Uma Nova Amizade
20 A Mensagem Incompleta
Notas iniciais
ANNABETH
– Saia daqui, Cabeça de Alga! – Annabeth empurrou Percy para o lado, recusando-se a largar o binóculo em suas mãos.
– Grrr, eu não aguento mais esperar! – Percy andava de um lado a outro na proa do navio, como uma criança birrenta.
– RELAXA PERCY – Annabeth gritou, virando-se de supetão. Ele estava esgotando sua paciência com toda essa reclamação.
– Mas a ultima mensagem veio há horas Annie! – Percy esfregou as mãos no rosto, causando nele uma deformação momentânea.
– Eu sei – Annabeth suspirou – Sim, é preocupante. Mas não há nada que possamos fazer agora, apenas esperar.
Depois disso Percy parou de reclamar por algum tempo. Tentava ocupar-se de varias formas, hora comendo um sanduíche, hora brincando com sua espada, atacando o ar, ou manipulando o conteúdo de um copo para outro, com a expressão de tédio.
Annabeth sentia todos seus movimentos pelas costas, já estava começando a se frustrar e tentava não prestar atenção nos passatempos irritantes de Percy, quando ele a assustou, abraçando-a por trás de repente.
– Percy! Já mandei você parar com isso! – Ela deu alguns tapinhas nas mãos que seguravam sua cintura, mas ele recusou a larga-la.
–Calma, eu tive uma ideia.
– Se não tiver relação com a missão, nem perca seu tempo falando.
– É claro que tem relação com a missão. Outro tipo de missão...
Dito isso, Percy abaixou a mão até a virilha de Annabeth, mas esta fingiu não reparar.
–Pode fazer o que quiser – Ela disse, sem tirar os olhos do binóculo – Eu não vou me mover até ver o sinal.
–Ah, não, é? – Percy sorriu – Veremos.
Da virilha, as mãos de Percy subiram para os seios dela, apertando-os firmemente, mas Annabeth nem se moveu.
– Mudou de ideia? – Ele perguntou no ouvido dela.
Nenhuma resposta.
Percy afastou o rabo de cavalo do pescoço da garota e lhe deu leves mordidinhas na nuca e no lóbulo da orelha, pontos que ele sabia serem os fracos da namorada. Sentiu-a arrepiar-se, mas nem mesmo assim ela se moveu.
– E agora? – Ele repetiu a pergunta, dessa vez sussurrando no pé do ouvido direito.
Nenhuma resposta.
Agora Percy precisava usar suas armas mais poderosas, já que nada abalava o posto da Poderosa Chefona Annabeth. Deslizou as mãos de volta á virilha dela, abrindo os botões e o zíper da calça. Segurou nas laterais e puxou a calça lentamente para baixo, o que não foi difícil, já que não eram tão apertadas. Annabeth usava uma calcinha transparente de renda branca, o que fez o pênis de Percy enrijecer-se na mesma hora.
– Não vai tentar se defender Sabidinha? – Percy perguntou enquanto apertava a bunda da semideusa, deixando marcas dos dedos na pele sensível.
Annabeth continuava de pé, com o binóculo na mão, observando a ilha, mas era notável o esforço que estava fazendo para não se mexer.
Com uma mão, Percy agarrou o seio farto de Annabeth, com a outra, deslizou para dentro da calcinha delicada e massageava seu clitóris delicadamente, pressionando sua ereção nas costas dela. Annabeth engoliu um gemido e segurou-se no parapeito da embarcação.
– Percy, chega... – Ela gemeu.
– Nossa você sabe falar moça?
–A... Missão... Temos... Que... – A cada palavra que Annabeth falava mais pressão Percy colocava em seu clitóris, impedindo-a de completar as frases.
– Vai ser rápido, prometo.
– Percy agora não é hora de...
Ela não pôde terminar de falar. Percy a pegou no colo, fazendo com que deixasse cair o binóculo de suas mãos. Tão rapidamente como a levantou do chão, colocou-a deitada em um aglomerado de cordas no canto do navio.
– Percy, pare! – Annabeth empurrava o peito dele com as palmas das mãos, tentando tirá-lo de cima dela.
– Annie, temos o navio todinho para nós. Vamos aproveitar esse momento, por favor.
Annabeth bufou, revirando os olhos.
– Tudo bem. Mas vai ser muito rápido.
Percy terminou de despi-la rapidamente e abaixou a própria calça na altura dos joelhos. Posicionou as pernas da garota em volta dos quadris e penetrou-a, ouvindo-a gemer. Assim ficaram por alguns minutos, saciando seus desejos ao ar livre, debaixo de um céu púrpuro do entardecer. Annabeth arranhava as costas do semideus, não se aguentando de tanto prazer e adrenalina. Inclinou a cabeça para trás enquanto gozava, gemendo o nome do garoto que amava e ouvindo-o saborear de seu próprio prazer.
Até que abriu os olhos e viu uma luz fraca, muito fraca, piscando ao longe.
– Merda! – Ela gritou e jogou Percy para o lado, que não entendeu a reação da namorada.
– Fiz algo errado? – ele perguntou.
– O SINAL! DROGA, DROGA, DROGA.
Percy franziu o cenho, demorando alguns momentos para entender porque Annabeth levantara tão de repente, ainda nua, até que ele viu do que ela falava e levantou-se também, apresando-se a vestir a calça, ainda com o pênis ereto. Aproximou-se de Annabeth, que estava anotando pontos e traços descontroladamente num pedaço de papel, mas ele não entendia o que estava escrito.
– Ponto, traço, traço, traço... Ponto, traço... Ponto, ponto, ponto... Traço, traço, traço...
Percy olhava para Annabeth como se ela estivesse falando em Árabe e esta anotava no papel as coordenadas do código Morse, sem tirar os olhos da luz fosca que piscava, até que a luz cessou e Annabeth ficou desesperada.
– Mas é só isso?! Não pode ser. Eu perdi o resto da mensagem.
Ela deslizava o lápis no pedaço de papel em suas mãos, andando de um lado para o outro, esperando que brotasse mais alguma informação nele.
– O que a mensagem diz? – Percy perguntou enquanto a seguia.
– Diz: Esgatar Jason.
– Mas, o que?
– É o que eu peguei da mensagem. Certamente quer dizer “resgatar Jason”, mas e o resto? Perdemos o sinal Percy – Annabeth choramingou – O que faremos agora?
Percy não sabia o que dizer. Tinha sido culpa sua, os dois sabiam disso, mas nenhum ousou pronunciar a fim de evitar uma discussão inconveniente.
Pela primeira vez naquela tarde, Percy disse algo com sensatez:
– Esperamos.
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