Uma Nova Amizade

9 Perseguição de Casais


Notas iniciais
Não é a intenção de Leo sempre aparecer quando os casais estão se pegando. Mas desventuras acontecem...

LEO

Leo era temido tanto quanto Nico. Enquanto todos tinham receio de virarem zumbis se olhar muito para Nico, tinham medo de olhar muito tempo para Leo e ser vítima de uma piada.

Às vezes ser o único sozinho era deprimente. Leo entendia Nico perfeitamente, embora também achasse o cara esquisito.

Tentava esconder seus problemas com o humor, dessa forma, ninguém nem imaginava o quanto era difícil pra ele saber que todos pensavam nele simplesmente como “Leo, o bobo da corte”.

Ele era mais que isso. Muito mais.

O problema é que nem ele sabia deste fato, e agora estava vagando pelo navio a procura de algo para se distrair, já que a tentativa de dormir falhou. Pensou em ir conversar com Festus, o único que o levaria a sério nesse momento.

Como queria não ter tido essa ideia.

Ficou estupefato com a cena que via, mas antes de virar-se foi petrificado pelos olhares constrangidos de Hazel e Frank.

Ótimo. Já estava com os pensamentos absortos em Calipso, só não queria admitir. Mas ver uma cena dessas não é lá muito reconfortante quando se está apaixonado.

Esquecera completamente de que ele mesmo havia forjado aquele navio, tão perdido e sem rumo sentia-se dentro dele agora. Como se a sua presença atrapalhasse a todos, mesmo que essa não fosse sua intenção.

Devia ter ficado no quarto. Pensou. Devia ter ficado na ilha.

Seguiu pelos corredores dos dormitórios, a caminho do seu.

– Essa noite não pode ficar mais deprimente – murmurou baixinho.

Estava enganado.

Ao lado do seu dormitório, ficava o de Jason. E ao passar por ele, Leo pôde ouvir conversa em sussurros, aparentemente era a voz de Piper intercalando a voz de Jason.

Revirou os olhos, como quem diz: “será que vou encontrar algum casal no meu quarto também?” e entrou no cômodo, fechando a porta atrás de si.

A notícia boa do dia: não tinha nenhum casal em seu quarto. A ruim: teria que ficar o resto da noite acordado no dormitório, já que ficar acordado andando pelo navio podia resultar em flagrar alguém se pegando.

Espere. Nova notícia ruim do dia: agora Leo podia ouvir a cama de Jason rangendo e Piper resmungando.

Leo não pôde evitar um sorriso. Ficou feliz em saber que os amigos estavam se divertindo, embora os sons ficassem cada vez mais audíveis. Como o treinador Hegde não estava ouvindo o barulho que esses dois estavam fazendo? Leo não fazia a mínima ideia, mas os sons estavam o levando a pensar ainda mais em Calipso. Pior que isso: estavam o deixando excitado.

Com sons de gemidos de fundo, pegou algumas engrenagens no bolso, tentando se distrair e montou um relógio, inconscientemente, o qual serviu apenas para lembra-lo que as horas demorariam muito para passar essa noite.

Mais gemidos.

Caramba, de onde saía tanta disposição?

Virou-se para um lado da cama e depois para o outro e mais uma vez. Já chega. Pensou.

Então colocou sua mão dentro de calça e tirou de lá sua ereção. Ficaria muito culpado em saber que gozou a custo dos amigos, mas já havia presenciado duas cenas de sexo num mesmo dia. Poxa, Leo merecia um desconto por isso, essa era uma situação extremamente necessária. Além do mais, estaria pensando em Calipso...

Desta maneira, Leo se divertiu por alguns minutos antes de gozar em silêncio. Pouco depois, parece que Jason e Piper fizeram o mesmo, já que os sons se haviam encerrado.

...

– Ei, cara.

Leo ouviu de longe. Por quanto tempo havia cochilado?

– Leo. – Ouviu junto com um chacoalhar no ombro. – É nossa vez.

Nossa vez de que? De transar? Pensou.

– O quê? Que horas são? – resmungou meio adormecido.

– Está quase amanhecendo. É nosso turno, levanta logo. – Respondeu Jason e saiu do quarto.

Nos minutos seguintes, Leo encontrava-se tomando café da manha no convés, com Jason e Piper.

– A noite foi divertida? – Perguntou, mastigando seu sanduíche.

Jason e Piper se entreolharam e ela perguntou:

– Hã... Como assim?

– As paredes dos quartos são finas. – Respondeu com sua típica fisionomia sarcástica, fazendo o rosto de Piper parecer esverdeado.

– Deuses, eu acho que vou... – E saiu correndo escadas abaixo.

– Nossa cara, o que deu nela?

– Anda muito enjoada ultimamente, só isso. – Jason falou, fitando o lanche em suas mãos.

– Isso é preocupante.

– Não é nada. Apenas pare de ficar ouvindo.

Leo retrucou:

– Eu pararia de ouvir se vocês gemessem mais baixo.

E a conversa afogou-se em silêncio.

Durante as horas que se passaram, alguns monstros pequenos resolveram atacar o navio e foram facilmente abatidos por Jason Leo e Piper, até que amanheceu e o restante da tripulação subiu para o café da manha.

– Noite difícil? – Jason perguntou para Frank, inocente.

Ele deu de ombros, não sabendo o que responder até que Leo fez por ele:

– Imagino que tenha sido. – Disse com seu sorriso zombador.

O olhar de Frank foi tipo: Vou te matar na primeira oportunidade. Mas Hazel o fitou e colocou a mão na coxa dele, em cima do bolso onde se encontrava um saquinho contendo o graveto, devidamente protegido graças a Leo. Ele entendeu o recado e suavizou o rosto. Se Leo faria seu joguinho de provocação, ótimo, Frank estava dentro.

– Sua noite também não deve ter sido nada fácil, suponho.

– Pode apostar que não. – Leo respondeu e se afastou, com o controle de Wii nas mãos, ainda realizando reajustes pelo navio, quando o treinador Hegde subia as escadas.

– Perdi alguma coisa? – Ele perguntou. Tomou café em uma xícara e a comeu.

– Nada importante. – Jason respondeu.

Foi nesse momento que Leo gritou da proa:

– Ei pessoal, terra à vista!

Notas finais
Hey, espero que tenham curtido a leitura. Comentem, dêem ideias, digam o que estão achando. ;) Beijinhos *3*