Uma Nova Amizade
7 Professora Piper Parte II
Notas iniciais
FRANK
Às vezes acontecem coisas que sentimos vergonha de nós mesmos. Era uma dessas coisas que Frank vinha escondendo de Hazel a todo custo.
Frank não era mais virgem, tecnicamente.
Tudo aconteceu quando ele conseguiu controlar, após o encontro com Thanatos, o poder que herdara da família Zhang. Na verdade, fora um ato compulsivo e curioso de sua parte. Coisa que, no momento, não conseguiu evitar.
Não suportaria revelar isso pra ninguém, nem mesmo para Hazel, mas sabia que ela desconfiava de algo. Sua sorte é que Marte resolveu abençoá-lo justo agora que ele precisava de uma desculpa para sua mudança.
Frank vinha lutando com suas duas formas, assim como Marte e Ares em sua cabeça. Porém, sua luta era diferente da dos deuses. Lutava entre respeitar e saciar.
Contudo, depois do comportamento de Hazel, Frank suspeitava que não precisaria mais lutar.
Era isso o que ele temia.
...
Tédio.
Esperar o navio ser liberado só trazia tédio.
Semideuses em geral apresentam DAH, mas Frank, sendo filho do deus da guerra, era muito mais ansioso e impaciente do que o “normal” para um meio sangue.
Estava em seu quarto apenas há alguns minutos, mas para ele pareciam horas. Sentia-se inútil, já que Jason estava em outra de suas “reuniões” com o Senhor do Sul (que basicamente não levavam a nada) e o resto da tripulação só aguardava, assim como ele.
Sentado na cama, com os cotovelos apoiados nas coxas, balançava as pernas fazendo todo o corpo tremer. Então resolveu praticar, coisa que já vinha fazendo há semanas.
Levantou-se, trancou a porta, tirou os sapatos e voltou á cama, deitando-se dessa vez. Levou a mão para dentro da calça e da cueca, libertando seu órgão do aperto de lá.
Tudo bem, pensou, é só manter o controle.
Iniciou os movimentos com a mão, envolvendo o pênis com firmeza.
Controle.
O órgão enrijeceu-se entre seus dedos, causando-lhe espasmos de prazer.
Controle.
No rosto de Frank formava-se uma expressão mais de esforço que de prazer.
Controle, Frank. Dizia para si mesmo.
Quando se aproximava do ápice, a imagem do garoto tremeluziu, surgindo em seu lugar o vislumbre de um animal branco que rapidamente voltava à forma humana em questão de milésimos de segundo, até que gozou. Felizmente em sua forma humana.
– Controle – Disse, com a respiração sobrecarregada – Quase lá, só um pouco mais de controle.
Esperou seu pênis amolecer novamente para sair do quarto e subiu até o convés.
Durante seu “treinamento” não havia percebido que o navio estava navegando outra vez. O motivo disso é que Jason, não se sabe como, guiava cavalos de vento que puxavam a embarcação a toda velocidade.
Piper estava a três metros de distância atrás dele, com os braços cruzados e a pena em sua trança balançando com o vento, dando apoio moral a ele, embora estivesse tão concentrado no que fazia que pareceu nem notar sua presença ali.
Frank se colocou ao lado dela.
– Não pergunte – ela logo respondeu, sem desviar os olhos de Jason.
– Hm, ok. Você viu a Hazel?
– Ela está no quarto. Dê um tempo a ela, está bem?
– P- por quê? Algo errado?
– Com ela não, mas com você, parece que sim.
Ótimo. Agora Frank sabia o porquê as duas estavam conversando tanto ultimamente. Duas garotas juntas falando de um namorado lesado como ele. Isso não parece uma boa ideia.
A situação começara a ficar tensa quando Piper quebrou o silêncio com um grunhido de dor e levou a mão ao estômago. Jogou-se na lateral do navio a tempo de cair.
– Você está bem? – Frank segurou seus ombros até ela retomar o equilíbrio.
– Estou. É só um pouco de enjoo. Sabe, mar... Navio...
Estranho... Quem costuma ter enjoo de mar é Hazel, todavia, Piper nunca se queixou de desconforto. Mas Frank fingiu não reparar.
– Quer um copo d’água?
– Não. É melhor eu ir para o quarto um pouco. Vem comigo, precisamos conversar.
Ok, Piper devia estar doente mesmo. Primeiro enjoo e agora dizendo “precisamos conversar”. Os pais olimpianos deles eram amantes, mas isso não significa nada. Piper não queria nada além de conversar, certo?
Errado.
...
FRANK
Estava na hora de resolver o problema. Nem que ela precisasse usar Charme, Piper tinha que saber o que havia com Frank.
Talvez fosse ejaculação precoce? Problemas de complexo-de-broxamento? Homossexualidade?
Piper não sabia, mas descobriria.
Frank a ajudou descer as escadas, já que as pernas dela estavam moles e ela ainda estava tonta. Piper entrou no quarto e fechou a porta. Sentou na cama e olhou para Frank, que estava de pé desconcertado.
– E então? Qual é o problema?
– Problema? Não tem nenhum problema.
Frank se perguntou o por quê Piper estava tão preocupada com isso, já que ela nunca demostrou nenhum interesse nele antes.
– Eu não quero me meter na relação de vocês (já me metendo), mas eu quero tentar ajudar. Qual o problema?
– Piper, eu... Acho melhor eu subir pra...
– Não me obrigue usar Charme, Frank.
Então se levantou da cama e mandou Frank sentar-se, coisa que ele fez na mesma hora. Não precisou nem perguntar, sabia que Piper já começara usar Charme.
A garota se colocou na frente dele, perto o suficiente para que Frank precisasse erguer a cabeça pra enxerga-la. Colocou as mãos na cintura e perguntou:
– E então? Por que você está evitando a Hazel?
Frank não queria responder, apertou os lábios que lutavam com ele para se abrirem. Mas a voz de Piper era doce e o seduzia a falar, até que não aguentou. Apertou os olhos para não chorar e soltou a verdade.
– Eu transei com uma raposa do ártico.
– Você o que?! – Piper não sabia se a situação era mais peculiar, engraçada ou constrangedora.
– Já faz tempo. Foi durante a missão pelo Alasca, com Percy e Hazel. Eu tinha acabado de controlar o poder, estava fora de mim... Piper, por favor...
– Eu não vou contar. – Disse, finalmente.
– Não?
– Você que vai.
– Não. Piper. Ninguém pode saber...
– Hazel não só pode como deve saber. Ela é sua namorada, cara.
– É que não é só esse o problema...
– O quê? Vai dizer que você também comeu uma elefanta?
– Não, claro que não. É que, desde quando eu transei com aquela raposa, sempre que eu fico excitado eu não controlo a transformação.
– Vai dizer que você vira raposa sempre que se masturba?!
Frank apenas assentiu. Sentia seu rosto queimando, tamanha era a vergonha que passava naquele momento. Pior até do que ter a vida dependendo de um graveto. Agora tinha certeza que Piper cairia na gargalhada de vez e riria dele para o resto da vida. Mas em vez disso, ela colocou a mão em seu ombro por alguns segundos e disse:
– Isso deve resolver.
– Isso o que?
– Não importa. Só se concentre em mim.
Dito isso, Piper tirou a regata laranja justa, revelando seios salientes cobertos por um sutiã Azul marinho. Agora a garota estava louca de vez, fazendo com que Frank suasse frio. O que Hazel acharia se entrasse de repente no quarto? Estava tão preocupado que não percebeu Piper chamar.
– Frank? Quero que pegue nos meus peitos.
– O que?! Você enlouqueceu Piper?
– Estou mais sã que você nesse momento. Faça o que eu mandar.
E então a mão de Frank pareceu criar vida própria e agarrou o seio dela involuntariamente.
– Muito bem. Agora a outra, no outro seio.
A outra mão imitou a primeira.
Frank não percebeu, mas havia um brilho rosado no ombro em que a mão de Piper encostara antes e agora se espalhava pelo corpo.
– Pode apertar – Ela disse – Passe a mão na minha barriga também.
As mãos de Frank faziam o serviço, mas ele estava de olhos fechados de tão envergonhado.
– Abra os olhos Frank. Veja onde suas mãos estão.
Então ele olhou e seu pênis enrijeceu-se na mesma hora.
– Ótimo. Pode parar.
Ele tirou as mãos tremulas do corpo de Piper e ela se vestiu.
Frank enfiou a cabeça entre as mãos, sentindo-se tonto, culpado, envergonhado e mil outras emoções indescritíveis.
Piper sentou-se ao lado dele e disse:
– Ei, Frank. Isso vai resolver seu problema.
– Como assim? – Ele não entendia o por quê Piper havia feito aquilo e estava com medo.
– Olhe para sua pele. – Frank olhou para os braços e viu um leve brilho rosado, que ia diminuindo. – Isso é magia de Afrodite. Agora, quando você ficar excitado, não vai se transformar em raposa.
– Mas como...?
– Quando você me tocou, estava enfeitiçado. Ficou excitado com uma pessoa, não com um animal. Portanto vai ser sempre assim, daqui pra frente. Não se preocupe.
– Sério mesmo? Caramba, você me assustou.
Piper riu e lhe deu um cascudo na cabeça.
– Somos amigos, Frank.
– Você sempre sabe o que fazer pra ajudar? Isso é dom de Afrodite?
– Ás vezes precisamos esquecer que somos semideuses e usar nossos próprios dons.
– Obrigado.
– Não me agradeça. Você nem perguntou pra Hazel se ela curte zoofilia.
Eles riram e Frank respondeu:
– Ainda posso me transformar, se ela quiser.
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