Uma Mulher de Família
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Uma semana se passou e era aniversário de casamento das duas. Emma comprou escondido o terninho que Regina queria. A morena ficou sensibilizada com gesto de carinho, porém havia esquecido da data comemorativa. Para que ela não se magoasse, ela pensou muito rápido e conseguiu enganar Emma dizendo que o presente dela seria entregue mais tarde, o que lhe deu tempo de conversar com Henry e ter a ideia de levar Emma a uma noite romântica em Nova York. Foram a um restaurante chique, onde tiveram um jantar com tudo que tinham direito. Logo depois foram para a suíte de um hotel de luxo, onde dançaram, conversaram, se divertiram. Regina estava pouco se importando o com o valor, ela queria dar uma noite memorável a sua mulher, depois e ela se preocuparia em pagar. Estavam sentadas na varanda, tomando uma taça de Champagne e trocando carícias enquanto admiravam a vista da cidade. Regina a olhava e ao ver o seu sorriso, ela se dava conta de que aquele amor sempre esteve lá, adormecido pelo tempo, assim como estava quando ela leu aquela carta. Ela percebeu que agora que a tinha, seria muito mais difícil deixá-la, muito mais doloroso, e ela não tinha certeza se suportaria viver sem ela outra vez.
— Você é tão linda!
— Você vai se dar bem hoje, você sabe. Mas eu adoro os elogios — ela sorriu-
— Meu Deus, depois de todo esse tempo, eu nunca deixei de te amar!
— Era tudo que eu queria ouvir – ela disse antes de ser beijada com todo amor que Regina tinha. -
Elas se amaram como há muito tempo não acontecia, e para Regina isso era literal. Ela não a tocava há treze anos, e a cada centímetro de pele que ela percorria, mais ela queria tocar. Regina se entregou de corpo e alma a Emma, a tratou com toda delicadeza, carinho, atenção e amor. As roupas já estavam no chão há tempos, os corpos se fundiam e se encaixavam, lenta e perfeitamente, os beijos trocados eram profundos e apaixonados e as mãos se estimulavam a todo o momento, até culminar no ápice do prazer, que elas alcançaram juntas. Aquela noite foi mágica, e seria inesquecível, pelo menos era o que Regina esperava.
No dia seguinte, Regina acordou tão feliz que tudo a fazia sorrir, a bagunça das crianças, o tempo, até as piadas do jornal. E antes de sair para o trabalho, ela recebeu um beijo de tirar o fôlego de Emma.
— Tenha um bom dia, amor!
— Oh com certeza eu vou ter depois disso – ela disse sorrindo e Emma deu um tapa em sua bunda rindo em seguida.
— Vai logo antes que eu te prenda na cama – ela diz da porta enquanto Regina ri-
O dia de trabalho foi muito mais proveitoso, e no final dele, Regina teve uma surpresa. Seu sócio, Peter, apareceu na loja e depois de ser atendido por ela, ficou muito impressionado com o conhecimento de Regina. Ele a convidou para ir até o escritório e na semana seguinte, ela foi levar o carro dele pessoalmente para conhecer o escritório. Foi apresentada a Robin que fez de tudo para deixá-la desconfortável, mas sem sucesso. Ele estava bem diferente da realidade de Regina e ela achou aquilo interessante.
Depois de um discurso excelente, ela convence Peter, e Robin depois de leva-la para conhecer o prédio, e fazer uma ameaça velada, fica sem ação quando Regina tem uma crise de riso ao ver como ele estava diferente do habitual.
Ela levou Emma para ver uma casa nova em Nova York, e após contar as novidades, tem uma nova discussão com a esposa, e dessa vez, uma briga feia. Elas chegam em casa e após ver Emma sumir escada acima, vai até a estante pegar um copo de whisky. Ao olhar com mais atenção a prateleira, ela encontra um livro, e dentro dele um ticket de viagem em seu nome de um vôo de Londres para Nova York. Ela se sentou na poltrona olhando o bilhete e não notou a presença de Emma. "Então eu voltei" ela pensou.
— Quando você entrou naquele avião, eu pensei que era o fim. Eu saí daquele aeroporto pensando que nunca mais te veria. E aí você voltou no dia seguinte. Foi uma boa surpresa – ela disse se sentando na mesinha em frente a poltrona – Sabe, eu penso na decisão que você tomou, e talvez, talvez eu estivesse sendo ingênua, mas eu acreditava que envelheceríamos juntas nessa casa. E que passaríamos os natais aqui e que nossos netos viriam nos visitar aqui. Eu tinha uma imagem de nós duas, grisalhas e enrugadas, eu trabalhando no jardim e você pintando a varanda. –ela dizia entre lágrimas – mas as coisas mudam – ela se levanta limpando as lágrimas e se aproxima da poltrona, olhando nos olhos de Regina – Se você precisa disso, se realmente precisa disso, vou tirar as crianças da vida que elas amam e vou, eu mesma, abandonar o lar que compartilhamos todos esses anos e iremos aonde você quiser ir. Farei isso porque eu amo você – ela suspira – eu te amo e isso é mais importante pra mim do que nosso endereço. Eu escolho nós duas – ela disse e saiu, subindo as escadas em direção ao quarto, deixando Regina ainda sentada com lágrimas nos olhos.
No dia seguinte Emma acorda pela manhã e vê que Regina não está na cama, ela suspira e escuta risos vindos do lado de fora. Ela se levanta e vai até a janela onde ela vê a morena brincando com Henry na neve do jardim. Ela sorri e desce as escadas colocando um casaco e abrindo a porta, enquanto Henry e Regina estão no chão depois de brincarem de pegar.
— Eu caí, querido! — ela disse rindo enquanto Henry sorria-
— Eu sabia que você voltaria – ele disse e foi abraçado por Regina.
— Ah Henry, Eu te amo, querido!
Emma saiu para o jardim e se juntou a Regina nas brincadeiras na neve, Regina sorria maravilhada em ver a mulher sorrir, feliz na neve com o filho, que também adorava neve como a mãe! Ela deixou os dois brincarem, e ao entrar na garagem para pegar o sal para a neve, viu que havia acabado, então resolveu ir até uma loja próxima comprar. Ao chegar, ela deu de cara com Killian atendendo uma cliente, e se assustou. Ela não queria voltar, não queria perder a família agora que tudo estava caminhando para se encaixar.
— O que você está fazendo aqui?
— Regina! Que bom te ver, meu bem!
— Porque você está aqui?
— Isso é sal grosso? Uau, você realmente virou uma mulher de família, não é?
— Você não vai me mandar de volta.
— Ei, se acalma Regina.
— Você não pode fazer isso, não pode se meter na vida das pessoas desse jeito e deixar uma bagunça, não é justo.
— Bom, um vislumbre é por definição exatamente o que é, um vislumbre, você não pode viver nele para sempre.
— Eu tenho filhos, uma esposa, que eu amo desde que eu estava no colegial, e tinha me esquecido disso. Eu a perdi pra sempre Killian, não me faça voltar pra aquela vida, eu não vou suportar viver sem eles. — ela disse angustiada e Killian suspirou-
— Calma, estou aqui porque você aprendeu sua lição, e descobriu o que precisava, mas você não pode ficar Regina. Você vai voltar quer queira ou não, porém, eu posso te dar uma opção.
— Que opção?
— Você vai voltar para sua realidade de antes, com tudo do mesmo jeito que era, e seguir sua vida, mas se quiser, vai poder voltar um pouco antes do ponto de tempo de onde você partiu, você escolhe quando. É tudo que posso fazer.
Regina pensou, e resolveu escolher voltar antes, se ela conseguisse voltar antes do acidente, ela poderia impedir Emma de morrer, e talvez tentar conquistá-la.
—Eu quero voltar antes, quero voltar em março, no dia que recebi a carta da Emma, eu quero vê-la e tentar consertar as coisas
—Tudo bem, podemos providenciar, mas eu devo lembrar que você não vai se lembrar de nada Regina.
—Mas... Como eu vou fazer a coisa certa se eu não lembrar?
—Porque dessa forma você iria interferir no livre arbítrio, e os caras levam isso muito a sério por lá.
—Mas isso não é justo, não há nada que possa fazer?
—Bem, não sou eu que faço as regras, e as regras de livre arbítrio são sagradas, me desculpe.
—Tudo bem, eu quero mesmo assim. Eu vou dar um jeito.
—Ótimo, foi bom te conhecer. Te vejo por aí Regina! — ele disse enquanto via Regina sair atordoada pela porta- Boa sorte! — ele murmurou enquanto a via entrar no carro-
Regina chegou em casa, foi no quarto dos filhos, e se despediu de Meg que dormia com um beijo na testa. Foi até o quarto de Henry logo depois.
— Já amanheceu? — Henry perguntou sonolento.
— Não querido, volte a dormir – ela disse suavemente e Henry caiu no sono novamente – Adeus querido, eu vou voltar pra nave mãe! — ela disse depois de dar um beijo em sua testa-
Ela entrou em seu quarto e sentou na cama onde Emma lia um livro, se pôs a olhar pra ela, linda, como sentiria falta dela, rezava pra fazer a escolha certa quando fosse a hora.
_Oi
—Oi
—Nessas últimas semanas, eu sei que fiz coisas muito estranhas.
—Foi no mínimo interessante, com certeza.
—Mas eu fiz coisas boas também, não?
—Você foi Regina Mills, e isso sempre é uma boa coisa – ela disse sorrindo.-
—Você precisa lembrar de mim Emma, como eu sou agora, neste exato momento. Quero que guarde essa imagem no coração, guarde com você e não se esqueça, aconteça o que acontecer.
—Você está bem?
—Estou, você tem que me prometer porque senão será como se nunca tivesse acontecido e eu não aguentaria isso.
—Eu prometo... Agora vem pra cama!
Regina se trocou e se deitou ao lado de Emma, não queria dormir, sentiu Emma se aconchegar ao seu corpo, e pediu a todos os seres celestiais, para que ela pudesse se lembrar e tomar a decisão correta.
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