Uma Nova Ameaça.

14 Bom estar em casa.


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– Não Jess, de jeito nenhum. Ela não é pra mim, não mesmo.

– Tony, quanto tempo você não fica com ninguém? Alias, nem olhar para by InstantSavings\">mulheres bonitas você olha mais! Você nem repara!

– Eu não posso estar apaixonado por ela. Jess, ela não é uma mulher comum, ela não demonstra sentimentos, é fria e independente... Não é uma mulher típica. Não é o meu tipo.

– E é exatamente por isso! Ela te encantou, mesmo tendo esse jeito meio doido dela, admite!

– Ok, eu admito, ela é diferente das outras. Eu acho que, ela é uma das únicas mulheres pra quem eu nunca menti na vida, incluindo a minha mãe.

– Então você a ama! Tony, você tem que dizer a ela! – eu disse, levantando e apontando para ela.

– Não, sem chance.

– Por quê? Você a ama!

– Mas ela não sente o mesmo, ou ela teria dito.

– Como você está dizendo? – eu disse, levantando uma sobrancelha, e ele levantou os ombros – Tony, ela não diz por que ela já se machucou muito com amor. O pai dela, Rivkin, Ari! Ela os amava, todos eles, e todos eles a traíram. É normal que ela tenha medo, mas você tem que tentar pelo menos, se você der a iniciativa, tenho certeza que ela vai dizer o que realmente sente.

– Mas e se ela não sentir o mesmo?

– Então eu e você iremos achar uma garota que sinta. Mas eu tenho certeza que é ela Tony, não foi por acaso que ela começou a by InstantSavings\">trabalhar aqui, não mesmo. Você acredita em destino?

– Isso só acontece em filmes Jess.

– Ok, então se decida rápido, porque ela é uma garota linda e interessante, e eu não posso simplesmente matar todos os namorados até que você tome coragem de ir lá falar. Fale!

– Ok, eu falo. Mas não hoje, nem amanhã. Quando eu sentir que é o momento certo.

– Isso! – eu disse, e então me sentei do lado dele, ficamos conversando um pouco e dormimos.


Descemos do aeroporto e fomos direto para o carro. No carro, Dinozzo estava em uma das portas, eu no meio, Ziva na outra ponta. Gibbs e Mcgee na frente. O clima estava tenso, ninguém falava, nem se olhava, nem parecia à mesma equipe, quando Mcgee quebrou o silêncio:

– Casa. Como é bom estar em casa, não é mesmo Ziva?

– Sim, Mcgee. É realmente bom – ela disse, olhando pela janela.

Então o silêncio predominou no carro, eu não tive coragem de abrir a boca até que o meu celular tocou, eu demorei muito pra acha-lo na minha mala e ele parou, e então o celular de Gibbs começou a tocar, e ele atendeu:

– Alô Abby.

– Como sabia que era eu? — ela disse.

– Nós já estamos chegando, estamos estacionando.

– Ok, vou esperar no elevador.

Chegamos no NCIS, e enquanto estávamos entrando no elevador, Ziva pediu para que nós esperássemos ela, porque ela queria ter uma palavrinha com o Dinozzo e depois by InstantSavings\">entrar com a gente. Ela puxou o braço dele, e ele parecia tão nervoso perto dela, que chegava a ser fofo.

– Tony, me desculpe. Eu fui uma tola, e só agora vejo isso. Você tentou me avisar e eu te ignorei completamente, me desculpe, mesmo.

– Ziva, eu dei um soco na cara do seu namorado.. É normal que fique brava.

– Mas ele quase te matou, então..

– Ok, vamos deixar isso pra lá. Estamos bem.

Eles voltaram rindo, mas estranhamente educados demais um com o outro, e aquilo era muito anormal. Entramos no elevador, e quando nosso andar estava chegando, Gibbs disse o que Abby tinha dito, que esperaria do lado de fora da porta, e automaticamente todos nós demos um passo para trás. A porta mal abriu e ela pulou em cima de nós, e de alguma maneira abraçou todos nós ao mesmo tempo, e quando a porta quase fechou novamente, Ducky a segurou e falou um “Bem vindos” sorrindo. Ele abraçou cada um de nós, e Abby estava tão animada e queria falar tantas coisas ao mesmo tempo que ninguém conseguia entender, de tão rápido que ela estava tagarelando. Eu sorri, e senti que estava em casa. Mas a alegria durou pouco, quando eu olhei pra escada, Vance estava descendo, rápido, e eu me lembrei do que ele havia me dito.

– Srta. Christina, por favor, suba até a minha sala, eu já vou. Srta. David suba até o MTAC e resolva seus problemas familiares lá.

Algo no jeito que ele falou aquilo me incomodou.

Eu e Ziva subimos a escada juntas, e então cada uma foi para um lado. Eu entrei na sala, e a secretária, que parecia um pouco nervosa, abriu a porta para mim. Eu entrei, e havia um homem lá dentro.

– Olá, você é a Jéssica, não é?

– Sim, sou eu, quem é você?

– Meu nome não é importante, Jéssica. Vance já vem, você se incomoda de esperar?

– Claro que não, eu só acabei de chegar de Israel, matei duas pessoas e estou precisando tomar um bom banho e dormir, mas não tenho problema em esperar o bonitão chegar.

Ele riu, e murmurou “Vance tinha razão”.

Vance entrou pela sala e se sentou, então pediu para que eu me sentasse também, e eu recusei.

– Quero que isso seja rápido, Leon.

– Certo, Jess, poderia me dizer se você se sente pelo menos um pouco culpada por uma das mortes que causou?

– Isso é uma avaliação psicológica? Jura? Não podemos fazer isso mais tarde?

– Quanto mais rápido você responder, mais rápido irá embora – o outro homem disse.

– Certo. No começo não, depois me senti estranha, pois acho que se eles tivessem tido escolha, não teriam se tornado dois monstros, então refleti e vi que se não tivesse matado os dois, eu e meus amigos estaríamos mortos, então não, nenhuma culpa.

– Você disse “dois”? – Vance perguntou.

– Sim, eu disse. Por quê? Matei mais alguém que não me lembre? – eu disse isso e ri.

– Uma moça consta aqui, chamada Caitlin .. Todd? É isso mesmo Vance? – disse o outro homem segurando um papel.

– Caitlin Todd era uma amiga, minha melhor amiga. Ela morreu, sim. Mas não foi minha culpa.

– Tem certeza? Ela morreu por você, é a mesma coisa que você mata-la, não é?

O que aquele homem estava dizendo, realmente me irritou, e não importa quem fosse, não iria deixar que tocasse em um assunto tão delicado e tentasse me atingir com ele.

– Escuta aqui, ela morreu por mim. Ela fez uma escolha, uma escolha que eu não pude mudar, porque se pudesse te garanto que eu estaria morta agora. Sim, eu morreria no lugar dela se pudesse mudar o passado, mas não posso. E eu tenho certeza absoluta que isso não foi minha culpa, mas se você acha, ok. Abra uma investigação, pode abrir. Prenda-me, mas não ouse dizer que a morte da minha melhor amiga foi culpa minha ou de qualquer outra pessoa nesta agência!

– Wow. Ela se parece mesmo com ele, Leon. Você tinha toda razão.

– Eu me pareço com quem? – eu disse, tremendo de raiva.

– Gibbs. Você é como uma versão mini dele – Vance disse, e fez sinal para que eu me sentasse, e eu o fiz – Jess, precisamos de pessoas assim na agência. Pessoas como Gibbs, agentes como ele. E como você – ele me passou uma caixa pequena, e eu a abri.

Lá dentro, havia um distintivo e uma pequena arma, com alguns documentos. Eu abri o distintivo e minha foto estava lá dentro, com meu nome, minha idade, e tudo.

– O que... – eu ia perguntar, mas Vance me interrompeu.

– Jess, assim que completar 18 anos você poderá nos ajudar com os casos, e tudo. Se quiser, é claro, poderá ficar na equipe de Gibbs, e ganhar o mesmo salário que todos eles. Sem contar que você fala português, seria ótimo para nossas relações com o exército brasileiro.

– Você está me oferecendo um trabalho? Aqui?

– Exatamente – o outro homem disse – fizemos esse pequeno teste, porque temíamos que você ainda se sentisse culpada pela morte de sua amiga, isso poderia atrapalhar deu desempenho, mas podemos ver que você está completamente ciente que não foi sua culpa coisa alguma.

– Espera. Algum deles sabia disso? – eu perguntei.

– Não, mas você vai contar pra eles agora, assim que sair. E diga que é feio escutar atrás da porta – Vance disse isso e riu.

Eu levantei e apertei sua mão. Ele agora seria meu chefe. Agente Jessy, até que não soava mal.