Uma Nova Amizade
8 Finalmente Frazel
Notas iniciais
HAZEL
Leo estava de volta. Se isso era algo bom ou ruim, fica a dúvida. Todos estavam sentindo falta dele, é claro, e queriam que ele voltasse. Mas quando se está namorando, ninguém quer uma vela como Leo.
A privacidade no navio diminuiu com a sua volta, mas nada como as boas e velhas piadas dele para animar o grupo. Só tinha um problema: Leo não estava animado para fazer piadas, o que é estranho. Voltara com um semblante sombrio e preocupado, além do fato de não ter contado direito onde esteve e o que aconteceu por lá.
Jason queria muito poder descansar com Piper. Depois que os dois foram interrompidos não tiveram a oportunidade de terminar e ele queria muito fazê-lo, mas estava abatido pelo cansaço. Afinal, guiar cavalos de vento não é assim tão simples quanto parece.
Estavam todos reunidos na mesa de refeições, coisa que já não faziam há muitos dias. Os campos de morango da imagem holográfica do Acampamento Meio Sangue se destacava no cômodo enquanto eles saboreavam suas refeições na quietude do ambiente.
O Sol já havia se posto e começava a anoitecer quando Leo quebrou o silêncio.
– E então, quem vai pegar o turno da noite? – Perguntou. – O incrível Leo precisa descansar um pouco depois da viagem.
– Eu também. – Disse Jason. Suas olheiras estavam tão fundas que o azul de seus olhos pareceu mais escuro.
– Somos dois. – Piper se prontificou a incluir-se nessa de “descanso”. — Estou meio zonza depois de tudo que houve hoje — disse e olhou para Frank, que abaixou a cabeça.
– Eu fico com o primeiro turno. – Respondeu.
Hazel percebeu a oportunidade de ficar sozinha com ele.
– Eu também.
– Eu também. – O treinador Hedge tinha que se intrometer de alguma forma.
Se olhar matasse, o treinador estaria agonizando pela forma com que Hazel e Frank olharam para ele, mas pareceu não notar.
Então Jason lembrou-se que Nico também estava lá, quieto e calado, mas presente. Resolveu coloca-lo para salvar os amigos de Hedge, já que até este ficava acanhado na presença do garoto.
– Ótimo. Frank e Hazel com o primeiro turno, Nico e Treinador Hedge no segundo. Eu, Piper e Leo pegaremos o terceiro, perto do amanhecer. Oposições?
Ninguém disse nada e cada um tomou seu rumo. Frank e Hazel permaneceram sentados enquanto todos os outros desciam as escadas para os dormitórios.
...
Enfim sozinhos.
Frank levantou-se, esticando a mão para Hazel que a aceitou e apoiou-se nela para se levantar. Caminharam de mãos dadas até a proa do navio, onde a noite estava esplêndida.
O vento batia forte, fazendo os cabelos cacheados de Hazel balançarem. Ela envolveu o corpo com os braços, a fim de proteger-se do frio. Era engraçado como de dia fazia tanto calor e durante a noite a respiração formava névoa no ar.
Frank percebeu que Hazel estava tremendo. Tirou o casaco cinza e o colocou sobre os ombros dela que agradeceu e apoiou a cabeça no peito dele. Assim os dois ficaram por longos minutos, observando o céu que nunca estivera tão estrelado como agora.
Hazel e Frank tiveram uma discussão de relacionamento mais cedo. Frank contou a ela o problema e também que Piper o ajudara a resolvê-lo (mas não entrou em detalhes). Hazel aceitou perfeitamente e, lógico, lhe deu um sermão por não ter contado antes. Achou desnecessário entregar a ele que também aprendera algo com Piper.
Desta sorte, tudo foi esclarecido e eles voltaram a ser como eram antes um com o outro, a não ser pela diferença de estarem mais maduros agora, e desejarem-se intensamente.
Hazel virou-se de frente para Frank, encostando seu peito no dele e sentindo sua respiração. As mãos dele envolveram sua cintura de forma firme e delicada.
Agora Frank estava de frente com a garota mais linda que ele já vira. A escuridão predominava e não era possível enxergar a expressão dela, já que a única fonte de luz vinha das lamparinas na sala de jantar e o céu iluminado. Contudo, podia admirar seus olhos, que pareciam ser dourados, assim, na luz da noite.
– Eu te amo. – Ele declarou.
– Eu te amo mais. – Ela sorriu e lhe deu um beijo demorado.
Durante o beijo, mil pensamentos vieram na mente de Hazel. Estava a sós com o garoto que amava, dentro dessa noite maravilhosa, não havia nenhum monstro para acatar (pelo menos por enquanto). O que tinha a perder?
Sua mão foi deslizando até a bunda de Frank e a apertou. Ele deu um pulinho de surpresa, mas não tentou afastá-la dessa vez. Hazel não sabia o que Piper fizera, mas deu certo.
Com a mão livre, pegou na de Frank e a guiou até o seio. Ele hesitou por um momento, mas logo o segurou com a mesma firmeza que sua bunda era apertada.
Nesse estado, Hazel ajoelhou-se entre as pernas de Frank que tremiam e abaixou suas calças até o meio das coxas. O frio atingiu a ereção dele, só piorando a situação.
– Hã, Hazel? – A voz dele tremia – O que vai fazer?
Estava na hora de pôr em prática o que Piper havia ensinado à ela.
Envolveu a extensão do órgão com a mão realizando o movimento de vaivém enquanto olhava para cima, certificando-se que estava causando a reação desejada em Frank.
E como estava.
Agora ele agarrava o mastro com tanta força que poderia muito bem quebra-lo.
Na boca de Hazel abriu-se um sorriso travesso. Se sorrisos falassem, este estaria dizendo: prepare-se.
Umedeceu os lábios e levou o pênis de Frank á boca, enfiando-o tão profundamente que sentia a cabeça na garganta.
Frank soltou um gemido e Hazel suavizou os movimentos. Queria estender aquele momento ao máximo.
– Não... pare... Hazel... – Ele dizia entre gemidos.
Hazel chupou o pênis de Frank com voracidade por longos minutos, até que ele não aguentou mais e gozou na boca dela. O gosto não a agradou muito, mas esforçou-se para engolir, com o cenho franzido.
Levantou-se de costas para Frank, se esfregando no peito dele que mantinha uma respiração acelerada. O garoto não perdeu tempo e enfiou a mão dentro da calça de Hazel, fazendo-a se arrepiar com o toque da mão gelada na vagina. Agora sua mão segurava firme a pélvis, deixando apenas o dedo médio livre, o qual fazia movimentos circulares no clitóris.
A ação fazia Hazel se estremecer, não mais de frio e sim de prazer. A cada toque ela jogava-se mais pra cima de Frank, como se jamais quisesse se soltar dali.
Abriu mais as pernas, indicando que estava à beira do orgasmo até que ele veio. Ela teria caído de tanto prazer, se Frank não estivesse a segurando pela virilha.
Os dois estavam nessa condição quando voltaram à razão e puderam ver Leo estatelado no pé da escada que levava ao convés.
Hazel afastou-se de Frank, o que não deveria ter feito, já que ele ainda estava com as calças abaixadas e pau duro. Leo tapou os olhos com a mão.
– Merda, Leo! – Frank xingou, levantando as calças.
Leo ainda estava com a mão no rosto, fazendo suas palavras soarem abafadas:
– D-desculpa, cara! Eu vim checar o sistema de navegação... Da próxima vez coloquem uma plaquinha “não incomode”.
Ele disse e deu meia volta em direção à escada.
Hazel estava envergonhada demais para se mexer, porém não mais do que Frank, que não conseguia nem abotoar as calças de tanto que tremia.
– Mas que merda... Deuses, por que ele tinha que aparecer...
– Ei, relaxa – Hazel colocou a mão no ombro dele – É só o Leo. Você sabe, ele vai ficar bem. E nós também.
Ela começou a rir, fazendo com que Frank risse também. Não podiam negar que a cena fora hilária.
– Pelo menos conseguimos terminar.
Frank a envolveu nos braços e completou:
– Por enquanto.
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