Uma Mudança Inesperada
26 Capítulo 26 - Escuridão
Notas iniciais
CAPÍTULO 26 — ESCURIDÃO
Seus braços estavam enfraquecendo, sua visão embaçando e, então, suas pernas cederam. A escuridão tomou conta dela.
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Os olhos de Regina se abriram, porém a luz do lugar obrigou-a imediatamente a fechá-los novamente. Ela estava tonta e desorientada. Ela estava lutando contra a sonolência que estava tomando conta dela. Havia uma dor incômoda em seus braços e pulsos e sua coluna estava doendo mais do que o normal. Com muito esforço, ela tentou focar a visão embaçada em alguma coisa ao seu redor. Ela não conseguiu ver nada, apenas a luz que vinha de uma janela no alto de uma das paredes.
Onde eu estou? O que aconteceu?
Ainda tentando focalizar o quarto ao seu redor, ela observou uma mesa, uma ou duas cadeiras e outras coisas que ela não conseguia identificar naquele momento. Ela fechou os olhos novamente e gemeu. Manter os olhos abertos e levantar a cabeça já estava sendo um esforço enorme.
Abrindo os olhos novamente, ela percebeu uma sombra encostada em uma das paredes. Ela apertou os olhos tentando focalizar, tentando entender que objeto era aquele e então ela gelou.
Havia uma pessoa lá, alguém estava olhando para ela. Ela não podia identificar o rosto na escuridão, mas seus olhos brilhavam com a luz da janela.
“O que está... o que... quem está aí?” Ela conseguiu perguntar com muita dificuldade, a garganta ainda seca.
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Como o esperado, Regina não apareceu no treinamento daquela manhã. David e Emma concordaram que ela não iria aparecer. O último dia tinha sido cansativo para todos, em especial para a morena.
Eles voltaram e fizeram seu caminho para a delegacia, afinal eles ainda tinham um invasor para encontrar.
Archie acordou cedo naquela manhã. O sono não tinha vindo fácil. Ele pensou em ligar para Regina, mas preferiu esperar, ele não queria acordá-la ou irritá-la mais do que ela já estava.
Ele mandou algumas mensagens pela manhã. Quando ele não recebeu nenhuma mensagem em resposta, ele automaticamente subentendeu que ou ela ainda estava dormindo ou ainda estava com raiva.
Emma pegou Henry na escola para que pudessem almoçar juntos. Eles encontraram Snow e Archie e após alguns minutos David se juntou a eles.
“Cadê a Regina?” Snow foi a primeira a perguntar.
“Eu não sei, eu ainda não a vi hoje.” Emma respondeu levantando os ombros.
“Eu mandei algumas mensagens, mas ela não respondeu nenhuma. Eu acho que ela ainda está chateada comigo por causa de ontem.” Archie admitiu.
“Talvez ela só esteja descansando, ontem foi um dia e tanto para todos nós, mas principalmente para ela.” David admitiu.
Henry estava silencioso. Alguma coisa estava fora de lugar e ele não conseguia entender o que era.
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O homem se levantou e começou a andar em direção à Regina. Lentamente, seu corpo e rosto foram sendo revelados até que a pessoa estava à frente dela, totalmente visível e com um sorriso doentio no rosto.
Regina arregalou os olhos em horror. A confusão rapidamente deixando sua mente.
“Você, seu bastardo!” Ela gritou.
“Eu disse que não iria embora até encontrar meu pai e eu não vou.” O homem admitiu.
Regina estava furiosa.
Em um acesso de raiva, ela jogou seu corpo para frente em uma tentativa de atacar o homem, mas foi contida por seus braços que só agora ela percebeu, estavam amarrados por trás da cadeira, fazendo sua posição extremamente desconfortável, considerando sua condição.
O homem riu na tentativa fracassada da mulher.
“Senhora Prefeita, não adianta lutar, você só vai sair daqui quando você me disser onde, exatamente, está o meu pai.” O homem falou seriamente, o tom irritado assustando um pouco Regina.
Se ele soubesse.
“Eu já disse, ele não está na cidade, ele saiu da cidade logo depois de você!” Ela falou com a voz tão segura quanto ela poderia manter.
“Não ouse mentir para mim, Regina. ONDE ELE ESTÁ?” O homem gritou a última frase em cima do rosto dela, assustando-a mais do que ela poderia imaginar.
Contra sua própria vontade, uma lágrima fez seu caminho através de sua bochecha. E, então, o medo. Merda! Ela nunca tinha medo. Ela era a Rainha Má, a Prefeita da cidade e a mulher que poderia intimidar uma cidade inteira com apenas um olhar. Ela não deveria sentir medo, ela não queria sentir medo, mas agora era diferente. Ela tinha duas coisas preciosas para se importar e para se preocupar. Ela tinha que assegurar o bem-estar de suas meninas. E ela faria isso. Ela era uma lutadora, ela não desistiria.
“Olha, nós podemos ficar aqui o tempo que for. Quanto mais rápido você falar, mais rápido você sairá daqui.” Ele tentou se acalmar.
“Eu não sei onde ele está.” A mulher afirmou categoricamente.
“Eu não quero te machucar, Regina, mas eu vou fazer isso se você não cooperar.”
Então, ela soltou uma risada mortal.
“Você é louco.” Ela sorriu perigosamente. “Você sabe quem eu sou?”
“Não se preocupe. Eu sei exatamente quem você é e do que você é capaz.”
“Não, eu acho que você não sabe. Você não estaria me mantendo aqui se você soubesse do que eu sou capaz.”
“Você está falando da sua magia, senhora prefeita?” O homem falou sarcasticamente e Regina percebeu.
“Eu vou matar você!”
“Não, você não vai!” Então ele se aproximou dela, pegou seu queixo e ergueu-o de forma que seus olhos estavam ao nível dos olhos dele. “Porque se você fosse fazer alguma coisa... se você tivesse magia, você já teria saído daqui.”
Regina afastou seu rosto em horror. A realização a atingindo com força total. Ele sabia sobre sua magia.
“Nunca mais toque em mim novamente ou-”
“Ou o que?” O homem desafiou.
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Greg estava andando pela cidade, telefone em mãos. Ele não sabia o que fazer. Ele não queria partir para a violência, ainda mais por que a mulher estava grávida, mas ele estava furioso. Ele queria uma resposta e só Regina poderia dar alguma.
Uma intensa troca de mensagens com a “ela” dele estava acontecendo:
“Eu a tenho. Ela não está falando onde ele está, ela diz que não sabe, mas ela está mentindo. Eu não sei o que fazer.”
“Faça-a falar.”
“Mas eu não quero machucá-la, ela está grávida.”
“Ela está grávida? Por que você não me disse isso antes?”
“Eu não sabia que isso era relevante. Eu vim para encontrar meu pai e só sairei daqui quando encontrá-lo.”
“E se ela não falar? E se ela não souber onde ele está? E se ele já estiver morto?”
A resposta veio instantaneamente:
“Então eu vou matá-la.”
“Não! Morrer não vai ser suficiente... pense nos anos em que você sofreu sozinho... andando de orfanato em orfanato. Ela precisa pagar pelo que ela fez.”
“Mas o que eu vou fazer? Logo eles vão perceber que ela está desaparecida.”
“Tire ela da cidade, eles não podem sair da cidade sem perder a memória.”
“Como você sabe disso?”
“Você sabe que eu fiz a minha lição de casa, não sabe?”
“Eu te amo.”
“Eu também te amo.”
Por volta das 4 horas da tarde, Greg voltou para o local onde ele estava mantendo Regina.
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“Ela ainda não respondeu nenhuma das minhas mensagens.” Archie disse triste. “Ela estava furiosa comigo ontem, mas o que eu posso fazer? Ela é a mãe das minhas filhas, eu tenho que me preocupar com elas.”
“Você se preocupa demais, eu aposto que ela está na Prefeitura irritada atrás de um monte de papelada e dos problemas que esse invasor está causando na cidade.” Emma respondeu tentando tranquilizar o homem.
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“Onde nós estávamos, senhora prefeita?” Greg puxou uma cadeira e sentou na frente da mulher.
Ela não tinha comido e nem bebido nada desde o dia anterior. Ela estava faminta, sua barriga roncando e sua garganta estava seca.
“Você não vai me responder?”
“Eu já disse... eu não sei onde ele está.” Ela falou com uma voz perigosamente baixa, a raiva mais uma vez tomando conta dela.
“Você está mentindo... Eu acho que você precisa de um incentivo para começar a falar, o que você acha?” O homem disse com um sorriso sombrio no rosto.
Ele puxou um canivete do bolso e começou a brincar com ele em suas mãos. O reflexo do objeto atingiu os olhos de Regina e enviou um medo repentino através de sua espinha.
Tudo o que ela mais queria agora era que sua magia funcionasse.
Funciona. Funciona.
Droga.
Funciona, maldita!
Ela quase deixou escapar o mantra que ficava repetindo em sua cabeça enquanto seus dedos se moviam em uma tentativa de fazer sua magia funcionar.
“Não está funcionando, não é mesmo?” O homem perguntou, se aproximando dela. “É horrível se sentir impotente para proteger as pessoas que você ama. Confie em mim, eu sei.” Ele disse e começou a passar o canivete em seu rosto, descendo pelo seu pescoço, passando entre os seus seios e percorrendo a barriga de Regina.
Ela estava respirando pesadamente, na verdade ela mal conseguia respirar.
“Onde ele está?”
“Eu já disse que eu não sei.” O desespero estava começando a tomar conta dela e as lágrimas já tinham vencido suas inúmeras tentativas de não chorar.
“Eu tive que entrar em cada lugar dessa cidade à procura de onde ele poderia estar, mas eu não pude encontrá-lo.”
“Foi você? Seu idiota! Você causou um alvoroço na cidade. Seu bastardo idiota!” Ela gritou.
“ONDE ESTÁ O MEU PAI?” O homem gritou, seu rosto quase tocando o de Regina.
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“Ela não está na prefeitura. Eu acho melhor ir checar se ela está bem.” Archie admitiu, a preocupação tomando conta dele. O dia inteiro e nenhuma única resposta. Não era normal, nem mesmo quando ela estava zangada.
“Você quer que eu vá com você?” Snow ofereceu.
“Não,” Archie respondeu rapidamente. “Eu... eu só vou verificar se ela está bem. Muito obrigado, Snow!” Archie agradeceu e saiu, levando Pongo.
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Archie estava de pé a mais de 15 minutos na porta de Regina. Ele sabia que ela estava muito mais lenta ultimamente e levaria algum tempo para descer as escadas e abrir a porta, isso é, se ela não estivesse dormindo, mas isso já era demais.
Ele já havia batido com tanta força e chamado tantas vezes no celular dela que ela já teria acordado. Concentrando-se, ele começou a ouvir os latidos que vinham de dentro da casa e sentiu-se relaxar por um momento. Tudo estava bem. Então, Pongo começou a latir violentamente contra a porta, arranhando a mesma na tentativa de entrar.
“Calma, Pongo.” Archie tentou acalmar o cachorro, mas só estava ficando mais nervoso. Ele nunca viu Pongo desse jeito. “Regina, vamos, abra a porta!” Ele continuou batendo e nenhuma resposta veio.
Ele rodeou a casa e pegou uma das chaves reservas que Regina tinha guardado para Henry, caso ele precisasse. Henry havia ensinado o esconderijo da chave há alguns meses. Ele voltou para a porta da frente e entrou na casa, chamando por Regina.
Os latidos violentos de Perdita podiam ser ouvidos por toda a casa, mas nem sinal da cachorra. Assim que eles entraram na casa, Pongo correu pelas escadas, sendo seguido por Archie.
“Regina, você está aí? Eu te mandei mensagem durante todo o dia e-” Archie parou de falar quando entrou no quarto dela e encontrou Pongo arranhando a porta do closet. Ele abriu e encontrou a cachorra sozinha. Ela estava trancada?
A cachorra passou por ele farejando todo o quarto, pulando em cima da cama como se estivesse procurando por sua dona. Só então, Archie tomou nota que a cama estava desfeita – Regina nunca deixa a cama desfeita – e o celular dela estava na cabeceira ao lado da cama. Os olhos dele se arregalaram. Ele correu e pegou o celular.
8 chamadas não atendidas. 7 mensagens.
Ela não chegou a ler nenhuma. Droga. O que aconteceu com ela?
Ele pegou o seu telefone, lutando para não deixá-lo cair devido ao nervosismo e discou o primeiro número que veio à sua mente.
“Emma!” O homem falou exaltado, sua voz não escondia o pânico.
“Archie? O que aconteceu?” A mulher loira perguntou preocupada.
“É a Regina. Alguma coisa aconteceu, alguém fez alguma coisa, ela não está em casa e o celular dela está aqui.” O homem mal conseguia respirar para falar.
“Calma, Archie. Fala com calma. Ela deve estar em algum lugar, ela já esqueceu o cel-”
“Ela não saiu, alguma coisa aconteceu, eu entrei e... e Perdida estava trancada dentro do closet. A porta está toda arranhada, como se ela estivesse tentando sair. Regina não deixaria Perdita trancada em casa... alguma coisa aconteceu.”
“Eu estou indo.”
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“Onde ela está?” Archie entrou na loja do Mr. Gold gritando com ele. Emma, Snow e David estavam logo atrás.
“Eu não sei do que você está falando.” O homem sorriu confuso.
“Vamos logo, Gold. Onde está Regina?” Emma perguntou irritada.
“Nossa Rainha está desaparecida?” Ele perguntou, uma sobrancelha levantada.
“Não se faça de idiota, Gold. Onde ela está? O que você fez com ela?” David perguntou, tomando a frente de todos os outros.
“Que encantador de sua parte, preocupado com o inimigo número um de sua esposa, ein?”
“Não brinque comigo, Gold. Não é hora para piadas. Onde está Regina?” David perguntou mais uma vez.
Nesse momento, Belle entrou na sala, testa franzida em confusão.
“O que aconteceu com a Regina?" Belle perguntou.
“Ela sumiu. Alguém fez alguma coisa com ela.” Archie respondeu rapidamente. Todos na sala deram um olhar irritado para Mr. Gold e Belle não pôde deixar de perceber.
“Você tem alguma coisa a ver com isso, Rumple?” Belle olhou para ele, decepção invadindo suas feições.
“Não!” O homem se apressou em responder. “Eu não a vi desde de ontem, eu juro Belle.”
“Eu não acredito em você.” Emma admitiu.
“Use seu superpoder para saber se eu estou mentindo, então.”
Emma olhou para ele mais uma vez, confusão inundando-a. Ele estava dizendo a verdade. Ele não fez nada com Regina.
“Onde ela está? Quem machucaria ela?” Archie perguntou inocentemente.
“Bem, eu posso fazer uma lista de pessoas que gostariam de obter vingança sobre Regina se você quiser, mas vou precisar de alguns dias, a lista é bem longa.” Mr. Gold respondeu.
“Chega de brincadeiras, nós temos que encontrá-la.” Snow ofereceu.
“Ela tem magia, ela não permitiria que ninguém a machucasse. Ela é a mulher mais poderosa da cidade depois de Cora. Eu não acredito que alguém arriscaria mexer com ela.” Mr. Gold explicou.
Emma engoliu. “Ela tem magia, ela não permitiria que ninguém a machucasse”. Ela não tem magia. Seu cérebro estava gritando e agora a preocupação estava tomando conta dela. Ela deveria ter contado para alguém, Regina não deveria ter ficado sozinha.
“Ela pode estar se escondendo. Ontem não foi o melhor dia para a nossa Majestade.”
“Ela não está se escondendo. Alguém fez alguma coisa com ela, eu tenho certeza. Ela não deixaria Perdita trancada e ela teria levado o celular com ela. Ela não é estúpida!” Archie quase gritou.
“Acalme seus nervos, grilo.” Mr. Gold falou.
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As horas passaram rápido.
Regina estava exausta, a posição que ela havia permanecido durante todo o dia era extremamente desconfortável.
“Eu... eu estou com sede.” Ela disse e sentiu sua garganta doendo.
O homem pegou um copo, colocou água e deu para a mulher. Em outra situação, Regina jamais aceitaria o copo de água, mas ela sabia que o homem precisava dela, ele não arriscaria envenená-la.
Ela aproveitou cada gole. Ela estava morrendo de fome e seu corpo estava dolorido. A exaustão já estava tomando conta dela.
“Quanto tempo nós ainda teremos que ficar aqui?” Ele perguntou irritado. “Eu só preciso saber onde ele está.”
“Eu já disse que eu não sei.” Ela respondeu calmamente, sua voz mais baixa do que o normal.
Mais alguns minutos de silêncio se estabeleceram entre eles. O homem estava brincando com o canivete.
“Quer saber, eles já devem estar me procurando.” Ela comentou.
“Então é melhor nós apressarmos as coisas.” Ele disse e pegou uma arma que estava em cima de uma das mesas da sala escura. Os olhos de Regina brilharam e sua respiração ficou irregular.
“O que você pensa que está fazendo?” Ela perguntou assustada.
O homem se aproximou de seu rosto. Regina podia sentir sua respiração. Ele começou a brincar com a arma apontada para o rosto dela, mas quando ele percebeu que apontar a arma para a barriga da mulher tinha um efeito maior sobre ela, ele se aproveitou disso.
Ele puxou o gatilho uma vez.
Ela estremeceu. Ela quase podia sentir seu coração parando. Quando nada aconteceu, ela suspirou aliviada e ainda assustada. Ela abriu os olhos para encontrar o homem rindo dela.
“Seu idiota!” Ela gritou.
“Sabe, você é uma mulher muito durona. Eu gosto de mulheres assim.” Ele sorriu maliciosamente e agarrou o queixo dela, tentando beijá-la.
Regina tentou desviar, mas o aperto do homem foi mais forte. Seus lábios se encontraram e ela estava furiosa. O homem se afastou com um grito quando sentiu a mulher mordendo seu lábio inferior. Ela mordeu tão forte que seus lábios estavam sangrando.
“SUA VADIA! CHEGA DE BRINCADEIRA!” Ele estava furioso, mas Regina não cederia. Ela não gostava de demonstrar fraqueza e certamente ela não faria isso agora.
Ele se aproximou mais uma vez e segurou o queixo dela novamente. Ele estava olhando maliciosamente e furioso para ela.
“AONDE ELE ESTÁ?”
“Eu já disse!”
“O que eu vou fazer com você, ein?” O homem falou e começou a descer a arma sobre a roupa dela. Ela ainda estava usando sua roupa de dormir. Não aqueles belos vestidos de seda que ela costumava usar antes, mas roupas mais confortáveis. Hoje ela estava usando um short e uma blusa com alças.
Ele começou a desabotoar os botões da blusa dela e Regina percebeu o que o homem estava querendo fazer.
“Eu já disse para não me tocar.” Ela falou com raiva e cuspiu no rosto dele.
“Eu acho que vou buscar seu filho, talvez com ele aqui você fale alguma coisa.” O homem ameaçou, limpando seu rosto ferozmente. Ele agora estava tremendo de raiva.
Regina sentiu seu coração congelar. Henry não! Ele não pode machucar o Henry.
“Não, por favor!” Ela começou a chorar, toda sua máscara de mulher forte desaparecendo diante do homem.
“Essa é a última vez que vou perguntar, Regina, ou seu precioso filho vai pagar pelo seu erro. ONDE-ESTÁ-O-MEU-PAI?”
“ELE ESTÁ MORTO!” A mulher gritou e arregalou os olhos quando percebeu que ela tinha falado isso em voz alta.
“O que?!” O homem se voltou para ela, olhos arregalados, mãos tremendo e o nervosismo e raiva tomando conta dele. “O que você acabou de dizer?”
“ELE ESTÁ MORTO!” Regina gritou mais uma vez.
O homem olhou para ela e Regina não teve nenhum tempo para reagir quando ele bateu a ponta de sua arma na testa dela. Com a pancada ela desmaiou na hora, uma ferida aberta em sua testa e sangue começando a escorrer através da ferida.
“O que eu fiz?” O homem falou em voz alta.
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