Notas iniciais
Mais um pra vocês, perdoem se tiver algum erro, ela foi revisada umas 3 vezes mas vai que, né? hahahahaha boa leitura!

No dia seguinte, Regina acordou com o escândalo da bebê que chorava a plenos pulmões. Levantou irritada e rumou até o banheiro. Bateu na porta algumas vezes e não foi ouvida, abriu a porta do banheiro e notou que sua mulher tomava banho ouvindo música super alta. Pela silhueta do vidro temperado ela conseguia ver Emma dançando e rebolando ao som de Sax daFleurEast.Ela gritou uma, duas, e na terceira vez Emma abriu a porta do box com tudo fazendo Regina ter a visão do corpo perfeito da mulher completamente nua. Imediatamente ela corou, virando o rosto para o outro lado enquanto Emma sorria.

— O que é?

— É que, o bebê está chorando.

— E daí? — Regina a olhou sem entender – Hey não me olha assim, terça é o seu dia, escute, tente não chegar atrasada na creche, sim? – ela disse fechando a porta do box, logo em seguida voltando a dançar e cantar.

Regina observava a bebê a sua frente há alguns minutos no trocador, enquanto Henry a observava atentamente de cima do brinquedo onde estava sentado. Depois de respirar fundo, Regina retirou a fralda suja e quase teve um troço com a quantidade de cocô “SANTA MÃE DE DEUS!” Ela procurou um lugar pra jogar a fralda suja, e ao olhar pra Henry, viu o menino apontar a lixeirinha ao lado do móvel, onde logo ela colocou aquela bomba nuclear. Depois de ver a mãe confusa, Henry apontou a caixa de lenços humedecidos e a pomada, procedimentos que ela fez respectivamente. Enquanto ela colocava a outra fralda, Henry finalmente se pronunciou.

— Você não é minha mãe verdadeira, é? – ele perguntou fazendo Regina arregalar os olhos e depois suspirar -

— Não, eu não sou. Esta não é minha vida, é só um vislumbre.

— E onde está a minha mãe de verdade?

— Eu não sei, mas não se preocupe, ela te ama, e tenho certeza de que vai voltar logo.

Regina observou quando Henry desceu do brinquedo, caminhou até perto dela, pegou uma cadeirinha e subiu nela, para ficar quase da sua altura.

— O que está fazendo? – ela perguntou enquanto Henry tocava em seu rosto, mexia em seu nariz observando cada detalhe.

— Eles fizeram um bom trabalho

— Eles quem?

— Os alienígenas da nave espacial, você é igualzinha a ela – ele disse fazendo Regina sorrir.

— Oh, obrigada! Um pouquinho mais bonita talvez – ela disse e Henry ficou com os olhinhos cheios de lágrimas, e fez um beicinho fazendo Regina ficar nervosa – Hey, não chore, eu não quero que você chore, não sei lidar com isso.

— Você gosta de crianças?

— Bom, depende da criança.

— Sabe fazer leite com chocolate?

— Se eu tentar acho que consigo.

— Promete não sequestrar a mim e minha irmã e por um chip no nosso cérebro?

— Prometo. – ela disse fazendo o menino sorrir abertamente -

— Bem-vinda a Terra!

Algum tempo depois, Regina com a ajuda de Henry, levou Meg para a creche e seguiu até a escola para deixar o menino.

— Eu tenho acampamento de inverno as 16h e judô às 17:30

— Anotado.

— Por favor não se atrase, nenhuma criança gosta de ser deixada por último.

— Vou lembrar disso, obrigada pela dica – ela disse enquanto ele descia – tchau!

— Tchau!

— Hey Henry! — ela chamou fazendo o menino se virar – pra onde eu vou agora?

— Pra NS

— NS Pneus? — ele afirma com a cabeça — Por que?

—Porque você trabalha lá.

Ele disse logo se virando e seguindo para dentro da escola. Regina se dirigiu até a NS, e ao chegar foi recebida pelos funcionários que a cumprimentavam normalmente, o que a deixou atordoada. Ela perguntou a um dos rapazes se ela tinha um escritório e o mesmo achando se tratar de uma brincadeira, riu e apontou a direção.

Ela entrou na sala e fechou a porta, sentou em sua cadeira e começou a observar o local. Fotos, muitos papeis e anotações, e uma placa com seu nome pendurada na parede. Ela achou uma garrafa de wisky dentro de uma gaveta, pegou e tomou um generoso gole, respirando fundo em seguida, que vida era aquela? O que ela deveria provar ou descobrir? Ela estava enlouquecendo, e ainda havia Emma, e aquelas crianças... Não sabia mais o que estava fazendo e nem porque. Mas sentia que devia ser melhor que aquilo, que sua família merecia mais, mesmo sendo uma vida de mentira. Estava perdida em pensamentos quando olhou mais atentamente o quadro, que dizia: " Regina Mills — Auxiliar de pregão numero um – 2005" — 2005? Eu estava em Londres em 2005, então... Nesse lugar eu nunca fui pra Londres – ela pensou. -

Horas mais tarde, Regina estava na cama vendo o canal financeiro, quando de repente sai a notícia da Fusão das empresas que ela estava negociando, deixando-a furiosa ao ver Robin dito como arquiteto da negociação. A negociação DELA. Enquanto vociferava com a tv, Emma entrou no quarto, fechando as cortinas e tirando a roupa.

— As crianças estão dormindo, elas dormiram Rê! – ela diz e Regina continua concentrada na tv -

—Oh isso é ótimo querida, esses pirralhos parecem que comeram pilhas no café da manhã — ela dizia ainda olhando a tv, que é desligada em seguida. -

— Hey, eu estava assistindo isso – ela diz indignada enquanto Emma liga o player do Ipod numa música romântica.

Ela se aproxima dela e arranca as meias dos seus pés a fazendo rir, e depois começa a dançar ao som de Beyoncé, enquanto tira a camisa xadrez sensualmente, fazendo Regina erguer uma sobrancelha.

— Você me quer...

— Uau, agora que você notou, foi? – ela se aproxima da mulher na cama e é abraçada por ela.

— Você não acha melhor a gente tomar um vinho antes? – ela diz, fazendo Emma rir. -

— Bem, não temos tempo pra isso, talvez você esteja dormindo feito uma pedra daqui a meia hora, mas eu gostei da ideia – ela disse distribuindo beijos pelo rosto de Regina – lembre — se de fazer da próxima vez.

— Como desejar, querida – ela segura Emma no colo a jogando na cama, a beijando logo em seguida com vontade, fazendo Emma suspirar – Deus, como você é linda! –ela dizia olhando nos olhos de Emma, que sorria. -

— Uau, estou adorando isso, obrigada!

— Não Emma, eu falo sério, você é linda, sempre foi, desde a escola, todo mundo sabia disso, na faculdade também, mas agora, você cresceu e se tornou uma mulher incrivelmente maravilhosa!

— Como você consegue fazer isso? – ela perguntou olhando nos olhos de Regina. -

— Isso o que?

— Me olhar como se não tivesse me visto todos os dias nos últimos 10 anos – ela disse e a beijou novamente, e Regina a cada vez que a beijava sentia seu coração se apertar. Aquilo não era real e a cada dia parecia mais certo. Ela sabia que a amava e vê-la outra vez depois de tudo era bálsamo pra alma, mas era temporário e Regina temia como seu coração ficaria quando ela voltasse a realidade, a realidade sem Emma. Estava perdida em pensamentos durante o beijo, quando Emma o interrompeu abruptamente e saiu correndo para o banheiro, dizendo que tinha uma coisa pra ela... Enquanto isso, Regina decidia não se envolver mais do que já estava, precisava manter os pés no chão, só não sabia até quando aguentaria tocá — lá. Emma vestiu uma camisola sexy e bagunçou os cabelos curtos, mas ao voltar para o quarto encontrou Regina dormindo. Ela sorriu, cobriu a mulher e deu um beijo em sua testa. Vestiu um casaco e se deitou ao seu lado, se aconchegando em seu peito e sussurrando um boa noite a Regina, que estava bem acordada, mas não teve coragem de fazer amor com a loira. Ela a cada dia estava mais ligada aquela vida, e aquelas pessoas, e não sabia o que fazer.

Na semana seguinte, Regina já estava acostumada a rotina da casa. Acordava, tomava café e faça a mamadeira da filha. Se arrumava, enquanto Emma faça o café da manhã ao Henry, se despedir de Emma com um beijo e levava as crianças pra escola. Ia trabalhar e depois buscar as crianças, jantava com eles e Emma, via tv enquanto Emma lia algum livro jurídico que precisava para algum caso, e logo depois de tirar o livro do colo da loira, que sempre apagava durante a leitura, a abraçava e dormia sentindo seu cheirinho de canela do hidratante. Foi assim a semana inteira, até que na quinta, Regina foi convidada para jogar sinuca com o time, que segundo Rose, era o melhor de Jersey. Emma não iria com ela, disse que não curtia o esporte e que ela sabia disso. Além do fato de que alguém precisava olhar as crianças, e Regina havia cuidado delas sozinha pela manhã a semana toda, por conta da correria de Emma com os casos no escritório. Ela chegou lá e logo Kristin se aproximou para falar com ela.

—Olá Regina!

—E aí Kristin, como está?

—Bem, você linda como sempre, não é mesmo?

— Imagina, são seus olhos

—Sabe, Emma tem muita sorte... Não é todo dia que se encontra alguém assim

—Kristin, é impressão minha, ou você tá dando em cima de mim? — ela perguntou fazendo Kristin arregalar os olhos azuis pela direta- Seja sincera!

— Claro que não Regina, imagina... mas, bem... Quer sinceridade? — Regina afirmou com a cabeça- Digamos que eu sempre achei você muita areia pro caminhãozinho da Emma... Sempre achei que você merecia alguém mais... Selvagem!

—Entendi... Realmente eu sou bem arisca, mas você se engana se pensa que a Emma não aguenta. Ela me dá cada canseira, que as vezes sou eu que peço arrego. Além dela ser linda, inteligente, boa mãe, gostosa, boa advogada, ela é a melhor esposa do mundo. Então não se preocupe comigo, ela é selvagem o suficiente, e eu não poderia estar mais bem servida- Foram interrompidas pelo marido de Kristin que acabara de chegar, cortando o assunto — Te vejo depois- ela disse se afastando-

Regina se dirigiu a mesa onde Rose estava observando a conversa de longe, se sentou pensativa, e a mulher que bebia uma cerveja, se pôs a falar.

—A Kristin é uma gata, não é?

—Aham, e você está bem sapatão pro meu gosto, viu Rose?

—Eu sou hétero, não cega.

—Ela quer ter um caso comigo... — Regina disse casualmente, fazendo Rose quase cuspir a cerveja que bebia-

—Como é que é?

—Isso mesmo que você ouviu... Ela deixou bem claro que tava interessada. Quando eu perguntei ela negou, mas não sou burra...

—Você perguntou? — Rose perguntou e vou Regina afirmar- Espera, você não vai trair a Emma, vai? Regina pelo amor de Deus, não faz essa merda. Qualquer pessoa daria um braço pra ter o que vocês duas tem, não jogue tudo fora, não perca o amor da sua vida por uma aventura.

—Eu não vou fazer isso, não conseguiria nem se eu quisesse, eu dispensei mulheres bem mais gatas que a Kristin na faculdade por causa da Emma. Só quis comentar... Tenho pena do marido dela, deve ser o maior corno de New Jersey — ela disse fazendo Rose rir com ela aliviada-

Mais tarde, Regina chegou em casa e encontrou Emma estudando na mesa da cozinha, comendo o pedaço de bolo que ela tinha guardado pra si mais cedo.

—Hey, como foi o jogo?

—Um saco, eu perdi... Eu, esse bolo é meu!

—Sério? Que engraçado, eu não vi seu nome nele!

Regina se aproxima da mesa, e num rompante tenta pegar o prato quando Emma é mais rápida e corre com ele na mão. Ela corre até o outro lado da casa e é surpreendida por Regina que a segura e ambas acabam deitadas na escada.

—Me dá esse bolo, é meu, devolve.

—Você quer ele é? Então toma — ela pega o bolo é esfrega um pedaço na cara de Regina que a olha incrédula enquanto Emma começa a rir descontroladamente. Ela pega um pouco do bolo é joga na boca da loira, esfregando um pouco no rosto dela também. Ao se verem com a cara melecada de chocolate, começam a rir juntas abraçadas na escada.

—As crianças estão dormindo?

—Estão...

Regina se aproxima e beija a loira com vontade, as duas sujas de bolo e jogadas na escada, abraçadas. Ao final do beijo, Regina olha profundamente naquelas esmeraldas que lhe olhavam com todo amor do mundo e sorri.

—Eu te amo! — Emma diz e Regina a beija novamente, sendo correspondida na mesma intensidade. Quando as coisas começam a esquentar, Meg começa a chorar no andar de cima, fazendo ambas rirem e se levantarem.

—Meg e o timing certeiro dela... Eu vou subir, se importa de apagar as luzes?

— Não se preocupe, subo em um minuto — a morena disse depois de dar um selinho na mulher e ir apagar as luzes da casa.

Alguns dias depois, Emma, Regina e as crianças estavam passeando em um shopping, quando Emma colocou algumas restrições para as compras, deixando Regina entediada. Ela ficou sentada esperando que ela voltasse com Henry, quando viu uma loja de roupas sociais. Ela entrou na loja e experimentou um dos terninhos da loja juntamente com uma saia lápis como ela costumava usar. Se olhava no espelho e não se conformava com a vida que tinham nessa realidade, já havia se dado conta de que aquela era a vida que teria se não tivesse ido pra Londres, mas porque era daquele jeito? Por que elas não tentaram ter algo melhor. Ela queria que Emma e as crianças tivessem tudo. Que não precisassem de restrições pras compras. Queria ser capaz de dar o melhor pra eles, é pra.si mesma. Emma que chegava, ouviu as palavras de Regina ficando chateada, além de Henry, que assistia a tudo meio assustado quando a discussão começou.

— Você está tão insatisfeita assim com a sua vida?

— Eu não acredito que ela não decepcione você também. Meu deus, Emma, eu poderia ter sido alguém muito mais bem-sucedida, eu poderia ser rica hoje, nós poderíamos. Como pôde fazer isso comigo? Como pôde me deixar desistir dos meus sonhos assim?

— Quem é você?

— Desculpe, eu sinto muito, se eu era algum tipo de santa antes e agora eu sou uma DROGA! Mas talvez , apenas talvez eu não seja mais a mulher que eu era quando nós nos casamos.

— É, talvez não seja mesmo, porque a Regina Mills com quem eu me casei não precisaria de duas peças de roupa que valem 2 mil e 400 dólares pra se sentir melhor com a sua vida. Mas se você faz tanta questão, compre, podemos tirar o dinheiro da poupança das crianças! – ela disse , e saiu andando, puxando Henry pela mão, enquanto uma Regina revoltada se dirigia ao provador pra trocar de roupa.

— Não, deixa pra lá, nós vamos voltar pra casa e comer bolo, vai ser o ponto alto do meu fim de semana – ela disse antes de sumir pelo corredor. -

No carro a viagem de volta foi feita em silêncio, Regina se sentindo uma idiota pelo que disse e Emma magoada pelo que ouviu.

— Me desculpa pelo que disse na loja, eu não queria brigar com você, é que, não consigo entender, fico pensando como viemos parar aqui, sabe? Na faculdade, você imaginava nossa vida assim?

— Tivemos várias surpresas pelo caminho

— Sim, muitas, mas pra você, qual foi a maior surpresa, assim, só por curiosidade?

— Bom, O Henry...

— Como assim? O Henry não foi planejado?

— Claro que não Regina, você tá com problema de memória? É claro que ele não foi planejado. Eu estava tão devastada quando você viajou que enchi a cara no primeiro bar que vi, e acordei na cama de um desconhecido sem lembrar de metade da noite – ela disse fazendo Regina arregalar os olhos.

— Você me traiu?

— Você não acha que está um pouco tarde pra você ter uma crise? Foi só uma noite, você tinha ido embora pra outro país, eu achei que você nunca mais fosse voltar, mas logo depois você voltou, eu te contei o que aconteceu e você não se importou, nós voltamos e dois meses depois descobri que estava grávida. Você assumiu o bebê e nós nos casamos as pressas, foi tudo muito complicado no começo, Nova York era complicado. Dois anos depois papai sofreu um infarto, e bom, tivemos que sair de Nova York porque o hospital era longe, eu nem sei o que aconteceria se você não tivesse assumido a loja.

— Então foi isso, tivemos um bebê, nos casamos correndo, seu pai teve um infarto e eu comecei a trabalhar pra ele... Adeus Wall Street... Bem, essa é a minha vida.

— Se você quer ver dessa forma...

— E como você vê?

— Uma história de grande sucesso. — ela disse num meio sorriso, fazendo Regina sorrir também-

Naquela noite, Emma subiu com Henry que dormia em seu colo enquanto Regina pegava um copo de wisky. Ela encontrou um dvd na estante, onde dizia "Regina cantando". Ela pegou o dvd e colocou, e era um vídeo do aniversário de Emma, onde todos os amigos estavam reunidos, e ela cantava para a mulher uma das suas músicas favoritas, You're Still The One da Shanyah Twen. Enquanto ela via o vídeo, ela se deu conta de que aquela mulher naquele vídeo amava a esposa, e amava a vida que tinha, e se sentiu a pior pessoa da face da terra por magoar Emma. Porque essa mulher sentada naquela poltrona não era a mesma, mas ela também a amava. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela tirou o dvd, subiu, se trocou e se deitou para dormir. Abraçou Emma por trás afundando seu rosto no pescoço da loira que suspirou.

—Me desculpe por ter sido tão idiota hoje.

—Está tudo bem...

—Não, não está, mas eu prometo me redimir. Eu te amo Em's! — ela disse e Emma sorriu ao ouvir o apelido carinhoso da época da faculdade-

—Eu também te amo!


Notas finais
Galera, pra quem tiver dúvida, NS Pneus é a loja de pneus do pai da Emma, David. NS é de Nolan Swan.