Uma Nova Amizade
14 Enquanto Isso, no Quarto...
Notas iniciais
PIPER
Hazel entrou no quarto, seguida de um estrondo na porta, e ficou estupefata com o que viu: Piper de pernas abertas e as mãos de Annabeth sujas de sangue. Se Piper estava envergonhada antes, agora ela queria morrer. Tapou o rosto que estava da mesma cor que seu sangramento.
– Deuses, Annabeth. Faça alguma coisa – Balbuciou em som abafado.
– Tudo bem, admito. Não sei mais o que fazer – Annabeth disse e foi até o banheiro para lavar as mãos. (Inclusive, Leo fez muito bem em construir um banheiro para cada garota no navio. Com certeza ele deve ter pensado nesse tipo de “imprevisto”).
– E-então não vamos fazer nada? – Hazel gaguejou.
– Não há nada a ser feito, Hazel – Annabeth parecia zangada por não ter a solução para o problema – Na melhor das hipóteses o sangramento vai parar logo.
Piper oprimia um grunhido de dor, era evidente a agonia a qual estava passando nessa situação. Annabeth e Hazel olharam para ela, não com pena, mas compaixão.
– Vamos, Hazel. Ajude-me a limpar essa bagunça.
Assim, as duas limparam todo o sangue do quarto da melhor forma que conseguiram. Também ajudaram Piper a se banhar, já que todo seu corpo tremia e ela não conseguia ficar de pé sozinha. Já tinham visto tanta coisa estranha naquele dia que não se importavam mais com a situação peculiar. Na verdade, já estavam até se acostumando a isso. A febre de Piper baixou com o banho, mas não o sangramento, que continuava inabalável. Precisariam de todos os absorventes do mundo para estancar aquele sangue.
– Onde você guarda absorventes? – Annabeth perguntou para Piper, ela apontou para a cômoda.
A primeira coisa que Annabeth viu ao abrir a gaveta a deixou desconcertada.
– Hã, Piper? O que é isso? – perguntou, erguendo Jason II.
Hazel e Piper se entreolharam, com medo do que Annabeth pensaria se descobrisse a história que o vibrador guardava.
– Tudo bem – Ela riu – É uma boa ideia. Adorei. – E, apesar de toda essa situação, as três não conseguiram evitar uma gargalhada.
E, assim, abarrotada de absorventes, compressas quentes (que já não estavam assim tão quentes) e com febre novamente, Piper deitou-se triste na cama.
Annabeth se esforçava para não chorar. Imaginava que não deve ser nada fácil perder um bebê, mesmo sabendo que seu nascimento não seria muito conveniente agora. Podia ter acontecido com qualquer uma. Podia ter acontecido com ela...
Aproximou-se de Piper, lhe deu um beijo na testa e disse:
– Eu sinto muito.
Piper deu o melhor sorriso que conseguiu, mas não foi capas de conter as lágrimas.
– Vocês fizeram tudo que podiam – ela respondeu – Obrigada.
Hazel apertou a sua mão, em sinal de apoio e, nesse estado, ela e Annabeth deixaram o quarto.
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