Uma Nova Amizade
6 Professora Piper Parte I
Notas iniciais
HAZEL
Frank era gay. Não havia outra explicação para seu comportamento com Hazel e ela não sabia mais como atraí-lo.
Haviam passado alguns dias e ainda estavam no palácio do Senhor do Sul, então Hazel teve tempo para pensar.
Talvez ele não a achasse atraente o bastante. Até porque Hazel não usava maquiagem, nem joias (o que é muito irônico), muito menos coisas de patricinha, como renda, por exemplo. Não. Hazel gostava de se sentir a vontade para usar sua espada, montar em Árion e, basicamente, lutar contra todo tipo de monstros, essas coisas. Talvez isso fosse a consequência de ser filha de Plutão, embora ele seja o deus das riquezas. Não fazia sentido algum e pensar tanto poderia levar alguém à loucura.
De vez em quando, Hazel até que admirava as filhas de Afrodite. Poxa, todo mundo gosta de “Afroditinhas”. Elas são simpáticas, alegres, extrovertidas e, claro, lindas, naturalmente. É o tipo de filha que os pais se orgulham, passam fins de semana no parque, fazendo compras e tomando sorvete. Agora, imagine Hades levando seus filhos para uma tarde no parque. Primeiro ponto a ser observado: com a ação da Névoa, os mortais veriam algum tipo de Metaleiro doidão, provavelmente com a camiseta do Iron Maiden e calças de couro, levando seus filhos antissociais para um passeio no meio de muita sociedade, o que não faz sentido. Ele faria algum comentário do tipo “Belo dia para matar pessoas e estragar vidas, não acham?”. Pois é, filhas de Afrodite davam uma ótima impressão. Mas Hazel tinha que se conformar que ela não era assim.
Mas, voltando. Devia haver outra explicação. Tinha que haver. Hazel não aceitaria caso Frank se revelasse gostar de... Nico, talvez? A idéia a fez rir. Nenhum dos dois aparentava interesses no mesmo sexo. (Será mesmo, Hazel? Aparências enganam). Mesmo assim, estava com uma vontade enorme de dar um tapa na cara de Frank e gritar “VIRA HOMEM, PORRA”. Mas é claro, ela nunca faria isso.
Sua única alternativa era apelar para os conselhos de Piper e, sinceramente, esperava que fossem ótimos e resolvessem o problema.
Mal sabia ela que Piper não lhe daria apenas aulas teóricas, mas práticas também.
...
Toc. Toc.
Hazel encontrava-se batendo a porta de Piper, dessa vez sem concorrência, já que Jason estava ocupado lidando com problemas no palácio. Estava tensa e muito tímida, como sempre. Mas sabia que podia confiar em Piper, não é? Ela lhe confiara um segredo íntimo, então poderia partilhar sua intimidade pela primeira vez.
– Entre – Ouviu Piper gritar e abriu a porta.
Ela estava deitada na cama, fazendo reflexo em Katoptris a fim de produzir novas visões. Hazel sentou-se ao seu lado e disse:
– Oi. Como está? – Não conseguiu nada melhor pra dizer, além disso.
– Cansada de esperar a boa vontade do Senhor Ranzinza Vento Sul, mas, sim, estou bem. E você?
– Bem... Na verdade eu vim para termos uma conversa.
Todo mundo sabe que quando algum amigo olha para você e diz “precisamos ter uma conversa”, corre. Piper sabia disso, mas apenas largou a adaga, sentou-se na cama, com as pernas dobradas e disse:
– Algum problema?
– Na verdade, sim. Um grande problema.
– É o Frank.
Hazel corou. Não tinha certeza, mas Piper soou como se estivesse afirmando e não perguntando, como se já soubesse o que ela pensava. Fez uma anotação mental para a lista: Qualidades das Filhas de Afrodite: Ler a Mente.
– É sim. Ele não permite aproximação. Hoje mesmo eu tentei e... Fracasso, como sempre.
– O que você tentou, exatamente? – Piper cerrou os olhos.
– Eu tentei pegar no saco dele... – As últimas quatro palavras foram ditas tão depressa que pareceu uma única.
Piper demonstrou surpresa. Talvez por Hazel ter essa carinha de nova, mas na verdade é uns 60 anos mais velha que todos os outros sete e mais madura do que a idade que aparenta. Mesmo assim, ela se posicionou melhor na cama, como quem está muito interessado e disse:
–Caramba, grande passo na relação. Parabéns pela iniciativa.
– Obrigada. Mas esse não é o problema. A questão é que Frank tenta me evitar. E hoje, quando eu tentei algo mais, achei que ele fosse se transformar em um avestruz e enfiar a cabeça no chão.
– Hm, entendi. Parece que temos um caso de timidez ao extremo. Precisamos tirar isso dele.
– Certo, mas como fazemos isso?
–Bom, primeiramente, como é você quem manda, é preciso que saiba alguns truques para deixar garotos mais... digamos, interessados.
– Ok. Então me ensine.
Simples assim. Nenhum espanto, nenhuma pergunta, nem contestação. Hazel estava disposta a fazer qualquer coisa para Frank. Qualquer coisa mesmo. Faria até o que Piper a diria a seguir.
Ela levantou-se da cama e foi até uma prateleira ao lado da janela com cortina. Hazel não entendeu o porquê havia uma cortina na janela de Piper, já que ninguém iria aparecer lá para espiar. Ela pegou uma caixa cilíndrica cor de rosa e voltou a sentar-se ao lado de Hazel, que perguntou intrigada:
– O que é isso?
– Sua primeira aula. – Piper respondeu – Não se assuste.
Então abriu a caixa, e Hazel pôde ver nitidamente um pênis de mentira. Deuses, por que Piper tinha um pinto de brinquedo?
– Hã, pra que isso serve?
Hazel perguntou com tanta inocência que Piper deixou escapar um riso.
– Bom, isso é outra aula, avançada demais para o momento. O que importa é a utilidade dele para agora. Pegue.
Obstinadamente, Hazel pegou o objeto com as pontas dos dedos, intimidada.
– Pegue com vontade, Hazel – Piper incentivou.
Como Hazel tinha se metido naquilo, ela não sabia. Mas não havia mais volta, então pegou o objeto firmemente, percebendo uma textura macia, mas consistente por dentro.
– Esse é o Jason II. Presente de mamãe (longa história). Mas agora eu vou emprestá-lo a você para treinar.
– Treinar o que? – Agora Hazel parecia prestes a sair correndo do quarto, mas a curiosidade e desejo de se ajustar com Frank a impediu.
– Vamos treinar “técnicas” chamadas sexo oral e masturbação. Pode ser que eu tenha perdido a virgindade há pouco tempo, mas eu e Jason já conhecemos preliminares há muito. E eu vou te ensinar.
– Preliminares? Certo, se isso vai ajudar, eu faço. Mas como?
– Primeiro você o envolve com a mão e movimenta para cima e para baixo, freneticamente. Depois você o põe na boca, mas segure a respiração quando enfiar, se não você engasga.
Hazel fez uma primeira tentativa, masturbando e colocando Jason II na boca e seguindo as instruções de Piper. Mas pela cara dela, algo estava errado.
– Tem algo errado. – Disse, passando o dedo indicador no queixo enquanto falava.
Não percebeu quando começou a emanar um brilho rosado de suas mãos.
– Piper? Por que você está brilhando?
Piper olhou para as mãos, que agora eram envolvidas por uma purpurina rosa.
Ponha a mão nela. Ouviu dizer uma voz em sua cabeça. Está errado. Falta paixão. Ponha a mão nela.
Certamente era a voz de Afrodite, a que não é muito confiável de se ouvir, mas Piper fez o que a voz mandou. Colocou as mãos nos ombros de Hazel que ficou olhando para ela com cara de: mas que merda é essa?
Imediatamente a purpurina passou para a pele acobreada de Hazel, soltando a palma da mão de Piper e infiltrando-se em seu corpo. Instantaneamente, Hazel sentiu como se aquele brilho penetrasse todo seu ser, principalmente entre suas pernas, dando-lhe uma sensação de desejo. Desejo de que? De chupar aquele objeto em suas mãos. E foi isso que ela fez.
Após alguns momentos, parou, tomou fôlego e perguntou á Piper:
– Agora está certo?
Piper estava espantada demais para responder, mas disse:
– Garota, isso foi perfeito. Digno de filha de Afrodite. Aula um terminada.
Anotação para: Qualidades das Filhas de Afrodite: produzem Pozinho-mágico-da-safadeza.
...
– Só tem mais uma coisa. – Piper disse com a voz fina.
– O que é? – Hazel estava com medo de um Jason II ainda maior.
– Tire suas roupas de cima. Preciso ver se está apropriado para o seu momento.
Ok. Hazel acabara de chupar o vibrador da amiga, o que é super normal, e agora ia ficar seminua na frente dela, tudo no mesmo dia. Por que não?
Tirou a camiseta roxa com o emblema SPQR, revelando o busto pequeno, coberto por um sutiã de pano bege.
– Pelos deuses, Hazel – Piper parecia prestes a mata-la ali mesmo – Bege não valoriza mulher nenhuma, nem a mais linda das deusas. É o melhor que você tem?
– Marrom é mais apropriado?
– Nunca pensei que fosse dizer isso, mas você precisa de algo rosa. Combina com a sua pele.
Foi até a primeira gaveta da cômoda e apanhou um sutiã.
– Tome. Experimente isso.
Hazel tomou o sutiã da mão de Piper. Nunca tinha usado sutiã com enchimento, não era coisa da sua época. Não fazia ideia de como aquilo podia servir nela, já que Piper tinha uns peitões bem maiores do que os dela.
Tirou o sutiã de pano, revelando seus seios macios e delicados e colocou a peça nova, que se ajustou ao seu corpo perfeitamente.
– É encantado, se ajusta exatamente ao corpo. Comprei antes da viagem para usar com Jason, mas não tive tempo de coloca-lo. E ganhei algo melhor (a mesma longa história). Como não gosto de rosa, esse é seu agora.
Hazel ficou sem reação. Não percebeu, mas estava segurando os seios, provando da nova sensação de sustento que o sutiã de enchimento dava.
– Ah. Também tem a calcinha, é claro. – voltou na gaveta e entregou uma calcinha a Hazel — Gosta de renda? Bem, nem vou pedir para ver a sua peça de baixo. Sei que você vai ficar melhor na nova. Mais bonita do que já é.
Aproximou-se de Hazel, afastando uma mecha do cabelo castanho volumoso de seu rosto.
– Você está pronta para ele. Se não se atrair depois desse UP, nada mais o fará.
– Obrigada, Piper. – Hazel agradeceu e lhe deu um abraço apertado.
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