Notas iniciais
Oiiie, voltamos!!! Então, agradecemos pelos comentários e as meninas que favoritaram. Quero convidar vocês a ler a fanfic da Lya, talvez, alguns de vocês já tenham lido Jeito do Mato, agora ela se chama Laçados Pelo Amor, vale apena vocês conferirem as mudanças! Deixarei o link nas notas finais. Boa leitura!

O dia havia amanhecido ensolarado. Já estava no terceiro dia da primavera. Essa era a estação favorita de Anastasia. Era sábado, Ana não iria trabalhar. Então, iria aproveitar para fazer suas compras.

Tomando seu chá, Ana olhou pela janela da cozinha e viu Kate dobrar roupas. Kate pareceu ser bem simpática, durante os cinco dias que se passaram, elas apenas trocaram uns comprimentos, mesmo Kate querendo conversa, Ana sempre ia trabalhar e o amigo de Kate chegava para ajudá-la, então, só se viam de manhã. Não sabia se estava preparada para ter uma vizinha. Talvez tivesse acostumada em ficar sozinha. No entanto, é sempre bom ter alguém para conversar.

Mesmo assim, ela sabia que vivendo em uma cidade pequena, seu isolamento não duraria para sempre. Ela tinha que sair e andar um pouco, o dia realmente estava lindo. Ela já conhecia alguns clientes no restaurante, mas tinha que admitir que gostara de conversar com Kate. Ela se perguntou o porquê de nunca pensar na possibilidade de ter uma vizinha, mas o fato dela ser solteira já a aliviada, não saberia como iria reagir se caso um homem tivesse se mudado para casa ao lado.

Depois de lavar sua xícara e guarda-la, voltou para o quarto, onde trocou de roupa e calçou seu único par de All Star velho. As gavetas da cômoda estavam praticamente vazias e quase não havia comida na cozinha, mas, ao sair de casa e encarar o sol que brilhava ela sentia que aquela era sua casa. Sabia que não era tão feliz há anos.

◦◦◦

No banco de trás do carro, Sophie perguntou:

— Papai, eu posso fazer uma pergunta?

— Claro que sim. — respondeu, sem tirar os olhos da rua.

— Por que nós almoçamos no restaurante se a Gail está em casa hoje? — indagou, batendo os pés.

— Tenho que ter um motivo para ir ao restaurante? — respondeu com outra pergunta, dando de ombros. — Gosto da comida de lá.

Ela colocou a mão na boca, numa tentativa falida de parar a gargalhada. Sophie não disse mais nada e os pensamentos de Christian foram para a curta conversa que tivera com Gail. Ela dissera a mesma coisa nos últimos cinco meses, que ele deveria arrumar outra moça para ele, que ficar pensando em Leila vinte e quatro horas, não era muito saudável. Mas o que ele poderia fazer quanto a isso? Nada. Não mandava em seus pensamentos. Foi então, que ela sugeriu a Susana. Não pode deixar de suspirar e mudar de assunto. Apenas disse que nunca daria certo, afinal, ela morava horas longe dele.

Gail não sabia o que ele havia descoberto no que fizera Susana, só de pensar no assunto lhe dava raiva. Ela foi o motivo para a briga de Christian. Talvez, se ela não colocasse minhocas na cabeça de Leila, eles nunca teriam brigado. Ele sempre se perguntava: se Susana não tivesse inventado mentiras, só para acabar com seu casamento, Leila ainda estaria viva? Aliás, ela fora o motivo da briga. E por causa da briga, eles viajaram. E foi na viajem que Leila morreu. Mas ele sabia, ele nunca teria sua resposta.

Outra coisa que nunca teve sua resposta, foi à morte de Leila. Não havia uma suspeita sobre o assassino. O detetive sobre o caso deixou isso claro. E em cinco meses, o caso foi esquecido pela policia. Então, ele contratou um detetive pessoal, mas não adiantou muito.

— Papai, já passou da praça! — gritou Sophie, despertando Christian dos seus pensamentos.

Por um momento ele esqueceu para onde estava indo, então fez a curva de retorno.

◦◦◦

Anastasia colocou suas bolsas no chão, sentou no banco da praça. Respirou fundo, sentindo o vento bater em seu rosto. Era de tardezinha, o sol não estava como de manhã, ela voltava da biblioteca quando resolveu descansar, antes, passara no mercado, com o salário que recebeu no último mês, comprou tudo que iria precisar para não passar fome. Em uma das bolsas, retirou um livro que pegou emprestado e quando ia começar a ler, percebeu alguém sentando ao seu lado.

— Olá, Srta. Roberts — falou Sophie, em pé ao lado de Christian, que sentou-se ao lado de Ana.

— Olá — ela respondeu sorrindo.

— Hoje meu papai e eu fomos ao restaurante, mas a senhorita não estava. Meu pai perguntou e disseram que era seu dia de folga.

Ana olhou para Christian, que desviou o olhar. Ela não imaginara que estava sendo notava a ponto de alguém sentir sua falta. Isso de certa forma a incomodava.

— Sophie! Você, não pediu para vim brincar? Então vá — falou Christian, mudando de assunto. — E não saia da calçada! — advertiu, e observou a menina brincar um pouco mais a frente. — Srta. Roberts, como vai?

— Estou bem, aproveitando minha folga.

Christian balançou a cabeça positivamente. — Sobre o que a Soph disse... Ah, eu apenas perguntei pela senhorita porque sempre a vejo por lá e hoje não a vimos. Não me intérprete mau por isso, não gosto de passar por intrometido.

— Ah, tudo bem, Sr. Grey — respondeu com cautela.

— Hoje tirei o dia para passear com Sophie e a senhorita, está aproveitando fazendo compras? — Ele percebeu as sacolas ao lado de Ana, que as puxou para mais perto do seu corpo.

— Não e nada demais, só algumas coisas básicas.

Ana voltou a ler, não queria ser incomodada. O silêncio os tomou por algum tempo, mas Christian a observa folhear as páginas do livro.

— É romance? Quero dizer, gosta de ler livros de romance? — Christian insistia em conversar.

— Sim, gosto — ela respondeu, sem olha-lo.

Os romances literários sempre fora seu refúgio no pesadelo que deixou para trás. Ana não sabia quanto tempo ficara ali lendo, isso sempre acontecia quando abria um livro. Só havia visto que em um momento, Sophie o chamou para balançar e um tempo depois, voltou a se sentar ao seu lado. Foi despertada de sua leitura quando as gotículas de chuva começaram a cair, molhando as páginas do livro, fechou o livro rapidamente e começou a juntar suas coisas para ir embora.

— Sophie, vamos , está começando a chover. — Christian fitou as nuvens escuras se juntando no céu.

— Ah, não papai! Só mais um pouquinho — a menina protestou, correndo para perto do pai.

— Outro dia, agora vamos. Srta. Roberts a chuva vai engrossar, posso levá-la para casa.

— É papai, dá uma carona pra ela.

— Agradeço, mas não precisa se incomodar.

As pessoas começaram a andar mais rápido, de um lado para o outro, antes que a chuva aumenta-se mais. Ana levantou com suas coisas e sentiu um frio na barriga quando um carro de patrulha da policia local encostou e dali saiu dois homens, Ana sentiu-se estremecer, eles estavam caminhando em sua direção.

— Delegado Welch — cumprimentou Christian.

— Christian, que surpresa. Estão juntos? —Welch perguntou, um pouco surpreso.

— Sim, Delegado! — respondeu Sophie e Christian explicou:

— Minha filha quis dizer que a Srta. Roberts e eu somos amigos e vamos embora juntos, pois eu vou levá-la para casa.

— Ah, entendi. Qual é o seu nome senhorita?

— Porque quer saber meu nome, delegado? — ela perguntou, sem querer grosseiramente, seus olhos transmitiam medo.

— Acalme-se, senhorita, é porque nunca a vi pela cidade, curiosidade de cidade pequena, sabe como é? — Ele sorriu. — Estamos acostumados com os mesmos rostos e quando vemos alguém diferente é assim.

— Eu me chamo Ana Roberts — ela respondeu, tentando ao máximo esconder o medo.

— Estamos em uma ronda de rotina tentando capturar um fugitivo, por acaso viu alguma movimentação estranha onde mora? — pela primeira vez, o outro policial falou.

Ana nem estava mais preocupada com a chuva, sem perceber Ana começou a tremer, Christian notava a reação estranha de Ana, enquanto isso, Sophie, em um momento de distração do pai, já tinha saído de dentro do carro e voltado para o escorrego, mesmo que molhado.

— Não senhor, só uma moça que se mudou há alguns dias, Katherine Kavanagh.

Aquele nome não soou estranho para Christian, algo era familiar.

— Se mudou com a família?

— Não só ela, e está grávida — falou, coçando a cabeça. Queria ir embora.

— Está bem, qualquer coisa estranha nos avise. — Welch deu o assunto por encerrado, eles se despediram e Ana caminhou apressadamente.

O nervosismo da Ana era tanto, que se atrapalhou deixando uma das bolsas rasgarem, algumas coisas caíram e Ana pegou apertando-as contra o peito, tentando em vão se acalmar.

— Acho que agora vai precisar. — Christian apareceu, ajudando-a pegando as coisas de sua mão. Sophie já estava dentro do carro, com raiva, pois Christian havia colocado ela de castigo por ter saído do carro.

— OK. Sr. Grey, aceito sua carona.

— Você está bem? — perguntou Christian, enquanto andava de volta para o carro, ela apenas balançou a cabeça positivamente.

◦◦◦

— Nossa, e você disse que não era muito longe Srta. Roberts — brincou Christian, ao volante, mas Ana nem o ouviu, estava distante olhando a chuva bater na janela do banco do carona.

— Papai, meu estômago está roncando — resmungou a menina no banco de trás, apertou a barriga.

— Vamos deixar a Srta. Roberts na casa dela e depois vamos para nossa.

— Ah, não papai! Srta. Roberts — Sophie quase que gritou,tirando Ana de seus pensamentos, ela se virou e olhou para a menina. — Estou com fome, minha barriga não para de roncar. Escuta só. Posso jantar na sua casa?

— Meu Deus, filha pare com isso. — Christian a repreendeu olhando para o retrovisor. — O que a Srta. Roberts vai pensar? Que nunca te alimento.

Ana riu com a insistência da menina.

— Temos comida em casa Srta. Roberts, mas é que agora estou faminta e olha já está ficando escuro.

Ana pensou um pouco, talvez não fosse uma má ideia e não queria de certa forma desapontar a garotinha, também poderia ser um modo de retribuir a carona.

— Tudo bem, então, eu os convido para jantar comigo hoje, mas não prometo um banquete.

— Está bom, desde que não seja queimado e amargo igual à comida do meu papai. — Ana sorriu para a menina que colocou a mão na boca contento o riso.

Christian a olhou do retrovisor e balançou a cabeça, se rendendo ao sorriso.

◦◦◦

Ana abriu porta rapidamente, olhou para a casa de sua vizinha e estava toda fechada e imaginou que ela não estivesse.

— Fique a vontade, vou preparar algo pra comermos, estou na cozinha — ela falou, levando as sacolas consigo. Christian a seguiu e Sophie ficou sentada no sofá.

— E sua vizinha, Katherine, mora na outra casa? — Christian perguntou, olhando pela janela da cozinha.

— Sim, mas pelo jeito não está.

Ana achou estranho o interesse por Kate, mas ultimamente tudo que acontecia era estranho para ela. Assim que colocou as bolsas em cima da mesa e quando voltava para sala, acabou pisando na madeira solta e Christian foi ajuda-la, vendo o pé dela preso. Sophie foi a cozinha ao escutar barulho de algo cair.

— Se machucou?

— Não. Não se preocupe, não foi nada — disse, soltando o pé, com ajuda de Christian, levantou do chão. — Vou preparar nosso jantar

Mesmo com o tornozelo dolorido, foi em direção à geladeira, olhou com pesar a geladeira aberta, não tinha muita coisa. Pegou uma lata de salsicha, e em uma das sacolas, um pacote de macarrão.

Christian e Sophie sentaram na pequena mesa da cozinha, observando Ana cozinhar. Christian tentou ajudar, mas ela não quis.

— Srta. Roberts, eu posso concertar aquela madeira solta, é perigoso, e se não se machucou dessa vez, poderá se machucar da próxima vez.

— Não quero incomodar, eu mesma não um jeito naquilo — o respondeu, sem olha-lo, estava de costas terminando d fazer o macarrão.

— Não aceito um não como resposta. Seria uma falta de cavalheirismo da minha parte, combinamos e venho aqui.

Ana não disse nada, apenas planejou em sair antes que ele chegasse, ou simplesmente fingiria que não estaria em casa. Christian nem estaria em sua casa se não fosse pela Sophie.

Ela pegou a travessa no armário, comprara há poucos dias, colocou a macarronada simples na travessa e depois pôs sobre a mesa, junto com uma jarra de suco de laranja.

— Hum, o cheiro está bom Srta. Roberts! — disse Sophie, sentindo sua barriga protestar. — Tem refrigerante?

— Não, só suco, Sophie — Ana respondeu, sem graça.

— Filha, agradeça a Srta. Roberts por matar sua fome, pequena faminta. — falou Christian com humor. Enquanto Ana colocava a comida no prato de Sophie.

— Obrigada, sua comida está muito boa. — a menina sorriu, dando suas primeiras garrafas no prato.

◦◦◦

Após o jantar, Sophie acabou adormecendo e como Christian insistiu em ajudar a lavar a louça suja, colocou a garotinha no sofá, e foram para a beirada da pia na cozinha. Christian lavava e Ana secava os pratos e talheres.

— Realmente estava tudo delicioso — comentou Christian.

— Não foi nada, Sr. Grey, só uma simples macarronada.

— Mas foi feita com carinho e isso deu um toque especial.

Ao terminar, sentaram-se a mesa e Christian começou a contar algumas historias de quando a filha era menor e Ana ria, como não fazia a muito tempo. Ela olhou para o relógio e o ponteiro marcavam dez da noite, há tempos não ficava acorda até depois das nove, sempre dormia cedo, e Christian percebeu.

— O que foi? Está esperando alguém, seu namorado? Não quer causar problemas.

— Não tenho namorado.

—Como não? A senhorita não é de se passar despercebida diante dos olhares masculinos, é muito bonita, Ana.

— Bom, está ficando tarde. Não me leve a mal, mas manhã eu levanto cedo para o trabalho.

— Ah, me desculpe, nem vi a hora passar.

Christian se levantou e foi para sala, pegou a menina no colo e caminhou para a saída da casa, Ana o acompanhava, ele percebeu que a luz do lado de fora da casa vizinha estava acessa. Olhou por poucos segundos e continuou seu caminho até o carro.

Ana abriu a porta de trás do carro, para que ele colocasse a menina, que dormia.

— Bem, foi um prazer e mais uma vez obrigado pelo jantar, Srta. Roberts — Christian agradeceu, dando um beijo na bochecha de Ana, que se sentiu arder e se afastou dele o mais depressa possível. Christian se arrependeu do que fizera.

— Digo mesmo, está esfriando preciso entrar, tenha uma boa noite, Sr. Grey.

— Boa noite, Srta. Roberts.

Notas finais
LINK: https://fanfiction.com.br/historia/672742/Lacados_Pelo_Amor/ Então, o que acharam? Comentem e favorite, se acharem que a estória merece uma recomendação, recomendem, isso fará duas autoras felizes! Beijos.