Uma Mudança Inesperada
25 Capítulo 25 - Está amanhecendo
Notas iniciais
CAPÍTULO 25 – ESTÁ AMANHECENDO
Eles queriam aproveitar os braços um do outro, os beijos um do outro, o tempo perdido. Eles não queriam se separar agora, e eles não se separaram.
Archie não voltou para casa naquela noite.
Regina não sabia como lidar em uma situação como essa. O fato de ser amada dessa maneira, ela nunca foi amada assim e ela estava aproveitando cada segundo disso como se fosse um sonho, um sonho maravilhoso do qual ela teria que acordar pela manhã.
Eles aproveitaram cada segundo como se suas vidas dependessem disso. Eles queriam se conhecer e saber o que se passava na mente do outro, no coração do outro.
Eles ficaram tanto tempo apenas se olhando, decorando cada linha de expressão no rosto do outro e saboreando o cheiro do outro que nem perceberam o quão tarde já era. Quando eles olharam para o relógio, Regina o levou para seu quarto. Archie estava ansioso e ao mesmo tempo preocupado, mas ambos sabiam que era a coisa certa.
Eles dois era certo.
Nada poderia superar esse momento de intimidade. Já era madrugada e parecia que eles eram as únicas duas pessoas no mundo. Eles se deitaram, se aconchegando no conforto que o calor do outro corpo oferecia. Não havia palavras ou intenções. Eles estavam apenas felizes por estarem deitados ao lado do outro e naquele momento, eles sabiam que não queriam fazer isso com mais ninguém.
Eles sabiam que eram, essencialmente, um monte de ossos e órgãos e músculos e ao mesmo tempo, eles sabiam que eram muito mais do que isso porque eles se encontraram e de repente tudo fazia sentido.
Agora, debaixo de cobertores, eles se olharam, eles verdadeiramente se olharam e viram o outro pelo que o outro era. Não por posses ou posições na sociedade, mas como a pessoa pela qual eles se apaixonaram profundamente nos últimos meses.
Ambos estavam claramente nervosos, eles tinham coisas para descobrir, incluindo como fazer isso funcionar com uma barriga de cinco meses entre eles, mas eles estavam tão certos do que eles estavam fazendo.
Archie queria Regina. Regina queria Archie. Eles nunca se sentiram tão certos sobre isso.
Então é assim que é ser amado... e amar...
E então, não pela primeira vez, eles adormeceram nos braços um do outro.
Perdita era a única não tão contente, Archie havia tomado o lugar dela na cama de Regina.
Fazia tanto tempo que Regina não dormia tão bem, tão tranquila.
Ela abriu os olhos e se deparou com os olhos verdes de Archie encarando-a. Ela franziu a testa um pouco em confusão. Ele estava olhando e sorrindo.
“Bom dia.” Ele sussurrou.
Ela abriu os olhos um pouco mais para olhar a janela, verificando se era de fato manhã. Não era. Ainda.
“Bom dia.” Ela respondeu e voltou a fechar os olhos, a tranquilidade desse momento ainda tomando conta dela. “O quê?” Ela perguntou depois de alguns segundos quando ela abriu os olhos e Archie ainda estava lá do mesmo jeito.
“O que o quê?” Ele franziu a testa.
“Você está encarando.”
Ele suspirou e comentou. “Você é linda.” Ele sorriu quando a viu corando.
Então, ela postou um beijo em seus lábios.
“Está amanhecendo.” Ele observou, quando os primeiros raios solares começaram a invadir o quarto.
Com um pouco de esforço, Regina se virou para o lado da janela, ficando de costas para Archie. Observando a luz que vinha de fora e a sensação dos braços de Archie a envolvendo e puxando-a para mais perto dele, ela sorriu.
“Está amanhecendo.”
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Duas semanas se passaram. Archie e Regina podiam afirmar que essas duas últimas semanas havia sido o melhor momento que eles já haviam vivido. Eles aproveitaram cada momento juntos que tiveram para se conhecerem melhor, se apaixonarem um pouco mais.
À pedido de Regina, eles não haviam contado a ninguém sobre essa nova etapa do relacionamento deles. A verdade é que eles ainda não sabiam o que eram e não iriam perder tempo discutindo isso.
Regina passou algumas noites na casa de Archie, mas ao contrário de antes, eles passavam as noites juntos, conversando na cama até caírem no sono. Archie, da mesma forma, passara algumas noites na casa de Regina.
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14 DIAS ATRÁS
Então é assim que é ser amado... e amar...
“O que o quê?” Ele franziu a testa.
“Você está encarando.”
Ele suspirou e comentou. “Você é linda.” Ele sorriu quando a viu corando.
“Está amanhecendo.” Ele observou, quando os primeiros raios solares começaram a invadir o quarto.
“Está amanhecendo.”
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13 DIAS ATRÁS
“Desculpe o atraso.” Regina falou, quando entrou nos estábulos.
Depois da manhã de treinos, David fez seu caminho para a delegacia enquanto Emma e Regina foram buscar Henry na escola.
“O que foi?” Emma perguntou curiosa.
“O que foi o quê?” Regina franziu a testa em confusão.
“Você não consegue parar de sorrir e você está com um humor incrível hoje.”
“E você poderia estar aproveitando meu humor e não tentando me irritar.” Regina cantou as palavras.
“Retiro o que eu disse, vou tentar aproveitar o seu bom humor.”
Elas buscaram Henry e almoçaram junto com ele. Antes de ir para a Prefeitura trabalhar, Regina disse que tinha que buscar algo que havia esquecido no apartamento de Archie. Ela suspirou quando Henry se ofereceu para ir junto.
Henry e Regina fizeram seu caminho para o escritório de Archie. Henry estava sendo puxado por Perdita que parecia saber exatamente para onde eles estavam indo.
Chegando ao apartamento, Archie abriu a porta e um sorriso enorme enfeitou seu rosto quando ele olhou para Regina. Um leve rubor enfeitando o rosto dos dois adultos.
“Olá.” Regina falou.
“Oi, Archie, como você está?” O menino sorriu feliz, passando os braços em volta do homem mais velho, envolvendo-o em um abraço.
“Estou bem, amigão, e você?”
“Eu estou ótimo, eu tirei um 10 na prova de matemática.”
“Uau, isso é incrível!” Ele sorriu e o menino passou por ele e correu para o sofá, aproveitando-se da alegria de Pongo.
Archie sorriu para Regina, que o envolveu em um abraço. Ela queria beijá-lo, mas Henry estava sentado logo ali no sofá e ela não queria fazer isso na frente do menino. Entendendo Regina, Archie a puxou para dentro e fechou a porta atrás de si.
Eles estavam todos sentados na cozinha pequena, conversando e brincando. Regina estava bebendo um copo d’água quando Henry pediu licença para ir ao banheiro.
Assim que o menino estava fora de vista, Regina afundou-se nos braços de Archie. Eles se beijaram e podiam sentir o sorriso enfeitando o rosto um do outro. Então, ele sussurrou. “Oi, linda.” E observou ela corando novamente.
Ainda nos braços dele, os dois levaram um susto quando Pongo latiu para eles enquanto abanava o rabo. Recuperando-se do breve susto, os dois caíram em uma risada divertida.
Quando ouviram a porta do banheiro se fechando, eles se afastaram, voltando para os lugares onde estavam antes. O menino entrou na sala e olhou para sua mãe e depois para Archie. Eles estavam estranhos e mal conseguiam encarar os olhos um do outro.
“O que está acontecendo com vocês?” O menino perguntou confuso, franzindo a testa.
E, pela terceira vez naquele dia, Regina corou.
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10 DIAS ATRÁS
Uma série de invasões estava sendo denunciada na cidade. Alguém, por alguma razão, estava invadindo diversos lugares. O primeiro deles foi a Prefeitura, sendo seguido pela loja de Mr. Gold, o restaurante da Granny, uma oficina e algumas casas, bem como algumas construções abandonadas.
O problema era que ninguém sabia a razão para essas invasões. Em todos os lugares invadidos, nada estava sendo roubado, mas cada ambiente de cada lugar foi vistoriado, como se estivessem procurando por algo.
Esta noite, Regina estava em casa. O dia tinha sido muito corrido para todo mundo e ela realmente queria descansar. Ela pensou em ligar para Archie e ir para a casa dele ou chamá-lo para ir até a casa dela, mas desistiu.
Regina já estava deitada, quase dormindo, quando seu celular tocou.
“Boa noite mulheres da minha vida.”
Regina riu para a mensagem mostrada na tela do celular.
“As mulheres da sua vida estão dizendo boa noite, papai.” E apertou a tecla enviar.
Alguns segundos depois o celular tocou de novo.
“Você vai me chamar de papai agora? Que tal apenas Archie? Deixe papai apenas para as minhas filhas.”
Ela não pôde deixar de rir. Ela tinha entendido. Ela fazia parte das “mulheres da vida dele”.
“Boa noite, bug.” Ela enviou e em menos de alguns segundo a resposta veio.
“Boa noite, minha rainha.”
E logo ela estava dormindo. Em noites assim, os pesadelos nunca apareceram.
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7 DIAS ATRÁS
“Então você acha que eles estão namorando?”
“Eu tenho certeza, você não reparou como Archie e a mamãe estão felizes o tempo todo?” Henry sussurrou para que ninguém no restaurante da Vovó pudesse escutar.
“Você tem um ponto. Regina está escondendo alguma coisa, ela não chega mais tão cedo quanto antes e ainda assim, ela está sorrindo o tempo todo.” Emma disse, franzindo a testa enquanto pensava.
“Eu estou falando, eu conheço a minha mãe.”
“Mas você não acha que eles já teriam nos contado?”
O menino levantou os ombros. Nesse momento, Claire apareceu no restaurante. O menino olhou para a mulher, então virou-se para Emma e continuou a sussurrar.
“A mamãe não gosta dela.”
“Eu sei, mas por quê? Você não sabe?”
“Não, ela está fazendo consultas com Archie,” Ele falou. “Quem você acha que ela é?”
“O quê?”
“Na Floresta Encantada.” O menino esclareceu.
“Eu não sei.”
Então, um sorriso enorme apareceu nos lábios de Emma. Definitivamente, isso era uma novidade. Ela ainda não sabia que a mulher vinha visitando Archie. Era óbvio agora, Regina estava com ciúmes. Mentalmente, Emma fez um plano para descobrir se Regina estava mesmo com ciúmes de Archie, ela iria colocá-lo em ação muito em breve.
“O que foi?” O menino perguntou.
“O quê?” Ela perguntou confusa.
“Você está sorrindo, o que você está pensando?”
“Nada!” Ela sorriu.
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6 DIAS ATRÁS
“Então, eu estava pensando... o que nós somos?”
“Como assim?” Regina franziu a testa em confusão.
“Eu... nós... nós estamos namorando? É que eu só-” Ele tomou toda a coragem que tinha para perguntar isso.
“Eu... eu não sei, Archie. Nós só...” Regina estava gaguejando, o que não era nada comum para ela. Ela estava desconfortável, ele sabia.
“Desculpe, Regina, eu não queria te pressionar.”
“Não, não é isso, Archie. É só que... só que eu não sou muito boa com relacionamentos, eu... nós não podemos simplesmente ficar assim?” Ela ofereceu esperançosa.
“Assim está ótimo para mim.” Ele afirmou não querendo pressionar a mulher.
Ele postou um beijo em seus lábios e sorriu. Quando ela estava quase adormecendo, ele falou “Sabe, eu amo tê-la em meus braços e poder passar mais tempo com você... e com elas.” Ele disse acariciando a barriga arredondada de Regina.
“Nós também.” Foi tudo o que ela respondeu antes de cair em um sono pacífico e seguro nos braços do seu amor.
Amor? Ele era isso para ela agora? Seu amor? Ela não sabia se podia confirmar isso, mas ela se sentia bem dessa maneira.
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5 DIAS ATRÁS
Regina estava chegando ao apartamento de Archie, Henry e Perdita correndo na frente dela. Antes que ela pudesse bater na porta, esta se abriu, revelando Archie e Claire. A mulher estava de saída.
“Nós nos vemos depois de amanhã, então.” O homem falou, abrindo a porta para que a mulher pudesse passar.
“Eu vou esperar ansiosamente.” Ela respondeu e só então os dois perceberam as pessoas que estavam em sua porta.
A carranca no rosto de Regina era enorme.
“Olá, Henry! Como você está?” A mulher cumprimentou.
“Eu estou bem, obrigado.” Ele respondeu e passou pela mulher. “Oi, Archie.” Ele disse abraçando o homem.
“Oi, Henry, eu não sabia que vocês estavam vindo.” Ele respondeu, olhando para Regina.
“Senhora Prefeita, como vão seus bebês?” Claire perguntou com um falso sorriso enfeitando seu rosto.
“Elas estão ótimas.” A mulher respondeu rispidamente.
“E você? Como você está?”
“Eu estava melhor antes.” Ela respondeu e passou ao lado da mulher. “Tenha uma boa tarde.” E então se virou, passando a porta e fechando-a atrás da bela ruiva de cabelos longos.
Ela soltou um gemido de raiva quando entrou. Tanto Archie como Henry olharam sérios. Os dois sabiam que ela estava irritada. Henry olhou para Archie, arregalou os olhos e levantou os ombros mostrando que ele não sabia a razão para essa explosão. O menino correu para o sofá.
“Então, você vai me dizer o que foi aquilo na porta?” Archie perguntou.
“Aquilo o quê?”
“Aquilo, Regina. Eu sei que você não gosta da Senhorita Bennet, mas não precisava tratá-la mal. Ela só estava perguntando como você estava.” Ele explicou.
Regina bufou, novamente, incrédula. Será que ele não via a falsidade da mulher? Será que ele é tão cego que não percebe que a mulher está dando em cima dele, mesmo sabendo que ele vai ter dois filhos em pouco tempo? Então, ela parou, arregalou os olhos e olhou para Archie.
“O quê?” Ele perguntou confuso.
“Archie, ela sabe que esses bebês são seus bebês?” Ela perguntou tentando controlar a pontada de raiva e ciúmes que estava sentido.
Não. Ciúmes não. Ela não tem ciúmes de Archie.
“É claro, Regina. Eu acho que toda a cidade sabe disso.” Ele respondeu exasperado. “Espera, qual é o ponto aqui?” Ele perguntou, não entendendo o que isso tinha a ver com toda a situação entre as mulheres.
“Nenhum.”
Cada um dormiu em sua respectiva casa. Regina zangada e Archie sem entender nada.
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3 DIAS ATRÁS
A Biblioteca da cidade foi invadida. Assim como antes, todos os lugares foram revistados e nada foi roubado.
“As pessoas estão ficando loucas.” Emma admitiu para David, ambos sentados na delegacia.
“Nós temos que encontrar quem está invadindo os lugares e o que essa pessoa quer, Emma.”
“Eu sei.”
Regina estava sentada no sofá de Archie. Se ela iria fazer isso até o final dessa gravidez, ele teria que comprar um sofá novo, um mais confortável para ela, ele pensou. Costas em uma pilha de travesseiros e pernas em um puff. Archie estava massageando seus pés inchados e Henry estava lendo alguma coisa ao lado dela.
“Ai!” Ela pulou um pouco e foi recebida por dois pares de olhos atentos.
“Isso doeu, Regina? Desculpe-me, eu não pensei que estava usando tanta força.” Ele disse, se sentindo culpado e olhando para o rosto dela com preocupação.
“Não é isso, Archie. Eu só acabei de levar um chute bem forte.” Ela disse massageando a barriga.
No mesmo segundo, os dois homens estavam ao lado da barriga dela, falando, acariciando e esperando por qualquer movimento. Não que elas precisassem disso para se mexer. Nas últimas semanas, principalmente nos últimos dias, elas estavam muito ativas e seus chutes estavam ficando realmente fortes. Era quase impossível não vê-las se movendo.
“Ah, meu Deus!” Henry quase gritou quando viu uma onda subir na barriga de Regina e sumir segundos depois.
“Henry, pega a câmera, nós precisamos gravar isso.” Archie disse com os olhos arregalados.
Regina puxou a borda da blusa até logo abaixo de seus seios, sua barriga totalmente à mostra. Archie e Henry estavam quase caindo em cima dela, ansiosos e espantados com cada movimento visível.
Visível e doloroso, Regina pensava.
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1 DIAS ATRÁS
Henry acordou de madrugada de mais um pesadelo, esse foi diferente de todos os outros. Cora não estava nele, mas ainda assim foi aterrorizante.
O menino fez seu caminho para o quarto de Emma e pediu para ir para a casa de sua mãe. Depois de alguns minutos tentando convencê-lo, ela suspirou em derrota sabendo que não conseguiria arrancar a ideia da cabeça do menino.
Depois de entrar na casa, tão silencioso como sempre e sendo seguido por Emma, eles fizeram seu caminho pela escada em direção ao quarto de Regina. Henry abriu a porta o mais silenciosamente possível e se deparou com dois cachorros dormindo enrolados no tapete. Dois dálmatas.
Dois? Pongo? O que Pongo está fazendo aqui?
Então, ignorando a presença do cachorro, ele fez seu caminho em direção à cama de sua mãe. A única luz do quarto vinha de fora, raios de luz que passavam pela janela. Só então ele olhou para a cama e tomou um susto. Ele quase gritou. Quase. Ele colocou a mão em sua boca para ter certeza de não emitir nenhum som.
Archie estava na cama de sua mãe. Regina estava deitada nos braços dele. A cabeça dela estava descansando em seu ombro, boca ligeiramente aberta e uma de suas mãos apoiada em seu peito. Archie estava com os braços ao redor de Regina, segurando-a, mantendo-a perto dele. Uma de suas mãos descansando em sua barriga.
Com os olhos arregalados e tentando evitar fazer qualquer tipo de barulho o menino se virou e encontrou Emma esperando um pouco atrás da porta, ela ainda não tinha visto o que ele tinha visto.
Quando Emma notou os olhos arregalados de Henry ela ia começar a fazer perguntas, mas foi interrompida por Henry que colocou um dedo sobre os lábios em sinal de silêncio e empurrou a mulher para fora do quarto, fechando a porta atrás dele.
“Henry, o que foi? Ela não está aí?” Emma perguntou arregalando os olhos tanto quanto Henry, se possível.
“Shhh, fala baixo!” O menino advertiu e ganhou um levantar de ombros de Emma e um olhar que pedia explicações. “Archie está lá... lá na cama da mamãe.”
E, como se fosse possível, os olhos de Emma arregalaram-se ainda mais e sua boca se abriu em total descrença.
“Você quer dizer na cama, na cama? Tipo, ele está aí dentro com Regina?” A mulher perguntou.
“Aham.” O menino assentiu com a cabeça. “Vamos embora antes que eles acordem.”
Ainda sem palavras, Emma só fez o que o menino falou.
Mais tarde, naquele dia.
“Então eles estão mesmo namorando.” A mulher loira admitiu tentando se convencer.
“Eu te falei.”
“Mas por que eles não nos contaram?”
“Eu não sei, talvez eles queiram manter segredo?” O menino ofereceu.
“Talvez.”
“Nós não podemos contar para a mamãe que nós sabemos.” O menino comentou um pouco inseguro.
“Não!” Emma quase gritou. “Nós não vamos contar, né?” Emma perguntou. Os dois estavam completamente perdidos e Emma sentia como se fosse uma criança.
Eles continuaram conversando, tentando esquecer a imagem que viram.
“...e então a mamãe quase gritou com ela, ela estava furiosa.” Henry estava contando para Emma o que tinha acontecido quando Regina se encontrou com Claire.
“Mas você disse que ela não fez nada.”
“E ela não fez, ela só perguntou como a mamãe estava e como estavam os bebês e então ela ficou furiosa. Depois disso Archie e ela ficaram brigados.”
“Hum...” Emma murmurou e sorriu. Ela não tinha mais dúvida. Regina estava mesmo com ciúmes de Archie. Quem diria? Ela sabia! Regina estava escondendo alguma coisa, mas isso? Ela vai aproveitar disso! Ela vai jogar um monte de indiretas para Regina, Regina gosta desse jogo. Vai ser a vez dela de estar do outro lado.
O hospital foi invadido e junto com ele o “lugar secreto” de Regina foi descoberto.
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HOJE
Depois do alvoroço que o último dia tinha sido, a cidade inteira estava uma bagunça. Mr. Gold estava mais do que irritado, pois ao “encontrarem” o “lugar secreto” no hospital, eles puderam ver os nomes de cada um que uma vez foram aprisionados. E, então, ele viu uma cela cujo nome de sua amada estava escrito na porta.
Belle.
E ele estava furioso com Regina.
O dia foi conturbado. Muitas pessoas fazendo perguntas à Regina e outras pessoas desesperadas fazendo perguntas ao David e à Emma. Não ouve treinamento esta manhã e provavelmente não haveria treinamentos nos próximos dias também, não até que se encontrasse um responsável pelas invasões.
Mr. Gold brigou com Regina em público e a briga só teve um fim porque Belle apareceu e interrompeu. Sidney Glass foi outro. E, quando ela estava fazendo seu caminho para casa, no meio da tarde, ela ainda teve que suportar as piadas e indiretas de Claire.
Não dessa vez.
Ela quase partiu para cima da mulher se não fosse Henry puxando-a e acalmando-a. E, para concluir, Archie e Snow passaram o dia reunidos em busca de uma solução para acalmar a cidade e aquietar as pessoas.
Foi o dia mais estressante para Regina nos últimos meses. Ela estava furiosa com ela mesma e com a pessoa desconhecida que estava provocando o tumulto na cidade. Ela acabou brigando com Emma, com Claire, Mr. Gold, Sidney e Spencer, o antigo Rei George, e tudo isso em apenas um dia. Ela também entrou em uma discussão com Archie por causa de sua segurança.
Ela estava exausta e zangada, ela só queria que esse dia caótico acabasse logo. Era seu dia de ficar com Henry, mas ela pediu para que ele dormisse na casa dos Charmings essa noite.
Era madrugada e a cidade inteira estava dormindo. Regina passara as últimas 5 horas deitada na cama, presa em um sono profundo e cansado. Era por volta de 2 da manhã quando ela ouviu um barulho na parte inferior da casa.
Despertando-se de seu estado sonolento, ela olhou para o relógio e para a cachorra dormindo em sua cama e sorriu. Ela sabia que era Henry, quem mais poderia ser? Em um momento infantil ela decidiu se levantar da cama e surpreender o menino dando-lhe um pequeno susto.
Ela se levantou e abriu a porta, mas foi recebida pelo silêncio e escuridão. Estranhando que o menino ainda não havia aparecido no corredor, ela fez seu caminho silenciosamente sendo seguida por Perdita, preparando-se para dar um susto no menino, mas ele não apareceu, nem Emma.
Estranho.
Percebendo que eles já deveriam ter aparecido, ela chamou o nome do menino e depois de Emma. Nenhuma resposta veio. Então, o medo a consumiu. Ela estava sozinha nessa casa enorme, ela tinha irritado um monte de pessoas no mesmo dia, ela estava grávida e sem magia. Droga!
Ela correu de volta para seu quarto e trancou a porta, descansando suas costas na porta, suspirando aliviada. De repente, um barulho extremamente forte atingiu a porta e o coração dela disparou novamente. Ela se virou para a porta e deu alguns passos para trás, respirando alto e com os olhos arregalados. Então, Regina pôde ouvir os latidos exaltados de Perdita do outro lado da porta. Ela olhou para a cama e sorriu para si mesma. Era só a cachorra, Regina havia deixado ela do lado de fora do quarto quando correu assustada e trancou a porta.
Assim que ela deixou o alivio tomar conta dela, um braço forte a envolveu e um pano foi colocado em sua boca. Ela tentou lutar e se debater, mas a pessoa era mais forte e alguma coisa estava errada. Ela estava se sentindo tonta e fraca. Os únicos sons que ela podia ouvir eram seus gemidos, uma respiração exasperada em seu pescoço e os latidos desesperados de sua cachorra. Seus braços estavam enfraquecendo, sua visão embaçando e, então, suas pernas cederam.
A escuridão tomou conta dela.
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