca para criar os movimentos e o atrito perfeito. Mais alguns segundos e ele derramava seu líquido na boca da namorada, com um gemido forte que ele não conseguiu evitar. Ela, por sua vez, continuou com a boca exatamente onde estava, voltando aos movimentos lentos, a uma espécie de degustação, até que não houvesse mais nada a sorver.

Ele a puxou para cima, trazendo o corpo dela ao encontro do seu, aproximando suas bocas. Beijou-a, enterrando os dedos nos cabelos macios dela, envolvendo sua cintura, transmitindo toda a paixão que sentia, demonstrando que tinha, sim, gozado, mas que mesmo assim ainda havia muito desejo por ela a ser saciado em seu corpo.

Levantou-a, sentando-a na bancada da cozinha, e se livrou das poucas peças de roupas que ainda tinha no corpo. Ajudou-a a se despir também, para que os dois pudessem sentir cada milímetro da pele um do outro, ao se tocarem, se beijarem, se abraçarem. Beijou os ombros dela, o colo, os seios. Lambeu os mamilos, sugou-os, fazendo com que ela arqueasse o corpo e puxasse um pouco os cabelos dele. Empurrou-a com delicadeza na direção da bancada, para que se deitasse e lambeu o abdômen dela, indo em direção à sua intimidade, tão desejada.

Provocou, passando a língua pela coxa, pela virilha, deixando apenas sua respiração ofegante tocar o lugar do corpo dela que ansiava por seu alcançado, explorado. Ela tentou fechar as pernas, gerar ela mesma aquela fricção que tanto desejava, mas ele não deixou, segurando-a com força. Não conseguiu resistir muito tempo, no entanto, e logo deu o que ela queria, lambendo e sugando seu clitóris, até sentir o corpo dela reagir, de uma forma inconfundível.

Os dois riram de sua pequena travessura e Finn tirou do forno o bolo, que por muito pouco não queimara. Os dois vestiram parte de suas roupas e recolheram o restante delas, indo para o quarto, para continuar a aproveitar o tempo que tinham juntos. Fizeram amor uma vez e, depois de recuperados, já estavam começando a se envolver em uma segunda quando o celular dela tocou, avisando sobre a chegada de uma mensagem.

"É da Santana, amor. Ela pediu pra eu ir à casa dela... eu e Quinn. Emergência de meninas, sabe?" Falou, sem jeito.

"Tudo bem." Ele sorriu. "Por mais que eu queira você só pra mim, eu sei que, de vez em quando, eu vou ter que dividir." Brincou.

As meninas QRS há muito tempo não faziam aquele tipo de reunião. Independente de qual fosse o assunto sobre o qual a latina queria falar, ela estava feliz que a amiga tivesse convocado ela e a loira para dormirem em sua casa, vestidas com pijamas nada sexy, e comerem pipoca, falando sobre as coisas que eram realmente importantes para elas ou sobre qualquer besteira que meninas da idade delas gostam de saber e compartilhar. Porém, ficou ainda mais alegre quando Santana enfim resolveu falar sobre o tópico principal.

"Bem, meninas... eu tenho uma novidade." Ficou calada alguns segundos, fazendo mistério, e as outras a olhavam, ansiosas. "Eu e Brit estamos namorando." Sorriu amplamente.

Quinn e Rachel gritaram, pularam, se jogaram em cima dela. Agora as três estavam felizes, namorando as pessoas que tinham escolhido, e isso era o máximo! Normalmente elas pensariam em um encontro triplo com elas e três meninos, mas há muito tempo tanto Quinn quanto Rachel tinham colocado a felicidade de Santana acima de qualquer preconceito ou sonho pessoal que nutrissem.

"É claro que nem tudo é perfeito." Santana voltou a falar, quando as amigas se acalmaram e as três voltaram a se sentar em círculo no chão, com o balde de pipoca no meio delas. "Nem eu nem ela sabemos ainda como falar pras nossas famílias que temos namoradA e não namoradO. Até outro dia, o Artie frequentava a casa dela e jogava xadrez com o pai dela... a minha avó ainda pergunta pelo Sam."

"A sua avó é mais velha... vai ser complicado ela aceitar. Talvez não seja mau manter as coisas em segredo pra ela, por enquanto." Quinn, que conhecia bem a velha senhora, avó também de seu namorado, comentou.

"Sim... a gente combinou que, por enquanto, isso vai ser uma coisa mais entre a gente... e os nossos amigos, claro."

"Tendo um pai bissexual, que vive há anos com um homem, eu posso te dizer que não vai ser fácil mesmo, amiga. Mas, no final, quem te ama de verdade vai aceitar... e você vai poder ser quem você é e não uma mentira... e isso não tem preço!" Rach assegurou.

"E tem um outro problema... que, na verdade, está até me incomodando mais."

"Qual?" Foi Quinn quem perguntou.

"Eu não sei se vocês lembram, mas a Brit quer estudar Engenharia da Astronáutica... seja lá o que for isso." Riu. "E só tem uma escola disso nos Estados Unidos todo... e ela fica em Seattle. A minha loirinha é a melhor aluna do colégio, então é claro que ela vai passar... mas eu... bom, eu não sou das alunas mais brilhantes... eu não sei se eu consigo fazer Direito em Seattle."

O silêncio se instalou por alguns minutos. Quinn lamentou pela amiga, fazendo uma pequena careta e colocando a mão sobre a dela, confortadoramente. Rachel lamentou também, mas nesse momento não somente por Santana. Ela mesma iria perder Finn para os sonhos de carreira dele, assim que o verão chegasse.

"Eu e Noah estamos preparando nossas cartas e vamos mandar pra muitas cidades diferentes onde tenha faculdade de Educação Física e de Veterinária... eu contei que decidi fazer veterinária?" Quinn falou, apenas para quebrar o silêncio, que parecia pesado. As amigas balançaram a cabeça, afirmando que sim. "Pra algum lugar os dois devem passar, né? Mesmo que não seja a MELHOR facul de uma coisa nem da outra."

"Assim fica bem mais fácil do que quando você escolhe uma namorada maluca que quer fazer uma coisa que só tem em Seattle." Santie tentou fazer piada, mas seus olhos entregavam o desânimo.

"Ou na porcaria de Los Angeles." Rachel soltou, sem pensar.

"Rachel... a gente sabe que você não gosta de falar sobre isso, mas, independente do Finn, tá na hora de você começar a pensar no que vai fazer, você não acha?" A latina perguntou.

"Todo mundo vive falando isso... mas, caramba! Eu não sei, tá bom?" Se irritou. "Não é todo mundo que tem a felicidade de saber. De amar uma coisa desde sempre... ou de amar algumas coisas e conseguir escolher entre elas, no momento certo." Suspirou. "Eu... gosto de um monte de coisas e... sei lá, ao mesmo tempo eu não me vejo fazendo nenhuma delas pro resto da vida."

"Tá tudo bem, Rach. Você só tem dezoito anos. Eu tenho certeza que lá na escola tem um monte de gente que não sabe o que fazer... ou que só escolheu por causa dos pais... ou só pelo dinheiro." Quinn observou. "Na hora certa, você vai saber. Que tal a gente agora ver o filme que eu trouxe?" Mudou de assunto, para tentar salvar a amiga da pressão.

É claro que ver o filme não foi suficiente para acabar com a pressão. Querendo ou não, Rachel sabia que ia ter que escolher algo, seja qual fosse o critério que resolvesse adotar para isso. Escolher uma carreira já era um problema e a separação iminente dela e de Finn era outro, que ela tentava ignorar, mas às vezes surgia trazendo um turbilhão de emoções.

A noite foi longa, ainda que ela tenha usado suas grandes habilidades artísticas para disfarçar.

Engenheira, advogada, médica, dentista? Tudo isso era um talvez, mas se tinha uma coisa que Rachel já podia ser considerada era uma boa atriz!