Uma Nova Injeção De Adrenalina
38 Capítulo 38
Notas iniciais
Por favor, mais do que nunca eu preciso de reviews... eu quero muito saber se ainda vale a pena escrever sobre Finchel...
Bjs!
"Então, você vai ou não me ajudar?" Perguntou Sam a Rachel, enquanto ela colocava algumas coisas em seu armário.
"Sam, eu tô sempre disposta a te ajudar... você sabe. Você é como um irmão pra mim! Mas eu só posso saber se eu tenho COMO te ajudar, se você me contar quem é essa garota misteriosa que tá mexendo com você de um jeito que eu nunca vi... e por que ela está fazendo jogo duro com Sam Evans, o delicioso chocolate branco." Riu, lembrando do apelido que ele tinha dado a si mesmo, se gabando de suas conquistas.
"É claro que eu vou te contar! Mas... não aqui no colégio. Será que a gente não pode conversar depois da reunião do clube? Eu podia passar na sua casa."
"É que eu ia passar a tarde na casa do Finn... e de lá a gente ia encontrar a galera pra ir à tal festa na casa do primo do Matt." Rachel disse, um pouco chateada, porque, depois que ela e Finn tinham se amado pela primeira vez, duas semanas antes, ela vinha tentando aproveitar toda e qualquer oportunidade que os dois tinham de ficar sozinhos. "Mas tudo bem... eu falo com ele e vou mais tarde. Pela sua cara, você tá mesmo precisando de mim."
"Quer saber, Rach... eu acho que seria uma boa o Finn participar dessa conversa. Que tal eu aparecer lá na casa dele, a gente conversar e ir junto pra festa?"
"Pergunta pra ele." Ela respondeu, sorrindo amplamente para o namorado, que vinha na direção dos dois.
"Perguntar o que pra mim?" Finn questionou, depois de dar um beijo rápido nos lábios da morena.
"Te perguntar se eu posso passar na sua casa mais tarde... antes do horário combinado pra ir lá pra casa dos tios do Rutherford. Eu tô precisando levar um papo com vocês dois." Sam respondeu.
"Claro, cara, por mim tudo bem." Hudson assegurou, curioso sobre o que poderia estar fazendo com que Sam precisasse ter uma conversa séria com ele e Rachel. Evans não era um cara dado a papos "cabeça".
Combinada a pequena reunião para o começo da noite, os três amigos caminharam para a sala do coral, onde se juntaram aos demais, para mais um ensaio. O grupo já estava trabalhando no número que apresentaria nas Regionais, seguindo um cronograma que havia sido feito por Rachel, Finn e Will, onde os ensaios da apresentação eram intercalados com reuniões mais informais, onde os membros do grupo faziam exibições, de acordo com temas propostos pelo professor ou por seus colegas. Eles estavam concentrados e determinados como nunca, sem deixar, ao mesmo tempo, de se divertir e desfrutar o tempo de atividade extracurricular.
Na reunião daquela tarde, eles focaram no treino dos vocais da música com maior número de participações e tiveram alguns problemas, mas, no final do encontro, tinham melhorado substancialmente. Finn, como sempre, ajudava bastante os colegas com questões de técnica vocal, postura, ritmo, e Rachel estimulava, encorajava e organizava o grupo, sem sequer precisar se esforçar para isso. Todos a ouviam e levavam em consideração cada uma das suas muitas observações e conselhos.
Chegada a hora de ir embora, todos se despediram, muitos deles combinando de se ver à noite e outros marcando programas para o final de semana. Rachel viu Santana se aproximar de Britt e as duas conversarem algo, rindo juntas. Finn se despediu do irmão, que iria passar o resto da tarde com Mercedes no shopping. Os dois pegaram as poucas coisas que tinham para levar para casa e caminhavam de mãos dadas pelos corredores, em direção ao estacionamento, quando Finn parou em frente a um quadro de avisos.
"Você viu isso?" Ele perguntou, animado. "Você tem que fazer, amor! Tem tudo a ver com você!"
"Não... não, Finn." Ela negou, sem jeito. "Eu já tenho o coral, a torcida... tenho que estudar. Não vai dar pra conciliar."
"Rachel, você nem tem mais ensaios com as Cheerios. Vocês agora só vão se apresentar nos jogos!" Falou, sério. "O coral não se reúne todos os dias e, mesmo quando se reúne, nem sempre é pra ensaiar... você pode ser liberada. E você nem sabe quando vão ser os ensaios, pra dizer que não vai dar pra conciliar."
"Eu não faço teatro há anos, babe. A última peça que eu fiz foi na minha outra escola."
"E daí? É mais uma razão! Você AMA teatro, que eu sei. Você tem três livros de peças de teatro na sua cabeceira e nem são aquelas óbvias que todo mundo conhece, tipo Romeu e Julieta. Eu aposto que você já deve até ter lido essa aí." Ele se referia à Megera Domada, a comédia de Shakespeare que a professora April Rhodes tinha escolhido para a montagem que dirigiria na escola naquele ano.
April tinha pensado primeiramente em um musical, em razão de sua formação, mas descartara a opção porque assumira que grande parte dos alunos que tinham condições de cantar já faziam parte do coral e que ela deveria dar chance a pessoas que quisessem se expressar por meio da arte e ainda não estivessem tendo a oportunidade de fazê-lo. Não que ela fosse barrar membros do coral, se eles fizessem o teste de interpretação sobre o qual falava o cartaz que Finn tinha acabado de mostrar à namorada, e fossem bem, mas escolher um musical limitaria o número de alunos concorrendo a vagas na montagem.
Pensara depois em Romeu e Julieta e em Sonho de uma noite de verão, mas resolvera sair do óbvio e apostar em outra peça menos conhecida, ainda que não tenha aberto mão daquele que era, na sua opinião, o maior dramaturgo da língua inglesa de todos os tempos.
"Mais de uma vez." Rachel riu ao confirmar o que Finn havia suposto. O namorado, mesmo em pouco tempo, já a conhecia tanto que aquilo às vezes era até engraçado. Apesar de também ser meio embaraçoso, porque ele acabava sabendo sobre desejos e gostos íntimos seus, que ela não costumava revelar a ninguém.
"Viu? Você sequer vai ter dificuldade pra decorar o texto!"
"Finn, eu não sei. Eu vou pensar, tá? Agora, vamos. Eu tô doida pra ficar sozinha com você." Puxou-o, em direção à saída, depois de lhe lançar um malicioso sorriso.
Quando o casal chegou à casa dos Hummel, não havia ninguém lá, o que os deixava livres para dar vazão a todo o desejo que estavam reprimindo até aquele momento, já que não podiam fazer tudo aquilo que gostariam em lugares públicos.
Os dois se livraram dos casacos de frio, depois Rachel foi logo puxando a camiseta que Finn usava para cima e ele a ajudou, se livrando da peça de roupa. Ele também levantou o vestido dela depressa, tirando-o e a deixando somente de calcinha e sutiã. Sem se importar com as roupas jogadas no chão, ele a pegou no colo, e subiu as escadas com ela até seu quarto, colocando-a na cama e se livrando de sua calça jeans, para então deitar-se sobre ela, beijando sua boca como um faminto.
Os dois começaram a se tocar em todos os lugares, enquanto se beijavam sem parar. Ela chegou ao membro dele e sentiu como ele já estava rígido, enquanto ele também percebia em seus dedos a umidade da intimidade dela, que indicava que ela já estava preparada para ele.
Ainda assim, ele primeiro tirou o sutiã dela, dedicando um tempo aos pequenos, porém perfeitos, seios da garota, sentindo seus mamilos com a ponta dos dedos, a palma das mãos, os lábios, a língua. Depois foi beijando o abdômen dela, até chegar ao obstáculo que era a calcinha branca de renda, do qual se livrou devagar. Beijou a virilha dela, algumas vezes, curtindo o som delicioso dos gemidos dela, que ia ficando cada vez mais excitada, até chegar ao ponto em que implorou a ele o contato com sua parte mais sensível. Obediente, ele tocou, lambeu e sugou seu clitóris, enquanto introduzia dois dedos em sua cavidade, até ela pulsar em sua boca, ao mesmo tempo em que chamava o nome dele, quase gritando.
Ele se livrou da última peça de roupa que tinha no próprio corpo, alcançou uma camisinha na gaveta da cabeceira, e cobriu seu membro com ela. Não podendo esperar mais nem um segundo, invadiu-a delicadamente, para depois começar a se mover cada vez mais rápido e com mais força, até sentir a sensação mais prazerosa que ele conhecia invadir o seu corpo e, ao mesmo tempo, a sua alma, o seu coração. Estar com Rachel era algo completamente novo, como se ele, em algum sentido, também tivesse sido virgem até seu corpo se saciar dentro do dela.
Os dois ficaram em silêncio, abraçados, se recuperando. Depois, cheios de energia como quaisquer adolescentes, começaram tudo de novo, oferecendo e recebendo prazer mais uma vez um ao outro. Observando que faltava pouco tempo para que Sam chegasse, tomaram banho e vestiram as roupas com que iriam à festa daquela noite, indo namorar mais sossegadamente na sala, de onde também tiraram afinal as coisas deixadas para trás.
"Vamos lá, Sammy. Solta essa bomba! Diz logo quem é essa garota misteriosa que você cismou em pegar e que não tá te dando chance." Rachel pediu, quando ela, Sam e Finn já tinham pego uns refrigerantes e uns biscoitos e se acomodado na sala de estar. Finn já estava sabendo que ele tinha vindo para pedir ajuda sobre como conquistar uma garota.
"Eu não cismei com nada, Rach. O lance é que eu to..." Hesitou. "Apaixonadotalvez." Vomitou de uma vez, coçando a cabeça, fazendo seus amigos caírem na gargalhada. "Então, é isso? Eu venho pedir ajuda e vocês vão ficar aí, rindo da minha cara?" Questionou, irritado.
"Não, Sam... desculpa." Pediu Finn, respirando fundo e conseguindo controlar o riso. "É que é surpreendente você aí se dizendo apaixonado."
"É verdade, Playmobil." Ela ainda ria, mas se conteve também. "Mas se apaixonar é uma coisa muito boa." Completou, trocando um olhar com Finn, que não passou despercebido pelo amigo.
"Pra vocês que estão juntos, sim... mas a Mercedes não me dá a menor moral..."
"MERCEDES?" Finn e Rachel gritaram, juntos.
"É... a Mercedes. Ela é a garota por quem eu tô... vocês sabem." Disse baixo, como se fosse vergonha.
"Bem que eu percebi, no meu aniversário, você beijando ela na brincadeira muito mais tempo do que o normal." Rachel observou.
"Cara, a primeira coisa que você tem que fazer é parar de tratar esse lance de você estar apaixonado por ela como algo esquisito... como quem tá com vergonha. Se for assim, a garota não vai querer mesmo nada com você." Finn sentenciou.
"O Finn tem razão, Sam. O que você disse pra ela? Por que você diz que ela não tá te dando moral... você já convidou ela pra sair?"
"É..." Sam coçou nervosamente os cabelos. "É mais complicado do que isso." Respirou fundo. "Lembra daquelas férias em que eu e a Santie tínhamos terminado e ela viajou? Aí eu resolvi viajar também, com aquele brother meu que era surfista?" Ele se dirigiu a Rachel. "Bom, eu encontrei a Mercedes lá e a gente acabou ficando e tal... a gente ficou junto os vinte dias que eu passei na praia, foi show! Só que a gente não trocou telefone, nada disso... e, quando as férias acabaram e eu encontrei com ela na escola, eu tinha voltado com a Santie. Eu chamei ela pra sair, algumas vezes, depois que a gente começou a conviver por causa do coral, mas ela dizia que não ia sair com um cara que tinha namorada. Claro, né? O que que eu tava pensando?" Se mostrou aborrecido consigo mesmo.
"É... é claro que ela não ia ficar com você... ainda mais que ela convive com a Santana também, cara." Finn concordou.
"Só que agora ela continua não querendo sair comigo. Eu tô sozinho... e ela CONTINUA não aceitando nenhum dos meus convites."
"Sammy..." Rachel se aproximou e pegou a mão do amigo, vendo que ele estava bastante abatido. "Você fez mal... bem mal mesmo, em chamar a Cedes pra sair quando você tinha namorada. Ela agora não confia em você... acha que você é desses caras que não tão nem aí pros sentimentos de ninguém."
"E o que eu faço, então, Rach?"
"Você vai ter que mostrar pra ela o quanto se importa... mas honestamente eu não sei ainda como. Eu vou ter que pensar."
Sam apenas acenou positivamente com a cabeça. Talvez ele tivesse posto tudo a perder, por puro hábito de ser aquele cara que sai com um monte de garotas o tempo todo. Sabendo que ele e Santana tinham um namoro que era mais uma grande amizade com benefícios, como o sexo frequente e a popularidade, ele sabia bem que não tinha, naquele momento, alguém com cujos sentimentos precisasse realmente se preocupar, mas Mercedes não tinha a menor ideia disso e passara a vê-lo, simplesmente, como alguém capaz de trair a namorada, sem culpa nenhuma.
Depois de tanto Finn quanto Rachel terem prometido pensar em uma maneira de Sam mostrar a Mercedes que ele e seus sentimentos poderiam ser levados a sério, os três foram encontrar os amigos para curtirem a noite de sexta-feira juntos. Se Sam, pelo menos por enquanto, não teria a garota por quem estava apaixonado em seus braços, ao menos era uma coisa boa poder vê-la, e ouvir sua voz e sua risada gostosa.
Isso teria que ser suficiente até que seus amigos finalmente desenvolvessem o que eles tinham combinado de chamar de Operação Cúpido.
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