Notas iniciais
Então, mais um capítulos para vocês. Esperamos que gostem. Ah, agradecemos todos os comentários. Não tive tempo de responder eles. Ainda. Mas lemos todos e adoramos saber a opinião de vocês. Boa leitura. LEIAM A NOTA FINAL!

Anastasia olhava para o corpo caído no chão de olhos arregalados. Não acreditava que tinha feito isso. Nem sabia de onde tirara forças para isso. Ela largou a faca e correu para o quarto onde dormia há cinco dias. Pegou apenas algumas roupas e as colocou dentro de uma bolsa. Depois, correndo, foi até a cozinha pegou pouca comida que havia trago de casa. Em questão de segundos, já estava vestindo seu sobretudo, cobrindo as manchas de sangue em sua roupa.

Ela passou pelo o copo e percebeu um braço se mover, tomada pelo susto, saiu correndo sem olhar pra trás.

Ana acordou soando, com a respiração falhando. Mas um pesadelo. Suas noites eram sempre assim. Olhou ao relógio na parede que ficava em frente a sua cama e constatou que ainda eram cinco da manhã. E hoje, só iria trabalhar à tarde. Tentou dormir, mas sabia que não iria conseguir. Então apenas ficou deitada na cama.

Suas lembranças foram divagando. Ela se lembrou de seus pais. Não dos tempos difíceis, mas sim das épocas boas, quando seu pai ainda estava vivo, quando sua mãe fazia seu prato favorito, ovos com bacon e na companhia de seu chá favorito, Twinings English Breakfast, e ela via seu pai andar de mancinho pela cozinha descalço, aproximar-se da esposa, enlaçar seus braços em volta da cintura da mulher e, depois de afastar os cabelos, beijar seu pescoço, fazendo Anastasia rir. Ana se lembrou que, certa vez, seu pai levara para comprar o material necessário para o que planejavam fazer. Ela caminhava pelo lugar com mãos dadas com o pai, lembrava-se da sensação do toque de seu pai, uma rara sensação de força e suavidade. Seu pai não era muito alto, possuía ombros largos e os cabelos castanhos em um tão escuro, e ele também servira no exercito. Naquele mesmo dia, depois que voltaram para casa, Ana o ajudou a fazer uma casa de bonecas de madeira. Raymond era um habilidoso carpinteiro, gostava de fazer moveis e Ana adorava ajuda-lo sempre que possível, fora com ele que ela aprendeu: “A solução para a maioria dos problemas é o de fazer uma chaleira de chá”.

Já sua mãe, era loira — assim como os de Anastasia antes de colori-los, também era pequena. Carla não parava em um só emprego ou curso, ela sempre se cansava rápido. Ana lembrava-se claramente quando ela resolveu entrar em um concurso de beleza, Anastasia havia a ajudado a escolher as roupas que usariam no dia, Carla havia conquistado o terceiro lugar. Também se lembrava de quando sua mãe resolveu que faria curso de culinária, saiu na metade do curso, ou então, o curso de costura, esse pelo menos, fora até o fim, chegou a até fazer alguns vestidos para Ana.

E ela vira de perto sua família se desmoronar depois da morte do seu pai. Fora baleado em um assalto, só de lembrar sobre isso Ana se enfurecia, de acordo com pessoas que testemunharam, ele havia entregado seus pertences, mesmo assim, fora baleado. Sua mãe acabou entrando em uma depressão e só saiu aos poucos quando conheceu Bob.

Anastasia balançou a cabeça, como se isso fosse espantar seus pensamentos. Quando olhou para o relógio na parede em frente a sua cama, notou que faltavam poucos minutos para oito. Resolveu se levantar, ela escovou os dentes. E, enquanto ela ia em direção a cozinha, ouviu uma batida na porta.

— Ana, você está em casa?

Ana franziu a testa, era Christian. Mas o que ele estaria fazendo ali? Foi então que se lembrou, ele foi para concertar a tabua quebrada. No entanto, ela não queria falar com ninguém. Não faria nenhum barulho, se ficasse em silencio, ele poderia pensar que não tinha ninguém em casa.

Do outro lado da porta, Christian esperava por Ana pacientemente. Ele tinha ouvido barulhos vindos de dentro da casa, na verdade, passos. E agora, não ouvia mais nada e isso o intrigou. Caminhou até a janela, segurando uma caixa de ferramentas, e mesmo se sentindo um “invasor de privacidade”, olhou por dentro e viu Ana parada e olhando fixamente para porta. Ele deu uma leve batida na janela, chamando a atenção de Ana, quando ela o viu, ele deu um sorriso a ela e Ana retribuiu com um sorriso amarelo. Ela caminhou até a porta e abriu-a.

— Bom dia, Christian. Entre! — o cumprimentou, dando passagem para que ele entrasse. — Me desculpe, mas é que eu achei que tivesse ouvido coisas, estava esperando uma segunda batida — disse a primeira desculpa que veio a sua cabeça, se sentindo uma idiota por não encontrar algo melhor e uma burra por não ter pensado na possibilidade dele olhar pela porta e ela se esconder.

— Tudo bem, Ana. E bom dia — a cumprimento. — Espero não ter te acordado.

— Não se preocupe, tenha a certeza que você não me acordou — falou, fechando a porta logo em seguida.

Ana sentia-se um pouco constrangida, afinal, ela e Christian estavam sozinhos em sua casa. Ela pensou, em pergunta-lo pela simpática garotinha, mas desistiu, não era da sua conta saber da vida dos outros, ainda mais se tratando de Christian.

— Então posso começar? — perguntou Christian empolgado, estampava um sorriso no rosto, tirando Ana de seus pensamentos.

— Ah, sim. Pode ficar a vontade, Sr. Grey.

— Então mãos a obra.

Christian retirou a camisa — para não suja-la, deixando seu peitoral másculo e o abdômen bem definido a mostra. Ana corou e desviou seu olhar imediatamente. E ela ainda achava que a situação não poderia piorar. Engoliu o nó que se formou em sua garganta, tentando manter a calma. Nada de ruim iria acontecer. Talvez ela se sentisse mais segura se Sophie tivesse junto a ele como as outras vezes.

— Bem, tenho que terminar umas coisas. Se precisar de mim estou na cozinha, já sabe o caminho.

Christian apenas assistiu, estranhando o modo de como Ana reagira e sua resposta rude. Talvez ele a estivesse importunando demais. Quando a viu pela janela, teve a leve impressão que ela estava se escondendo e sua resposta não o convencera 100%, iria fazer o que prometeu: consertar o piso e pronto, depois iria embora. Ele pegou as ferramentas na caixa, e se dirigiu até a tábua quebrada, e se ajoelhou começando seu trabalho.

Na cozinha, Ana podia ouvir as batidas na madeira, pegou alguns legumes geladeira para adiantar seu almoço, distraí sua cabeça, e tentando não pensar que Christian estava ali, que ele apenas consertaria o piso, terminaria e iria embora e não voltaria mais.

Ela cortava o legume, quando a voz masculina soou na entrada da cozinha, assustada em um sobressalto, se virou com a faca na mão, ela realmente havia se distraído demais e se esquecera da presença de Christian.

— Minha nossa, não queria assustar você. Desculpa-me, Srta. Roberts. Mas também não precisa tentar me matar pra se vingar — disse com humor, adentrando mais no cômodo.

Ana forçou um sorriso, soltando a faca em cima da pia.

—Eu só quero um copo d’ água. Tem mais tábuas soltas do que a que vim concertar.

— Oh, claro. Vou pegar.

Ana abriu a geladeira e pegou o vidro com água. Sentindo-se a vontade, Christian passou por trás dela e pegou um dos copos no escorredor e Ana o serviu.

— Delícia. — disse ao terminar.

Ana cruzou os braços e ficou o observando mantendo certa distância do homem suado a sua frente, ele era atraente, concluiu, mas não era para ela, não poderia ter olhos para ele. E ela desejava não ter. Sentir-se atraída por alguém estava fora de possibilidades.

— Já vai fazer almoço? Ainda está tão cedo — Christian tentou puxar assunto, já que Ana não falava quase nada, só respondia o que lhe era perguntado. Era visível seu desconforto.

— Gosto de adiantar meus afazeres

— Entendi, já estou terminando de consertar as outras duas tábuas que encontrei quebradas. — ele falou, caminhando de volta para a sala.

Mesmo que a vontade dela era que ele fosse embora, Ana sentiu-se na obrigação de retribuir mais uma vez o outro favor que Christian havia lhe feito. Suspirou, buscando força e coragem para pergunta-lo:

— Sr. Grey, se não estiver nenhum compromisso, quero dizer, se quiser ficar para almoçar aqui, pode ficar. Não seria justo trabalhar pra mim e sair da minha casa sem comer nada.

Christian ficou surpreso, a menos de um minuto ela estava evitando falar com ele, agora ela fazia convite para almoçar com ele. Certamente ele aceitou. Era uma chance de saber mais sobre aquela mulher que o estava atraindo.

◦◦◦

Ao termina com as tábuas, Christian vestiu sua camisa e foi para a cozinha, o cheiro da comida já exalava por toda a casa. O cheiro era bom, a mesa estava posta. Arroz, frango e legumes e uma jarra de suco de framboesa.

— Framboesa? — Christian perguntou olhando para a jarra sobre a mesa. — O suco predileto da Sophie. Ela iria adorar, e com certeza quando souber que estive aqui irá reclamar. — Eles riram. — Quando vim pra cá, ela ainda dormia.

— A deixou sozinha? — perguntou Ana, estranhamente, ela ficou preocupada.

— Não, Gail está com ela. Está em boas mãos.

— Entendi. Vamos comer? — ela desconversou.

Gail quem seria? Ana se perguntou enquanto obsevava Christian se sentar, a namorada dele? Ah, com certeza, era alguém muito próximo, uma mulher bem próxima, continuou a pensar, afastou os pensamentos e sentou-se à mesa. Ela não tinha nada com isso, e não conseguia entender o porquê de estar preocupada com isso. Suspirou servindo-se.

— E então, Srta. Roberts, sua família deve gostar de vir aqui. É calmo e aconchegante, não é?

— Sim é. Mas minha família está longe, não viriam aqui.

— A minha também, que coincidência. Mas tenho a Soph, então não sou totalmente sozinho. E algumas vezes eles nos visitam.

— Sophie é uma menina adorável, não tem como se sentir só com ela por perto. Crianças são assim, sempre alegram a casa.

— Com certeza, mas sabe às vezes sinto falta de uma companhia adulta, para conversar quando Gail não está. Entende-me? Não sente a falta de alguém Srta. Roberts? Quero dizer, vivendo sozinha aqui. — perguntou, tomando um pouco de seu suco.

Christian tinha vontade de perguntar se ela teria vinho, mas resolveu não perguntar. Era melhor não. — Ou a senhorita namora?

— Não, eu não namoro. Sou viúva. Eu já me acostumei a viver sozinha, é meu estilo viver assim: sozinha, sem compromissos — ela respondeu, dando mais uma garfada na sua comida, o modo como Christian a olhava a deixava sem jeito, mas ela tentava agir normalmente.

◦◦◦

O clima já estava mais agradável, Christian a ajudava secar a última louça quando alguém bateu a porta.

— Está esperando alguém? — indagou Christian, ao notar o que Ana ficou preocupada.

— Não estou não.

Esperou bater mais três vezes. Ana estava distante, com exceção de Christian, ninguém havia batido em sua porta. Nem mesmo Kate.

— Srta. Roberts? Estão batendo, não vai atender?

Ela não respondeu, saiu da cozinha e foi ate a porta, da janela através da cortina conseguiu espiar quem era. Aliviada, viu que era sua vizinha Kate.

— Nossa Ana! Mais que demora para abrir essa porta! — reclamou Kate, mas ela estava sorrindo. — Hum, está cozinhando, o cheiro está bom.

— Bem, já almocei. Mas se quiser faço um prato pra você, já almoçou?

— Já. De quem aquele carro lá fora? Está com alguém?

Ana iria responder, mas ao ver como o par de olhos, verdes arregalou não falou nada, apenas se virou e Christian caminhava em direção a elas.

— Kate? — ele falou, descendo os olhos surpresos para o ventre volumoso e redondo dela. — Está grávida, minha nossa... Quero dizer, meus parabéns. De quem é? — perguntou perplexo.

— Minha vida não é da conta de ninguém, Christian — ela respondeu em um tom de nervosismo e raiva. Ele não tinha nada a ver com o que houve, mas ele a fazia lembrar-se de quem não queria.

— Ficamos preocupados. Elliot ficou preocupado com o seu sumiço.

— Faça-me o favor de não me falar naquele canalha! Elliot não tem mais nada com a minha vida!

Ana os olhava confusa. Ambos pareciam se conhecer. Na verdade, estava na cara que os dois se conheciam.

— Mas o que está acontecendo? Você dois conhecem da onde?

Ana também já estava ficando, nervosa com o mistério entre eles, mas ninguém a respondeu e naquele momento Kate saiu correndo da casa de Ana.

Notas finais
Então, o que acharam do capítulo? Estão gostando da fanfic? Se sim, recomendem e demonstrem o seu amor pela fanfic *-* TENHO UM COMUNICADO: Então, gente, tenho uma noticia para as meninas que acompanhavam Jeito do Mato um tanto triste, mas é que a história foi excluída. Acontece que nós não víamos mais os personagens como Ana e Christian, tentamos continuar, mas não conseguimos. Para as meninas que acompanhavam desde a primeira vez quando foi postado, quando a Lya ainda escrevia sozinha, vocês já sabiam que ela já tinha o desejo de postar como original. Então, aqui está o link, se alguém quiser acompanhar, não sei, tá aí: https://www.wattpad.com/story/63010344-jeito-do-mato Beijos e até a próximo capítulo!