Notas iniciais
Hey. Estou inspirada hoje, então mais um cap pra vocês kkk Espero que gostem :) Boa leitura

JASON

Jason acordou de manha com aquela sensação de ter feito xixi na cama. Sentiu o colchão úmido e quente. Olhou para o lado, Piper estava dormindo em seus braços. Ele se afastou e viu que não era urina. Jason lembrou-se do aviso de Annabeth (não repara no sangue). Agora ele entendeu de que sangue ela falava. Este, que inundou a cama durante a noite.

Jason pulou em um sobressalto. Sua roupa estava manchada do lado em que deitara na cama. Levantou a coberta a que Piper estava enrolada e ficou atônito. Nunca vira tanto sangue antes e não sabia o que fazer. Piper ainda estava dormindo profundamente, então ele foi obrigado a acordá-la.

– Piper? Pipes, amor... – Ele a chacoalhava pelo ombro, mas não obteve nenhuma resposta. – Piper? PIPER?! – Agora estava entrando em desespero, já que ela ao menos ameaçava abrir os olhos.

Jason correu ao convés o mais rápido possível, espantando a todos que estavam tomando café na sala de jantar.

– P-P-P-I... – As palavras não saíam. Todos estavam vendo suas roupas sujas de sangue, por isso não precisou dizer nada (até porque, se precisasse não conseguiria) e Annabeth já o estava acompanhando de volta ao quarto.

– Ah, não. De novo não... –Ela não conseguiria mais se manter calma. – Você não a acordou?! – gritou com Jason.

– Eu tentei! – Ele se defendeu – Ela ao menos se mexeu.

– Essa não... – Annabeth foi até a cama e chacoalhou Piper, chamando por ela.

Nenhuma reação.

Deu alguns tapinhas leves nas bochechas dela.

Nenhuma reação.

Puxou-a pelos braços e a sentou na cama, ainda com o corpo mole e olhos fechados.

Nada. Ela caiu de volta onde estava.

Annabeth mediu seu pulso.

– Está fraco – Disse para Jason, quase chorando – Rápido. Pegue ela no colo e ponha debaixo do chuveiro. Temos que acordá-la!

Jason fez isso na mesma hora, entrando junto com ela debaixo da água fria, segurando-a no colo.

– Vamos, amor... Fala comigo... – Ele jogava água no rosto dela desesperadamente.

Depois de muitas tentativas frustradas, Piper finalmente suspirou e abriu os olhos.

– Oh! – Ele suspirou, aliviado — Graças aos deuses! – abraçou-a forte, como se nunca mais a fosse soltar.

Piper não conseguia formar frases inteiras, ficara extremamente fraca devido ao sangue que estava perdendo. Mas estava lúcida e entendia quando alguém falava com ela. O procedimento de antes se repetiu. Annabeth e Hazel ajudaram-na a terminar o banho e a colocaram de volta na cama. Jason sentou-se ao lado dela, oferecendo canja de galinha desejando que aquilo tivesse o mesmo efeito que Néctar. Mas Piper continuava pálida como papel e fraca, mesmo sendo alimentada. Suas olheiras estavam excessivamente profundas, só piorando a aparência de doente.

Ninguém sabia mais o que fazer com ela.

...

PERCY

Annabeth andava inquieta na proa do navio. Devia estar se sentindo péssima, já que era a primeira vez que se deparava com um problema sem solução. Já passara por muitas situações tenebrosas na vida, inclusive acabara de sair do Tártaro, mas isso era diferente. Quando se trata dos amigos, as coisas sempre são mais dolorosas. Esse pensamento a fez lembrar-se de Thalia... Onde estaria ela agora?

– Ei, Sabidinha – Percy a tirou de seu devaneio – O que faz aqui?

– Nada – respondeu seca – É tudo o que eu posso fazer. Nada.

– Todos estão como você agora.

– Mas eu sou... – pensou direito na resposta — Nada.

– Você é filha de Atena? E daí. Todos temos algo a aprender.

– Eu já aprendi a ver meus amigos morrerem. Não quero passar por isso de novo. – Ela encostou a cabeça no peito de Percy, entregando-se ás lágrimas.

– Ela vai ficar bem.

– Como? – Annabeth soluçou.

– Como! – Percy exclamou.

– É, como? – Annabeth olhou para ele, confusa.

– Não, Annie. Como chegamos aqui?! Não está reconhecendo?

Annabeth olhou ao redor de si. Só havia mar, mar e um pouco mais de mar. Mas considerando que Percy era filho do deus dos mares, ela resolveu pensar que era algo importante e não que ele estava ficando louco de vez.

– Não. Onde estamos?

– Essas águas claras esverdeadas... Esse vento salgado... Annie, estamos no...

– Mar de Monstros! – Os dois exclamaram juntos.

– Percy! Os deuses estão ajudando!

Então Percy franziu a testa, olhando para o horizonte. Seu olhar pousou na água, no navio, em Annabeth e novamente no horizonte, como se um pensamento estivesse carregando devagar na mente dele. Por fim, arregalou os olhos e disse:

– Sei de um lugar que pode nos ajudar.

– Onde? – Annabeth se animou.

– Um spa...

– Ah não, Percy, você não está pensando...?

– Sim, estou – ele sorriu.

– Percy, nós não vamos...

– Ah – ele sorriu ainda mais – É claro que vamos.

Notas finais
Hey! E então? Gostaram? Está super fácil de saber qual foi a ideia do Percy, né? Difícil é imaginar o que vai acontecer quando eles chegarem lá... Comentem, favoritem e me digam se estão gostando do rumo que a história está tomando, deixem suas ideias e criticas construtivas, ok? Obrigada por ler e Beijinhos *3*