Uma Mulher de Família
5 Capítulo 5
Notas iniciais
O Dia seguinte amanheceu como sempre no Upper East Side. Regina acordou com seu porteiro interfonando, dizendo que tinha uma encomenda para ela. Regina levantou sonolenta, foi até a porta, e ao abrir deu de cara com um rapaz moreno de olhos azuis que carregava uma pequena caixa nas mãos
—Bom dia, senhorita!
—Bom dia, por que não deixou a encomenda na portaria como sempre?
—Porque fui orientado a entregar a senhorita, e apenas a senhorita, em mãos.
—O que pode ser isso? — ela pegou a caixa e a caneta para assinar o recibo.
—Não faço ideia, mas deve ser bem importante para o remetente que a senhorita receba, dadas as instruções. Quem sabe algum admirador apaixonado? — ele disse fazendo Regina rir. -
—Não acredito, meus admiradores admiram apenas a minha conta bancária, enfim, obrigada querido – ela pegou 10 dólares da carteira e entregou ao rapaz que sorriu.-
—De nada, espero que a senhorita descubra quem mandou – ele se virou para sair -
—Hey... Eu não te conheço de algum lugar? — ela perguntou intrigada. -
—Talvez, meu rosto é muito comum, quem sabe nós não tenhamos nos encontrado em alguma esquina por aí... Tenha um bom dia, senhorita! — ele disse sorrindo e saindo pelo corredor-
Regina ficou intrigada com aquele pacote, e sentia por alguma razão que deveria abrir. Ela se sentou na poltrona da sala e abriu o pacote. Dentro havia um colar de asas douradas e uma carta. Ela se lembrava desse colar, era o presente que deu a Emma na formatura do colégio. Se pôs a ler a carta que acompanhava o colar e após terminar, ela estava em prantos. Era mesmo Emma, a mulher que ela amou um dia, que ainda amava, e que nunca esqueceu, que dizia na carta que ainda a amava. Regina estava atordoada, precisava vê-la, e dizer que deixá-la foi a coisa mais difícil que teve que fazer. E e a pior decisão que tomou. Ela se arrumou, e em poucos minutos estava em seu carro indo até Jersey, para o endereço do remetente. No caminho ela ligou para sua secretária para avisar onde iria.
—Ruby, sou eu Regina
—Oi chefe, como vai?
—Estou bem, preciso de um favor
—Pode falar
—Eu preciso que você cancele todos os meus compromissos de hoje.
—COMO É? Você está bem?
—Sim eu estou, vou ficar, eu preciso resolver um problema pessoal e se alguém me procurar anote o recado que eu retorno assim que puder.
—Tudo bem, boa sorte, seja lá o que você for fazer. E por favor não seja presa, o Peter te mata!
—Obrigada, eu vou precisar. E não se preocupe, o máximo que pode acontecer é eu marcar um casamento– disse antes de desligar e deixar Ruby completamente perdida-
Ela desceu do carro ainda nervosa, segurando o colar no pescoço e parou na porta da casa. Por alguma razão ela sabia que era a coisa certa, sentia que ela estaria ali. Ela tocou a campainha e cinco torturantes minutos depois, ela viu aqueles olhos verdes que ela nem sabia que sentia tanta saudade.
—Regina?
—Oi
—O que faz aqui?
—Bom eu... Eu li sua carta Emma. Eu nem sei porque estou aqui, eu... só quis vir. Quis desesperadamente te ver quando me dei conta de que você não me odiava.
— Por que você não me procurou antes? — ela perguntava com a voz embargada pelo susto.
—Porque eu sou uma idiota covarde que teve medo de você estar com ódio de mim, por ter escolhido ir. Mas agora eu vejo que cometi um erro em te deixar Emma. A cada linha daquela carta eu me sentia mais devastada por ter perdido tanto tempo longe. Mas eu não quero perder mais tempo.
—O que quer dizer?
—Quero dizer que eu também te amo Emma. Sempre amei, e só agora me dei conta do quanto. Me dei conta que eu consegui tudo que sempre sonhei, mas eu não tinha você pra dividir. Me dei conta que treze anos se passaram, e bastou uma palavra sua, pra me fazer atravessar o estado a sua procura. Eu não quero mais viver a minha vida sem você, eu quero um lar com você, eu quero filhos e um cachorro preguiçoso. Quero café da manhã de Natal com as suas panquecas e abrir os presentes debaixo da árvore. Eu quero férias na praia e domingos no Central Park. Eu quero uma família Emma, e eu só quero se for com você. E se me der uma chance, eu prometo que não vou te decepcionar.
—Regina...
—Emma você disse na carta que nunca deixou de me amar, eu sei que eu errei, que eu fui uma desgraçada e não mereço sua consideração, mas isso é um sinal, nós temos uma chance agora e eu não quero desperdiçar. Eu posso ter feito a escolha errada uma vez, mas não farei de novo. Eu escolho nós duas! E você?
Emma respirou fundo entre as lágrimas que se formaram em seus olhos, e cinco segundos depois se jogou nos braços de Regina que a beijou apaixonadamente, a levantando no ar fazendo Emma rir e Regina gargalhar antes de se abraçarem apertado, e se beijarem de novo. Do outro lado da rua Killian via a cena sorrindo quando um outro homem mais velho se aproxima e para a seu lado.
—Parece que deu certo, não?
—Sim, eu disse que ela valia a pena.
—Aham, bem, acho que você será promovido Kahlael, os serafins estão precisando de uma mãozinha, talvez você possa fazer um estágio, quem sabe você não poderá treinar os guardiões da terra no futuro, o que me diz?
—Nossa, er... Claro que sim, seria uma honra, senhor! – ele diz alegre.- Será que eu vou ganhar asas? — ele perguntou com os olhos brilhando-
Quem sabe... Te vejo lá em cima Kahlael – ele disse sorrindo antes de sumir novamente.-
Killian se virou para as duas mulheres que ainda trocavam beijos na varanda e deu um sorriso.
—Até qualquer dia, Regina! E vê se não apronta de novo – ele diz e Regina se vira no momento que ele as olhava sorrindo. Ele acenou com a cabeça antes de sumir atrás de um ônibus que passava pela rua-
Regina viu quando um ônibus passou, e o rapaz que acenou pra ela sumiu do outro lado da rua. Ela pensou ser o mesmo rapaz que entregou a carta de Emma, mas não tinha certeza. Gostaria de vê-lo novamente para agradecer, já que graças a ele e sua insistência para fazer seu trabalho bem feito, recebeu essa carta tão importante e recuperou o amor de sua vida.
—Hey – Emma a tirou de seus devaneios — Tudo bem?
—Sim, eu só tava pensando
—Em que? Posso saber?
—Em como eu sou sortuda por você me amar... Desde a faculdade – ela disse sorrindo fazendo Emma a abraçar novamente.
—Então somos duas bastardas sortudas! — ela disse fazendo Regina rir-
— Eu te amo! — a morena disse antes de beija- la outra vez.-
—Eu também te amo... Desde o colégio. — ela disse ao fim do beijo, fazendo Regina franzir o cenho-
—Como assim? Você já gostava de mim antes do baile?
—Por aí... — ela disse enquanto se encaminhava para a porta-
— Ah não, me conta isso direito amor!
— É um longa história, será que você tem tempo?
— Pra você eu tenho todo o tempo do mundo- ela disse antes de beija-la e caminhar com ela aos risos-
— Então vem que eu vou te contar... — ela disse puxando a morena pela mão para entrar na casa-
E as coisas assim aconteceram, depois de tudo que passaram, depois de anos separadas, vidas diferentes, agora elas teriam uma nova chance. Essa história finalmente teve seu desfecho e tudo voltou aos eixos. Ela começou com um fim, mas terminou com um começo, um recomeço! Então não desista, siga sonhando, siga lutando, mas sempre tenha em mente, seguir seu coração, e ter fé, quem sabe você também não tem uma ajudinha celestial!
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